Seguidores

quinta-feira, 5 de junho de 2025

ZÉ DE JULIÃO APARECE EM POÇO REDONDO E A DOLOROSA NOTÍCIA

  Por José Mendes Pereira

O cangaceiro Zé de Julião

O escritor e pesquisador do cangaço Alcino Alves Costa, diz em seu trabalho sobre o cangaceiro Zé de Julião que ele estava nas redondezas de Poço Redondo, no Estado de Sergipe. Uns falavam pelos cantos da boca, que a sua visita, nada mais era do que deixar os seus inimigos, todos intranquilos, ou ainda para receber uma boa quantia do Artur, ainda despesas gastas no pleito que foi realizado em Poço Redondo. 

Fonte - Youtube

Outros diziam que não, era apenas uma visita à sua querida e amada terra. Na lei orgânica do município, não existia nada que proibia um filho de lá, passear pelas ruas da sua terra. Mas as suas aparições seriam que o ex-bandido estava se tornando muito famoso e perigoso? E por isso, enviaram-no de volta a Poço Redondo, na companhia de Eron, um afamado e perigoso pistoleiro, para que este o matasse e todos se livrassem do incômodo chamado Zé de Julião? Essas e outras eram as perguntas que todos faziam caladamente em suas mentes.

O cangaceiro Zé de Julião.

As conversas continuavam se alastrando por todo Poço Redondo, que Zé de Julião, um verdadeiro cangaceiro dos tempos de Lampião, estava nas terras do município. As fofocas continuavam. Zé de Julião fora ou não, visto pelos arredores de Poço Redondo? Era verdade ou não que diziam sobre sua misteriosa presença no município?                                                    

No sábado, dia 18 de fevereiro de 1961, Artur e Elieser chegaram a Poço Redondo.  Artur chegou à cidade, vindo de sua fazenda no povoado Bonsucesso. Veio intencionalmente fazer a feira, esta seria feita no domingo, e se hospedou na casa da filha Parceirinha. Sem que ninguém compreendesse o porquê, no dia 19, um domingo, Artur, antes de o sol apontar, os moradores das vizinhanças que iam para a feira, na estrada Poço Redondo-Curralinho, encontraram Artur e o prefeito Eliezer, e conversavam um assunto que talvez, de muito interessante para ambos. Diz Alcino que essa caminhada, apenas os dois, quando todos sabiam dos boatos existentes sobre a possível presença de Zé de Julião no município. 

Com o calor forte do sol, que esquentava o sertão, os dois retornaram. Artur não mandou ninguém, e ele mesmo foi ao mercado fazer suas compras, inclusive, carne, e lá por bobagem, disse a todos que iria voltar à fazenda, precisava estar lá, ou fazendo com que todos escutassem as suas palavras, talvez na tentativa de forjar algo. Como você leitor, vem acompanhando bem a história, Artur chegou de Bonsucesso montado em seu famoso cavalo, um animal que causava inveja aos fazendeiros, sendo este considerado o melhor da região. 

Só como ilustração

E em companhia do Artur, esta não podia faltar, dona Laura, na garupa de seu esquipador. O mais incrível e suspeito, foi que Artur deixou o seu cavalo e retornou para a fazenda montado em um cansado e velho burro, tendo ele conhecimento da presença de Zé de Julião na área. Como também a população se admirou de Artur ter deixado a sua esposa em Poço Redondo, tendo ele retornado sozinho para sua morada.                                                                           

Nesse dia, era um domingo e de muito verão. Um sol bruto já esquentava fortemente os campos. Artur viaja rompendo as pesadas areias quentes do caminho de sua fazenda denominada Bastiana. A estrada era estreita, tinha aparência de vereda, com ligeiras curvas, e sem pressa, o burro caminhava em direção à fazenda. Em uma das várias curvas, sem menos esperar, um homem sai na estrada e ligeiramente não deixou mais o burro continuar seus passos. Apavorado com o que estava vendo em sua frente, Artur conheceu a figura do Zé de Julião. Desesperado, deu um grito assustador:                                                                                        

- Valei-me, Nossa Senhora, mãe de Jesus!

