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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

TOMA GOSTO LENDO ESTE LIVRO SOBRE O CANGAÇO

Por José Mendes Pereira

Foi este livro que fez eu me apaixonar pelo estudo cangaço. Primeiro fui informado pelo cangaceirólogo e tesoureiro da SBEC Chagas Nascimento que eu deveria procurar acessar os blogs Cariri Cangaço do Manoel Severo e o Lampião Aceso do Kiko Monteiro. Segundo com meses depois ele me emprestou este livro além de outro. 

Se você tem vontade de entrar no estudo do cangaço procura com urgência adquiri-lo Ele te enviará o mais rápido possível. São 27 histórias fantásticas escritas pelo escritor Alcino Alves Costa, lá da cidade de Poço Redondo no Estado de Sergipe.

Aqui está o seu e-mail: 

franpelima@bol.com.br

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LAMPIÃO INVADE QUEIMADAS E CHEGA PERTO DE SANTA LUZ (BA) - Samuel H. Cunha Macêdo


Publicado a 05/03/2017

PROJETO - HISTÓRIA VIVA DE SANTALUZ - BAHIA Idealização e Produção - Fernando Matos LAMPIÃO INVADE QUEIMADAS E CHEGA PERTO DE SANTALUZ (BA) - Samuel H. Cunha Macêdo Série – História Entrevistas concedidas a Fernando M. V. Matos e Ronaldo Biron em Santaluz, Bahia, em maio de 2015. Edição em montagem Fernando Matos (Cura Filmes) Samuel Hedene Cunha Macêdo, nascido em 17 de julho de 1945, na Cidade de Santaluz, filho de Manuel Ferreira Macêdo e Neto de São Pedro Cunha (João Boquirão). Seu pai morava com seu avô nas barrancas do Rio Itapicuru, tendo com atividade principal a pecuária e agricultura de subsistência. Manuel Ferreira Macêdo compra ouro, dos garimpos do Rio Itapicuru, e peles de animais selvagens para vender em Salvador. Samuel teve uma vida política muito atuante em Santa Luz sendo uns dos fundadores do PMDB em plena Ditadura Militar de 1964. Foi vereador por vários mandatos em Santaluz. Santaluz – a fundação do povoado e do Distrito teve a sua existência relacionada a implementação da linha férrea. A estação de Santa Luzia foi inaugurada em 1884, segundo o Guia Geral de 1960, mas Cyro Deocleciano afirma em seu livro de 1886 que todo o trecho além da estação de São Francisco estava em construção nessa época. A cidade se formou em volta da estação (http://santaluz01.blogspot.com.br/). Lampião Invade Queimadas (Bahia) - Na tarde do dia 22 de dezembro de 1929 a cidade de Queimadas foi palco de uma tragédia de grandes proporções. Seguindo sua trajetória errante nos sertões, o bandido Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, à frente de um numeroso grupo de cangaceiros, invadiu a sede do município para perpetrar uma das maiores barbaridades de sua história recheada de crimes sanguinários. Em Queimadas, o bando de Lampião ficou por alguns dias saqueando, matando indiscriminadamente, e impondo a sua vontade pelo tempo que ali permaneceu. Utilizando-se dos mesmos métodos empregados em centenas de cidades do interior dos sete estados que atormentou durante quase três décadas, Lampião cortou as linhas de transmissão do telégrafo da cidade, único meio de comunicação com o mundo externo à época. A seguir, dirigiu-se à sede do destacamento da Força Pública, atual Polícia Militar da Bahia, situado na Praça da Bandeira, no centro da cidade. Lá, surpreendeu o efetivo de serviço, composto naquele momento pelos soldados Aristides Gabriel de Souza, Olímpio B. de Oliveira, José Antonio Nascimento, Inácio Oliveira, Antonio José da Silva, Pedro Antonio da Silva e Justino Nonato da Silva, libertando os presos e trancafiando os policiais militares. O sargento Evaristo Carlos da Costa, comandante do destacamento, atraído pelo silvo de um apito, expediente utilizado para convocar os policiais militares ao quartel, também foi preso pela quadrilha. Com a aterrorizada cidade sob seu domínio, Lampião passou a saquear aqueles que possuíam algum recurso financeiro, exigindo quantias pré-estipuladas de acordo com suas próprias impressões. O sargento Evaristo foi colocado entre o bando e obrigado a percorrer as ruas da cidade durante o saque, desarmado, sem chance de esboçar qualquer reação. Terminada a operação criminosa, Lampião e seu bando passaram a se dedicar a mais odiosa das ações encetadas naquele fatídico domingo: retornaram ao destacamento, posicionaram-se em frente à sede e retiraram, um a um, os soldados presos. Ao saírem, foram baleados e, com requintes de crueldades, friamente abatidos a golpes de punhal. Mesmo diante de tão trágicos destinos, registraram-se cenas da mais enraizada coragem, a exemplo do soldado Aristides Gabriel de Souza que desafiou o chefe dos criminosos a encará-lo sem a cobertura dos demais cangaceiros. Por esse ato de bravura, sofreu uma morte mais dolorosa que os outros, sendo executado com redobrada intensidade. Encerrado o trucidamento dos policiais militares, Lampião, como prova do seu completo desprezo à vida, ainda permaneceu na cidade até a madrugada, promovendo, inclusive, um baile para o qual forçou o comparecimento de inúmeras famílias, em que pese o estado de choque que tomou conta dos moradores de Queimadas diante dos acontecimentos. Redação Notícias de Santaluz | Fotos: Cidicleiton Souza (Zé Bim) - http://www.calilanoticias.com/2014/12... http://joaodesousalima.blogspot.com.b... - Queimadas – PM presta homenagem a soldados mortos em 1929 pelo bando de Lampião EDIÇÃO - Fernando Matos MONTAGEM - CURA FILMES – 2017

