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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A CAVALHADA ZECA MIRON DE SÃO JOSÉ DE BELMONTE E DO CARIRI CANGAÇO...


Logo após a visita técnica à "Casa de Gonzaga" palco do trágico episódio de 1922 a Caravana Cariri Cangaço seguiu pela própria praça até o patamar da Igreja Matriz de São José, ali participaríamos do espetacular cortejo da Cavalhada Zeca Miron, uma das mais tradicionais manifestações culturais do nordeste, própria de São José de Belmonte e que pela primeira vez se apresentava fora do período específico de sua festa sempre no mês de Maio...

Matriz de São José e o cortejo Cavalhada Zeca Miron - Cariri Cangaço
Filarmônica São José
 
"As Cavalhadas foram muito praticadas na Espanha e Portugal, visando revitalizar o patriotismo das duas nações, quase descaracterizadas pelo prolongado domínio dos mouros. Trazidas ao Brasil pelos portugueses, ainda no século da descoberta, sobrevivem até os dias de hoje, em vários estados, sendo tradicionalmente realizadas no município de São José do Belmonte no sertão de Pernambuco. Essa mesma Cavalhada Zeca Miron hoje se preparou e se apresentou no Cariri Cangaço de São José do Belmonte.Na programação, a concentração dos cavaleiros, amazonas, rei e rainha saiu pouco depois das 16h, em frente à Igreja Matriz de São José e o cortejo seguiu em desfile pelas principais ruas da cidade, até o Estadio '' O Carvalhão'', onde foi apresentado o grande espetáculo, que é a Cavalhada Zeca Miron.

Eram perto das 16h e pouco a pouco os convidados do Cariri Cangaço foram tomando a frente da Igreja Matriz enquanto os componentes da Cavalhada chegavam em cortejo, precedidos pelo Rei e Rainha da Cavalhada, remontando tradição, folclore, arte e cultura, remanescentes da época da pátria mãe... O colorido; o azul e o encarnado, predominante nos trajes dos cavalheiros e damas, as fitas, os adereços, os acessórios e os detalhes que compõe todo o figurino e a beleza e elegância dos participantes e montarias nos transportavam no tempo e espaço.
Edízio Carvalho, Rei e anfitrião...
Rainha, Rei e os Mestres da Cavalhada Zeca Miron
Manoel Severo e Ingrid Rebouças
Manuel Dantas Suassuna e Ernesto Carvalho
Ingrid Rebouças e Cristina Couto
Milla Ferreira, Cicero Aguiar, Maria Oliveira, Rangel Alves da Costa, Rose Souza, 
Vera Lucia, Manoel Belarmino, Junior e Ranaíse Almeida

Rita Pinheiro e Manoel Severo
Ranaise e Yasmin Almeida, Cris Silva, Eliane Giolo, Lisbela, Vera Lucia e Rúbia Lóssio, detalhe: Arthurzinho... 
A Cavalhada Zeca Miron é uma das principais manifestações culturais do Estado de Pernambuco, a cada ano tinge com muito azul e encarnado a cidade de São José do Belmonte. O evento, que é uma tradição, ocorre durante a festa da Cavalgada à Pedra do Reino, se constitui de um espetáculo de cores e sincronias simulando uma luta na qual os 12 participantes principais representam, com evoluções equestres e movimentos de espada e lança uma batalha de fundo religioso entre mouros e cristãos, simplesmente sensacional...

O testemunho e a emoção latente e forte de cada convidado do Cariri Cangaço São José de Belmonte é consolidado na fala de Valdir Nogueira: "A cidade se enfeita e se prepara para festejar e rememorar o tempo das CRUZADAS pois a Cavalhada, uma representação simbólica da luta travada entre mouros e cristãos, quando da invasão moura à Península Ibérica, representação trazida pelos portugueses quando vieram para o Brasil e que, até hoje, é realizada em muitas cidades , sendo que em São José do Belmonte, sertão de Pernambuco é extremamente marcante." Sem dúvidas foi uma das maiores emoções de um Cariri Cangaço que ficou marcado em todos os corações.
 
