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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Para desopilar - O Estagiário

Fonte: quantocusta.com

Era meu aniversário de 37 anos, meu humor não estava lá essas coisas. Naquela manhã, ao acordar dirigi-me à copa para tomar café na    expectativa   de que meu marido dissesse:
'Feliz aniversário, querida'!Mas ele não disse nem bom dia....
Aí pensei: 'Esse é o homem que eu  mereço!'
Mas continuei a imaginar:
'As crianças certamente lembrarão'...    
Quando elas chegaram para o café não disseram nem uma palavra.
Saí bastante desanimada, mas me senti um pouco melhor  quando entrei no Fórum e meu estagiário, disse:
- Bom dia Drª, Feliz Aniversário!
Finalmente alguém havia lembrado.

Trabalhei até o meio-dia, quando o estagiário entrou na minha sala dizendo:
- Sabe Drª Promotora... Está um dia lindo lá fora, e já que é o dia  do seu aniversário, podemos almoçar juntos, só a senhora e eu.
Fomos a um lugar bastante reservado.
Nos divertimos muito, e no caminho de volta ele sugeriu:
- Drª, com esse dia tão lindo, acho que não devemos voltar ao Fórum. 
Vamos até o meu apartamento, e lá tomaremos um drinque.
Fomos então para o apartamento dele, e enquanto eu saboreava         um Martini  ele disse:
- Se não se importa eu vou até o meu quarto vestir uma roupa   mais confortável.. 'Tudo bem',
Respondi: 
- 'Fique à vontade'.
Decorridos mais ou menos cinco minutos,  ele saiu do quarto          carregando um bolo enorme, seguido de meu marido,  meus filhos,  amigas e todo o pessoal do Fórum.....           
Todos cantando - Parabéns Para  Você! ...
E lá estava eu: nua, sem sutiã, sem calcinha, sentada no sofá da sala...
É por isso que eu digo......

UMA RUA E SEUS RAMALHETES (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

UMA RUA E SEUS RAMALHETES

Faço um buquê de primavera, escolho as mais belas poesias, trago o canto mais belo que exista, chamo um pouco de sol e um tanto de lua, além de uma porção de brisa e de entardecer, e mando tudo para a sua rua. Mas nem precisava ser assim...

Na timidez da janela que ainda não foi aberta e no silêncio entristecido que deve existir lá dentro, a mais bela flor se olha no espelho e nem sabe que a vida, e principalmente as pessoas da vida, a refletem de um jeito completamente diferente do que imagina ser.

Nem precisava se olhar tanto em busca de beleza no seu corpo, no seu sorriso, na sua roupa, nos seus cabelos, no seu jeito de ser. Se ouvisse sua voz interior já teria encontrado todas as respostas e saberia do seu meigo encanto, da sua simplicidade atraente, da sua importância na graça da vida e na graciosidade que transmite perante todos ao redor.

Bela, linda mulher, juvenil jardim, esperança em pétala sublime, nem precisaria te enviar um buquê senão fazer reconhecer-se na flor que já é. Digo-te, de coração, que nenhum diário, nenhum caderno com as mais belas poesias, nenhuma palavra colhida no dicionário das preciosidades poderia definir o seu ser.

Nessa rua, nessa rua onde mora, nessas pedras por onde pisa até entrar na sua porta, nesse umbral de janela onde se apóia para se entristecer com as paisagens, nesse seu quarto iluminado e tão escurecido, não haverá mais nada assim qualquer dia. Será uma rua sim, porém uma rua com seus ramalhetes. E quem sabe com pedrinhas de brilhantes para nelas caminhar.

Minha doce menina, por um momento feche esse diário tomado por palavras de desalento e escritos de sonhos não acontecidos; rasgue mesmo essas poesias que falam de um amor docemente inexistente e até impossível de acontecer; coloque seus porta-retratos em cima da penteadeira, limpe o espelho embaçado, abra bem a janela, abra mais ainda a janela, e depois vá ver sua rua com seus ramalhetes.

Ramalhetes são objetos cuidadosamente escolhidos e de imenso valor sentimental, tanto para quem os oferece como para quem os recebe; são feixes de flores reunidos pelas hastes, quase pedaços do próprio jardim; são ramos dourados de sentimentos, palavras e atitudes que permitem reconhecer a importância daquela a quem são ofertados.

