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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

AOS 98 ANOS FEZ AMEAÇAS.

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=Kavqx3-Ukvs&t=273s

Nesse terceiro vídeo, João Souto fala de seu pai, o ex-cangaceiro Moreno, e conta que ele fez ameaças aos 98 anos de idade. Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @cangacoaderbalnogueira   Parcerias: narotadocangaco@gmail.com

 ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

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LAMPIÃO E A TRAMA PARA ATACAR MOSSORÓ.

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=IYtd9TazrZQ

Nessa nova reedição os professores Lemuel Rodrigues e Geraldo Maia contam sobre a chegada de Lampião a Mossoró. Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @cangacoaderbalnogueira 

https://www.youtube.com/watch?v=IYtd9TazrZQ

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Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.

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domingo, 11 de outubro de 2026

SAGRADO MATRIMÔNIO DOS MEUS AVÓS MATERNOS.

Por Valdir José Nogueira de Moura

Naquele domingo, 21 de julho de 1929, o Padre José Kehrle molhou a pena na tinta preta para registrar no livro de casamentos da Matriz de São José de Belmonte mais uma união abençoada pelas regras da Santa Igreja Católica. Com a caligrafia pausada dos vigários de antigamente, anotou os nomes: Joaquim Donato de Moura e Luiza Rodrigues de Lima, ambos com vinte e três anos, viçosos, cheios de vida e de futuro. Ele, rebento da terra de Belmonte; ela, trazida das altitudes de Triunfo.

​Mas a solenidade do "servatis servandis" em latim e o rigor do assento paroquial guardavam apenas a metade da história. A outra metade — a mais viva e elegante — começara no exato momento em que os noivos cruzaram o patamar da igreja em direção ao imponente casarão de Seu Terto Donato, pai do noivo, próspero comerciante e Capitão da Guarda Nacional.

​Ali, na ampla sala de visitas da residência, todo o soçaite belmontense se fez presente para prestar homenagens às famílias e testemunhar a celebração. Por três dias e três noites, o casarão transformou-se no epicentro da vida social do município. Os salões engalanados serviram de palco para banquetes fartos e recepções onde a fidalguia e o prestígio da melhor sociedade da época se destacavam em cada detalhe.

​Ao longo das paredes da sala de visitas, as moças se enfileiravam sentadas, alinhando com cuidado as dobras dos seus melhores vestidos de seda. Leques abanavam sorrisos tímidos enquanto os olhos buscavam os mancebos do outro lado do salão. Quando a música rompia na primeira nota de uma polca ou na cadência animada de uma quadrilha, marcada em francês por Né Lucas, os galãs atravessavam o ambiente com postura aprumada. Curvavam-se com distinta elegância e, num gesto respeitoso de puro afeto, solicitavam a honra daquela valsa.

​Entre um floreio e outro, trocavam-se olhares compridos, flertes discretos e promessas guardadas no aconchego do ambiente. As mademoiselles coravam, os jovens mostravam sua galhardia, e a elite belmontense daquele final de anos 1920 celebrava sem pressa a alegria do enlace.

​O tempo passou, as folhas do livro do Padre Kehrle amarelaram e os ecos das polcas silenciaram-se no casarão. Mas a união de Joaquim e Luiza ficou gravada não apenas na tinta do vigário, mas na memória amorosa da família — na lembrança eterna de um tempo em que o amor se celebrava com a distinção, o respeito e o brilho dos grandes eventos sertanejos.
Valdir José Nogueira de Moura.

https://www.facebook.com/search/top/?q=valdir%20jos%C3%A9%20nogueira%20de%20moura

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Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

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E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

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O ASSASSINATO DO PADRE PEREIRA: A TRAMA ENTRE A FAZENDA MASSAPÊ E A FAZENDA SERRA VERMELHA.

Por Valdir José Nogueira de Moura.

​Foi entre a Fazenda Massapê, em Santa Maria — na época pertencente ao município de Belmonte —, e a Fazenda Serra Vermelha, no município de Vila Bela, que se teceu a trama para o assassinato do Coronel Manoel Pereira da Silva Jacobina, popularmente conhecido como Padre Pereira. Apontados como mandantes do crime, o Major João Barbosa Nogueira, proprietário da Fazenda Serra Vermelha, e o major David Bernardino de Carvalho e Sá, senhor da Fazenda Massapê, viram-se no centro de uma tempestade política e familiar. Logo após o homicídio do coronel ocorrido no dia 15 de outubro de 1907, a família Pereira buscou mover a máquina da responsabilidade criminal contra os dois majores, ambos ligados à família Carvalho, identificando como executores materiais do atentado os homens de confiança Luiz de França, Manoel Tomé e Mariano Mendes de Moura. A partir de então, o clima na região azedou de vez: os Pereiras declararam publicamente que derramariam o sangue dos Carvalhos e Nogueiras até vingar a morte do Padre Pereira.

