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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

CANGACEIRISMO MODERNO VERSUS ORDEM E PROGRESSO

Por Geraldo Ferraz

O sábio grego, Aristóteles, há mais de dois mil anos, disse que o homem é um "animal político". A frase significa, como todos já sabemos, que o homem por instinto e por necessidade - só pode viver na "polis", isto é, no agrupamento e na companhia de semelhantes. Como a palavra "político" tem hoje sentido diferente do entendido em outros tempos, a frase de Aristóteles pode ser perfeitamente expressa: "o homem é um animal social". 

Desde a formação do primeiro grupo social - a família, célula mater da sociedade - local onde recebemos a herança genética ou material, principalmente moral, o homem, por numerosas necessidades de alimentos e defesa, sentiu a permanência de estabelecer ordem, crença religiosa, diversões, entre outras, a fim de compor uma sociedade estatal ou política. Dessa forma, o homem, este animal social, não poderia dispensar o convívio com outros semelhantes, para se alcançar um determinado fim e, muito menos, prescindir de uma organização grupal.

A organização social permite-nos viver em conjunto e em determinada ordem, realizando tarefas de cooperação. A não existência da organização na sociedade humana faria com que os homens vivessem como bandos de animais, os fortes destruíram os fracos e não existiria nenhuma espécie de progresso. O Estado, compreendendo-se a existência de três elementos fundamentais: o povo, território e a organização política, é um dos meios que o homem utiliza para alcançar o seu aperfeiçoamento físico, moral e intelectual.

Entre as funções do Estado, a defesa do cidadão e a manutenção de ordem interna, proteção da propriedade..., nunca estiveram tão em cheque quanto agora. O cidadão questiona a morosidade da justiça, está descrente com o aparelho estatal de vigilância e repressão, não acredita mais em seus políticos, não encontra de uma perspectivas de uma melhor qualidade do ensino e,para piorar tudo isto, encontra-se encurralado e entregue a sanha dos bandidos cada vez mais afoitos e violentos.

Segundo o coronel reformado da polícia militar de São Paulo, José Vicente da Silva Filho, um dos maiores estudiosos de temas ligados à criminalidades, em matéria publicada na revista Veja, "os criminosos fazem hoje em dia um cálculo próprio dos investidores do mercado financeiro, analisando a relação custo-benefício da sua operação. Se o risco de ser preso for alto, o bandido pensa duas vezes antes de agir. Quando o risco é baixo, a audácia e a violência aumentam.

Como a probabilidade de reação dos órgãos responsáveis é reduzidíssima, fica-se naquele entendimento de que "o crime compensa", naturalmente na cabeça desses duvidosos cidadãos. Caso a ação dos meliantes finalize cm a morte de um cidadão honesto, a hipótese de punição é quase uma balela. Observe-se que a afoiteza dos bandidos, nos dias atuais, é tamanha que nem mesmo os prédios da polícia estão imunes aos seus ataques. 

Segundo o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, "a impunidade estimula a delinquência e o cidadão fica perplexo e indignado diante da indiferença do Estado, incapaz de punir os que transgridem as leis". 

No século passado, em pernambuco, com maior ênfase nas décadas de 10 e 20, tivemos várias invasões de valores, com a tentativa de se estabelecer, naquela oportunidade, um Estado Paralelo em nossa sociedade, mais exatamente nos longínquos Sertões nordestinos.

A máquina Estatal, talvez escudada no tripé religioso, pátria e família, e dando realmente "ouvidos" ao clamor público, volta suas ações para um combate efetivo ao banditismo reinante em nosso Estado.

A população, à medida que via o empenho do Estado em extirpar o câncer incrustado no "tecido social", através de um desarmamento geral da população, tropas sob o comando de pessoas experientes e comprometidas com a causa, armamentos e toda uma logística de apoio indispensável para a consecução de tão nobre objetivo, passou não só a dar credibilidade como também em ajudar o governo e a finalizar tão árdua tarefa.

