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quinta-feira, 11 de julho de 2019

ASCRIM/PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE DA ACJUS – SESSÃO MAGNA DE POSSE DA CONFREIRA ZILENE CONCEIÇÃO CABRAL FREIRE DE MEDEIROS - OF. Nº 016/2019.

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ASCRIM/PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE DA ACJUS – SESSÃO MAGNA DE POSSE DA CONFREIRA ZILENE CONCEIÇÃO CABRAL FREIRE DE MEDEIROS - OF. Nº 016/2019.
MOSSORÓ-RN, 10 de JULHO de 2019.
“RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(A).” 

   É PRAXE DESTA PRESIDÊNCIA, QUANDO OFICIALMENTE CONVIDADO(VIA EPISTOLAR OU ELETRÔNICA), TEMPESTIVAMENTE(3 DIAS CORRIDOS), DIGNAR-SE RESPONDER, EM TEMPO HÁBIL, AOS ECLÉTICOS CONVITES DOS EXCELENTÍSSIMOS PRESIDENTES E ENTUSIASTAS DE ENTIDADES LITERÁRIAS, EXEMPLO QUE NOTABILIZA O VIÉS DE UM DIRIGENTE INTELECTUAL CORRESPONDER A ESSE ECLETISMO, PORQUE SABE A DIFERENÇA ENTRE O LIAME DA PARTILHA E DO PRESTÍGIO QUE ASCENDE E CRESCE, NO INTERCÂMBIO DOS QUE RESPEITAM OS ABNEGADOS DEFENSORES DA CULTURA MOSSOROENSE.
   NESTA SINTONIA, UM CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CULTURAIS/SOLENES E A CONFIRMAÇÃO, PERMUTADA, RECÍPROCA DOS PARTICIPANTES E ENTIDADES SINGULARES, MERECE E FUNCIONA COMO UM “FEEDER”, EVIDENTE, REPASSADO A TODOS OS ACADÊMICOS E INTEGRANTES DE SEUS CORPOS ADMINISTRATIVOS/SOCIAIS, PELO SEU PRÓPRIO DIRIGENTE, CUJO ESSE FEEDBACK ALIMENTA, NATURALMENTE, O FERVOR E A CONSIDERAÇÃO EM QUE SINGRAM OS INTELECTUAIS E SERVIDORES   DESSAS PLÊIADES.

   DESTA FORMA, AGRADECENDO PELO CONVITE AO EXCELENTÍSSIMO PRESIDENTE DA ACJUS, M.D. ESCRITOR DR. JOSÉ WELLINGTON BARRETO,  RESERVO-ME ATRIBUIR MESMO VALOR DE PARTILHA, DIZENDO QUE É UMA HONRA  CONFIRMAR PRESENÇA A “SESSÃO MAGNA DE POSSE DA CONFREIRA ZILENE CONCEIÇÃO CABRAL FREIRE DE MEDEIROS”, COMO OCUPANTE DA CADEIRA Nº 04, QUE PROFERIRÁ ELOGIO AO PATRONO CARLOS BORGES DE MEDEIROS(in memoriam), NO PRÓXIMO DIA 12/07/2019(SEXTA-FEIRA) A PARTIR DAS 19:30HS, NO PARQUE DAS ANTENAS(SEDE A TCM/TELECOM), LOCALIZADA NA RUA DR. JOÃO MARCELINO, 2010, NOVA BETANIA, MOSSORÓ(RN). CONTATOS PARA CONFIRMAÇÃO DE PRESENÇA 84-999181231 – acjus@bol.com.br
NA MESMA SOLENIDADE SERÁ PRESTADO TRIBUTO ACADÊMICO AO CONFRADE MILTON MARQUES DE MEDEIROS(in memoriam) e será lançado o LIVRO “CASA DE SAÚDE SÃO CAMILO DE LÉLLIS: PIONEIRISMO E RESISTÊNCIA DA SAÚDE MENTAL”, AUTORIA DA CONFREIRA EMPOSSADA. 