Manoel Severo
Quirino Silva e o Cortejo da Zeca Miron
 
Dra Amelia Cardoso e Comendador Mariano
Jorge Figueiredo o "Sertão Nordestino"
Junior Almeida, Luiz Antônio, Waguinho Ferraz, Manoel Severo e Afranio Oliveira
Dantas Suassuna e Ernesto Carvalho
 Cris Silva e Junior Almeida
E continua Valdir: "Os folguedos populares e tradicionais serviam para quando o povo, concentrado nas grandes festas religiosas ou não, tivesse nas formas espetaculares de uma cavalhada, por exemplo, uma lição objetiva do bem vencendo o mal, do “mouro infiel” vencido pelo cristão. Esse divertimento nesta grande e tradicional festa, contribuiu para a formação religiosa do povo na forma de teatro popular em praça pública, que o jesuíta aproveitou para a catequese."
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Para Waguinho Ferraz, "o Cariri Cangaço, movimento que vem desbravando o sertão nordestino, surpreendeu mais uma vez. Inovou nessa edição com um misto de referencia erudita e costumes da realeza com as tradições da cultura popular nordestina. Presenteou-nos com os encantos da Pedra do Reino e os encantos do movimento cangaceirista nordestino! Parabéns Manoel Severo Barbosa, Valdir José Nogueira ,Manuel Dantas Suassuna, Comissão Organizadora, Conselheiros e demais idealizadores desse encontro! E viva o Rei!"
 
Louro Teles
 
Jorge Remígio e Getúlio Bezerra
 
 
 
“Só depois de adulto, aprofundando meus conhecimentos religiosos e astrológicos e estudando o Catolicismo da PEDRA DO REINO, foi que descobri como essa noção é profunda, zodiacal e estrelar! Mas isso foi depois e fica para depois: naquele meu primeiro dia de Cavalhada, obedecendo à orientação de Tia Filipa, filiei-me ao Cordão Azul, no que fiz, aliás, muito bem, porque ele ganhou e eu quase morro de entusiasmo.” (Romance da Pedra do Reino- Ariano Suassuna).

Da praça o Cortejo tendo a frente os "dobrados tradicionais" executados pela brilhante Banda Filarmônica São José, da Cavalhada Zeca Miron seguido pela Caravana Cariri Cangaço passou pelas principais ruas da cidade se deslocando até o estádio Carvalhão onde novas emoções estavam aguardando a todos dentro da programação do Cariri Cangaço São José de Belmonte 2018.
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No palco das grandes emoções, de um lado o encarnado, do outro o azul, no centro: A grande paixão pela perpetuação das tradições e cultura de nosso povo. A isso chamo Cariri Cangaço  São José de Belmonte !
 
 
 
No estádio Carvalhão e sob os olhares e aplausos de uma comitiva de mais de 200 pesquisadores de todo o Brasil, que formavam a Caravana Cariri Cangaço, foram iniciadas as competições entre os cavaleiros azuis e encarnados,entre as modalidades; corrida das argolas, lance as lanças e corrida das espadas. A disputa acirrada mostrava aos presentes o contagiante entusiasmo, perícia, elegância dos cavaleiros e madrinhas das duas cores e principalmente a força de uma tradição secular renascida bem no meio do sertão de pernambuco. 
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Para Cris Silva, da cidade de Natal:"Sinceramente, nada do que eu vier a dizer aqui será capaz de descrever tamanha satisfação, isso não tem preço! Em nossas vidas, momentos como este ficarão marcados para sempre...Eu me sinto honrada de poder fazer parte desta família maravilhosa , sinto-me imensamente feliz a cada encontro e reencontro proporcionado por este que é mais que um evento, é um sentimento chamado Cariri Cangaço!Sem palavras ! 

"Cavalhada é uma celebração portuguesa tradicional que teve origem nos torneios medievais, onde os aristocratas exibiam em espetáculos públicos a sua destreza e valentia, e frequentemente envolvia temas do período da Reconquista. Era um "torneio que servia como exercício militar nos intervalos das guerras e onde nobres e guerreiros cultivavam a praxe da galantaria. Nas cavalhadas as alcanzias, bolas de barro ocas cheias de flores e cinzas, eram jogadas no campo de batalha. As cavalhadas recriam os torneios medievais e as batalhas entre cristãos e mouros, algumas vezes com enredo baseado no livro Carlos Magno e Os Doze Pares da França, uma coletânea de histórias fantásticas sobre esse rei." Tudo isso encontramos de forma inusitada e extraordinariamente mágica na terra da Pedra do Reino...
Clênio Novaes, Valdir Nogueira, Ernesto Carvalho, Manoel Severo e Dantas Suassuna
Conselheiros Cariri Cangaço; Ivanildo Silveira, Wescley Rodrigues e Sousa Neto
Manoel Severo, Ingrid Rebouças, Clênio Novaes, Manoel Serafim e Valdir Nogueira
"Foi um evento planejado e executado com muito capricho, com muito amor e muita dedicação, o resultado foi simplesmente encantador" ressalta o Conselheiro Cariri Cangaço Manoel Serafim da cidade de Floresta. Para o Conselheiro Cariri Cangaço Edvaldo Feitosa da cidade de Água Branca, "o Cariri Cangaço além do aprendizado tem esta magia: Construir amizades! E que venha o próximo! Já a Conselheira Cariri Cangaço Juliana Pereira, assevera:"Sem sombra de dúvidas, um dos melhores! Amei e já estou com saudade. Foi o que mais aprendi, amadureci... o que mais me provocou reflexões, fantástico!"

