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sábado, 2 de abril de 2016

CASO CARLINHOS - Uma Histórias que não terminou

Autores Carlos Henrique Pontes e Irnard Martins

Recebi dos autores esta maravilhosa obra sobre o sequestro do menino Carlinhos. 

Um enigmático e-mail recebido por ele, há alguns anos, foi o que de fato o fez despertar para a possibilidade de o garoto sequestrado viver atualmente sob outra identidade. 



"Se você descobrisse que Carlinhos está vivo, o que faria?", indagava a mensagem.

"É justamente o desenrolar dessa trama e uma série de possibilidades factíveis que trabalhamos na obra", conclui Pontes.

Poderia, hoje, Carlos estar vivendo sob outra identidade, sem lembranças dos traumas do seu passado?

Ou, se estiver morto, onde estará o seu corpo? Quem o terá matado? Por que motivo?

Este livro narra um possível paradeiro dessa criança. Os personagens Fábio e Robert tornam-se amigos e são movidos pelo intenso desejo de descobrir a verdade oculta há tantos anos.

Seriam eles capazes de mudar o rumo da justiça nacional? O que pode acontecer se um exame de DNA comprovar que Carlinhos ainda está vivo?

Estou disponibilizando o e-mail do autor para efetuação de pedido deste livro: 
casocarlinhosolivro@gmail.com

http://livraria.bookstart.com.br/caso-carlinhos

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A TEMERÁRIA TRAVESSIA DO RASO DA CATARINA

Por José Bezerra Lima Irmão

Uma das maiores provas de coragem e resistência de Lampião foi atravessar a pé o Raso da Catarina, tarefa impossível para a maioria dos mortais. Nem mesmo os moradores das beiradas do Raso se arriscam a penetrar nele, pois a partir de certo ponto a paisagem cinzenta estende-se plana e igual para todos os lados, sem pontos de referência, e não há caminhos, de modo que o aventureiro, desorientado, não sabe como voltar ao ponto de partida, e mesmo que queira seguir em frente, pois dessa forma teria de sair em algum lugar, nem isso consegue, porque tem de desviar-se dos obstáculos naturais que encontra, não conseguindo manter o rumo, desnorteado diante de veredas absolutamente idênticas que se irradiam em todas as direções, termina andando em círculos, e aí a morte é certa, de fome e de sede. Até mesmo o gado se perde: se uma rês se embrenha no Raso da Catarina, é dada como morta.


O Raso da Catarina, situado no norte da Bahia, tem a forma grosseira de um retângulo, que se inicia a noroeste de Jeremoabo, entendendo-se para o norte até o Juá, na altura de Paulo Afonso, dali alinhando para o oeste, passando por Salgado do Melão até as proximidades de Várzea da Ema, e descendo até perto de Canudos, fechando-se o retângulo pela trajetória do Vaza-Barris.


Denomina-se "Raso" devido à planura sem fim, que à distância parece um mar azul, sem nenhum acidente topográfico relevante, tendo em torno de 20 léguas em todos os quadrantes. Não há fontes d'água. Não se encontra uma sombra, pois a vegetação é baixa, espinhenta, quase sem folhagem, predominando favelas, catingueiras, juremas, gravatás, macambiras, côroas-de-frade, palmatórias, quipás, xiquexiques, facheiros, mandacarus. A caminhada torna-se mais difícil porque o terreno é arenoso, os pés afundam na terra, e quando se força a passada o pé desliza para trás, dificultando a marcha. Pior ainda: a partir de certas horas do dia, aquecidas pelas labaredas do Sol, a areia se transforma em brasas. Mesmo à noite continua quente por muito tempo, como quente é o vento que sopra devagar. A partir de certas horas da noite dá-se o oposto, vem o frio seco do sertão, sem orvalho, que regela até os ossos.

É uma região inóspita - não chove durante pelo menos durante nove meses do ano.

Naquelas terras semidesérticas, de atmosfera superaquecida e sufocante, somente resistem animais muito resistentes - cobras, camaleões, teiús, pebas, tatus, mocós, preás, capivaras, caititus, emas, seriemas, araras, gaviões, carcarás e, claro, urubus.


No início de novembro de 1929, Lampião, que se encontrava na região da Várzea da Ema, viajou com o bando com destino a Santo Antônio da Glória. Por erro ou intencionalmente, o matuto levado como guia, ao passar pelo arraial de São Francisco, em vez de pegar as veredas que dava para Salgado do Melão, à esquerda, passou direto, embrenhando-se no inferno cinzento do Raso da Catarina.


Lampião, acostumado a andar pelas caatingas pernambucanas igualmente inóspitas do Moxotó, percebeu que o guia estava atrapalhado e avisou:

- Mininos, esse sujeito meteu nóis no oco do mundo! Daqui pra frente acho mió voceis economizá água...