   DE IGUAL MODO CONFIRMO A PRESENÇA DA ACADÊMICA E 1ª SECRETÁRIA DA ASCRIM, MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO.
      PORTANTO, REPASSO, COM SATISFAÇÃO, O ASSUNTO DO ALVO CONVITE, DE IGUAL MODO, POR CÓPIA, A0S INSIGNES DIGNITÁRIOS ELENCADOS NO “POST SCRIPTUM”,-OS QUE DISPONIBILIZARAM, GENEROSAMENTE, SEUS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS, POR SER DO INTERESSE, CLARO, DOS MESMOS-, TOMAREM CONHECIMENTO E DIGNAREM-SE, DO SEU MISTER, CONFIRMAR SUAS HONRADAS PRESENÇAS, JUNTAMENTE COM AS EXCELENTÍSSIMAS FAMÍLIAS CONSORTES.  
    CONCLAMANDO AOS ACADÊMICOS E POTENCIAIS CANDIDATOS DA ASCRIM E DA RECÉM FUNDADA ACADEMIA DE ESCRITORES MOSSOROENSES-ACADEM, QUE COMPARECEREM E SE APRESENTAREM COMO TAIS NO EVENTO SUPRAMENCIONADO, DEVEM USAR, RESPECTIVAMENTE, O UNIFORME COMPLETO OFICIAL(PELERINE E MEDALHÃO) DA ASCRIM, OU TRAJE A ALTURA, ATRIBUTO SIGNATÁRIO DO DECORO INTELECTUAL E ORGULHO DA MORAL QUE ASSIM OS IDENTIFICA, ENTRE OS PARES, EM ATIVIDADES CULTURAIS DESSA GRANDEZA.

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
-PRESIDENTE DA ASCRIM
P.S.: 1. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS  INSIGNES DIGNITÁRIOS:

EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES.
REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS.
MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGÊNERES.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES EDUCACIONAIS E INSTITUIÇÕES CONGÊNERES.
ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA.
ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES.
DIGNOS ACADÊMICO(A)S DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGÊNERES.
DIGNOS ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM E DA ACADEM.
DIGNOS POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM E DA ACADEM.

Enviado pela ASCRIM

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12 DE JULHO DE 1924

Por Sálvio Siqueira
Júnior Almeida, Manoel Severo, Sálvio Siqueira e Ana Gleide no lançamento de As Cruzes do Cangaço em Floresta.

No vasto sertão nordestino havia uma espécie de ‘lei’ que era propriamente a do bateu levou, feriu será ferido, matou será morto. Ainda existia a honra para ser “lavada” e esta só era lavada com sangue. Um adultério, uma traição, uma moça ‘bulida’ e daí por diante era motivo de morte. Ainda hoje, aqui de sertão afora, tem-se, se ver ou se sabe, de ‘acerto de contas’ nesses parâmetros.

Coronel João Pèreira pai do cangaceiro Chico Pereira

É por isso que o pedido, ou a determinação, do coronel João Pereira em estar ferido de morte para que sua família, seus filhos, em particular para Francisco Pereira Dantas, não vingassem a sua morte ainda hoje soa estranho. Não se sabe o/ou os por que(s) de tal desejo naqueles idos do segundo meado de 1922.

Naquele tempo estavam a construir o açude São Gonçalo na zona rural do município da cidade de Sousa, PB. Para a construção migraram “cassacos”, trabalhadores, de distintos lugares. Construíram barracões para os trabalhadores e outro que tinha a vez de ser um local de abastecimento de alimentos para o pessoal. Logicamente que além de alimentos havia a bebida alcoólica. Como a maioria eram estranhos foi determinado pelo coronel João Pereira e comissão que não poderia portar armas no local. Depois que a turma tomava muita aguardente e se embriagavam vinham as discussões, palavrões e brigas costumeiras entre embriagados. Sem portarem armas a coisa se resolvia na base de socos e pontapés.

Apareceram no local quatro homens portando armas de fogo e se dirigiram para o barracão/bodega. Esses se diziam ser “guardas das obras da barragem”. E por isso tinham o direito de andarem armados.