Segundo Frederico pernambucano de Melo, "A criminalidade dos dias atuais vai da expressão mínima que se contém no fenômeno endêmico ou crônico - sujeito à compressão embora inextinguível, além de tolerado, costumeiramente pelo geral da população - até aquilo que o general Prim chamou de guerra social, ao se debruçar sobre o quadro criminal de algumas porções da Espanha de 1870, sobretudo a Andaluzia. Naquele momento delicado do país peninsular, não se estava vivendo apenas um susto de epidemização do crime, brotado do aquecimento contingente do fenômeno endêmico, tradicional por sua Antiguidade e alastramento, mas uma espécie de tradução doméstica, internacional, não raro regional".

Continua o citado autor: "Eurico de Souza Leão, chefe de polícia de Pernambuco, teve a sensibilidade de cuidar das vocações para o trabalho de polícia, prestigiando, além de nomes novos, o daqueles que já dispusessem de uma mística de sucesso junto aos companheiros de trabalho e, tano que possível, junto à opinião pública. E é assim que seu caminho vem a se cruzar com o do então major da Força Pública do estado, Theophanes Ferras Torres, um pernambucano de Floresta que ainda o verdor dos 20 anos, como alferes, tivera a fortuna de aprisionar, ferido pelo fogo de sua volante em combate verificado num grotão do município de Taguaritinga, em fins de 1914, o mais famoso bandoleiro do país à època, o chefe de cangaço Antonio Silvino. Meses antes, em Serra Talhada e em Triunfo, o quase menino Theophanes dera prova de seu valor entrando em combate desassombradamente com os cangaceiros - chefe de bandos, ambos - José Crispiano e Manoel Soares. 

Como braço fardado do duro chefe de polícia do governo Estácio Coimbra, Theophanes divide com este as honras da introdução em Pernambuco da polícia científica e da moderna administração da defesa social, a ele cabendo, em boa parcela, a expulsão do rei do cangaço (Lampião), de nosso território. E tanto assim que ao fazer um raid vitorioso por todo o sertão do estado, no final de janeiro de 1928, Eurico se faria acompanhar de Theofphanes. De um Theophanes tão credenciado por serviços que estava prestando ao perrepismo, em ocaso, na direção de governos sucessivos da República Velha, que queda desta, em 1930, o arrasta ao xadrez na Casa de Detenção, para onde havia enviado tantos criminosos. Ao tacão do capitão revolucionário  Muniz de Farias, agora o bandido era ele. Theofphanes, que da planície, colhe então a maior homenagem a que pode aspirar um policial reto e comedido:  o reconhecimento dessas virtudes por aqueles a quem expugnou no cumprimento do dever. Ao marchar de cabeça erguida para a cela que lhe tinha sido destinado, o famoso oficial colhe o respeito do cangaceiro Antonio Silvino e dos demais presos, sobre os quais o condotierismo das caatingas exercia liderança indiscutível".

Os criminosos, assumindo o papel do agente Estadual, mo vácuo provocado pela falta de um conjunto de medidas organizado contra o crime (repressão), institucionalizam o seu desgoverno paralelo. 

Aliados  por aparelhamento bigh tech (armamentos sofisticados, sistema de comunicação de ponta...), estes cangaceiros modernos encontram-se infinitivamente superiores aos agentes de defesa do Estado. Conseguem, de forma planejada e organizada, assumir até mesmo a direção dos nossos presídios, deparando-se aí com um sistema prisional falido e sem controle efetivos.

Uma coisa que atormenta bastante é o atual estado cataclástico em que se encontra a população, acostumando-se (se é que podemos utilizar deste termo) com a inépcia do Estado, e já não mais se surpreendendo com as espetaculares e audaciosas ações desses criminosos (sequestro relâmpago; assaltos aos bancos, carros-fortes, firmas e as residências; cobrando de pedágio; extorsões, entre tantas outra). A falta de credibilidade e a ausência de um clamor público são elementos preponderantes, mesta situação, pois, o cidadão observa que quem deveria dar-lhe total proteção é, na realidade, quem quem mais está precisando dela.