Mas, como economizar água naquele território, ainda mais se alimentando de farinha seca e rapadura? Cada cangaceiro viajava com duas cabeças de água. Por mais que poupassem, na tarde do segundo dia as cabaças estavam vazias. O solo arenoso dificultava a marcha. O Sol cozinhava-lhes os miolos. A sede era de tal ordem que faltava até a saliva para umedecer os lábios. Lampião compreendeu que tinha de aproveitar o frescor da noite, e assim o bando passou a noite toda andando. Já madrugada, passaram por lugares que havia moradores, já na fímbria do Raso, mas como viajavam no escuro não viram casas nem cacimbas. Ao amanhecer, extenuados, cambaleando, parecendo um magote de bêbados, os cangaceiros chegaram a umas "pias" nas imediações de Arrasta-pé, enormes caldeirões de pedras onde se acumulava água da chuva. Lampião recomendou que bebessem água aos poucos. Alguns, assim que beberam, deram para vomitar. Outros sofreram vertigens. Passado o pior, deitaram-se nos lajedos, para recuperar as forças. Só então se lembraram que estavam com fome.

Fonte: livro Lampião, a raposa das caatingas.
José Bezerra Lima Irmão

2ª Fonte - facebook
Página: Agente Carvalho
Grupo: ‎O Cangaço

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ATROCIDADES DE LAMPIÃO E SEUS CABRAS

Por Raul Meneleu Mascarenhas

Muitas estórias contadas e a se contar sobre os métodos que Lampião usava para aterrorizar a população sertaneja e principalmente para aquelas almas infelizes que de algum modo insurgiram-se contra ele. Ressalto que muitos eram inverídicos e foram usados para acelerar os governos estaduais e federal a tomarem providências e incitar a repulsa da população contra o bandoleiro. Exemplos não faltam.

Quando irrompeu a revolução de 1930, Lampião aproveitou-se para vingar-se de duas cidades de Sergipe, porque as populações dessas cidades que tinham sido invadidas assim que o bandoleiro e seu sequazes saíram delas, pediram providências ao Governador do Estado. Quando soube disso, ameaçou voltar e castigar severamente a todos. 

Mas não o fez. Deixou essa vingança para depois, aguardando uma oportunidade para "descontar" essa "traição" considerada por ele, após tais citadinos incluindo autoridades, os ter recebido bem na primeira visita. O tempo corre à espera de oportunidade, não cansa de esperar pelo momento de ferir os cidadãos dessas duas cidades. Durante quase um ano não esqueceu a ameaça.  O dia finalmente chegara.

Aproveitando-se que o sertão estava desguarnecido por causa da revolução, dirigiu-se para essas cidades, chegando no povoado Cajueiro, cerca de três quilômetros da cidade sergipana de Aquidabã, e às duas horas da manhã, bateu à porta de João Custodio de Oliveira, conhecido por José do Papel.

Aberta a porta, o cangaceiros Zé Baiano o agarrou e ameaçando-o de morte e intima-o a dar o dinheiro que possuísse. José Custodio deu-lhe o que tinha — 850$000. Os bandidos saquearam sua casa, levando roupas, anéis e objetos de uso. Um deles ao fitar um dos filhos menores de José, a dormir na rede, diz: 

— Está este pestinha aqui drumindo; táva bom de suspendê na ponta do punhá. 

Um companheiro intercede em favor da criança.

Interessante que estória semelhante foi contada para as pessoas que visitavam o bandido Jararaca na prisão da cidade de Mossoró, pela boca do próprio meliante, há três anos antes pois o ataque a Mossoró deu-se em 1927. 

Quando entraram na vila de Aquidabã, tomaram de assalto o quartel de polícia, que naquelas horas não havia soldados. José Custódio ficou sob a vigilância de Lampião, Volta-Seca e Moderno, espalharam-se pelas ruas e os demais cangaceiros arrombarem as casas e surravam todas as pessoas com palmatória e chicote. Alguns batem às portas, e, quando estas mal se abrem irrompem, inopinadamente, pelo interior, de chicote erguido, a desferir golpes sobre golpes. Ferozes de cólera louca. Senhoras e moças fogem em trajes menores para o mato, desvairadas de pavor. A vila desperta toda enovelada num tumulto de feira, de onde emerge um pânico que imbeciliza os moradores.

O nome de Lampião corre como um rastilho da casa mais abastada ao casebre das pontas de ruas miseráveis, pondo tremuras nos corpos, como uma sezão maligna. Saqueiam o comércio e as casas particulares, carregando jóias, roupas, objetos.

Na residência de José Xavier, o quadro é atroz. Depois de roubado metem-lhe "bolos" de palmatória. A mulher, animosa e valente, intercede e os chama de bandidos. Lampião ordena que a castiguem também. Os "bolos" estalam, brandida a palmatória pelo braço forte do negro Mariano. O marido pede. A mulher se indigna com a fraqueza do esposo e continua a xingar os miseráveis. E continua a apanhar.