José Dias, seu irmão Francisco Dias, José Lins, alcunhado de ‘Zé Mutuca’ e outro chamado de “Campineiro” não são vistos com bons olhos por todos por serem os únicos a estarem armados. O dono do estabelecimento lhes pede para que guardem as armas, porém, seu pedido é rejeitado e, com a insistência, os ânimos ficam mais que acirrados. De uma boa troca de insultos a coisa muda para um tiroteio ferrenho com um saldo no final de vários feridos mortalmente.

“Dos quatro agressores, um, Campineiro, jazia exangue. Um outro, Zé Mutuca, morreria horas mais tarde. Chico Dias escapou com o abdômen rasgado e o ventre nas mãos. Corria, parava, olhava para trás, empurrava com suas mãos o ventre para dentro e continuava correndo. Foi Zé Dias quem teve mais sorte.” (Nóbrega, 1960:62).

O coronel João Pereira foi ferido gravemente por o ‘cabra’ Zé Mutuca que já estando baleado e caído no chão, ainda conseguiu balar o patriarca da família Pereira Dantas da fazenda Jacú. Rapidamente João Pereira é levado para a casa sede da sua fazenda Jacú, em Nazarezinho município de Sousa, PB. Os familiares ficam naquela apreensão e logo manda chamar seu filho, Francisco Pereira Dantas, que se encontrava em outra localidade um pouco distante. Ao chegar e ir estar com o pai esse lhe pede para que não fizesse vingança.

“O que haveria por trás do suposto pedido feito pelo coronel João Pereira ao filho é ainda hoje um mistério. Uma incógnita. Tem-se pistas; tão só. Pereira era político. Tinha seus inimigos. Teria sido assassinado a mando de um deles em contenda gerada por desavenças de natureza...política! Brigas pelo poder na nascente vila de São Gonçalo. A essência do homicídio era clara. Não se guardava segredo sobre o assunto.

O cangaceiro Chico Pereira filho do coronel João Pereira

Independentemente, todavia, das razões que teriam levado p coronel a fazer ao filho a inusitada solicitação, conta-se que, a princípio, Chico a obedeceria.” (Dantas, 2018: 58 a 59).

A historiografia nos conta que com a má vontade da polícia, o próprio Francisco Pereira foi quem prendeu José Dias. Dias não fora o responsável que apertou o gatilho da arma que matou o coronel, no entanto, fazia parte do quarteto que adentrou o barracão/comércio naquele fatídico dia. Seu irmão, Francisco Dias também foi preso e os dois foram indiciados pelo crime e passaram semanas na cadeia.

A autoridade não se detém aos verdadeiros fatos e a conclusão da investigação é desastrosa, omissa e parcial. Com esse conteúdo nos autos a defesa dos irmãos Dias consegue coloca-los em liberdade rapidamente.

“Notificada sobre a decisão do tribunal, a autoridade policial de Sousa, Apolônio Nunes da Costa, rapidamente providencia a soltura dos dois irmãos.” (Ob. Ct. 60).

Após os irmãos Dias serem soltos, Chico Pereira toma uma decisão contrária ao pedido do pai. Ele se arma devidamente e bem municiado sai de sertão afora a procura deles para fazer vingança. Porém, apesar de terem se evadido do local, os irmãos Dias também se armaram e estavam prontos para o desafio.

Vai que certo dia, a beira de uma estrada algumas pessoas se deparam com um cadáver. Encontraram o corpo de José Dias. Logicamente toda a população daquela região que tinha sido Chico Pereira que cometera o crime. Com o assassinato de José Dias, Chico Pereira começara sua vingança... apenas começara.

A justiça que tanto foi clamada por parte da população, por parte da família Pereira pelo assassinato do coronel João Pereira, também por Chico Pereira, é a mesma que não o coloca um dia se quer por trás das grades. Se a justiça falhou lá, também falhou cá.