Não queremos, com o presente texto, justificar qualquer ato de violência, para e simplesmente, mas sim, dizer da necessidade, em certos casos, de contrapor a violência ao mal, pois os elementos maus por índole (criminosos renitentes, cruéis, sub-humanos), são imunes à persuasão e aos conselhos.

Caros leitores, a população do Brasil do Território Mileno, não merece ser tratado assim, precisamos, a rodo custo, fazer valer a máxima do lema do nosso pavilhão nacional - ORDEM E PROGRESSO -, frase indivisível que tão bem nos ensina como viver em paz e em sociedade. Necessitamos, na realidade, agir, urgentemente, para que os nossos governantes tomem uma decisão forte (repressão efetiva) a fim de não transformar, de uma vez por todas, o nosso querido país em uma nova Colômbia, desta feita de dimensão quase continental.

Para orgulho e tranquilidade de uma sociedade organizada, rogamos a Deus que, no Estado e, mais especificamente, em nossa gloriosa e secular Polícia Militar, continuem a existir outros Theophanes, heróis-militares sempre merecerão o nosso respeito e  nossa confiança. Que o aparelho Estatal esteja sempre azeitado para combater qualquer tentativa de criação de um Estado Paralelo de Desgoverno.

Geraldo Ferraz é natural do Recife–PE. Nascido aos 30 de dezembro de 1955. Primogênito do casal Geraldo Ferraz de Sá Torres (falecido) e Maria José de Holanda Torres. Viveu em várias cidades pernambucanas, entre elas, Triunfo, Taquaritinga e Gravatá. Artista plástico, com diversas exposições (individuais e coletivas), Administrador de Empresas e, atualmente, aposentado da Prefeitura do Recife. Casado com a Sra. Rosane de Oliveira Ferraz Torres, com quem tem duas filhas: Ana Paula de Oliveira Ferraz Torres e Monique de Oliveira Ferraz Torres. Faz parte do Centro de Estudos de História Municipal – CEHM (1984). É sócio fundador das instituições "Amigos do Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano", do Núcleo Pernambucano de História – UBE/PE, e da Sociedade dos amigos da Briosa – SABRI (2010). Membro das seguintes associações: Instituto Cultural Gravataense, Gravatá – PE (2006); Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço – SBEC, Mossoró – RN (2005); da União Brasileira de Escritores - UBE - Secção Pernambuco, Recife – PE (2001); União Nacional de Estudos Históricos e Sociais - UNEHS, São Paulo (2008); Academia Serra-Talhadense de Letras – Serra Talhada - PE, na qualidade de correspondente (2006); da Academia de Letras e Artes de Gravatá - ALAG, Cadeira nº 09, Gravatá – PE (2009); e Academia de Letras e Artes do Nordeste – ALANE, Cadeira nº 29, Recife – PE (2010). 

Fonte: "Jornal da SBEC.
Ano: XV.
Número: 05
Cidade: Mossoró-RN
Data: 13 de junho de 2008
Digitado e ilustrado por José Mendes Pereira

Este jornal foi a mim presenteado pelo pesquisador do cangaço e sócio da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço Francisco das Nascimento (Chagas Nascimento). 

Nota: Desculpem-me alguma falha na digitação, sou um pouco cego. Se faltar alguma letrinha na palavra, mas você entenderá o significado.

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A BALAIADA FOI UMA REVOLTA OCORRIDA NO MARANHÃO ENTRE OS ANOS DE 1838 E 1841.


Antecedentes[editar | editar código-fonte]

No Maranhão havia dois partidos, os liberais (chamados de bem-te-vis, por causa do seu jornal, chamado O Bem-te-vi) e os conservadores (cabanos, por analogia com os cabanos do Pará, Pernambuco e Alagoas). [1]

A revolta dos balaios[editar | editar código-fonte]

Memorial da Balaiada em Caxias, no Maranhão.