​Entre os diversos indícios que pesavam contra a dupla de mandantes, sobressaíam-se os reveladores relatos de Vicente Gato, morador das imediações. Poucos dias antes do atentado, Vicente já estranhara a frequência incomum com que João Nogueira visitava a casa de David Bernardino. A tensão atingiu o auge no próprio dia do crime, quando o cangaceiro Mariano Mendes surgiu de surpresa na povoação de São Francisco e evaporou em seguida — um comportamento atípico para quem costumava passar o dia inteiro na vila durante as feiras. Vicente Gato contou ainda ter recebido em sua casa o cangaceiro Barra de Aço, que levava consigo duas cartas escritas com tinta encarnada, enviadas por David Bernardino a João Nogueira. Na oportunidade, Barra de Aço confidenciou que ia convocar o matador Luiz de França e avisou, com tom lúgubre, que em breve aconteceria uma tragédia em São Francisco capaz de fazer até as pedras chorarem. Não bastasse isso, soube-se que João Nogueira, ao retornar da Fazenda Massapê, recomendara à própria esposa — que, por ironia do destino, era sobrinha do Padre Pereira — que comprasse roupas pretas de luto. Na correspondência, David Bernardino pedia a João Nogueira os préstimos do seu afamado cangaceiro Luiz de França para se juntar aos seus próprios homens, Manoel Tomé e Mariano Mendes. Foi assim que, nos depoimentos que encorparam o processo, costurou-se a autoria intelectual e material do crime que abalou o sertão.

Imagem do google - https://www.google.com/
Valdir José Nogueira de Moura
Foto: lado esquerdo a secular casa da Fazenda Massapê zona rural de Tupananci, antiga Santa Maria, do lendário major David Bernardino de Carvalho e Sá. Do lado direito a capela da Fazenda Serra Vermelha, zona rural de Serra Talhada (Vila Bela) que pertenceu ao major João Barbosa Nogueira.

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Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

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sábado, 10 de outubro de 2026

APÓS A CHACINA DE BREJÃO...

Texto Helton Araújo

Cangaceiro Arvoredo.

A volante executa os irmãos de "Arvoredo"

Em 1929, a trupe cangaceira, tendo entre seus nomes Lampião e Corisco, seguia com suas ações criminosas. Entre os acontecimentos de maior repercussão estavam o incêndio da estação de Itumirim e a execução de cinco militares em Brejão da Caatinga, entre eles o bravo cabo Antônio Militão da Silva.

Pois bem, nesse contexto e sob grande pressão pública, a polícia precisava dar uma resposta. E o destino lhes deu os “cordeiros” que precisavam para o sacrifício.

Em 10 de julho de 1929, chegaram à região dois parentes do cangaceiro Arvoredo. Um, tido como irmão, era José Gomes de Lima (ou da Costa); o outro, que se dizia primo, era Raphael Gomes Lima. Eles haviam vindo a Jaguarari-BA para cobrar uma dívida de mais de 400 mil-réis que lhes era devida por pessoas da localidade.

Acabaram detidos sob o pretexto de serem parentes e possíveis integrantes do bando de cangaceiros. Isso apesar de as autoridades saberem que possuíam família e negócios dignos em Santo Antônio da Glória e que não tinham qualquer pendência legal.

Permaneceram detidos por vários dias, sendo interrogados por alguns oficiais, até caírem nas mãos do capitão José Galdino de Souza. Esse seria o grande azar deles.

Os dois foram conduzidos para Bonfim, atual Senhor do Bonfim, onde ficaram presos juntamente com outros dois detentos: Alyrio Francisco dos Santos, conhecido como Pará, e João Alves de Lima, ex-soldado da polícia mineira.

A notícia da chacina dos soldados de Brejão da Caatinga se espalhava cada vez mais, e a pressão aumentava à medida que novos detalhes do ocorrido vinham à tona.

Então, eis chegado o dia da vingança.

Usando um pretexto aparentemente absurdo, o capitão Galdino, acompanhado de um grupo de aproximadamente 20 militares, colocou os prisioneiros em um trem e seguiu viagem. Durante a noite, a locomotiva foi parada na altura do km 374, a cerca de 16 quilômetros do arraial de Itumirim.

Alguns soldados receberam a ordem de descer. Segundo o pretexto apresentado, eles deveriam abrir trincheiras para combater Lampião, caso o bando retornasse pelo local que havia atacado pouco antes.

O que os homens não sabiam é que estavam, na verdade, cavando suas próprias covas.

João Alves, por possuir experiência militar, percebeu o que estava acontecendo. Em um momento de descuido, abandonou tudo e saiu em disparada. Alyrio, o Pará, também compreendeu a situação e conseguiu fugir.

Os primos — ou irmãos, conforme as diferentes versões — não tiveram a mesma sorte. Foram alvejados. Ali teria acontecido todo tipo de atrocidade e, por fim, o chamado “sangramento”.

Os militares ainda tentaram capturar os fugitivos, mas sem sucesso. E essa fuga acabaria trazendo grandes problemas para a polícia no futuro.