Um certo Souza de Manuel do Norte, pobre maluco, tipo de rua de cidade do interior, aparece entre eles e vendo-os entregues ao arrombamento das casas, pede-lhes, com a sua falta de juízo, que não façam tal. Os cobras se exasperam e o insultam. Souza, na sua inconsciência, lhes replica que também é homem, puxando de uma faquinha de marinheiro, sem ponta, um deles o abate logo a "parabellum", em plena praça do comércio!

É um quadro que aterroriza e faz nascer indignação inominável. Dispersos pelas ruas, não param no saque. O velho Aurélio, agricultor, nega-se a dar dinheiro, apesar da insistência de Moderno. Este, afinal, que se vinha mantendo calmo, embravece e grita-lhe que não "viera ali para alisar homem", batendo-lhe a face a pano de punhal, enquanto "Volta-Seca", por detrás, "pepina-o" sadicamente.

Numa esquina, Volta-Seca põe abaixo, sozinho, a porta de uma venda e vasculhando as gavetas e nada encontrando, derriba, numa cólera selvagem, toda sua prateleira de louça, que se esfarelou no chão com ruído formidável de desabamento. Nada lhes resiste à fúria de possessos. Trazem para a rua o cofre de ferro do negociante Clementino Azevedo e o abrem, a golpes de marretas, conseguidas numa tenda de ferreiro próximo, dele retirando três contos, que foram mesmo ali repartidos entre eles. Calcula-se em vinte e cinco contos o que levaram em dinheiro e jóias. As moedas de níquel e prata atiravam na rua, desdenhosos.

Depredada toda a vila, arranjam, sob ameaça, animais selados. Antes da partida, José Baiano aproxima-se de José Custodio e lhe diz: — Vou deixá uma lembrança p'ra você não emprestá mais rifle p'ra esperá Lampião. Lança-o em seguida por terra e o espanca a vergalho. Não satisfeito, propõe matá-lo. Moderno, porém, que vinha chegando, impede, levando-o para junto de Lampião.

Aí desenrola-se outra cena monstruosa. Um dos bandidos, depois de esbordoar a coice de fuzil o roceiro Eduardo Mello, cortou-lhe a facão uma das orelhas, que se despegou com metade da face, mor-rendo o rapaz após um mês de padecimento. No ato da mutilação, um deles grita ao companheiro cruel:

— Não corte tudo, deixe o quinhãozinho do delegado.

O mesmo bandido, com as mãos sangrentas, volta-se para José Custódio e o previne de que ia deixar-lhe outra lembrança e logo decepa-lhe a orelha, atirando-a ao chão. Acode-lhe o seu irmão Antonio Custódio, rogando a Lampião que não o deixe matar. Mas um dos cabras agarra-o e dizendo: deixe vê a sua também, faz-lhe o mesmo. Depois de mutilado José Custódio, sangrando, a inspirar dó, Lampião o chama e diz que vai lhe dar um remédio, obrigando-o a beber um litro de cachaça. O homem cai sem sentidos. Após todos estes crimes e tropelias partiram para Capela, onde pretendiam fazer o mesmo. 

A cidade de Capela-SE. teve mais sorte pois os moradores e apenas alguns soldados valentes, prepararam-se para enfrentar os cangaceiros. Naquela época, devido à revolução que "pipocava" no Brasil inteiro, apenas a cidade de Propriá e Vila Nova, estavam ocupadas pela força pública para evitar a passagem dos revoltosos. Em Vila Nova, hoje atual Neópolis, uma companhia de polícia fora batida por uma patrulha de reconhecimento dos revolucionários que, em lancha, pelo rio São Francisco, se avizinhou do lugar "Passagem". Metralhados, dispersaram-se, fugindo do ataque, direcionaram-se na fuga para a cidade de Capela, chegando antes do ataque dos cangaceiros.

Escaparam de um perigo e caíram em outro. Circulou a notícia da vinda de Lampião, e esta "heróica" tropa tratou de "correr" para lugar mais seguro, mesmo com os argumentos da população e com pedidos e promessas de dinheiro, para que ela ficasse defendendo a cidade. Fugiram levando armas e munições, deixando apenas pequena quantidade. Mas daquela tropa, nem todos eram covardes; cinco deles ficaram, unindo-se aos civis para o combate que estava iminente.

Envergonhados da fraqueza anterior, quando da primeira visita dos bandidos, tinham resolvido os opor séria resistência a Lampião e que não haveria, de novo, de macular com a sua presença ignóbil, as ruas de sua cidade querida.