A revolta tomou o nome de Balaiada porque Balaio era o apelido de um de seus principais líderes, Manuel Francisco dos Anjos Ferreira. Ele era um fabricante de balaios, e fora vítima da violência policial, que havia violentado uma de suas filhas, sem que houvesse punição nenhuma.

A principal causa da revolta foi a detenção do irmão do vaqueiro Raimundo Gomes, o Cara Preta[2], acusado pelo subprefeito da Vila da Manga [1] (atual Nina Rodrigues)[carece de fontes], José Egito, um cabano. No dia 13 de dezembro de 1838, Raimundo Gomes, com nove outros homens, invadiu o edifício da cadeia pública da povoação e libertou-o, reforçando seu grupo com os prisioneiros soltos e vinte e dois soldados encarregados da segurança policial da Vila.[1]

Raimundo Gomes conseguiu o apoio de Lívio Pedro Moura, Mulungueta, Manuel Francisco dos Anjos Ferreira e do Balaio, o que deu nome ao movimento.[1]

Os revoltosos, após destruir e saquear fazendas e vilas, investiram contra a Vila de Caxias, que, sob a liderança civil de João Paulo Dias e do capitão militar Ricardo Leão Sabino, conseguiram resistir, inclusive com o apoio de mulheres, a quarenta e seis dias sob o cerco do bando de Raimundo Gomes.[1]

Quando não havia mais como defender a vila, o capitão Sabino simulou haver aderido à revolta, mas disparou um canhão, causando pânico entre os balaios, o que permitiu que a vila fosse evacuada. Esta vitória animou o partido dos Bem-te-vi, que enviou emissários à capital São Luiz, pedindo a rendição ao presidente do Maranhão.[1]

Os balaios, porém, eram desorganizados, sem unidade de comando, e perderam um de seus líderes, o Balaio, que foi atingido por um projétil atirado de seu próprio bando e morreu de gangrena.[1]

A repressão[editar | editar código-fonte]

Vestígios arquitetônicos no Memorial da Balaiada.

Para combatê-los a Regência enviou ao Maranhão, como Presidente e Comandante das Armas da Província o coronel Luís Alves de Lima e Silva, que tinha experiência militar por ter lutado na Guerra de Independência e na Guerra da Cisplatina, de 1825 a 1828. Ele recebeu o comando de todas as tropas em operação no Maranhão, Piauí e Ceará, e assumiu o comando em7 de fevereiro de 1840.[1]

A Balaiada (1838).

Lima e Silva criou a Divisão Pacificadora, dividindo em três colunas, comandadas por Sérgio de Oliveira, que ocupou as comarcas de Caxias e Pastos Bons, João Thomaz Henrique, que atuou em Vargem Grande e Brejo, e Souza Pinto Magalhães, que ocupou a Vila Icatu e as margens do rio Mearim.[1]

A estratégia dos revoltosos era de guerrilha rural, atacando só os pontos fracos da defesa do governo; a resposta estratégica foi manter suficientemente guarnecidas todas as vilas e cidades importantes para os revoltosos. Destes pontos fixos, Lima e Silva combateu a Balaiada, usando muitas vezes o cerco contra grupos de rebeldes.[1]

Os balaios ainda tiveram o apoio de três mil escravos, que fugiram das fazendas, se aquilombaram e depois ficaram sob a liderança do negro Cosme Bento das Chagas.[1]

Em 23 de agosto de 1840, quando foi proclamada a maioridade do imperador Dom Pedro II, Lima e Silva anunciou aos maranhenses a quase extinção da guerra civil.[1]

Lima e Silva receberia, mais tarde, o título de Barão de Caxias por esta campanha.[3]