“Surgiram, então, os ódios entre as duas famílias; a dos Pereira e as dos Dias, armando-se ambas até os dentes para as vinditas. Pela intervenção de amigos de ambos os partes, inclusive a minha própria, serenaram os ânimos, restabelecendo-se uma paz que parecia duradoura, dando-se também a absolvição pelo júri, de Francisco Pereira”. (A União. Carta de José Gomes de Sá em setembro de 1924).

Não se contentado com a morte de seu inimigo José dias, Francisco Pereira macula um plano para punir seus desafetos políticos. Os executores foram punidos, porém, os mandantes, para Chico, necessitavam sentir o peso da sua vingança. Suas suspeitas, e a da maioria da população sousense, seriam de que os componentes da família Mariz, adversários políticos do coronel João Pereira, apesar de nunca ter tido prova alguma, seriam os mandantes do crime.

Em 12 de julho de 1924 Chico Pereira encontra o estopim que precisava para colocar seu projeto de vingança em ação. Um dos clã dos Mariz, Otávio Mariz que era uma liderança política em Sousa, dar uma surra em Francisco Lopes, que tinha um pequeno comércio em Nazarezinho e era muito amigo de Chico Pereira, de chibata em plena rua. Além de humilhar Lopes, Otávio gritava para ele:

“Vá dizer a Chico pereira! Vá! Diga a ele que venha apanhar também!” (Nóbrega, 1960:108).

Lopes tinha um irmão que era cangaceiro e fazia parte do bando de Lampião. Pereira lhe passa o plano de usarem os bandoleiros para uma desforra. Lopes aceita no mesmo instante e, através do seu irmão, procuram entrar em contato com o chefe cangaceiro.

Coronel Marcelino Diniz

Além disso, Francisco Pereira era amigo particular do coronel Marcolino Diniz e coloca-o a par de tudo que ocorreu. Logicamente que a força que deu Marcolino Diniz foi primordial para o encontro entre Chico Lopes e Virgolino no coito do sítio Saco dos Caçulas, aonde o chefe bandoleiro se recuperava de um ferimento no pé direito.

“Sem maior cerimônia, explica ao chefe de cangaço que pretende, junto com Chico Pereira, tomar de assalto a cidade de Sousa. Para isso – explica – precisaria dispor de bom número de cangaceiros.

A conversa termina bem-sucedida. Conta-se que Lampião, com o endosso de Diniz, concorda em conversar com Pereira. Acertos necessários para viabilizar o ataque à cidade.” (Dantas, 2018: 62).

Poucos dias depois Chico Pereira está frente a frente com o “Rei do Cangaço” na mesma fazenda do Saco dos Caçulas do coronel Diniz. A conversa se torna ‘produtiva’ para ambas as partes: Chico pereira teria a oportunidade de dar uma lição em seus desafetos, à família Diniz, e Lampião teria a oportunidade de fazer mais um saque e esperava que fosse de ótima quantia. Este último, sem poder participar do ataque devido ao ferimento no pé, enviaria seus irmãos mais velhos como líderes do bando, Antônio e Livino, respectivamente os cangaceiros “Esperança” e “Vassoura”.

Íris Mendes e Manoel Severo na Fazenda Jacú

Chico Pereira retorna para as terras da fazenda Jacú, em Nazarezinho, no município de Sousa, PB. Permanece naquelas terras a espera da chegada da caterva prometida por Lampião que chega antes do término do mês de Santana.

A invasão à cidade de Sousa e o a vingança do cangaceiro Severino Alves de Farias, alcunhado de ‘Paizinho’, faz ao juiz Arquimedes Souto Maior contaremos em outra oportunidade...