Mas desta feita diria que ramalhetes são as qualidades que possui e que, pelo encanto de cada pétala que formam o seu ser, não só enche de contentamento e felicidade a rua aonde mora, como aquele que vai dobrando a esquina em busca de sua janela, em busca de um sorriso, em busca de uma esperança amorosa, ou mesmo pelo simples gesto de estar pertinho de sua sublime e meiga presença.

Que rua feliz é a sua, quantos brilhantes nas pedrinhas de sua rua, quanto aroma perfumado exala no vento que passa e volta, quanto encanto na atmosfera que se faz ao seu redor. Por isso menina, por tudo isso, pule essa janela e venha alegrar o mundo, venha dar prazer à vida, venha dar significado à existência de quem não enxerga outra flor senão no seu ramalhete.

Ao andar descalça pelas calçadas e chão, logo surgirão flamboyants, avencas e bromélias pelos canteiros, pássaros voarão sobre sua janela e farão rasantes pelos seu quarto, os ninhos estarão lá no alto esperando a vida, e as borboletas farão festas de cores por todo lugar. E será uma rua primavera, uma rua jardim, uma rua flora, uma rua aroma. Uma rua você e com o seu nome.

Por tudo isso menina, porque diante de ti um buquê não é nada, um livro de poesia não é nada, uma sonata ou suave canto ainda assim será nada, é que me contento em saber ao menos o seu endereço. E nem precisa de nome nem número, pois basta pensar em felicidade, em esperança de amar mesmo sem beijo e abraço, que também me faço de passarinho e acompanho a brisa que faz moradia na sua janela. Pois é lá ao seu lado que a beleza da vida mostra os seus ramalhetes.


Rangel Alves da Costa* 
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

TONNI LIMA

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Humilhar o outro é fácil, difícil é manter a consciência tranquila, a noite, procurando o sono aos 4 cantos do quarto. 


Quem tem ouvidos, ouça!
Tonni Lima


Extraído do blog: fraseS subntendidaS
http://frasesubntendida.blogspot.com/2011_07_01_archive.html

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AGRADECIMENTO - LUSA PIANCÓ VILAR



Você é criativo, amigo, de um simples comentário fez uma linda postagem. Muito obrigada, por todas as atenções que tenho recebido. Tenho tentado refazer os passos dos meus antepassados, além de querer deixá-los registrados para a minha posteridade, tenho consciência de que a minha história familiar se mistura a própria História da minha terra, pois, entre seus membros figuram homens e mulheres que contribuiram para o desnvolvimento do nosso Município de 


Itapetim, do ponto de vista político, social e econômico. Amo minha família e tenho muito orgulho de pertencer a ela. E sou muito grata aqueles que, como você, se deparam comigo e me prestigiam com gentilezas dessa envergadura. Obrigada, muito obrigada, mesmo. 

Um abraço.

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DIARIO DE PERNAMBUCO - e sua formidável história


O DIÁRIO DE PERNAMBUCO, o mais antigo jornal da América Latina - foi fundado a 7 de novembro de 1825 -, procurou sempre, inspirando-se nas lições de um rico passado histórico, atualizar-se tecnologicamente, sendo esse constante empenho um dos trunfos de sua longa vida. Dispõe hoje de um dos mais avançados parques gráficos do País, cuja rotativa off-set, uma Goss Newline, imprime 70 mil exemplares por hora, com fotos e anúncios coloridos recobrindo suas páginas. A rotativa, uma estrutura de 400 toneladas, funciona ativada por sistema informatizado. O DP ostenta ainda outro importante título: é a mais velha publicação do mundo editada em língua portuguesa.

Quando surgiu, idealizado por Antonino José de Miranda Falcão, o DIARIO era impresso em rudimentar prelo de madeira. A pequena folha, de 4 páginas, medindo 24 ½ por 19 centímetros, declarava-se, no seu primeiro editorial, um simples "diário de anúncios". Miranda Falcão, que dirigiu o DP por 10 anos, foi o impressor do jornal de 


Frei Caneca, o Typhis Pernambucano, órgão de propaganda da Confederação do Equador, movimento revolucionário ocorrido, em 1824, no Recife.

Em 1835, o comendador Manuel Figueiroa de Faria adquire o DIARIO. Sob o comando de Figueiroa, o DP vive momentos de grandes transformações, chegando, em meados do século XIX, a rivalizar, por seu conteúdo editorial e acabamento gráfico, com os periódicos da Corte. A família Figueiroa conduziu os destinos do jornal durante 65 anos. 