Zé de Julião tentou agarrar as rédeas do burro. O animal espantando-se, não esperou por mais nada, e fez carreira na estreita estrada.  Artur como sempre fora um bom cavaleiro, sentindo o perigo, deitou-se sobre a sela e tentou fugir dali o rápido possível. Os tiros sugiram e o burro que não era besta, correu mais ainda. Um tiro maior do que os primeiros foram disparados. Em seguida, um silêncio foi feito e foi aí que Artur percebeu que estava totalmente vivo e sã. Em vez de seguir a viagem para a Fazenda, voltou para Poço Redondo.

Ao chegar lá, com a roupa toda suja de sangue, comunicou aos policiais. O comandante reuniu os soldados, formou uma volante e para o local se dirigiram levando mais um rastejador. Em uma das curvas da vereda, encontraram três tocaias. Um rastejador seguiu as pegadas ali existentes, e ao passar por cima de umas pedras, avistou um corpo caído do outro lado. Os militares invadiram o local e reconheceram de imediato, que aquele corpo ali estendido, era na verdade o do famoso Zé de Julião. Havia morrido de papo para cima e os óculos permaneciam nos olhos.                            

Diz Alcino que, no sábado, por volta de nove horas da noite, Zé de Julião e seus dois companheiros, haviam tomado banho no tanque da fazenda Queimada Grande. Como era uma noite enluarada, várias pessoas da fazenda observavam, mesmo com a grande distância, deu para elas verem que eram cangaceiros que àquelas horas se banhavam no açude da fazenda.                                                                            

Um senhor chamado José Vitor, que era o vaqueiro desta fazenda chamada Barra da Onça, disse que justamente por àquelas horas, Zé de Julião o chamou pedindo-lhe fósforo, dizendo que ia para a Fazenda Bastiana do senhor Artur.               

Para desconfiança de muitos, que na verdade não poderia ter sido outro plano, e sim, plano dos senhores: Artur e Zé Vitor que possivelmente tramaram a morte de Zé de Julião. Depois da morte do afamado cangaceiro, e já tendo acontecido os depoimentos, Zé Vitor que era um aliado de Zé de Julião, e que antes era um pequeno vaqueiro, deixou a vaqueirice e comprou uma pequena fazenda bem próxima da cidade. O que você acha leitor? Foram eles ou não, os culpados da morte de Zé de Julião?                                                                        

Ainda diz Alcino Alves, em seu texto, que uma versão de uma pessoa (Alcino não revela o nome da pessoa em seu texto), que Zé de Julião, estava acoitado em um lugar bem perto da Queimada Grande, chamado Umbuzeiro de Fora.  No sábado à noite, ele havia recebido a visita do amigo Zé de Pastora, este comprara algumas encomendas para Zé de Julião, em Pão de Açúcar: Foram as compras: Um par de alpercatas, fumo e um vidro de pílula Rossi. Lá eles conversaram até altas horas da noite com o amigo Zé de Pastora. Quando este foi embora, não viajou quinhentos metros, escutou uns tiros no coito e um medonho grito. Correu não passou nem em sua fazenda, foi direto para a beira do rio, fugindo, amedrontado, para a proteção de Elísio Maia, em Pão de açúcar.  

Zé de Julião foi encontrado morto e no local, apesar do ferimento, em cima do peito e rompendo as costas, no chão, não existia uma gota de sangue, apenas uma leve umidade, mesmo sendo um terreno de areia, que as gotas de sangue não sumiriam. Estas observações que foram feitas, dúvidas e mais dúvidas ficaram sobre a sua morte.

Artur chegou a Poço Redondo, com a roupa toda ensopada de sangue, e aparentemente seria necessária de uma cirurgia urgente. Mas feita as verificações, Artur não tinha nada que levasse a uma enfermaria, mas apenas um de seus dedos, pelo lado interno, tinha sofrido um pequeno ferimento na unha.    