No povoado "Oiteiro Alto", já perto de Capela, o grupo de cangaceiros, todos montado, esbarrou à porta da bodega do comerciante Sr. Alvino, pedindo dinheiro e bebida. O bodegueiro deu bebida mas negou que tivesse dinheiro. Lampião invadiu-lhe a casa e rebuscou gavetas e baús, encontrando dois contos em uma latinha, debaixo de um tulha de algodão. Ficou enfurecido com o achado. Vinga-se da mentira, espancando-o e violentando-lhe a mulher, ordenando aos cabras que fizessem o mesmo.

Esta desgraçada senhora, casada de pouco, recebera certa educação e era estimadíssima em Capela. Foi estrupada por Lampião que a derribou, e manteve "a pulso" com a desditosa senhora, a ignominiosa relação sexual, que a fez os sentidos, nada mais vendo nem sentindo até o fim de tal ato vil. Sobreveio-lhe grande hemorragia, mandando Lampião que um cangaceiro, com o fim de fazê-la cessar, entupisse a vagina com areia, o que foi feito, a socar com o cabo do punhal. Esta pobre criatura, nunca mais apareceu a pessoa alguma, vivera metida nos quartos internos de sua casa, com evidentes sinais de desequilíbrio mental, pelo resto de sua vida.

Continuando a marcha ao passarem pelos engenhos S. Felix, Pedras, Tabocal e Recurso aprisiona os proprietários para o escudarem na entrada da cidade. Foram eles: o coronel Felix da Motta Cabral, José Cabral Filho, José Xavier Andrade, Jucundino Calasans, Manuel de Mello Cabral Filho.

Foi enviado um emissário para dissuadir os defensores da resistência. reuniram-se os principais do lugar para tão grave decisão. Vacilaram a princípio. Alguém lembrou que seria melhor deixá-lo entrar sem luta, a cidade padeceria os horrores que Aquidabam sofrera, mas, em compensação, se salvariam as vidas dos que os acompanhavam.

Resolveram ao contrário, porém, os próprios parentes e amigos dos reféns. Sucedesse o que sucedesse não era possível se deixar de hostilizar o bandido. Tomam seus postos os defensores civis: Josias Motta, Ardoaldo Campos, Galileu Lima, Ivo de tal, Accioly Menezes, Xavier Padeira, Náo Dória, Floriano Rocha, Osório Ribeiro, Aurélio Alves e muitos outros.

Estala o tiroteio. A confusão do início da luta proporcionou a fuga aos prisioneiros. Os cangaceiros aos gritos de "Valei-me padim pade Ciço" e rinchando, xingando, latindo, escondidos nos portais e esquinas, indo de um ponto a outro a rolar pelo chão e aos saltos para "enganar" as balas dos adversários, bem entrincheirados nas casas, sustentam um fogo que dura quase duas horas.

Vendo que nada conseguiriam, Lampião usa de seu famoso apito, dando sinal de retirada, e a vociferar, furioso com a derrota, diz para os cabras:

— Vamo embora. Terra desgraçada esta, até os santo atira na gente. É que alguns atiradores haviam se postado nas torres da Matriz.

Nesses relatos encontrados no livro "Lampião" do médico sergipano Ranulfo Prata, encontramos esses covardes atos de atrocidades que foram impetrados por Lampião e seus cangaceiros, por pura vingança.


http://meneleu.blogspot.com.br/2016/04/atrocidades-de-lampiao-e-seus-cabras.html

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A HORA DO OFÍCIO


Naquele tempo, Lampião, segundo o que escutamos dos sobreviventes, remanescentes do cangaço, obrigava as pessoas do bando a rezarem o Ofício logo pela manhã.

Ofício Divino é a oração que é chamada de Oração das Horas. São 150 salmos que para os católicos, devem ser rezados ao longo da semana.

"O ofício de Nossa Senhora, embora de origem medieval, é patrimônio da fé do povo brasileiro a Maria, Mãe de Deus. Podemos dizer que ele é uma oração para defender a Imaculada Conceição, que sofreu grandes combates no século XII, por parte de teólogos, que duraram até o dia 8 de dezembro de 1854, quando Pio IX, depois de consultar os bispos do mundo inteiro, declarou e definiu como dogma de fé a doutrina Imaculada".

Esse ato que ele fazia, e ordenava para que seus comandados o fizessem, foi registrado por Benjamin Abrahão Botto em alguma data antes do princípio de novembro de 1936. 

Frizamos isso por vermos o casal de cangaceiros Luiz Pedro e Neném do Ouro em várias cenas do filme feito pelo sírio-libanês, e a companheira de Luiz Pedro foi assassinada no dia 9 de 1936.

Abaixo vemos o casal Luiz Pedro e Neném do Ouro, ajoelhados 'rezando' o Ofício.

Fonte: facebook
Página: Sálvio Siqueira‎
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=678170025656886&set=gm.614922722005181&type=3&theater

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O CANTOR JOÃO MOSSORÓ FARÁ SHOW HOJE, DIA 02 DE ABRIL NO RIO DE JANEIRO


O cantor João Mossoró fará show hoje, dia 02 de abril, 
no Rio de Janeiro, no bairro Benfica no"Mercadão Cadegue".
Uma festa portuguesa,  no "Cantinho das Concertinas".