Cariri Cangaço São José de Belmonte
Estádio Carvalhão
12 de Outubro de 2018
Fotos: Ingrid Rebouças e Louro Teles

 
 
 
 
 
 
 
 
 


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A SAGA DOS CARVALHO E PEREIRA NO CARIRI CANGAÇO SÃO JOSÉ DE BELMONTE 2018


PARTE 1

Um dos momentos mais aguardados do Cariri Cangaço São José de Belmonte foi a Mesa de Debates onde o tema principal, "A Saga dos Carvalho x Pereira" , capitaneada pelos pesquisadores; Luis Ferraz Filho de Serra Talhada, Sousa Neto de Barro e Jorge Remígio de Custódia; trouxeram ao público expectador do Cariri Cangaço em sua segunda noite, no castelo Armorial, recortes importantes desta magnifica história envolvendo dois dos mais tradicionais troncos familiares de Pernambuco e do nordeste.

PARTE 2


PARTE 3


PARTE 4
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Imagens de Raul Meneleu Mascarenhas
Fonte: Youtube

Cariri Cangaço São José de Belmonte
Castelo Armorial
12 de Outubro de 2018

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LAMPIÃO CHEGA BEM PRÓXIMO DA MORTE EM 1924

Por Jorge Remígio

Quando começamos a subir a Serra do Catolé no sábado 13 de outubro de 2018, passei a refletir debaixo daquele sol escaldante lá pelas 11:00 horas da manhã: Como fora difícil conduzir o bandido já bastante famoso de alcunha Lampião, ferido no calcanhar, por caminho tão acidentado e íngreme. Subíamos por uma picada de mata quase fechada, recentemente ampliada para receber os participantes do evento Cariri Cangaço. Em março de 1924 com certeza não havia uma trilha que levasse pessoas até o cume daquela serra majestosa. 


Lampião e mais dois cangaceiros, Moitinha e Juriti, tiveram um encontro com o Major Theófanes Torres Ferraz, na localidade Lagoa Vieira ou Lagoa do Vieira, este, acompanhado de alguns soldados, o qual arregimentava homens daquela região para formar uma grande volante. Nesse encontro quase casual, Lampião que montava um cavalo, teve um ferimento de bala no calcanhar do pé direito e a sua montaria fora alvejada com tiros caindo sem vida sobre a perna do cangaceiro. Houve grande dificuldade para retirar o chefe daquela situação. Graças ao fogo serrado sustentado pelos dois cangaceiros, conseguiram conduzir Lampião para área fora do combate. Seguido o rastro de sangue, a volante chegou próximo da Serra da Caatinga, onde fora emboscada pelos cangaceiros restantes do grupo. Três soldados comandados do Major Theófanes foram feridos, um com gravidade, o que impediu a sequência da ação policial. 


Lampião foi conduzido até o cume da Serra do Catolé, e em uma gruta de pedra, passou a ser tratado do seu ferimento pelos próprios cangaceiros. É sabido que o cangaceiro Cícero Costa de Lacerda tinha grandes conhecimentos da farmacologia empírica. As volantes ficaram vasculhando a redondeza onde existem várias serras e alguns dias do ocorrido na Lagoa do Vieira, a volante paraibana comandada pelo Sargento Quelé, descobriu o esconderijo onde Lampião se recuperava do ferimento. Na debandada dos cangaceiros, Lampião arrebentou o ferimento e impossibilitado de fugir do local, escondeu-se em uma touceira, permanecendo ali por mais de dois dias. Ele mesmo confessa posteriormente que os soldados chegaram a poucos metros dele. Foi achado por um meninote de 12 anos que caçava naquela serra e este avisou ao pai que havia um homem moribundo no alto da serra. 