Mas ali, as pessoas presentes, notaram logo que se tratava de uma verdadeira trama, já que Artur não teve nenhum ferimento que fosse necessário uma cirurgia.  Diziam os especialistas que, uma bala nunca poderia atingir aquele local sem ferir outras partes do corpo, porque as mãos e os dedos de Artur estavam amparados por todo o seu corpo. E ainda, uma vez que ele estava montado no burro, deitado na sela, como ele mesmo havia declarado as autoridades, e ainda as mãos segurando as rédeas do animal. Estas eram as perguntas que circulavam no meio de Poço Redondo: Como seria possível uma bala procurar desviar-se do resto do corpo e ir alcançar um dos dedos que estava protegido pelo seu próprio corpo?                               

Ao anoitecer, depois de uma grande caminhada e dificultada pelo enorme peso do cangaceiro, os soldados chegaram a Poço Redondo com o morto enrolado em uma velha rede. O pranto e a dor dos de Poço Redondo foi sem igual, apesar de facínora, mesmo os seus adversários não lhe desejavam uma cruel morte. O Zé de Julião estava morto.  Foi para o outro mundo além, o além que nunca mais retornaria aos convívios de Poço Redondo, deixando as festas, as cachaças, as amadas mulheres, os amados filhos, deixando no mato de sua espinhosa caminhada através dos tempos, a terrível luta que por toda sua vida enfrentou contra os projetos do destino. De nada valeu e nem de nada aproveitou. Sempre havia imaginado de um dia tentar apagar a sua nódoa de cangaceiro, mas isso era impossível. Quem já havia sido, continuaria sendo. Que mal fez em um dia entrar naquele mundo de morte e desgraças a toda hora, só pelo prazer de satisfazer vontade de Lampião.

Como Zé de Julião, apesar de ser um perigoso cangaceiro, lá em Poço Redondo, ele havia feito muitos benefícios em prol dos moradores. E ele não esperava que um dia a sociedade o perdoasse. Diz Alcindo que a odisseia de Zé de Julião jamais poderá ser esquecida e servirá de exemplo para todos aqueles que se aventure pelos caminhos perigosos.    

Zé de Julião pagou com a vida e foi arrasado neste grande mundo, que para ele era apenas um pequeno fragmento de poesias, quando queria abraçar o imenso mundão, como se tudo fosse dele. Depois de tantos sofrimentos, lutas ferozes, batalhas destruidoras, correrias nas caatingas, livrando-se dos policiais do governo, e de ter sido cangaceiro e considerado um fora da lei, recebeu como presente uma bala no corpo, começando pelo peito e saindo nas costas sofridas do sol e da poeira.                

Confirma Alcino, que hoje o nome apenas existe, mas é totalmente esquecido e abandonado. A poeira dos desenganos fê-lo de um homem qualquer, sem nenhuma influência aos que vivem, e do tempo a tudo apagou e condenou ao esquecimento o homem que com coragem e obstinação enfrentou a poderosa e invencível força do destino, sabendo-se de antemão, ser a parte fraca que inevitavelmente sairia perdendo.

Hoje já não se conhece o Zé de Julião, apenas uma vaga lembrança passa pelos mais velhos que ainda restam, e que o dia 19 de fevereiro é uma data como qualquer outra.

Conta Alcino que Zé de Julião está num escondido e canto triste e solitário do pequeno cemitério da cidade de Poço Redondo.  Foi enterrado numa humilde cova que talvez já nem exista mais, lá os seus restos mortais do bravo e injustiçado Zé de Julião. Seus patrícios já nem visitam a sua cova, já não se lembram do amigo e irmão que sempre sobre ser leal e sincero para com todos. O passar dos anos apagou a imagem sincera e honesta do grande filho de Poço Redondo. Nos dias em que se completam anos de sua morte, o velho sino da igreja já não retine os seus pesarosos e saudosos ecos.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quarta-feira, 4 de junho de 2025

O CORONEL COMPRAVA AS MOÇA... ATÉ LAMPIÃO CHEGAR".