O conselheiro Rosa e Silva, então vice-presidente da Republica, assume o seu controle em 1901. Nessa fase, o jornal é envolvido por agitada disputa política, sofrendo, inclusive, empastelamento, o que se repetiria em 1945. A sua redação era dirigida por Arthur Orlando e entre os redatores estavam 


Assis Chateaubriand e Gilberto Amado, que escrevia a coluna intitulada Golpes de Vista. Chateaubriand, anos depois, faria do DP uma das unidades dos Diários Associados, rede de jornais, rádios e TVs que o Velho Capitão criou em 1924. 

Depois de longas e difíceis negociações, incorpora-se, em 1931, aos Diários Associados, concretizando-se um sonho acalentado por Assis Chateaubriand. O DIARIO toma novo impulso: cria novas seções e amplia os serviços noticiosos, recebendo, com exclusividade, despachos do Chicago Daily News e da United Press. Opera ainda com a Reuter, o International News Service e o British News Service. Colaboram no jornal, entre outros expoentes da vida literária do País: Tristão de Ataíde, Otavio Tarquino de Souza, José Lins do Rego, Menotti del Picchia, Murilo Mendes e Augusto Frederico Schmidt. Durante a II Guerra, o DP encarta semanalmente em suas edições um suplemento sobre o grande conflito, opondo-se ao totalitarismo representado pela Alemanha, Itália e Japão, as chamadas potências do Eixo.


Move então, em 1945, campanha contra a ditadura de Getúlio Vargas, em um dos momentos culminantes de sua história. Em 3 de março daquele ano, num fim de tarde, é assassinado, na sacada do jornal, o estudante Demócrito de Souza Filho, pela polícia do "Estado Novo", que tentava dissolver manifestação popular concentrada em frente ao edifício do DIARIO. No meio da multidão, tomba o carvoeiro Manuel Elias, também vítima dos disparos da polícia, que empastela o jornal. 


O seu redator-chefe, Aníbal Fernandes, um dos grandes nomes da imprensa brasileira, é preso, em companhia de outros jornalistas, e o DP passa mais de 40 dias sem circular, voltando às bancas por força de mandado de segurança concedido pelo juiz Luiz Marinho. Assis Chateaubriand, que alimentava um profundo sentimento de admiração pelo DIARIO, dizia que o jornal recifense era "a praça forte da liberdade".

Bate-se, nos anos seguintes, pela criação da Hidroelétrica do São Francisco, do Banco do Nordeste e da Sudene, o tripé que alavancou o processo regional de industrialização. Além de João Calmon, Anibal Fernandes, Mauro Mota e Costa Porto, dirigiram o DIARIO, em anos recentes, Nereu Bastos e Antônio Camelo. Nereu implanta o sistema de composição eletrônica e impressão off-set, nos começos da década de 1970, o que elimina as maquinas de linotipos e o chumbo na feitura do jornal. Barbosa Lima Sobrinho e 


Raquel de Queirós tornavam-se seus colaboradores permanentes.

Lembra o seu presidente, Joezil Barros, evocando esse notável acervo, que o DIARIO DE PERNAMBUCO sempre esteve a serviço das grandes aspirações coletivas, afirmando-se, no curso de sua trepidante existência, jornal de claros posicionamentos liberais e defensor das franquias democráticas e do Estado de Direito. "Trabalhamos pelo fortalecimento econômico de Pernambuco e pela afirmação de sua cultura, lutando, com tenacidade, em favor dos interesses nordestinos. Este é o nosso compromisso", acentua o dirigente Associado. A circulação do DIARIO estende-se a outros Estados do Nordeste e o leitor encontra ainda pontos de venda no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

Fonte: 

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Manoel Moreno e Moreno

Por: Dr. Ivanildo Alves Silveira

Ao amigo Carlos Alberto, 

o Manoel Moreno que trata esse tópico era baiano, aparentado do famoso ferrador das mulheres, 

Da esquerda para direita - Mané Moreno, Zé Baiano e Zé Sereno

o Zé Baiano (o companheiro da tão falada Lídia), e era conhecido por ser "frouxo" de dar dó...sempre era o primeiro a correr na hora em que o bicho pegava. Até os companheiros do cangaço o gozavam!!! 