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PADRE CÍCERO VIVO


Publicado a 13/12/2011

Narrado por Chico Anysio. Fazer o papel do Pe. Cícero no teatro sempre me causou e me causa muita emoção, agora fui convidado para interpretá-lo no cinema, vai ser minha apoteose. Que Deus me ajude nessa difícil missão.
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GLOBO REPÓRTER: FREI DAMIÃO E OS SANTOS BRASILEIROS - 30/05/1997


Publicado a 10/04/2017

Globo Repórter sobre a vida e o culto a Frei Damião, exibido pouco antes de sua morte, no dia 30 de maio de 1997.
Categoria
Música neste vídeo
Canção
Artista
Luiz Gonzaga
Álbum
Aboios & Vaquejadas, Nos Caminhos da Fé e São João Na Roça
Licenciado ao YouTube por
UMG, SME (em nome de Sony BMG Music Entertainment); UMPI, ADDAF e 2 sociedades de direitos musicais

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A HISTORIA DA CANGACEIRA ARISTÉIA - A CANGACEIRA ARISTÉIA - PARTE I

Por João de Sousa Lima

A fazenda Lajeiro do Boi, em Canapí era sempre visitada tanto por cangaceiros quanto por policiais. Os proprietários desta fazenda era o casal José soares e Maria dos Santos Lima. Eles tiveram sete filhos: Eleonora, Benedita, Dasdôres, Valdemira, Luiza, Maria, Aristéia e Antenor. Todos nascidos no Capiá da igrejinha, local onde fica a fazenda Lajeiro do Boi.


A polícia passava com frequência na fazenda Lajeiro do Boi. Em uma dessa passagens, um dos policiais ofendeu verbalmente ao velho patriarca dos “Soares”, enquanto ele descansava no alpendre da casa se aproximou uma volante e um dos soldados falou:

- Oh véio feio da peste!

- Cada qual como Deus fez! Retrancou José Soares!

- É verdade! Atalhou um soldado mais consciente!