 Por Mundo do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=4c3KUEqHUeg

Nessa história real e forte, você vai conhecer o coronel que comprava as filhas dos pobres no agreste nordestino… até o dia em que uma senhora, à beira da morte, contou tudo a Lampião. O que veio depois foi vingança, bala, medo e justiça à moda do cangaço. Esse é um dos relatos mais emocionantes e revoltantes do sertão antigo. Contado com o palavreado raiz do nordeste e cheio de detalhes reais, sem invenção e sem fantasia. Se você gosta de histórias do cangaço, esse vídeo é pra você. Assista até o fim. Comente o que achou. Inscreva-se no canal Mundo do Cangaço pra ouvir mais relatos como esse. #Lampião #Cangaço #HistóriaNordestina #MundoDoCangaço #CoronelDoAgreste

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A HISTÓRIA DE CORISCO - BIOGRAFIA COMPLETA. #cangaçologia

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=T2DnzrCaqkI

A história do cangaceiro Corisco um dos mais temíveis e perversos cangaceiros de todo o ciclo do cangaço. Um cangaceiro que "ferrou" seu nome com sangue, lutas e violência na história do cangaço nordestino. CONHEÇAM A NOSSA LOJA: https://www.lojaodonordeste.com/ Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Colaborem com o crescimento e com as melhorias do canal. INSCREVAM-SE no canal e ATIVEM O SINO para receber todas as nossas atualizações e publicações. Forte abraço! Atenciosamente: Geraldo Antônio de S. Júnior - Criador e administrador dos canais Cangaçologia, Cangaceirismo e cultura nordestina e Arquivo Nordeste. Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / cangaçologia  

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O REI DAS CANÇÕES, ELIZEU VENTANIA

 Por José Mendes Pereira

https://www.youtube.com/watch?v=Y5UHBLqvO3E

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

terça-feira, 3 de junho de 2025

VELÓRIO DE ODILON NOGUEIRA DE SOUZA, O AFAMADO ODILON FLOR.

Por Helton Araújo

Hoje, conversando com o amigo Hildegardo Luna Ferraz Nogueira , tive o prazer de ter acesso a esse riquíssimo material histórico. Na foto abaixo podemos ver o velório de Odilon Nogueira de Souza, o afamado nazareno Odilon Flor.

Odilon Flor sem dúvidas foi um dos maiores perseguidores de Lampião, tendo sofrido terríveis perdas nos combates com o bando do famigerado cangaceiro ao longo dos anos, mas em contrapartida foi um dos mais letais adversários de Virgolino, causando significativos danos aos cangaceiros.
O bravo nazareno, faleceu na cidade de Itabuna, no estado da Bahia, em 07 de novembro de 1950, vitimado por um câncer de garganta aos 47 anos de idade.
E esse foi o fim de um dos maiores expoentes da história do cangaço. ODILON FLOR !
Foto : Cortesia : Hildegardo Luna Ferraz Nogueira
Agradecimentos a toda família de Odilon Flor.
Edição Arquivo Digital Helton Araújo
Obs : Essa foto apesar de não ser tão divulgada, já foi postada por Geraldo, do canal Cangaçologia.

https://www.facebook.com/search/top/?q=Canga%C3%A7o%20Eterno

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

" FIGURAS DO CANGAÇO " ( 21 )