Será uma festa bastante animada, quando o artista cantará as mais lindas canções.

Você que mora no Rio de Janeiro prestigie o artista, participando do seu show.

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A TRAIÇÃO DE PEDRO DE CÂNDIDO LIQUIDOU LAMPIÃO E O CANGAÇO NUMA MADRUGADA DE JUNHO DE 1928


Uma traição precisa e perfeita. Onde Pedro de Cândido Entrega Lampião Maria Bonita, e mais 20 Cangaceiros, Ao destemido Tenente João Bezerra.

Fonte: facebook
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=843693329067927&set=a.381389691964962.1073741862.100002818033461&type=3&theater

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CONVITE! - SILA DO CANGAÇO AO ESTRELADO


Autora: Elane Marques

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sexta-feira, 1 de abril de 2016

SENTIMENTOS E TEMPESTADES

Por Rangel Alves da Costa*

Qualquer poeta, filósofo ou sujeito, poderia dizer: Difícil amar em meio às dores da guerra, impossível sorrir enquanto a lâmina fere a pele, impensável varais de roupas secas e esvoaçantes embaixo de chuva. Ou ainda: Ninguém se imagina recebendo flores no cais enquanto o barco está afundando em meio à tormenta. Do mesmo modo, ninguém é tão bíblico assim para continuar repetindo que bata mais, esbofeteie a outra face, mais ainda e mais.

Ora, os sentimentos também morrem. E morrem todas as vezes que a pessoa sinta impossibilitado de sensibilizar-se perante as situações de vida. Corações existem que se fecham e se guardam em porões impenetráveis, sentimentos existem que já petrificaram no ser. Contudo, nem sempre assim ocorre pela dureza do ser, mas sim porque já não mais consegue expressar coisas boas ante as dores que se repetem.

A pessoa possui um limite, suporta até um estágio. Depois dessa fronteira, então tudo será tido e visto de outra forma. Como um represamento que de repente irrompe ou grito que se desprende da garganta por não poder mais calar, assim também o ser humano num dado momento. Permanecer inalterado, tudo aceitando de forma passiva, será sinal de que já não conta com reação sequer para viver.

Como diz o ditado popular, ninguém é de ferro, ninguém é de pedra dura para suportar tudo calado. Mas até mesmo o ferro corrói, enferruja. Também a pedra vai se alquebrando e como pó tomará seu destino. O tempo também envelhece e todo reinado tem um dia de fim. Em tudo isso se expõe o sentimento como ideia de suportabilidade. Ou não. Eis que no sentimento está a medida de ação e de reação do homem.


Certamente que é difícil confrontar o sentimento íntimo com a insensibilidade imperante pelos quadrantes do planeta. Os de maior sensibilidade logo começam a se perguntar acerca da desumanidade, da intolerância, da violência, da brutalidade, da ceifação de vidas pelos motivos mais banais. E se questionam sobre o que leva pessoas a de repente violar a vida de outras pessoas, o que faz com que um motivo de suposta fé seja razão suficiente para cortar cabeças.

A sensibilidade se vê, assim, na maior das angústias. Bem poderia ignorar a dor alheia, fazer que não tem conhecimento dos genocídios, fazer de conta que crianças não estão morrendo nas travessias fugindo das guerras e em busca de refúgio, desconhecer a fome e a dor de tantos, jogar tudo debaixo do tapete da conveniência. Mas é humano, é sensível, não pode deixar de sofrer o mesmo sofrimento daquela criança africana que rasteja em busca de um grão de arroz.

Vida, vida, não é fácil vivê-la, principalmente se a pessoa não vive somente para si mesma, egoisticamente, pensando somente na sua conta e no seu salário. Não é fácil ler nos jornais o sangue jorrando pelo mundo, não é fácil saber que o terrorismo trama a cada momento o fim da vida. Dói até estar diante da mesa, usar uma roupa nova, sorrir, ser feliz de vez em quando. Ora, na mesa há o pão, no armário há roupa, na face há felicidade. Mas isso basta, se adiante e muito além aquela criancinha rasteja em busca de um grão de arroz?

Ninguém vai consertar o mundo, diria o outro. Mas a formiga faz a sua parte sem temer a pata do elefante. Certamente que uma pessoa comum não vai confrontar ditadores, terroristas, senhores do mal. Mas existem outras armas para tais tipos de enfrentamentos. O simples ato de indignação já demonstra a não aceitação, já revela um sentimento piedoso perante o que continua ameaçando a vida humana.