O agricultor comunicou o fato aos cangaceiros que ficaram rondando o local desde o dia em que o coito fora descoberto. Lampião foi conduzido para Fazenda Abóboras do poderoso Cel. Marçal Diniz no município de Serra Talhada e posteriormente para a Fazenda Saco dos Caçulas pertencente ao Cel. Marcolino Diniz no município de Princesa Isabel-PB, onde foi tratado por dois médicos da família dos coronéis poderosos. 


O alto da Serra do Catolé é um local deslumbrante. Olhando na direção leste, vemos muito distante, a Serra Talhada que dá origem ao nome da cidade. Ao norte fica o Estado da Paraíba e ao Oeste, o Estado de Ceará. A serra fica na confluência do limite de três estados. Local histórico e encantador que só o Seminário Cariri Cangaço poderia nos dá o prazer de levar todo um bando de interessados na história até esse local marcante e emblemático para história do banditismo rural. Valeu mesmo e parabéns! Para todos que fizeram parte da organização desse grandioso evento.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/permalink/937833433092268/

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UM ESTADO E SEUS CAPÍTULOS TOTALMENTE SITUADOS NA SAGA “LAMPIÃO NA PARAÍBA – NOTAS PARA A HISTÓRIA” É A MAIS NOVA E IMPECÁVEL CONTRIBUIÇÃO DE SÉRGIO DANTAS


O livro ‘Lampião na Paraíba – Notas para a História’ não foi concebido com a intenção de se tornar uma obra revolucionária. O objetivo do autor foi apenas elaborar um registro perene e confiável sobre a atuação do célebre cangaceiro em terras paraibanas. Com 363 páginas e cerca de 90 fotografias de personagens envolvidas na trama - e lugares onde os episódios ocorreram -, o trabalho certamente será de grande utilidade aos estudiosos de hoje e de amanhã.

Dividido em 19 capítulos, com amplas referências e notas explicativas, tenta-se recontar, entre outros, os seguintes episódios:

“A invasão a Jericó; fazendas Dois Riachos e Curralinho; o fogo da fazenda Tabuleiro; os primeiros ferimentos sofridos por Lampião; as lutas com Clementino Furtado, o ‘Quelé’; combate em Lagoa do Vieira; Sousa: histórico do assalto e breve discussão sobre as possíveis razões políticas para a invasão da cidade; a expulsão dos cangaceiros do município de Princesa; combates em Pau Ferrado, Areias de Pelo Sinal, Cachoeira de Minas e Tataíra; o cangaceiro Meia Noite; Os ataques às fazendas do coronel José Pereira Lima; morte de Luiz Leão e seus comparsas em Piancó; confronto em Serrote Preto; Suassuna e Costa Rego; a criação do segundo batalhão de polícia; Tenório e a morte de Levino Ferreira; ataque a Santa Inês; combates nos sítios Gavião e São Bento; chacina nos sítios Caboré e Alagoa do Serrote; Lagoa do Cruz; assassinatos de João Cirino Nunes e Aristides Ramalho; Mortes no sítio Cipó; fuga de paraibanos da fronteira para o Ceará; confronto em Barreiros; invasão ao povoado Monte Horebe; combates em Conceição; sequestro do coronel Zuza Lacerda; o assalto de Sabino a Triunfo(PE) e Cajazeiras (PB); mortes dos soldados contratados Raimundo e Chiquito em Princesa; Luiz do Triângulo; ataques a Belém do Rio do Peixe e Barra do Juá; Pilões, Canto do Feijão e os assassinatos de Raimundo Luiz e Eliziário; sítios Vaquejador e Caiçara; Quelé e João Costa no Rio Grande do Norte; combates com a polícia da Paraíba em solo cearense; o caso Chico Pereira sob uma nova ótica; Virgínio Fortunato na Paraíba: São Sebastião do Umbuzeiro e sítios Balança, Angico e Riacho Fundo; sítio Rejeitado: as nuances sobre a morte do cangaceiro Virgínio”.

A obra certamente não abrangerá o relato de todas as façanhas protagonizadas pelo célebre cangaceiro no estado da Paraíba. Muito se perdeu com o passar dos anos. Os historiadores de ontem, em sua maioria, não tiveram grande interesse em dissecar os episódios por ele protagonizados no território do estado.
A presente obra busca resgatar o que não se dissipou totalmente na bruma do tempo.