Por Helton Araújo
MEIA NOITE : Antônio Augusto Feitosa ou Antônio Augusto Correia, conhecido também por Bagaço e eternizado nas histórias cangaceiras por Meia Noite. Natural da atual Olho D'água do Casado,Alagoas.
Fez parte do bando de Sinhô Pereira e depois de Lampião. Era considerado um homem jovem de extrema valentia, tanto que após sua morte Lampião falou que Meia Noite valia por dez cangaceiros.
Meio Noite como já dito era um homem de coragem e personalidade forte, se desentendeu com os irmãos de Lampião os acusando de roubo de uma quantia que possuía, Lampião o ressarciu mas o mandou embora do bando, ao ter que deixar as armas desafiou qualquer um do bando a tomar dele, coisa que nem Lampião e seus irmãos tiveram coragem de fazer.
Encontrou seu fim em Setembro de 1924, estava acompanhado de sua companheira Zulmira quando o local onde estava foi cercado pela volante, dizem que os adversários foram entre 80 a 110 homens. Meia Noite lutou bravamente dando muito trabalho mas após negociar e tirar sua mulher da casa, ainda conseguiu sair em fuga, foi ferido resistiu mas acabou sendo morto após dois sertanejos da região que ele pediu ajuda o trair e avisar a polícia, seu algoz foi o popular Ronco Grosso.
Obs : Esse Meia Noite não é o mesmo que Zé Rufino disse que matou, se trata de pessoas diferentes.
Quer saber a história completa do cangaceiro Meia Noite clica no link abaixo e assista o vídeo
👇

https://youtu.be/zX4qX_kwGSo http://

https://www.facebook.com/search/top/?q=canga%C3%A7o%20eterno

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MOÇA, EX-COMPANHEIRA DE CIRILO E DEPOIS DE JACARÉ.

Por Helton Araújo

Joana Conceição dos Santos ou simplesmente Moça, essa CANGACEIRA foi companheira do afamado cangaceiro Cirilo de Engrácia e após sua morte esteve na companhia de um cabra de vulgo Jacaré.

Impulsiva, encrenqueira, após a morte de seus dois companheiros no mundo hostil do cangaço, ficou conhecida com mulher que dava azar.
Mesmo com todo esse histórico, a cangaceira Moça sobreviveu ao cangaço.
Foto : Benjamin Abrahão/ Aba Film
Edição : Rubens Antônio
Quer conhecer mais histórias sobre o cangaço?
Se inscreva em nosso canal no YouTube, segue o link abaixo
👇

https://www.facebook.com/search/top/?q=canga%C3%A7o%20eterno

http://blogdomendesemendes.blogpsot.com

segunda-feira, 2 de junho de 2025

VAI TER FESTA NO TERREIRO DA CASA DE LAMPIÃO: TRIBUTO A VIRGOLINO – A CELEBRAÇÃO DO CANGAÇO – 30 ANOS DOS CABRAS DE LAMPIÃO.… PROGRAMAÇÃO COMPLETA… Notícias / Por admin

Por Museu do Cangaço 

 https://www.facebook.com/groups/545584095605711

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SERTÃO DE SERGIPE

Por Amigos
Na fazenda Maranduba, município de Poço Redondo (SE): Palco do segundo maior combate entre Lampião e polícias de Pernambuco e Bahia.
Na companhia do amigo Sálvio Siqueira.

https://www.facebook.com/groups/545584095605711

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CHAPÉU DE LAMPIÃO

 Por Antonio Neto


https://www.facebook.com/groups/179428208932798

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CASAMENTO DO EX-CANGACEIRO SARACURA

Por Histórias do Brasil

Benício Alves dos Santos era paripiranguense, entrou para o cangaço após desacertos com a polícia local e foi combater ao lado do notório Labareda. Sua vida durante o cangaço é relativamente bem conhecida. Saracura ficou famoso por aparecer em um famoso documentário onde é descrito por "Zé Rufino" como um homem destemido e inteligente, capaz de comandar um grupo por conta própria.
No mesmo documentário Benício aparece já como funcionário público do Instituto Médico Legal da Bahia. Em uma breve entrevista, entre informações sobre a vida bandoleira, deixa claro que não gostava de falar do cangaço.
Saracura faleceu ainda jovem, aos 59 anos, contrariando a tradição de longevidade dos cangaceiros sobreviventes ao cangaço. A data exata do seu falecimento é 2 de junho de 1975, morreu de hepatite e foi sepultado em Salvador.
Benício nasceu no dia 1º de novembro de 1916, se entregou em 1940 em Paripiranga e seguiu para cumprir pena em Salvador. Após cumprir sua sentença, continuou morando na capital, fez diversas visitas à Paripiranga após o cangaço. Foi na fazenda de um amigo, Ramiro Vieira de Andrade, que conheceu a sua segunda mulher, com quem viveria pelo resto de seus dias.
A filha do fazendeiro que encantou Saracura foi Josefa Vieira de Andrade Santos.
Segue nossa página,curte e compartilhe

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CALAIS...