Fonte “Lampião na Paraíba – Nota para a História” - DANTAS, Sérgio Augusto de Souza. 1ª edição. Natal, RN, 2018

Fotos
blog do Didi.com

Identificação:

1 - coronel João Pereira pai de Chico Pereira
2 - Casa sede da fazenda Jacú em Nazarezinho, Sousa PB
3 - Barragem São Gonçalo - "... local onde a desgraça da família de Chico Pereira teve início."
4 - Francisco Pereira Dantas - O cangaceiro Chico Pereira


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quarta-feira, 10 de julho de 2019

LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.
franpelima@bol.com.br

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: 

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 

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ADILIA E SUA VIDA NO CANGAÇO


Por Aderbal Nogueira

Exibimos ontem em nossa reunião do GECC esse vídeo, que na verdade é uma colagem de outros vídeos já postados. Foi uma reunião proveitosa onde podemos discutir alguns detalhes observados nos relatos, como por exemplo "armas, relacionamentos, família...." Os mais atentos vão perceber algumas nuances que muitas vezes passam despercebidas.


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XXII MISSA DO CANGAÇO



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FEIRA DE QUADRINHOS



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SOCORRO AOS VAQUEIROS SERTANEJOS!

*Rangel Alves da Costa

Andei sabendo que o Parque de Vaquejada União Santa Fé vem passando por problemas, principalmente financeiros. Mas, como dito, nada posso confirmar, eis que apenas ouvi comentários. E fiquei preocupado.
Contudo, uma coisa é certa: jamais haverá gestão, por mais primorosa que seja, quando as despesas são mais altas que as receitas. Quer dizer, quando os recursos de manutenção e funcionamento vão escasseando, a tendência é que aos poucos tudo vá perdendo sua grandeza e deteriorando.
E, como se sabe, as receitas da Santa Fé são poucas, oriundas basicamente da ajuda de um ou de outro abnegado, vez que as contribuições dos sócios são pequenas e escassas. Por mais baixo que seja o valor da contribuição mensal, ainda assim muitos deixam de colaborar com aquilo que estão usufruindo.
Em Poço Redondo há vaqueiro demais para o reduzido número de contribuições. E fica uma situação difícil para a diretoria negar acesso ao grande número de vaqueiros que ali chegam para o esporte sertanejo cheirando a cavalo e boi. Há de se reconhecer também o fato de que a maioria dos praticantes seja de poucos ou reduzidos recursos, ainda que gaste o que praticamente não tem para manter seu cavalo, seu terno de couro, seu aparato bonito.
E vaquejada, pega-de-boi, cavalgada, tudo possui carestia. Vaqueiro há cujo cavalo passa melhor que o próprio dono. Por outro lado, eu conheço parte da diretoria da Associação dos Vaqueiros e daqueles que mais de perto cuidam do Parque Santa Fé e sei muito bem quanto esforço há para que tudo funcione da melhor maneira possível.
Sei do quanto se deseja ampliar os espaços, proporcionar maior comodidade a conchego aos vaqueiros e visitantes, transformar, enfim, aquele espaço numa grande e bela arena para as festanças vaqueiras. Mas não é fácil. E nada será conseguido ainda que todos os sócios pontualmente contribuam, pois os valores arrecadados seriam inferiores ao necessário ao alavancamento dos projetos maiores.


O que fazer, então? Ora, Poço Redondo é conhecida e reconhecida como a Capital Brasileira da Cultura do Cangaço e da Vaquejada. E é fato incontestável a grandeza da cultura vaqueira nesta região sertaneja. E por ser cultura, por ser história, por ser tradição, por gerar turismo e renda, e por se traduzir em importante visibilidade ao município, nada mais justo que se pensasse numa política de permanente apoio à vaquejada.
Tal política teria que ser governamental, no âmbito municipal e estadual, através da criação de órgão especial de controle e fiscalização, de modo que mensalmente uma verba fosse destinada para: ampliação, melhoria e manutenção dos parques de vaquejada, apoio aos eventos programados e ampla divulgação. Somente assim as tradições vaqueiras estariam asseguradas para esta e as futuras gerações. E Poço Redondo, para fazer sempre jus ao reconhecimento de ser capital da cultura da vaquejada, terá que contribuir - e muito - para que as tradições não entrem em retrocesso ou sejam inviabilizadas por falta de apoio.
Atualmente, a cultura do bordado, por exemplo, vive à cata de projetos que viabilize sua prática, sob pena de extinção das almofadas de bilros e das mãos que vão fazendo os trançados com maestria. Precisa-se, pois, buscar soluções imediatas para alavancar ainda mais esse gosto e esse prazer do homem simples, do homem do mato e da cidade, daquele abnegado pelo cavalo e boi.
Quem estiver ou chegar a Poço Redondo - e praticamente todos os dias - haverá sempre de avistar a vaqueirama surgindo de canto a outro. São jovens, até meninotes, garbosamente encourados, e sempre cheios de orgulho e felicidade, em direção aos afastados da cidade. Geralmente cruzam a cidade em direção ao Parque União Santa Fé, o templo maior da vaqueirama sertaneja. E que coisa mais bonita de avistar: o sertão sendo sertanejo e a cultura vaqueira enraizada em cada um. Contudo, precisamos enriquecer e valorizar ainda mais tão preciosa tradição.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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MORRE O JORNALISTA PAULO HENRIQUE AMORIM