Em outra ocasião, uma outra volante comandada pelo aspirante Porfírio espancou o velho José Soares e o filho Antenor, tendo este último sua orelha cortada, sendo atingido pela coronha de um mosquetão. De tal castigo, com seus 97 anos de idade, Antenor guarda a cicatriz com remorso e revolta pela pena sofrida.

Porfírio, além de ferir os moradores da fazenda do Boi, espancou várias pessoas da fazenda Talhada, seguindo até a fazenda Pedra Dágua onde mataram Ramos.

Vizinho fazenda Lajeiro do Boi, ficava a fazenda Poço do Boi e foi nesta fazenda onde Benjamim Abrahão se encontrou com o bando de Lampião para realizar as famosas fotografias e as filmagens. Benjamim passava dias instalados na casa de Francelino, onde se dirigia sempre uma velha baraúna com pretexto de fotografar Otacilia, filha de Francelino, usando a velha árvore como desculpa para os encontros amorosos que vinha tendo com a filha do dono da fazenda.

Das filhas do casal José Soares e Maria Santos Lima, duas engrossaram as fileiras do cangaceirismo. Uma indo por prazer, outra sendo forçada. A primeira entrar no bando foi Eleonora. Ela seguiu o cangaceiro Serra Branca.

Aristéia Soares de Lima nasceu em 23 de junho de 1916 ( dia que se comemora a festa de São João ) e lembra-se bem da passagem dos cangaceiros Corisco, Virgínio e Luiz Pedro em sua casa, sendo que por diversas vezes, outros cruzaram o terreiro da fazenda Lajeiro do Boi.

Tendo seu nome envolvido como coiteidfdra de cangaceiros e temendo a ação vingativa dos policiais,Aristeia fugiu pra fazenda alto vermelho,entre lajinha e campo,próximo a Santana do Ipanema,indo refugiar-se na casa das tias Mariinha,zifina,santa e Maria grande.por essa época ,Eleonora já se cobria com a mescla azul e os bornais enfeitados com os desenhos de flores coloridas.

Cícero garrincha já tinha certa queda por Aristéia e assim que abraçou a nova vida do cangaço começou a rondar a fazenda da família da moça.em uma dessas passagens,ele foi avisado pela amiga Celina,da localização de Aristéia. cicero seguiu pra fazenda alto vermelho e depois de conversar com a escolhida ,sem usar a força,conseguiu que ela,mesmo contra sua vontade,acompanhasse o cangaceiro.

O novo casal seguiu ao encontro do grupo de moreno que os aguardava no coito conhecido por pilão das pêia junta``,próximo á casa de Aristéia no esconderijo, Aristéia foi festivamente recebida.Durvalina manejou a velha máquina de costura e fez um vestido pra nova amiga,completando o figurino com bornais floridos e um chapéu de feltro.

Logo após a entrada de Aristéia, suas primas Sebastiana e Quitéria seguiram os cangaceiros moita brava e pedra roxa.


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BARBAS, BARBEIROS E CANGAÇO

Clerisvaldo B. Chagas, 4 de agosto de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.156