O outro Manoel Moreno era paraibano, do grupo de Virgínio (o cunhado de Lampião) e que assumiu tanto o grupo, quanto a mulher (Durvinha) 

Do acervo de João de Sousa Lima

quando este fora baleado e morto logo após a tentativa da invasão da cidade de Piranhas para resgatar 

Inacinha e Gato

Inacinha de Gato que tinha sido presa pelo então Sargento Bezerra.

Tenente João Bezerra (esquerda) | 28 de julho de 1938 | a.d
João Bezerra sentado à direita

Grande Gitirana. Incluo-me no rol dos companheiros. O segundo que você cita, era só 


MORENO, e era natural de Tacaratu-PE, inclusive, o páraco na época, daquela cidade criou um filho de Moreno e Durvinha. Moreno assumiu a chefia do sub grupo, em outubro de 1936, quando 

Virgínio é o número 2

Virgínio foi morto em terras do Cariri Paraibano, próximo da divisa com Pernambuco, quando o bando subdividiu-se em três, para incursão naqueles dois estados, logo após a frustrada tentativa de resgatar Inacinha, presa em Piranhas-AL, onde foi morto o cangaceiro Gato e Virgìnio saiu com ferimento sem gravidade. 

Um grande abraço.
Ivanildo Alves da Silveira
Natal-RN


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DESPREZO

Cortesia de Sérgio Dantas ao Kiko Monteiro

Veja o desprezo aos restos mortais de  quem tanto batalhou para manter a tranquilidade em alguns lugares do nordeste brasileiro.

Segundo o blog Lampião Aceso, estes são os túmulos dos soldados Aristides e Justino no cemitério público de Queimadas.

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Mané Véio: O feroz da Santa Brígida - Parte II

Por: Alcino Costa
José Cícero, Alcino Alves Costa e Bosco André, no Angico

Vamos voltar a contar a incrível história de Mané Véio, o grande protagonista do cerco de Angico. Agora em Goiás deixa de ser Manoel para se tornar Euclides Marques da Silva, o nome de um irmão falecido na Bahia. Fixa residência na cidade de Goiania. Torna-se joalheiro. Casa-se com uma bela moça chamada Maria Bosco da Silva e com ela procura recomeçar a sua nova vida. Nascem dois filhos. Uma menina, chamada Jovina, e um garotinho batizado com o nome  de Jacob. Anos depois o casal muda-se para São Paulo. Vão morar no Bairro da Liberdade. O seu meio de vida, a sua subsistência, continua sendo o comércio de jóias e ouro.

O ciúme era uma constante, uma chaga cruenta na vida deste ex-soldado de volante. Aliado a tão medonho, doloroso e maléfico sentimento, o gênio extremamente violento do antigo “contratado” jogou no abismo a convivência, o sossego e a paz existente entre o baiano do Raso da Catarina e sua nova e também desafortunada esposa. Aquela vida harmoniosa do princípio, quando os dois em parceria comerciavam jóias e ouro juntos, havia chegado ao fim. E Maria começou a ser espancada pelo perverso marido.

Mané Véio, ou Antônio Jacó, ou Euclides Marques.

Não suportando aquela triste e medonha situação, temerosa e apavorada com as torturas e brutalidades do companheiro, a goiana pediu o divórcio, não tinha como continuar vivendo debaixo de tanto sofrimento. O advogado contratado por Maria Bosco chamava-se Othoniel Brandão. Ele iria cuidar do desquite. Ao tomar conhecimento da decisão da esposa, o homem da Santa Brígida se revoltou, chegando a tentar enforcá-la, o que não aconteceu em virtude da intervenção imediata dos vizinhos. Após este grave incidente Maria prestou queixa na polícia. Mesmo assim, dias depois, o marido abandonado tentou a reconciliação, alegando que amava a sua companheira e mãe de seus filhos.

Irredutível, Maria Bosco não aceitou a pretensão do marido. O que queria, o que lhe interessava era ficar ao lado do filho e da filha, e longe, muito longe, do pai deles. Sem alternativas, Mané Véio, mesmo a contra gosto, terminou por concordar com a separação e a divisão amigável dos bens. Na 2ª Vara da Família e das Sucessões a vitória da vítima foi total. Além da pensão para ela e os filhos, ainda aconteceu à partilha e divisão dos pertences de ambos e os filhos ficaram sob a tutela de dona Maria.