Também uma oração pela vida, pelos homens, bons e maus. Também a esperança da redenção do planeta e de seu habitante. Mesmo que nada seja conseguido, que sejam vãos os rogos e as orações, ainda assim a pessoa terá demonstrado seu compromisso existencial. Um ser cujos sentimentos afloram seja no ensolarado ou nas tempestades.

Poeta e cronista
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SANGUE CORRE NAS TERRAS DE SERRINHA DO CATIMBAU


De: Paulo Medeiros Gastão (Paulo Gastão) e Manuel Alves do Nascimento Filho.

Esse trabalho apresenta os principais acontecimentos ocorridos na ocasião da passagem de Lampião e seu grupo pela região de Serrinha do Catimbau que fica localizada próxima à cidade pernambucana de Garanhuns. Nessa localidade no mês de julho de 1935, Maria Bonita foi gravemente ferida.

Esses e outros acontecimentos vocês conhecerão ao folhear as páginas deste sensacional livro/documento.

Para fazer a aquisição da obra entrem em contato com o Professor Pereira (Distribuidor/Revendedor autorizado) através do e-mail franpelima@bol.com.br e consulte valores e prazo de entrega.
Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


Dia 27 de julho de 2015, na cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, no "CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015", aconteceu o lançamento do mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail: 
gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.
Contato para aquisição

gilmar.ts@hotmail.com
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

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A INCRÍVEL HISTÓRIA DO SOLDADO VOLANTE LUIZ ROMÃO.

Por Edson Luiz Ferreira Barros [ Edson Romão]

Sou um soldado da polícia Pernambucana. Sentei “praça” para perseguir “Lampião” e defender minha corporação, mais por ter defendido um companheiro da “morte” hoje vivo lutando contra a prisão. Mas sempre sou o soldado Luiz Ferreira, conhecido por “Luiz Romão” (Luiz Romão na idade de 34 anos, mais ou menos).


Luiz Ferreira do Nascimento, que mais tarde seria reconhecido e imortalizado como “Luiz Romão”, nascido na cidade de Flores -PE, em 15 de Outubro 1916, filho de José Ferreira do Nascimento (José Romão) e Jacinta Gomes de Oliveira. Tendo em seu pai “José Romão”, que já fazia parte da Força Volante da cidade de Flores -PE, seu maior exemplo, Luiz Ferreira do Nascimento ingressou também na Força Volante aos “17 anos de idade” travando vários combates com “facções” do Bando de LAMPIÃO. Sendo extremamente corajoso e habilidoso quanto ao manuseio de armas e táticas da “Caatinga”, com o fim do “Cangaço” no Sertão, foi escolhido como ORDENANÇA DIRETO DO CORONEL MANOEL NETO. Sentou praça em algumas cidades do Sertão como Flores, Ibimirim, Serra Talhada, Arcoverde, entre outras. Em todas as cidades em que “Luiz Romão” trabalhou como ORDENANÇA DIRETO DO CORONEL MANOEL NETO, fez imperar a Lei e a Ordem, pois não havia missão impossível para o mesmo. Por um lamentável episódio ocorrido em Arcoverde, quando lá destacava, estava de folga nesse dia, quando escuta alguém “gritar” por seu nome; tratava-se de uma mulher que em desespero falava que “havia alguns homens tentando matar um soldado...” Sem pensar duas vezes ele se dirige rapidamente para a cena do crime e se depara do que ele chamava de “linchamento”, o soldado estava sendo “golpeado” a faca e pauladas, por vários homens; outro soldado observava como que pasmo, pois não esboçava nenhuma reação. LUIZ ROMÃO DE ARMA EM PUNHO “GRITA”; “SOLTA O SOLDADO, SOLTA O SOLDADO!!!”, é quando dois homens enfurecidos vem ao seu encontro de “ peixeira” em punho e tenta esfaqueá-lo sem dar-lhe chance de defesa, rápido e habilidoso como era “Luiz Romão” desfere um disparo que atinge um dos homens no pescoço, o outro, com um segundo disparo é atingido no coração, onde tiveram, os agressores, morte instantânea... Sendo “Luiz Romão” impelido pela “turba” a continuar os disparos, tombam mais dois homens mortos. O restante dos agressores foge. O soldado que estava sendo “linchado” escapa gravemente ferido. Pôr a justiça, na época não entender os detalhes do “fato” ocorrido, “Luiz Romão” se tornou foragido. Foi perseguido, cercado várias vezes, mesmo policial, teve que trocar “tiros“ com a POLÍCIA, pois preferia a “morte” a ser preso. Mudou de cidade várias vezes, mudou de nome, mais por fim, foi INOCENTADO. “Luiz Romão fixou residência na cidade de Serra Talhada, TERRA DE “LAMPIÃO”, onde seus pais e alguns de seus irmãos já residia, adotando assim, Serra Talhada, como sua cidade, onde viveu por mais de quarenta anos, tendo falecido no dia 7 de Abril de 2003. Toda a sua “história” será contada em um livro... Detalhes do seu convívio com o Cel. Manoel Neto, seus cercos, suas fugas, seus amigos e parentes; as mortes de seus irmãos e sua vingança sua luta para manter-se vivo e conseguir provar sua “INOCÊNCIA”. Com isso “HONRANDO” seu “NOME” de geração após geração. 