Morreu na madrugada desta quarta-feira o jornalista Paulo Henrique Amorim aos 77 anos, em sua casa no Rio de Janeiro, após sofrer um infarto fulminante. A informação foi confirmada pela TV Record, onde ele trabalhava desde 2003 mas estava afastado desde junho. Amorim deixa mulher e filha. O jornalista teve passagem pelas principais emissoras do país, como Globo, Bandeirantes, Cultura e Record, onde apresentava até recentemente o programa Domingo Espetacular.

Amorim também mantinha o blog Conversa Afiada, que se notabilizou pelo apoio a Lula e ao PT, e críticas frequentes à Lava Jato e ao presidente Jair Bolsonaro. Ele ajudou a popularizar o termo "PIG", ou "Partido da Imprensa Golpista", modo pejorativo usado para designar veículos de comunicação que, segundo ele, apoiavam um golpe contra os Governos petistas.

Sua estreia foi no jornal A Noite, em 1961. Ele também foi correspondente em Nova York para a revista Realidade, e depois Veja.

A ex-presidenta Dilma Rousseff lamentou a morte do jornalista: "Ele deixa a marca de uma atuação digna na denúncia dos retrocessos que o país enfrenta e na defesa da democracia e do estado de direito", escreveu no Twitter.

O ex-prefeito e candidato do PT derrotado à presidência em 2018, Fernando Haddad, Manifestou suas condolências noTwitter, e chamou Amorim de "jornalista altamente comprometido com os interesses nacionais".


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RÓSEO MORAES FALOU A REVISTA CRUZEIRO...

"Eu não matei Delmiro Gouveia"

Reportagem de Antônio Sapucaia com fotos de Paulo Cavalcante publicada na revista O Cruzeiro de 23 de março de 1968 com o título original Cinquenta anos depois: “Eu não matei Delmiro Gouveia”.



“Eu não matei Delmiro Gouveia e até hoje ignoro o motivo pelo qual me apontaram como responsável por este crime que não cometi. Não guardo rancores de ninguém, mas, apesar de haver cumprido a pena que me foi imposta, só morrerei tranquilo se antes ver a Justiça apontar o verdadeiro assassino de “seu” Delmiro.”



Quem diz isso é um homem de cabeça branca, 72 anos de idade, e que esteve preso na Penitenciária de Maceió durante 14 anos, 9 meses e 15 dias, após ter sido condenado a 30 anos de prisão. Chama-se Róseo Morais do Nascimento e, juntamente com José Inácio Pia (Jacaré) e Antônio Félix, foi processado e condenado como autor do assassinato de Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, acontecimento que repercutiu em todo o Brasil, particularmente no Nordeste, onde era tido como um rei, sobretudo pelo seu espirito realizador e pioneiro.

Róseo é um homem que não sabe rir, e em cada palavra que pronuncia deixa transparecer a revolta de injustiçado. Não acusa, apenas se defende. Fala com assombrosa segurança, sobretudo quando alude a datas, e não cai em contradição, mantendo sempre uma conversa equilibrada.