Mesmo tendo aceitado o desquite, o antigo caçador de bandidos não se conformava com aquela separação. Agoniado, ameaçava assassinar a antiga companheira. A sua maior preocupação, o seu maior temor, era vê-la acompanhada de outro homem. Dominado pelo ciúme, costumava rondar a residência da ex-mulher, à Rua Pirapitingui, no prédio 97, apartamento 84, no Bairro da Liberdade. Assombrada com as ameaças, Maria Bosco procurou as autoridades policiais explicando a sua grave situação. Aconselhada pelos militares, comprou um revolver calibre 22, tirou porte de arma, e carregava a sua pequena arma em sua bolsa.

Os meses foram se passando. Aquela aflição continuava. O mês de julho de 1966 despontou. Chega o dia 13. É uma quarta-feira. Dona Maria,  acompanhada de sua filha Jovina Marques da Silva, sai do apartamento e vai até um açougue comprar carne. O filho caçula, Jacob, que sempre acompanhava a mãe, dessa vez não a acompanhou para jogar uma pelada com seus amiguinhos de infância. Na volta, após comprar a carne, um pistoleiro espreitava os passos de Maria. Era ele Josafá Marques da Silva, meio irmão de Mané Véio. Este bandido assim agia cumprindo ordem de seu mano que o incumbiu de assassinar a sua própria esposa. 

Em um ponto da Rua Pirapitingui, Maria aparece ao lado da filha, uma linda mocinha de apenas 16 anos de idade. O assassino está de tocaia, a espera de suas vítimas. Pouco mais do meio dia mãe e filha surgem ao longo da rua. Caminham despreocupadas por uma calçada. O verdugo sorrateiramente se aproxima delas. Saca um revolver “S & W”, calibre “32”. Aciona o gatilho de sua homicida arma. Dois tiros atingem mortalmente dona Maria, uma ainda jovem mulher, com apenas 40 anos de idade. Um balaço perfurou o tórax e o outro se alojou um pouco abaixo do peito. Vendo a mãe baleada e cambaleante, Jovina se interpôs entre ela e o cruel assassino. Este sem compaixão e sem piedade, mesmo sabendo que ali estava uma menina-moça no verdor de sua florida existência, e além do  mais, sua sobrinha, uma vez que ela era filha de Mané Véio, não titubeou, atirou para matá-la. Este terceiro tiro também foi mortal. A bala atingiu o peito do lado direito da mocinha que cambaleou e caiu nos estertores da morte por cima do corpo de sua mãe.

Este duplo assassinato abalou São Paulo. No outro dia, 14 de julho de 1966, o jornal NOTÍCIAS POPULARES, estampava: “Cangaceiro contratou um bandido para exterminar a família em SP”. E em grandes letras: “PISTOLEIRO MATOU MÃE E FILHA!”. Na sexta-feira, dia 15, o jornal DIÁRIO DE NOTÍCIAS, estampava em grande manchete: “PISTOLEIRO CONFESSA: MATOU PORQUE TINHA PENA DO IRMÃO”. O “DIÁRIO DA NOITE”, também no mesmo dia 15 de julho, estampava: “MATOU A TIROS A CUNHADA E UMA SOBRINHA”. Josafá e Mané Véio foram presos e processados. No dia 25 de outubro de 1967, o responsável pelo assassinato da esposa e da filha foi para o banco dos réus – e foi severamente exemplado.

Alcino Alves Costa
O Decano, Caipira de Poço Redondo
Sócio da SBEC; Conselheiro Cariri Cangaço

NOTA CARIRI CANGAÇO: Agregando ainda mais valor aos dois capítulos da  Saga de Mané Véio, nos trazida pelo grande escritor Alcino Alves Costa, vamos recorrer ao confrade e Conselheiro Cariri Cangaço; Kiko Monteiro em seu espetaculaer "Lampião Aceso".


Fala Kiko: "Recebemos da leitora Marylu, uma importante informação via comentário para nossa matéria sobre Manoel Marques da Silva o célebre Mané Véio. Ela nos revelou que Euclides Marques da Silva, nome adotado por ele, faleceu aos 92 anos de idade -saciado de dias - na cidade de Pires do Rio - Goiás - em 09.01.2003 ao lado de sua terceira esposa -a goiana Nori Alves Marques da Silva. Hoje residente na capital - vide: 

ENCONTRADO MAIS UM EX-VOLANTE


Por: João de Sousa Lima

Jeremoabo como uma das cidades que foram centro de repressão ao cangaço, com várias volantes policiais aquarteladas, ainda guarda em seus munícipes várias pessoas que viveram essa época.