O “livro” será lançado em 2012 e terá como tema: “LUIZ ROMÃO, para mim, MAIS VALENTE QUE “LAMPIÃO”.

REDAÇÃO: Edson Luiz Ferreira Barros [ Edson Romão]
FONTE: LÍNGUA GRANDE CULTURAL

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta‎
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=497423727126273&set=pcb.461633010712315&type=3&theater

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A RECONCILIAÇÃO

 Por Luitgarde Barros
Padre Cícero

Tenho refletido muito sobre o ambiente de regozijo com a Reconciliação, que conduziu o retrato do Padre Cícero ao interior da igreja onde foi batizado e celebrou sua primeira missa como sacerdote.
Pensar no Padre Cícero para mim é evocar o grande juazeirense Padre Azarias Sobreira e seu inigualável livro sobre a história do Nordeste e de sua igreja – O Patriarca de Juazeiro. Seus inesquecíveis depoimentos me tocam. Lembram-me sua firmeza de caráter e, indagado, a resposta que me deu sobre a possibilidade de algum dia ter tido dúvidas pela escolha do sacerdócio católico, quando me afirmou muito ter sofrido e pedido a Deus o “milagre de um sinal de que esta é sua Igreja”, acossado como sempre viveu pela descoberta dos erros da hierarquia da igreja cearense em relação ao Padre Cícero.


Este milagre aconteceu, dando-lhe o júbilo de ver a ascensão de João XXIII (Cardeal Roncalli) ao Papado, e a abertura do Concílio Vaticano II (11/02/1962), a primeira grande reforma da Igreja proposta por um membro da hierarquia sacerdotal. Antes, as grandes reformas tinham sido propostas por leigos, como Francisco de Assis em 1209, opondo a pobreza aos exorbitantes tesouros e opulências do poder papal, enfim proclamando a “regra dos menores” em rejeição aos bens materiais. Longo foi o caminho da Igreja cristã primitiva nos seus primeiros três séculos de helenização para se adaptar à  paideia  grega de conciliação entre os poderes do mundo, até que no quarto século (313) o imperador Constantino suspendesse  a  perseguição ao cristianismo, tornando-se ele próprio cristão, atraindo para fortalecimento de seu poder todos os cristãos do Império Romano. Em 325 Constantino convoca o I Concilio de Niceia, do qual participaram cerca de 300 bispos cristãos, no qual se proclama a unidade política do Império e a Doutrina da Trindade.  Para a expansão do cristianismo, Constantino transfere a capital do Império para Constantinopla em 330. Antes de morrer havia estabelecido a existência de livros canônicos e livros apócrifos.

Nos séculos seguintes a Igreja vai substituindo o desapego material pelo luxo, separa-se da Igreja Ortodoxa do Oriente, tornando-se a Igreja Romana a principal força do Ocidente, com centralidade na Europa. A história do crescimento do viés de riqueza do papado é também a história da reação dos “franciscanos espirituais” ao crescente poder econômico-político da instituição dirigente do catolicismo ocidental. A resistência dos “espirituais” crescia com a adesão maciça de cristãos a seus princípios, até à ideia da pobreza de Cristo, que atingia a ordem social daquele tempo. Desde Bonifácio VIII os franciscanos espirituais foram condenados: em 1311, 1317, 1322 e 1323. Essa repressão é respondida pelo mais contestador dos pensadores franciscanos, Guilherme de Ockham, que escreveu sobre o principal problema político de seu tempo, referindo-se ao papa João XXII: “o poder do papa, o seu direito de determinar os caminhos e os limites da vida espiritual, o seu direito de intervir nas questões temporais, o seu direito inquestionável de propriedade e o seu direito de ter a sua autoridade inalcançável pelos outros poderes”. 


A alegria do Padre Azarias em 1973 era poder ter assistido, mais de seiscentos anos após a luta dos franciscanos espirituais, a retomada de suas teses por João  XXIII no Concílio Vaticano II (11/02/1962), cujos temas centrais foram a Misericórdia e o voltar-se a Igreja para os pobres. João XXIII demonstrou preocupações com temas como a pobreza de Cristo, elemento basilar do mundo beato, do qual Padre Azarias foi o maior divulgador e defensor, principalmente das práticas de seu criador – Padre Mestre Ibiapina.

Imagino seu entusiasmo se estivesse assistindo a atuação de um cardeal latino-americano, jesuíta Jorge Mario Bergoglio que, eleito papa após a renúncia de  Bento II, escolhe a nominação de papa Francisco, preocupado com a pobreza e a violência no planeta,  preconizando uma Igreja voltada para esses problemas concretos nas atuais dinâmicas do mundo contemporâneo.