 

Recorrerá à Justiça


Embora não tenha ainda batido à porta da Justiça, protestando inocência e pedindo que seja restaurada a verdade, Róseo está disposto a fazê-lo o mais breve possível e, já agora, reúne elementos para a batalha judicial. Diz que não quer morrer e deixar essa herança para os filhos e netos — a de ser apontado como criminoso —, quando vive de consciência tranquila, embora constrangido e inconformado. O crime realmente existiu, entretanto — diz ele —, eu e compadre Jacaré, que morreu inocente, nada tivemos com ele. Apenas fomos vítimas de um erro forjado, que tanto prejuízo nos causou, deixando em liberdade o verdadeiro matador de Delmiro. E muita gente boa sabe disso, embora teime em fazer segredo — acrescenta, em tom de revolta.

Para a luta que vai travar, conta principalmente com o apoio e incentivo de uma filha com quem vive — Laurentina Morais do Nascimento —, que diz incisivamente: “Cedo ou tarde, todos irão saber que meu pai é inocente. Se ele morrer antes de tudo ser devidamente esclarecido, continuarei a luta, pois, apesar dos pesares, ainda acredito na Justiça. E estou certa de que a verdade verdadeira há de aparecer de qualquer modo, doa a quem doer”.

 

O assassinato de Delmiro

 


Róseo afirmava ter as mãos limpas

Consta que no dia 10 de outubro de 1917, exatamente uma quarta-feira, Delmiro Gouveia encontrava-se lendo jornais no alpendre de sua essa, quando, inesperadamente, apagaram-se as luzes e, logo a seguir, foram ouvidos três tiros, deflagrados contra Delmiro. Residindo a uns 50 metros da casa de Delmiro, o capitão Firmino Rodrigues, tão logo ouviu os tiros, correu para lá e à margem da calçada, viu que três homens altos corriam; e indagou:

— Rapazes, que tiros foram esses?

Um deles respondeu:

— Foi tapa em cara de homem…

O desaparecimento de Delmiro Gouveia, denominado “Rei do Sertão”, repercutiu no Brasil inteiro, particularmente no Nordeste, onde ocasionou terrível abalo social e econômico. Dotado de larga visão administrativa, foi o primeiro homem a aproveitar a força hidrelétrica da Cachoeira de Paulo Afonso e foi quem primeiro usou automóvel nas terras sertanejas, semeando civilização onde outrora apenas existiam terras sáfaras e esturricadas. Até hoje, positivamente, não se sabe quem foi o responsável (ou responsáveis) pela sua morte. Dizem uns que a iniciativa partiu de trustes estrangeiros, outros afirmam que se trata de um crime com raízes em vingança por questões amorosas, dentre outras versões.

Do mesmo modo, há dúvida quanto aos verdadeiros mandatários. Róseo Morais do Nascimento, por exemplo, diz que nada teve com o fato e chegou até a ser insinuado pelo capitão Pedro Nolasco, da Policia de Alagoas, a afirmar que a Iniciativa do assassinato havia sido do coronel José Rodrigues, então residindo em Piranhas, e um dos inimigos de Delmiro.

— “O pior é que eu e Jacaré — acrescenta Róseo — nem sequer conhecíamos o coronel José Rodrigues. Entretanto, depois de termos sido barbaramente seviciados e espancados, e prevendo que íamos mesmo morrer, resolvemos confessar um crime que não praticamos, apesar dos nossos depoimentos serem cheios de contradição, como não poderia deixar de ser.”

Sobre Delmiro Gouveia, Róseo diz que era um dos melhores homens deste mundo. Gostava da ordem e do respeito e jamais teve a menor queixa dele. “Seria melhor — diz ele — que a metade do povo de Alagoas tivesse morrido, mas que o “seu” Delmiro estivesse vivo!”
Conta que trabalhou na Fábrica da Pedra durante um ano, tendo saído de lá simplesmente porque “o ordenado não dava para ganhar minha vida”.

 

O álibi

 


Róseo e Jacaré, com a mão no queixo.