Durante entrevista ao Jornalista Jovino, da Rádio Vaza Barris, falando do novo projeto literário do escritor João de Sousa Lima que contará no próximo livro sobre o apoio do Coronel João Sá, chefe político de Jeremoabo, aos cangaceiros.

Durante o programa várias pessoas ligaram citando nomes de pessoas que haviam participado de alguma forma na repressão ao cangaço.

Ovino, Antonio Fernandes, João e o repórter.

Toinho de Juvininho

 
Entrevistando o soldado Júlio, um dos  volantes  do grupo de Zé Soares.

João, Toinho, Cícero e Júlio.

Documentação de Júlio.

Enviado de Paulo pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima

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Boa notícia - Óculos de Lampião são recuperados


A polícia encontrou os óculos de Lampião, furtados da Casa da Cultura de Serra Telhada, no Sertão de Pernambuco, no dia 11 de dezembro. A peça, com armação em ouro 16 quilates, está na delegacia do município.

Segundo a polícia, o suspeito de cometer o crime foi até a Casa da Cultura negociar com o presidente da fundação, Tarcízio Rodrigues, o valor que receberia para devolver os óculos. Enquanto tentava subornar o homem, uma funcionária da Casa da Cultura ligou para polícia, que prendeu o criminoso.

Os óculos estavam no guarda roupas do suspeito, que mora em Serra Talhada. A peça chegou à fundação há cerca de dez anos, doada por uma família de coiteros, pessoas que davam comida e protegiam o bando de cangaceiros da polícia.

Portado por Glauber Araújo

Aula de português é inspirada no cangaço!


Buíque: Linguagem de cangaceiros é estudada por alunos da rede municipal.

Uma professora de português de Buíque, cidade localizada no agreste pernambucano, leva o simbolismo do cangaço para as salas de aula. Márcia Rossana leciona na Escola Municipal Manoel Benício de Siqueira, na Zona Rural do município, e trabalha em cima da linguagem dos cangaceiros para aplicar as regras gramaticas e discutir os vários tipos de texto com alunos.

Adotando um método interdisciplinar, que alia a língua portuguesa e história, o projeto propõe, além de aprimoramento da língua, a valorização e o resgate da identidade, da linguagem e da cultura da região. “Começamos o trabalho em junho, visitando o Museu do Cangaço em Serra Talhada (Sertão), e os alunos se identificaram porque todos compartilham a mesma história, a mesma realidade”, explicou Márcia.

Após a visita, a turma formada por 36 alunos da sétima série deveria escrever resumos e resenha sobre o encontro. Segundo a professora, a inspiração para dar início ao projeto surgiu após a leitura do livro “Estrela de Aço: A estética do cangaço”, de autoria 



do historiador recifense, Frederico Pernambucano de Mello.

Na última terça-feira, um cangaceiro remanescente do bando de Lampião foi à escola conversar com os alunos. Aproveitando a oportunidade, a educadora ensinou técnicas de entrevista aos estudantes para o encontro com o cangaceiro 


Candeeiro, vulgo adotado pelo ex-cangaceiro Manoel Loyola de 97 anos. “O que mais me chamou a atenção foi o vocabulário deles. Algumas palavras eu uso e nem sabia que tinha origem no cangaço”, afirmou o estudante Igor Benício de 15 anos.
Fonte: Jornal do Commercio (cidade/regional) da edição de 08 de outubro de 2011.


Jal Gomes
Jaboatão dos Guararapes/PE
Pesquisador Musical


Informação: 
O texto não apresenta autor

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Corisco passou a ser rei ou não?


Exemplificando um fato que envolve pessoas confiáveis e bem intencionadas: 

Em final de janeiro de 1925, quando Lampião entrou na Vila de Custódia, o livro O Canto do Acauã, pag. 236 2ª ed. 1985, de Marilourdes Ferraz, memórias de Manoel Flor, o qual participou do combate, junto com Mané Neto, enfrentando o bando próximo de Betânia-PE, seguindo Lampião para Custódia após a refrega, estima em vinte cangaceiros no bando naquele momento. 