         E eu vou novamente para Seu Atalaia. Barbeiro às antigas, calado igual a caburé. Foge à regra da maioria animada que ouve tudo, sabe de tudo e conta tudo. Mas Seu Atalaia é homem sério e sisudo. É dá um bom-dia, cortar, pagar e se despedir sem levar fofocas para casa. Após minhas perguntas sobre suas origens, mal respondeu que era de Atalaia, cidade da Zona da Mata alagoana. Passei a chamá-lo, então, claro, com meus botões, de Seu Atalaia. Ali você vê televisão sem graça, jornal do dia e revistas velhas. Caso esteja fazendo calor, tem direito a um arzinho de quebra.
(FOTO: B. CHAGAS).
          E eu vou novamente para Seu Atalaia. Barbeiro às antigas, calado igual a caburé. Foge à regra da maioria animada que ouve tudo, sabe de tudo e conta tudo. Mas Seu Atalaia é homem sério e sisudo. É dá um bom-dia, cortar, pagar e se despedir sem levar fofocas para casa. Após minhas perguntas sobre suas origens, mal respondeu que era de Atalaia, cidade da Zona da Mata alagoana. Passei a chamá-lo, então, claro, com meus botões, de Seu Atalaia. Ali você vê televisão sem graça, jornal do dia e revistas velhas. Caso esteja fazendo calor, tem direito a um arzinho de quebra.
          Com novos cursos de barbeiros, a rapaziada não coloca mais na fachada do estabelecimento o nome Barbearia. É Salão ou Cabeleireiro. Em Santana do Ipanema têm alguns dessa geração: O Fela, o Joinha, o Carinhoso... São alguns deles. Nem todos concordam em trabalhar com barba: “dói o espinhaço, precisa melhor equipamento, o cabelo é mais vantajoso em três por um...”. Será o fim do barbeiro tradicional? Nem ouso indagar a Seu Atalaia. Talvez ele me respondesse apenas com um sorriso. “Mestre, corte normal, nada de babados”. “Perfeitamente”, sinto a resposta interior do Fígaro, embora não seja de Sevilla.
          Barbeiro, profissão de homem manso, mas por ela passou o Moreno – barbeiro em Santana do Ipanema – à condição de chefe de subgrupo de Lampião. Sujeito franzino, sem oportunidades na polícia, de modo contrário realizou o sonho de ser elemento de guerra. Trocou a navalha Solingen por fuzil e cartucheira. Tornou-se matador de gente.
       Como barbeiro, foi surpreendido e preso Gato Bravo, ex-cangaceiro santanense disfarçado. Ê... Essa história que todo barbeiro é manso, não tem muito fundamento. Alinhavando as ideias sob a bata negra de cliente, vejo o término do trabalho.
          Saio do salão sem as fofocas do dia, mas satisfeito com a destreza do homem e o corte costumeiro.
          Profissional gente boa, ótimo prestador de serviço.
          Aplausos aos bar beiros na pessoa do Mestre Atalaia.
          Não custa nada.                                                        


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PESSOA MANIPULADORA


Por Francisco de Paula Melo Aguiar

Sociopata, narcisista, mentirosa
É a Rosa de Hiroshima e vampira emocional...
Fala e escreve bem em verso e prosa
Menos teoria e mais prática comportamental.

Usa a psicologia para anular sua força
De vontade e semear dúvida em ação
É a manipulação segura que leva a forca
E o manipulado permaneça na sua proteção.

Desvaloriza tudo e destrói a autoestima
Do que você faz e ou já fez
É perfil de orientação masculina ou feminina
E assim nada importa porque chegou sua vez.

Esse tipo gente só faz critica destrutiva
Só apontam seus defeitos
É o labirinto da avaliação desqualificativa
Só assim os objetivos são satisfeitos.

O desprezo é a vingança passivo-agressiva
E se precisa dela, o deixa de lado
Se lhe pedir algo, desaparece é incompreensiva
Faz que não ouve e fica calado.

Em todo caso deturpa a realidade
Fica satisfeita confundindo as pessoas
Criam discussões, essa é a finalidade
Faz versos com rimas e loas.

É profissional em criar mal-entendidos
Tira o corpo de lado e fica de fora
Divertindo-se das disputas sem sentidos
Sorrindo da desgraça alheia e vai embora.

http://www.recantodasletras.com.br/poesias/6711461

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É UMA MATÉRIA MELHOR DO QUE A OUTRA...


Por Geraldo Antônio De Souza Júnior

... chegando ao nosso canal CANGAÇOLOGIA (YouTube), matérias que estão sendo enviadas pelo nosso confrade Sandro Leite Cavalcanti "Sandro Lee", que inclusive estará lançando em breve o seu livro "LAMPIÃO E O CANGAÇO EM PAULO AFONSO", que vem abarrotado de novas histórias e elementos, que certamente engrandecerão ainda mais a história cangaceira, principalmente aquela ocorrida nos arredores de Paulo Afonso e no Raso da Catarina, na Bahia, envolvendo Lampião e seus comandados.