Róseo Morais do Nascimento narra com riqueza de detalhes que no dia 10 de outubro de 1917, exatamente no dia em que Delmiro Gouveia foi assassinado, ele se encontrava em Japaratuba (Sergipe), juntamente com Jacaré, pois, viajando de trem de Propriá para Aracaju, rumo à Bahia, dormiram naquela localidade em virtude de um desarranjo no comboio, que pernoitou ali. E Róseo invoca o testemunho do coronel Manuel de Sousa Brito (Neco de Brito), proprietário de uma fábrica de tecidos em Propriá, onde ele e Jacaré trabalharam e pediram demissão no dia 9 de outubro, por causa do salário, que era insuficiente. E lembra, também, vários outros testemunhos, além de haver exposto documentos ao capitão Nolasco, quando preso, provando a sua inocência, documentos estes que foram rasgados sob a alegação de que nada valiam.

Recorda ainda que, ao ser interrogado pelo juiz que presidia ao inquérito, o capitão Firmino Rodrigues, que vira os matadores de Delmiro correndo após o crime, afirmara incisivamente que os três indivíduos não pareciam de maneira alguma com nenhum dos réus presentes. Mas as suas declarações de nada valeram.

 

O verdadeiro criminoso


— “Trabalhei 50 anos, até que vim a descobrir o verdadeiro matador de “seu” Delmiro”, declara Róseo. “Trata-se de Herculano Soares Vilela, filho de Antônio Soares Vilela, morador na Serra dos Cavalos, município de Água Branca. E muita gente boa e importante aqui do Estado sabe disto, embora não queira assumir a responsabilidade de publicar a verdade.”

Esta declaração de Róseo foi confirmada ao repórter pelo sr. Cícero Torres, ex-deputado estadual e ministro aposentado do Tribunal de Contas do Estado, acrescentando que realmente fora Herculano o assassino, uma vez que os seus irmãos moram numa propriedade sua, em Água Branca, e não negam o fato. Adiantou mais que a dita confissão havia sido feita pelo próprio Herculano, antes de morrer, tendo a família guardado o segredo. O sr. Cícero Torres é filho do dr. Miguel Torres, à época Juiz de Direito de Água Branca, que não quis funcionar no processo, tendo sido substituído pelo dr. Nestor dos Santos Selva.

Sabe-se, por outro lado, que a causa do assassinato teria sido um espancamento sofrido por Herculano por parte de Delmiro Gouveia.

 

Revisão criminal

 


Róseo não quer legar aos seus netos herança de um crime que afirma não ter cometido.

Embora não tenha ainda constituído advogado, Róseo Morais do Nascimento e sua filha Laurentina estão no firme propósito de recorrer à Justiça, requerendo a revisão do processo. Já estão reunindo material e — afirmam — “Só descansaremos quando vermos tudo colocado em pratos limpos”. Acrescentam que, apesar de pobres, não estão preocupados com a indenização que o Estado possa lhes pagar. O mais importante para Róseo e a família é a questão moral, é tirar-lhe a pecha de criminoso, quando está de consciência tranquila e certo de que nenhum crime cometeu.

 

Detento bem-comportado


No contato mantido com o repórter, Róseo evoca sua vida carcerária, onde tivera um comportamento digno de nota. Salienta o indulto a que teve direito, dadas as suas qualidades pelo que, posteriormente, se tornou funcionário público estadual, lendo sido nomeado servente e depois contínuo, servindo no Palácio do Governo. Ao se aposentar, no ano de 1963, recebeu do governador da época major Luís de Sousa Cavalcanti, a seguinte comunicação: “Maceió, 7 de março de 1963. Sr. Róseo, participo-lhe que, atendendo a seu pedido acabo de assinar o ato de sua aposentadoria pelo que agradeço sua valiosa colaboração prestada ao Estado durante tentos anos de bons serviços.  Na oportunidade apresento-lhe meus votos de felicidade. Atenciosamente, Luís Cavalcanti, Governador”.

Publicada originalmente no Portal História de Alagoas


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