LAMPIÃO NA PARAÍBA – NOTAS PARA A HISTÓRIA, Polyprint, 2018, 363 pgs. Disponível em outubro de 2018.

 Aguardemos!

Sobre o autor: Sérgio Augusto de Souza Dantas é magistrado em Natal. Publicou os livros Lampião e o Rio Grande do Norte – A História da Grande Jornada (2005), Antônio Silvino – O Cangaceiro, O Homem, O Mito (2006), Lampião Entre a Espada e a Lei (2008) e Corisco – A Sombra de Lampião (2015).

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2018/09/um-estado-e-seus-capitulos-totalmente.html

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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

CARIRI CANGAÇO 2018 EM SÃO JOSÉ DO BELMONTE

Por Geraldo Ferraz - pesquisador/ escritor

O Cariri Cangaço 2018, São José do Belmonte, de 11 a 14 de outubro, se transformou em grandioso evento. Mais de 200 pesquisadores participaram, ativamente, do nosso encontro. A abertura dos trabalhos transcorreu no Castelo Armorial, obra do visionário Clécio Novaes, com entrega de diplomas aos homenageados. Manoel Severo finalizou os trabalhos falando sobre o legado do Cariri Cangaço. A noite foi finalizada com gostoso coquetel.

No dia seguinte (12), saímos para visita técnica a Fazenda Cristóvão de Ioiô Maroto. Na vistoria guiada ao centro histórico da cidade, fomos brindados pelos precisos comentários de Valdir Nogueira, Clênio Novaes, dentre outros. Em seguida, nos deslocamos até a Matriz de São José, onde participamos do cortejo da Cavalhada de Zeca Miron e testemunhamos, logo após, uma belíssima apresentação no Estádio Carvalhão. Durante a noite, realizamos entrega de comendas e assistimos duas conferências.

No dia 13, a saída foi para a Casa de Pedra na Serra do Catolé, local onde Lampião foi se refugiar para iniciar o tratamento do ferimento do pé. Este maciço está localizado na região fronteiriça dos estados de Pernambuco, Ceará e Paraíba.

Para mim, neto do Theophanes e seu biografo, a aula de campo promovida pelo primo Clécio Novaes, foi uma das mais proveitosas que já assisti. Observar todo o teatro de operações, que abrangeu: o local do ferimento de Lampião, no dia 23 de março de 1924, na Lagoa Vieira (setenta e dois quilômetros de Serra Talhada, outrora Vila Bela e cerca de 30 quilômetros de Belmonte), nas proximidades da Pedra do Reino, por tiro, dizem, desferido pelo próprio Theophanes; seguindo para o lugar Barros, onde os cangaceiros emboscaram a força, que era composta por vinte e cinco policiais e onde ficaram ferindo três soldados, que foram transferidos nos ombros dos companheiros até o lugar Montivideu; passando pelas ordens do Theophanes, que mandou arrochar o cerco nas Aboboras, Pereiras, Jardim Santa Rita, Lagoa Vieira, Serra Catolé, Campo Alegre, Natureza, São Paulo, Serrotinho, Feijão e maior reduto Cristóvão, fazenda de Ioiô Maroto; visualizando o local onde a tropa pernoitou, nas proximidades da Serra da Panela; até o ataque final na referida Serra, no dia 02 de abril de 1924, onde morreram Cícero Costa e Lavadeira. A vida de Lampião esteve, realmente, por um fio! 

Creio que todos os Vaqueiros da História se deliciaram com a narrativa do primo. 

Viva o Cariri Cangaço!

Créditos das fotos: Rosane Ferraz, Manoel Severo (Cariri Cangaço), Junior Almeida, Louro Teles.

Problema de Internet não consegui colocar as fotos devido o tempo insuficiente, mas clique no link abaixo para ver em torno de 95 fotos.

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KYDELMIR DANTAS, MESTRE DO CORDEL


Eu e o amigo escritor de Missão Velha no Ceará, João Bosco André, ouvindo e sorvendo da cultura cordelística desse Mestre do Cordel, KYDELMIR DANTAS, por ocasião do trajeto e visita à Pedra Bonita ou Pedra do Reino, como a chamava Ariano Suassuna.

Publicado em 21 de out de 2018

Eu e o amigo e escritor de Missão Velha no Ceará, João Bosco André, ouvindo e sorvendo da cultura cordelística desse Mestre do Cordel, KYDELMIR DANTAS, por ocasião do trajeto e visita à Pedra Bonita ou Pedra do Reino, como a chamava Ariano Suassuna.

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