Referências
Ir para cima↑ Arruda, José Jobson de A.; Piletti, Nelson TODA A HISTÓRIA: História Geral e História do Brasil 5ª edição 1996, ISBN 8508052022
Ir para cima↑ Artigo sobre o tema do cientista social, mestre em sociologia-política e doutorando em ciências sociais, Renato Cancian - UOL Educação, em 31 de julho de 2005.
Bibliografia[editar | editar código-fonte]
MIRANDA,A. Balaios e Bem-te-vis: a guerrilha sertaneja (2a. ed.). Teresina: Instituto Dom Barreto, 2002.
JANOTTI, Maria e Lourdes Mônaco. A Balaiada. São Paulo: Brasiliense, 1987. 74p. il.
OTÁVIO, Bigode Janeiro: Imprensa Nacional, 1942.
OTÁVIO, Rodrigs". São Paulo: Siciliano, 2001. 75p. ISBN 8526708694

SANTOS, Maria Villela. A Balaiada e a insurreição de escravos no Maranhão. São Paulo: Ática, 1983. 145p.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Balaiada

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AS 10 CIDADES MAIS ARBORIZADAS DO RN


Os dados, retirados do Censo do Entorno do IBGE, mostram o percentual de casas com uma árvore por perto dentro da cidade.

Major Sales – 99,3%
João Dias – 99,1%
Timbaúba dos Batistas – 99,0%
Lucrécia – 97,8%
Pedra Grande – 96,9%
Jardim de Angicos – 96,9%
Água Nova – 96,7
São Vicente – 96,5%
Pedro Avelino – 96,4%
Viçosa – 96,1%

FONTE: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a partir de dados do Censo Demográfico 2010: Características urbanísticas do entorno dos domicílios.

Gentilmente enviado por e-mail pelo Prof. Dr. Carlos Alberto Nascimento de Andrade (UERN/FE/DE)

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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REVOLUÇÃO PRAIEIRA


A Revolução Praieira, também denominada como Insurreição Praieira, Revolta Praieira ou simplesmente Praieira, foi um movimento de caráter liberal e federalista que eclodiu, durante o Segundo Reinado, na província de Pernambuco, no Brasil, entre 1848 e 1850.

A última das revoltas provinciais, está ligada às lutas político-partidárias que marcaram o Período Regencial e o início do Segundo Reinado. Sua derrota representou uma demonstração de força do governo de D. Pedro II (1840-1889).

REVOLUÇÃO PORPETICA:
-1875- apoio dos liberais

Reivindicava as suas glorias, seus propôs, assim ficou conhecido como revolução porpetica de forma global, inscreveu-se no contexto das revoluções liberais, socialistas e nacionalistas que varreram a Europa neste período do século XIX, incluindo a Revolução de 1848 na França que promoveu a extinção do absolutismo no país.

Em nível local foi influenciada pelas ideias liberais dos que se queixavam da falta de autonomia provincial, sendo marcada pelo repúdio à monarquia, com manifestações a favor da independência política, da república e por um reformismo radical.

Com fundo social, econômico e político, contou com a participação das camadas menos favorecidas da Província de Pernambuco, oprimidas pela grande concentração fundiária nas mãos de poucos proprietários. Como exemplo, uma quadra popular à época, refere à poderosa família Cavalcanti:

"Quem viver em Pernambuco
não há de estar enganado:
Que, ou há de ser Cavalcanti,
ou há de ser cavalgado." (Quadra popular)

Ainda como fundo socioeconômico, registra-se a histórica rivalidade com os portugueses, que dominavam o comérciona província. Em síntese, as principais causas da Rebelião Praieira foram:[1]

o predomínio do latifúndio;

a dependência e marginalização do pequeno agricultor;
o encarecimento dos gêneros de primeira necessidade;
o papel monopolizador dos comerciantes portugueses;
o êxodo rural;
a crise da economia pernambucana.


A revolta teve como causa imediata a destituição, por D. Pedro II, do Presidente da Província Antônio Pinto Chicorro da Gama (1800-1887), representante dos liberais. Durante quatro anos à frente do poder, Chicorro da Gama combatera o poder local dos gabirus, grupos mais poderosos da aristocracia latifundiária e mercantil, ligados ao Partido Conservador.