 Por MM DIVULGAÇÕES

Jovem, olhar sereno, aparentava ser calmo e sem experiência. Para aqueles que acham isso, triste engano, por trás desse rosto tranquilo e jovial se escondia um dos seres mais cruéis e perigosos que já pisaram nas hostes do cangaço.
Pedro Silvino do Nascimento ou Pedro de Ciana, ficou popularmente conhecido no mundo hostil do cangaço como " CALAIS ". Apesar de ser jovem, suas ações criminosas eram extensas.
Assassinatos, estupros, castrações, tortura entre outros, são alguns dos métodos que constam no repertório sombrio de Calais.
Um cangaceiro que ficou famoso por marcar o rosto de mulheres com ferro quente de marcar animais, foi Zé Baiano, mas o que muitos não sabem é que Calais e seu parceiro de crimes o também cangaceiro Arvoredo já usavam essa prática bem antes e com muito mais frequência.
Calais também ficou conhecido por ser homem de "reza forte", se invultava no meio dos combates mais adversos, desaparecia como um fantasma. Diz a tradição oral, que por diversas vezes saiu com vida onde não se tinha de perspectivas de salvação.
Perdeu duas companheiras no cangaço, Joana e Delmira, ambas tombaram sem vida em meio a ataques de seus inimigos e Calais como sempre conseguindo fugir. Mas a sorte desse baiano acabou no ano de 1937, quando já vivia pelos matos solitário, cometendo seus crimes. Foi morto enquanto buscava tirar da vegetação rígida das caatingas recursos para sua sobrevivência.
Até hoje paira sobre sua morte a dúvida no campo de pesquisa de quem de fato foi o seu algoz, para uma grande parte dos pesquisadores, Teófilo Pires, para outros João Crisipa. Ao certo, o que se sabe, é que naquele dia 22 de dezembro de 1937 tombava sem vida o " Feiticeiro das Caatingas ".
Obs : Após ser gravemente ferido por disparo de arma de fogo, diz a tradição oral, que Calais persistia em não morrer, mesmo diante de um quandro aparentemente irreversível. Foi quando notou-se em seu pescoço um " Patuá", assim que tirado do corpo do cangaceiro o mesmo deu seus últimos suspiros e morreu.
Por : Helton Araújo
Foto : Eronides de Carvalho
Edição Arquivo Digital Helton Araújo
Apoio : Adelsomota Mota
Atenção : Existem várias versões para morte de Calais.
https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

sábado, 31 de maio de 2025

INTERNET...

Estamos esperando que a internet colabore conosco. 

É o nosso maior interesse postarmos textos para os amigos que nos seguem.

Desculpem-nos, a falta de postagens.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

LAMPIÃO E SATURNINO - A INTRIGA

Por Aderbal Nogueira
 https://www.youtube.com/watch?v=a7GBcu425S4

Luiz de cazuza nos fala como foi a intriga de Lampião e Zé Saturnino por causa do chocalho amassado. Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @cangacoaderbalnogueira   Parcerias: narotadocangaco@gmail.com #lampiao #cangaço #maria bonita #cangaceiros

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CONVERSANDO COM AUGUSTO MARANHÃO - LAMPIÃO EM MOSSORÓ

Por TV Assembleia RN
https://www.youtube.com/watch?v=UVf1FrS_1eo&t=1532s

Programa Conversando com Augusto Maranhão Apresentação: Augusto Maranhão Tema: Lampião em Mossoró Exibido em 19 08 2016

http://blogdomendesemendes.blogpsot.com