Quanto aos corpos, um deles foi colocado dentro de uma das covas e coberto. O outro ficou mais exposto, recebendo apenas uma cobertura superficial de vegetação. Os urubus fizeram o restante do trabalho.

O problema para a polícia é que João Alves passou a ser perseguido e, entre tantas situações que não caberiam neste pequeno post, a verdade sobre o ocorrido acabou chegando ao conhecimento do coronel Alfredo Barbosa, que, segundo os relatos, era simpatizante de alguns cangaceiros e possuía inimigos políticos que poderiam ser prejudicados com a revelação do caso.

Como o Brasil é Brasil desde sempre, o episódio teve suas voltas e reviravoltas. O caso chegou aos tribunais, mas terminou com os oficiais de patente mais elevada sendo absolvidos. A responsabilidade pelas mortes e ocultação dos cadáveres acabou recaindo sobre simples soldados contratados.

O caso do km 374 foi uma execução bárbara cometida pela polícia contra homens que, segundo os relatos e as fontes sobre o episódio, eram inocentes. E, por meio de um verdadeiro “jeitinho político”, aqueles que ocupavam as posições mais altas acabaram escapando da responsabilização pela morte dos prisioneiros. 

Foto: Jornal A Tarde, de 01/08/1929

Na imagem acima, vemos o delegado Chagas Filho, à esquerda; o médico Egas Moniz Júnior, ao centro; e auxiliares junto a uma das covas, no km 374. A distância em relação à linha férrea pode ser percebida pela composição que aparece ao fundo. 

Créditos para pesquisa: livro Cangaço na Bahia, de Rubens Antônio (in memoriam); Canção Agalopada.

https://lampiaoaceso.blogspot.com/2026/10/apos-chacina-de-brejao.html

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Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C. 

"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte  pergunta:

- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?

E o mestre lhe respondeu:

- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".

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OS VOLANTES DE CANGALEIXO.

 Por: João Lucas "Jaozin" 

Identificando os homens por trás da fotografia de 1936

Baseado em comparações de fotografias e informações dispostas em livros como, por exemplo, o de Alcino Alves Costa — Lampião, Além da Versão —, e na reportagem da revista Noite Illustrada/RJ, de dezembro de 1936, bem como o depoimento do volante Elizeu Lobato disponível no canal do grande Aderbal Nogueira, pude apontar alguns dos volantes que fizeram presença nos episódios do combate da fazenda Cangaleixo, e das fotografias feitas em Porto da Folha/SE, no dia 29 de outubro de 1936, ocasião do fim do subgrupo do cangaceiro Mariano.

Portanto, seguindo a numeração, são eles:

1- Tenente José Rufino;

2- Rastejador Elizeu Lobato;

3- Rastejador Gervásio;

4- Liberino Vicente;

5- Rastejador Severiano Ramos, o Bem-te-vi;

6- Waldemar Ramos, irmão de Bem-te-vi;

7- Cabo Miguel;

8- Rastejador João Doutor;

9- Rufino Pereira, ou João Pereira.

As fontes apontam que o volante José Martins de Souza, filho de Martinho de Souza Freire (vítima do infame cangaceiro Zé Baiano), também esteja na iconografia. Porém, não consegui identificá-lo. Talvez, supondo, é claro, o militar carirense seja o segundo agachado, da esquerda para a direita, ao lado de Elizeu.

https://lampiaoaceso.blogspot.com/2026/10/os-volantes-de-cangaleixo.html

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LAMPIÃO E A BARONESA DE ÁGUA BRANCA NA IMPRENSA | CNL | 2034

 Por Robério Santos

https://www.youtube.com/watch?v=4-LUBN0ah74

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CANGAÇO - ALIMENTAÇÃO

Por Abdias Filho

Em meio às longas jornadas pela caatinga os cangaçeiros se valiam de frutos silvestres para amenizar a fome e repor as energias. Entre os frutos consumidos está o grão-de-galo.


Cordia superba é uma árvore nativa do Brasil. Também é conhecida vulgarmente como babosa-branca, entre outros nomes. Ela produz flores brancas grandes em forma de cálice e pequenos frutos esbranquiçados, chamados pelos pesquisadores de "bomba nutricional", por ser rica em Vitaminas A, VItamina C e Complexo B (B1, B2 e B5). É rica em antioxidantes além de Cálcio, Ferro, Magnésio, Fósforo e Potássio.

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QUE ANIMAL O CANGACEIRO VAI LEVANDO EM SUA MÃO?

Por Robério Santos

Vamos a um debate? Que animal seria este que o cangaceiro atrás de Juriti está carregando? Mocó? Preá? Coelho? E como se chama ele? Fotograma cedido pelo amigo 𝐂𝐀𝐍𝐆𝐀𝐂̧𝐎 𝐁𝐑𝐀𝐒𝐈𝐋𝐄𝐈𝐑𝐎 segue aí.


https://www.facebook.com/roberio.santos

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