O Promotor de Justiça e Escritor Luiz Cristóvão dos Santos, que era criança e residia naquela Vila, diz que viu três colunas separadas de oito cangaceiros. Portanto, vinte e quatro cabras. Cita isso no livro Caminhos do Pajeú, 1954, pag. 21. 

Já o escritor Rodrigues de Carvalho, no seu importante livro Serrote Preto, ed. 1974, pag. 301. Afirma que Lampião estava com um bando composto de quarenta cangaceiros. 

Temos duas afirmativas aproximadas e uma que destoa totalmente. Bem, finalizando esse lero lero, o Corisco não herdou reinado nenhum. Não havia mais súditos e nem apoio dos coronéis. Esses, não queriam se indispor com o Estado Novo de Vargas naquele momento. E ainda por cima, Corisco não era nada diplomático como foi comum em Lampião, no traquejo com essas pessoas de destaque. Esses dois anos finais, foram mais em fugas, que em combates e outras atividades cangaceiras.

Abraços.

Fonte:

Informação: 
O texto não apresenta autor

BANDO DE CANGACEIROS DE LAMPIÃO



No bando de Lampião, conta-se que passou mais de mil cangaceiros. No Auge de Virgulino ele tinha mais de 200 cabras vivos, mas pode haver controvérsias, pois alguns cangaceiros nunca chegaram a ver todos os homens, como é o caso de Volta Seca que afirma ter visto até 120 homens. 


Esse monte de cabras era dividido em subgrupos como o de, Zé Sereno, Ângelo Roque (Labareda), Moreno, Mariano, Moita Brava, Português, Corisco e por ai vai.

Esses subgrupos eram importantes para expandir o cangaço, pois cada subgrupo ficava em locais diferentes ou até Estados diferentes, também era essencial para não chamar tanta atenção, imagine só mais de 100 homens juntos em um só local? Se jogassem uma bomba matavam todos e fim no cangaço.

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Corisco e o cangaceiro Vinte e Cinco. O último ainda é vivo e mora em Alagoas

Corisco era sim do bando de Lampião e ele era o líder de um subgrupo, após alguns desentendimentos com Lampião, Corisco se separou e formou o seu próprio bando. Mas esses desentendimentos não afetaram muito a amizade dos dois. 

Após a morte de Virgulino, no dia 28 de Julho de 1938, Corisco passa a rei do cangaço riscando o sertão, só que quase dois anos depois é morto pela volante de Zé Rufino.

Fonte:

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Navio que naufragou na Itália foi usado pelo Corinthians em 2010

Embarcação começou a afundar na noite de ontem; 43 pessoas continuam desaparecidas

Há quase dois anos, o Corinthians promoveu um cruzeiro usando o navio Costa Concordia para festejar seu centenário com torcedores e personalidades ligadas ao clube.

Rubens Cavallari-25.fev.2010/Folhapress
O Costa Concordia zarpando do terminal de passageiros de Santos para cruzeiro comemorativo do centenário do Corinthians
O Costa Concordia no terminal de passageiros de Santos para comemorar o centenário do Corinthians

O navio do centenário aconteceu de 25 a 28 de fevereiro de 2010. Foi uma forma do Corinthians de celebrar o centenário do clube. A embarcação circulou saiu de Santos e circulou pelo litoral brasileiro.

Entre os rivais do Corinthians, virou motivo de chacota o naufrágio do navio na Itália. Foi lembrado que a embarcação que afundou é a mesma que o clube usou para realizar o "Navio do Centenário", em 2010. Os rivais brincam que essa foi a última tragédia do aniversário de 100 anos do clube.
As personalidades que estiveram lá: Toquinho, Basílio, Neto, Ronaldo (goleiro), Wladimir, Biro-Biro. A bateria da Gaviões da Fiel tocou no navio, que tinha escorregador gigante e feijoada com samba nas tardes.

Rubens Cavallari-25.fev.2010/Folhapress
Torcedores corintianos colocam faixas do lado de fora do navio, em Santos
Torcedores corintianos colocam faixas do lado de fora do navio, em Santos

O NAVIO

O transatlântico Costa Concordia da Costa Crociere, companhia de navegação italiana, faz parte de uma das principais empresas de cruzeiro do mundo, a Carnival.

O Costa Concordia é um dos mais luxuosos navios de cruzeiro. O passageiro tem à sua disposição cinco restaurantes (Roma Restaurant, Milano Restaurant, Parigi Restaurant Buffet, Samsara Restaurant e o Clun Concordia) que servem diversos pratos da cozinha internacional, spa, salão de beleza, quadro jacuzzis com hidromassagem, piscinas, quadra de tênis, academia, bares, piano bar, cassino entre outras atividades.