O mais breve possível estarei publicando no canal uma matéria inédita e exclusiva que foi produzida por Sandro Lee em que teremos acesso a uma entrevista com o senhor João Velho, primo do cangaceiro Barreira. Barreira, que como todos sabemos, pertenceu ao bando de Lampião e ao se entregar levou consigo a cabeça degolada do cangaceiro Atividade para ser entregue às "autoridades", como demonstração de arrependimento e desprendimento da vida cangaceira. Um cangaceiro cuja vida foi pouco estudada e que através de depoimentos como esse, que será apresentado, vai tendo aos poucos parte de sua biografia resgatada.

Aguardem!


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ESCRITORES CRIAM ACADEMIA PARA ESTUDAR O CANGAÇO

Por Júnior Almeida

Dentro da programação do dez anos do Seminário Cariri Cangaçorealizado de 24 a 28 de julho nos municípios do Crato, Juazeiro do Norte, Missão Velha, Lavras da Mangabeira e Brejo Santo e, pesquisadores de todo Brasil se reuniram na noite de 25 de julho, na “Meca Sertaneja”, em uma solenidade de fundação da Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço – ABLAC. 


A recém-fundada academia foi registrada e terá sua sede na capital de Sergipe, Aracaju, e pretende reunir em seus quadros, além de escritores do tema, poetas, músicos, artistas plásticos ou das artes cênicas, que sejam ligados ao cangaço em todas as suas ramificações.

O proponente da criação da ABLAC, historiador e delegado de polícia sergipanoArchimedes Marques, autor de vários livros sobre o cangaço, dentre eles, Lampião Contra o Mata Sete, que desmentiu veementemente item por item a polêmica obra “Lampião o Mata Sete”, de autoria do juiz aposentado, Pedro Morais, que retratou em seu livro o Rei do Cangaço como homossexual, disse que a ideia inicial da sua criação ocorreu há anos atrás, por intermédio do historiador Paulo Gastão (falecido recentemente), então presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço – SBEC, mas que só agora foi possível por em prática a vontade de muitos amantes do tema.

Os quadros de sócios foram preenchidos quase em sua totalidade por pesquisadores nordestinos, que atuam nas mais diversas áreas profissionais, mas tem também paulista de renome, autor de vários livros, entre os seus fundadores.


Ceará e Pernambuco, por enquanto, são os estados que contam com mais membros. A Terra de Iracema com cinco e o Leão do Norte com seis acadêmicos fundadores. Na terra de Lampião ficaram dois na capital, dois no Sertão e mais outros dois pesquisadores aqui em nossa região: o professor Vilela, de Garanhuns, e o pesquisador Junior Almeida, que é garanhuense, mas mora em Capoeiras e é colaborador deste blog. Vilela e Junior, ambos já têm seus trabalhos já publicados, discorrendo sobre o cangaço no Agreste do Estado. 

Os acadêmicos estão empolgados e, as expectativas são, segundo eles, as melhores possíveis. Pesquisadores relatam que mesmo ainda com poucos dias de vida da ABLAC, já receberam mensagens parabenizando pelo feito e também demonstrando interesse de fazer parte desse seleto grupo que estuda cangaço.

Percebemos que nossa academia já desperta interesse de alguns estudiosos dentro e fora do país, como por exemplo, um brasilianista norte americano, que entrou em contato conosco querendo fazer parte dos quadros da academia. Relatou um membro da ABLAC.

Nós do Blog Roberto Almeida parabenizamos a todos os pesquisadores pela iniciativa. Que possam ser criadas novas academias de estudos de vários temas, novos institutos, como por exemplo, o nosso IHGG, que desenvolve um belo trabalho não só em Garanhuns, mas em toda região, e outros órgãos que ajudem a disseminar a história e o conhecimento.