Evocando teses caras a João XXIII, como Evangelho dos pobres e uma Igreja Pastoral,  Francisco publica  “Evangelii Gaudium” e convoca o Sínodo da Família em 2014 e 2015, quando são expostos  conflitos internos da Igreja Romana contemporânea, num mundo em crise econômica e de valores, marcado por extrema violência e aparecimento de novos protagonistas na cena internacional de disputa do poder hegemônico num  momento de diminuição da importância da Europa. Para seu papado, convoca titulados e experientes participantes de cargos como o Cardeal- presbítero de 83 anos de idade Walter Kasper (membro da Congregação para as Igrejas Orientais, do Pontifício Conselho para a Cultura, Congregação para a Doutrina da Fé, Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica e Pontifício Conselho para os Textos Legislativos) e o respeitado diplomata Pietro Card. Parolin seu Secretário de Estado. Francisco empreende a dificílima tarefa de reforma do papado, objetivando principalmente efetivar a Descentralização do poder decisório entre Bispados nacionais e regionais. Isto é expresso pela criação de um estatuto das conferências episcopais, com o Evangelho dos pobres, ouvindo o “sensus fidei do povo”, como propusera João XXIII.

Papa Joao XXIII

Preocupado com escândalos na Igreja, Bergoglio se preocupa com a escassez de vocações sacerdotais, mas clama por “fervor apostólico religioso”, enquanto expande para a Ásia a Evangelização. Preocupado com a moral religiosa, incrementa maior rigor na seleção de seminaristas, elencando a fragilidade de motivações como busca de formas de poder, de glória humana ou bem estar econômico e insegurança afetiva. Como característica de uma Igreja Pastoral, recomenda criatividade das Igrejas locais na escuta dos principais problemas que angustiam os cristãos em cada país, em cada região. Enfim, recomenda a Igreja atenta aos clamores de seu povo, à fé e à moral cristã, na construção de uma verdadeira Igreja Mundial.

Para quem vive ou estuda as romarias de Juazeiro, é como se aí se encontrasse a ideia, emanada do mundo beato, de que a pobreza de Cristo irmanava-o com todos os romeiros do Padre Cícero e da Mãe das Dores, numa piedade cristã que o tempo, mesmo com todas as incertezas desse “vale de lágrimas” contemporâneo, só tem feito multiplicar.

Reconciliando a Igreja com o Padre Cícero, o Papa Francisco supera a proposta de Ratzinger de “reabilitação histórica” deste que é o maior guia do povo nordestino, tendo vivido para que o catolicismo seja educação, forma de vida, consolo dos aflitos, força dos necessitados, respeito aos 10 mandamentos da lei de Deus, fé em Nossa Senhora das Dores, misericórdia, exaltação do trabalho no exemplo de São José Carpinteiro, resistência ao sofrimento e o perdão divino.

 Papa Francisco

Constituindo a categoria “homem de bem”, para designar seus seguidores que o ajudaram no “ciclópico trabalho” (Sic Azarias Sobreira) de soerguimento da vida nos sertões do Nordeste - com a palavra do evangelho, o trabalho e a oração, Ibiapina fundiu em seu programa missionário os preceitos de São Bento e São Francisco de Assis, este último a principal evocação de Bergoglio.

Em sua concepção de autonomia da Igreja local para suas práticas pastorais, Francisco destacou na América Central o sacrifício de Dom Romero em El Salvador e, na América Latina, a obra de Padre Cícero no Juazeiro do Norte, último testemunho do Mundo Beato em seu possível histórico no seio de uma Igreja em transformação.

Procurando fragmentar o poder de dominação do Vaticano, o atual papa pratica o ecumenismo proposto por João XXIII e, como aquele, procura a Conciliação entre todas as denominações cristãs, superando quase milenares dissensões, com o objetivo de colocar a Igreja cristã como Mediadora num tempo em que um por cento (1%) da população mundial detém noventa e nove por cento (99%) da riqueza dos bilhões restantes dos filhos de Deus.

No mundo estritamente político-econômico - partidos políticos, empresas e potências bélicas fazem Acordos e instalam a barbárie do saque à natureza na exploração de nióbio, coltran,  petróleo, gás, tráfico de armas e drogas, com a consequência da morte ou expulsão  de milhões de seres humanos de suas terras de origem, prenunciando-se, pela potência destrutiva  dos métodos  utilizados nessas guerras, até o desaparecimento da espécie humana.

Na busca de paz para a humanidade as Igrejas Cristãs fazem Reconciliação.
  
Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros - Doutora em Ciências Sociais e Professora aposentada da UFRJ e da UERJ - Fonte: blog do Crato/Armando Rafael

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