A substituição deste liberal pelo ex regente Araújo Lima, extremamente conservador, foi o estopim para o início da revolução, que já acumulava insatisfação com a política imperial e dificuldades devido ao declínio da economia açucareira.

Os rebeldes queriam formar uma nova Constituinte para alterar a Constituição brasileira de 1824, visando a efetiva liberdade de imprensa (uma vez que esta estava limitada, extinguindo artigos que ferissem a família real ou a moral e os bons costumes), a extinção do poder moderador e do cargo vitalício de senador, voto livre e universal, garantia de trabalho, além da nacionalização do comércio varejista que estava nas mãos dos portugueses

Em abril de 1848, os setores radicais do Partido Liberal pernambucano – reunidos em torno do jornal Diário Novo, na Rua da Praia, no Recife, e conhecidos como praieiros – condenaram a destituição de Chichorro da Gama, interpretando esse gesto como mais uma arbitrariedade imperial.

A revolta contra o novo governo da Província eclodiu em Olinda, a 7 de novembro de 1848, sob a liderança do general José Inácio de Abreu e Lima, do Capitão de Artilharia Pedro Ivo Veloso da Silveira, do Tenente Coronel da Guarda Nacional Bernardo José da Câmara, futuro Barão de Palmares, do deputado liberal Joaquim Nunes Machado e do militante da ala radical do Partido Liberal, Antônio Borges da Fonseca. O presidente nomeado da Província, Herculano Ferreira Pena, foi afastado e o movimento espalhou rapidamente por toda a Zona da Mata de Pernambuco.

A sua primeira batalha foi travada no povoado de Maricota (atual cidade de Abreu e Lima).

Em 1 de janeiro de 1849, os revoltosos lançaram o seu programa, um documento que denominaram Manifesto ao Mundo, de conteúdo, em sua maior parte, social liberal (voto universal, liberdade de expressão, garantia de trabalho, separação dos poderes, direitos individuais na esfera jurídica) [2], supostamente escrito por Borges da Fonseca, um jornalista. O manifesto defendia:

o voto livre e universal do povo brasileiro;
a plena e absoluta liberdade de comunicar os pensamentos por meio da imprensa (liberdade de imprensa);
o trabalho, como garantia da vida para o cidadão brasileiro;
o comércio a retalho só para os cidadãos brasileiros;
a inteira e efetiva independência dos poderes constituídos;
a extinção do Poder Moderador e do direito de agraciar;
o elemento federal na nova organização
a completa reforma do Poder Judiciário, de forma a assegurar as garantias dos direitos individuais dos cidadãos;
a extinção da lei do juro convencional;
a extinção do sistema de recrutamento militar então vigente.

Apesar do caráter liberal da revolução, os revoltosos não cogitavam a abolição da escravidão.

Depois de receber a adesão da população urbana que vivia em extrema pobreza, pequenos arrendatários, boiadeiros, mascates e negros libertos, os praieiros marcharam sobre o Recife em fevereiro de 1849 com quase 2.500 combatentes, mas foram rechaçados. Marcharam em três Divisões, uma comandada por João Inácio de Ribeiro Roma, a segunda por Bernardo Câmara e a terceira era comandada por Pedro Ivo Veloso da Silveira.

A repressão[editar | editar código-fonte]

A província foi pacificada por Manuel Vieira Tosta, indicado como novo presidente, auxiliado pelo Brigadeiro José Joaquim Coelho, novo Comandante das Armas. As forças rebeldes foram derrotadas nos combates de Água Preta e de Igaraçu.

Os líderes do movimento pertencentes à classe dominante, foram detidos e julgados apenas em 28 de novembro de 1851, quando os ânimos na província já tinham serenado, ocasião em que o governo imperial pôde lhes conceder anistia. Voltaram, assim, a ocupar os seus cargos públicos e a comandar os seus engenhos.