O navio tem 290 metros de comprimento e pesa 112 mil toneladas. Ao todo, são 1.500 cabines que podem abrigar até 4.800 pessoas, sendo 3.700 passageiros e 1.100 tripulantes.

Fonte:

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O Rotary Club de Mossoró - 17 de Janeiro de 2012

Por: Geraldo Maia do Nascimento

A idéia de criar um Rotary Club em Mossoró surgiu em meados de 1942, quando Enéas da Silva Negreiros encontrava-se na cidade do Rio de Janeiro em companhia do Dr. Paulo Fernandes. Na ocasião, foram convidados por um amigo a comparecerem a uma reunião-almoço no Rotary Club Centro do Rio, que seria realizada no Automóvel Clube do Brasil. Durante a reunião, o Diretor de Protocolo, ao anunciar a presença dos visitantes, declarou que conhecia Mossoró e fez elogios a nossa cidade. Ao terminar a apresentação, fez um apelo para que os visitantes fundassem em Mossoró um Rotary Club. E a semente estava plantada. 


Já em Mossoró, Enéas e o Dr. Paulo passaram a trabalhar no sentido de concretizar a promessa feita aos rotarianos cariocas. Passaram a contar, no início, com a colaboração de Antônio Costa Filho, o Costinha, que era proprietário do Hotel Avenida, que ficava localizado na praça Rodolfo Fernandes, onde hoje funciona a Casa Porcino. E foi no salão do bar do Hotel Avenida que as primeiras reuniões da Comissão Provisória para a fundação do Rotary Club de Mossoró aconteceram.
               
Um certo dia, durante uma reunião da Comissão, que na ocasião era formada por Paulo Fernandes, Enéas Negreiro, Alcides Dias e Francisco Sales, Costinha apresentou o Dr. Carlos da Costa Ribeiro, um cearense que estava hospedado no hotel, que era fundador e sócio-veterano do Rotary Club de Fortaleza. Desse encontro surgiu um convite para que a Comissão Provisória comparecesse a uma reunião do clube rotário do qual o mesmo fazia parte. Aceito o convite, compareceram a uma reunião-almoço daquele clube cearense, que era realizada as Quintas-feiras no Palace-Hotel. Da reunião, a comissão mossoroense saiu já com as orientações de como proceder para fundar o tão desejado Rotary Club de Mossoró.
               
E tudo aconteceu quando em 17 de janeiro de 1943, num dia de domingo, um grupo de homens representantes dos mais diversos segmentos de negócios de Mossoró, se reuniu no Gabinete do Prefeito Luís Ferreira da Mota, com o intuito de oficializar a fundação do Rotary Club de Mossoró, tendo como Clube Padrinho o Rotary Club de Fortaleza.
               
A partir da fundação oficial do Rotary Clube de Mossoró, as primeiras reuniões realizaram-se tendo à frente a seguinte diretoria: o médico Antônio Pádua de Miranda Mota, como presidente; Vicente Carlos de Sabóia Filho – Saboinha, que era Diretor da Companhia Estrada de Ferro de Mossoró, como vice-presidente; o engenheiro agrônomo José da Fonseca Tinoco, como diretor de protocolo e o industrial Lauro do Monte Rocha, diretor sem pasta. Como membros efetivos estavam, além dos já mencionados: o Juiz de Direito Dr. Zacarias Gurgel da Cunha, Aristides Barcelos, que era Gerente do Banco do Brasil, o industrial Aldemir Pessoa Fernandes, o industrial Francisco Xavier de Queiroz, o industrial Jerônimo Dix-sept Rosado Maia, o industrial Cassimiro Filho, o industrial Dix-neft Rosado Maia, o farmacêutico Jerônimo Vingt Rosado Maia, o austríaco Léo Kasnviner, Gerente da Brasil Oiticica S/A, o farmacêutico Edgar Dias de Medeiros, o comerciante Camilo Pereira de Paula e o odontólogo João da Costa Oliveira.
               
Hoje, o Rotary Club de Mossoró completa 69 anos de existência. Continua desempenhando um relevante papel na história da cidade, tendo se firmado como uma das mais fortes instituições de prestação de serviços à comunidade.

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Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

Fonte:
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