Por outro lado, os rebeldes das camadas sociais menos privilegiadas - rendeiros, trabalhadores e outros - não tiveram direito a julgamento e, ou sofreram recrutamento forçado ou foram anistiados por intervenção de seus superiores para retornarem ao trabalho, exceto aqueles que foram sumariamente fuzilados durante e logo após os combates.

Consequências[editar | editar código-fonte]

Com o fim da Praieira, no início de 1850, iniciou-se outra parte do Segundo Reinado, um período de tranquilidade política, fruto do parlamentarismo e da política de conciliação implantados por D. Pedro II, e da prosperidade trazida pelo café.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Praieira


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ENCAMINHAMENTO DE CHAPAS CANDIDATAS AS ELEIÇÕES DA ASCRIM BIENIO 2017/2018


ASCRIM/PRESIDENCIA – RECEBIMENTO DAS CHAPAS CANDIDATAS ELEIÇÕES DA ASCRIM  - OF. Nº 270/2016.

MOSSORÓ-RN, 12 OUTUBRO de 2016

PREZADOS ASSOCIADOS DA ASCRIM,

ACUSAMOS, AGRADECEMOS E REGISTRAMOS O RECEBIMENTO DAS CHAPAS CANDIDATAS ÀS ELEIÇÕES DA ASCRIM PARA OS CARGOS DA DIRETORIA EXECUTIVA DA ASCRIM E DO CONSELHO FISCAL DA ASCRIM, NAS QUAIS HONRA-NOS SABER QUE O NOME DOS SENHORES INDICADOS CONSTA NO ROL DOS CANDIDATOS.

CONFORME SOLICITAÇÃO QUE NOS FOI FEITA PARA ENCAMINHAMENTO DAS CHAPAS CANDIDATAS AS ELEIÇÕES DA ASCRIM BIÊNIO 2017/2018, À COMISSÃO ELEITORAL DA ASCRIM-CEA, O FAREMOS AMANHÃ(13.10.2016), DATA EM QUE SE OFICIALIZA O FUNCIONAMENTO DA CEA, NA FORMA ESTATUTÁRIA, JUNTAMENTE. JUNTO AO ENCAMINHAMENTO DAS CHAPAS CANDIDATAS ENVIAREMOS – CONDIÇÃO “SINE QUA NON” - A “DECLARAÇÃO DE CANDIDATOS APTOS AS ELEIÇÕES DA ASCRIM”.

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
-PRESIDENTE DA ASCRIM-

De: SILVA NETO <planesilva@msn.com>

Enviado: quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Para: ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES ASCRIM; ceicaomaciel@yahoo.com.br;eheronildes@uol.com.br; fratermanoel@yahoo.com.br; goretti alves alves; lucioney@ymail.com;ludimillaoliveira@globo.com; Maria do Socorro Albuquerque Gurgel; martanmedeiros@gmail.com; SILVA NETO; susanalimaleitems@gmail.com; Vanda Maria Jacinto; Wilson Bezerra de Moura; Jose Romero; Expedito de Assis; Milton Marques
Assunto: ENCAMINHAMENTO DE CHAPAS CANDIDATAS AS ELEIÇÕES DA ASCRIM BIENIO 2017/2018

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A PRISÃO DO CÉLEBRE CANGACEIRO ANTÔNIO SILVINO.

Por Geraldo Júnior

Antes do surgimento de Lampião no cangaço, Antônio Silvino era o grande e respeitado nome do cangaço nordestino. Durante anos Antônio Silvino e seu bando vaguearam pelos sertões do Nordeste. Suas ações geralmente eram voltadas contra pessoas de posses e contra o governo.

Era visto pela população como um bandido cavalheiresco que costumava zelar pela honra e o respeito às famílias sertanejas.

Antônio Silvino foi capturado por uma Volante pernambucana comandada pelo então Alferes Theophanes Ferraz Torres no dia 27 de novembro de 1914, nas mediações de Taquaritinga do Norte no estado de Pernambuco. Fato que ocorreu em uma localidade chamada Lagoa da Laje pertencente à época ao município de Taquaritinga do Norte em Pernambuco.

Após a prisão, Antônio Silvino foi conduzido ao Recife, onde foi julgado e condenado a Trinta e nove anos e quatro meses de prisão em regime fechado.

Foi libertado após ter passado vinte e três anos, dois meses e dezoito dias na prisão, após ter recebido indulto presidencial assinado pelo então presidente Getulio Vargas.

Antônio Silvino faleceu no dia 28 de julho de 1944 aos sessenta e oito anos de idade na cidade de Campina Grande/PB, onde está sepultado.

Na fotografia/imagem acima podemos ver da esquerda para a direita o Alferes Theophanes Ferraz Torres, Antônio Silvino, Antônia de arruda amante de A. Silvino e o Sargento José Alvino que auxiliou na prisão do Rifle de Ouro, como assim era conhecido o cangaceiro.

Foto: O Malho

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo)

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DOIS LIVROS ESTRANGEIROS SOBRE LAMPIÃO:



1)"The Bandit King: Lampião of Brazil" de Billy J. Chandler(Inglês).


2)"Os Cangaceiros: Les Bandits d´honneur brésiliens" de Maria Isaura Pereira de Queiroz (em francês, o idioma do século XIX e XX começo).
***Os 2 livros possuem tradução para o português.

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Não temos certeza, mas os interessados deverão procurar o Professor Pereira lá da cidade de Cajazeiras, no Estado da Paraíba, através deste e-mail: franpelima@bol.com.br

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SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DO CANGAÇO

Sede: em Mossoró no Rio Grande do Norte – Brasil

Histórico:

Foi fundada em 13 de junho de 1993, data aniversário que lembra a entrada de Lampião na cidade de Mossoró no Rio Grande do Norte. É uma entidade sem fins lucrativos que coordena um maior entrosamento entre os pesquisadores, escritores e artistas brasileiros que estudam e divulgam o Nordeste. 

Assuntos como: Cangaço, Coluna Prestes, Canudos, revoltas: Praieira, Balaiada, Cabanagem, Quebra-Quilos, Juazeiro, Padre Cícero, Delmiro Gouveia e o progresso do Nordeste, Quilombos, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, e a Música Popular Nordestina, a Cultura e a Arte nordestinas são prioridades nos estatutos da SBEC para debatermos e divulga-los em eventos, no Brasil e no exterior.

Quem e quantos são os integrantes?

Escritores, Pesquisadores, Poetas intelectuais e alunos que se interessam pela pesquisa histórico-sociológica de Nordeste e do Brasil.
Qual a abrangência dessa entidade?

Inúmeros seguimentos da sociedade cultural, no âmbito das pesquisas em vários Estados do Brasil, com sócios espalhados por este País continental.

O que é necessário para se tornar sócio da SBEC?

Para ser sócio da entidade precisa ter trabalhos apresentados, artigos e/ou livros publicados, dentro dos diversos temas que permeiam a mesma. O pretendente deverá ser apresentado por um sócio efetivo e seu nome aprovado por, pelo menos, 5 outros sócios.

Os membros da diretoria?

1 –Presidente: -
2 -Vice-presidente: -
3 – 1º Secretário: -
4 – 2º Secretário: -
5 – 1º Tesoureiro: -
6 – 2º Tesoureiro: -
7 Assessor de Comunicação: -

Conselho Consultivo:


A SBEC foi uma criação do pernambucano da cidade de Triunfo, professor, escritor pesquisador do cangaço e dos diversos temas citados acima Paulo Medeiros Gastão. 

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CANGAÇO NO PIAUÍ


Mais um livro do escritor e fundador da SBEC -  (Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço) Paulo Gastão.


Entre em contato com o autor através deste e-mail:
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Peça logo o seu para não ficar sem ele: Livros sobre cangaço se demorar adquiri-los ficará sem eles, porque são arrebatados pelos colecionadores.

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