*Fotos: 1- Membros fundadores da ABLAC em Juazeiro do Norte, Ceará; 2- Escudo da academia; 3- Livro de Junior Almeida sobre o cangaço no Agreste Meridional.


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HAGIOGRAFIA, RITA A SANTA DE CÁSSIA


Por Francisco de Paula Melo Aguiar

Oh! Santa Rita de Cássia
Advogada das causas impossíveis
Filha,esposa,mãe, viúva forte na fé sem falácia
Do Espírito Santo, ações possíveis.

A ti, teus devotos recorrerem proteção e luz
Bálsamo calmante dos corações que alimenta a fé
A paz e conforto no lar com a determinação de Jesus
É tudo que nossa gente ora pede e requer.

Do teu sofrimento fizeste a ponte
Caminho seguro para chegar ao Pai
Abençoa nossas famílias, sem desmonte
Santa Rita de Cássia, nosso povo iluminai.

És advogada dileta dos malcasados
Sente na própria carne as dores tuas
Não são poucos os sonhos despedaçados
Diante do calvário da diversidade de luas.

A vida matrimonial a dois tem três lados
A vida como ela é, entre abraços e beijos tem verdades cruas
Visão de mundo, mulher caída, morta ou com olhos marejados
Tanta é a violência doméstica com sofrimento e peles nuas.

O feminicidio desenfreado, coisa do demônio
Destruição da família, que é uma grande maldade
O amor sucumbe e acaba in loco o matrimônio
Lares destruídos, orfandade por falta de racionalidade.

Oh! Santa Rita de Cássia, tu és em verdade
Instrumento da ação de luz do Espírito Santo
És exemplo de caminho, amor e fidelidade
Rosa sublime do jardim sacrossanto.

É inegável que fizeste do matrimônio
Estrada de oração, dor e santidade
Deixaste para trás o teu patrimônio
Para servir a Jesus Cristo sem vaidade.

Santa Rita, teu exemplo de amor
Conforta e nos ensina a caminhar
Somos teus filhos resilientes na paz e louvor
Acolhe e nos envolve no teu altar.

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domingo, 4 de agosto de 2019

DONA AMÁLIA, IRMÃ DE MARIA BONITA


Estas fotos pertencem ao acervo do historiógrafo Rostand Medeiros, do blog: "Tok de História"




Dona Amália em outra posição fotográfica.

Fotos feitas pelo Diário de Notícias, Salvador, ed. 4 de novembro de 1970


O CANGACEIRO BARREIRA - “JORNAL DE ALAGOAS”, EDIÇÃO DE SEXTA-FEIRA, 9 DE SETEMBRO DE 1938 E INTITULADA “BANDIDO MATA BANDIDO”.


“Jornal de Alagoas”, edição de sexta-feira, 9 de setembro de 1938 e intitulada “Bandido mata bandido”. Aí me lembrei de um pequeno artigo jornalístico da década de 1980, que me foi presentado pelo amigo Paulo Moreira, potiguar que há muitos anos vive no Rio de Janeiro.

O relato de 1938 é sobre o cangaceiro Barreira, um antigo bandoleiro dos sertões que para deixar este, como dizia o professor Estácio de Lima, “Estranho Mundo dos Cangaceiros”, levou como salvo-conduto a cabeça de um companheiro. Junto com sua horrenda atitude ficou para história uma impactante foto que mostra vários aspectos de um momento de muita violência no Nordeste do Brasil.

Macabro Salvo-Conduto

Em uma segunda-feira, dia 5 de setembro, dia de feira livre na cidade alagoana de Pão de Açúcar, as margens do Rio São Francisco, logo começou a correr a notícia que em uma propriedade distante cerca de 36 quilômetros havia um cangaceiro desejando entregar-se as autoridades

Prontamente o tenente José Tenório Cavalcanti, a maior autoridade policial presente, preparou um grupo de policiais para seguir ao encontro deste cangaceiro na propriedade Santo Antônio[3]. Aparentemente esta gleba era localizada próxima a uma área denominada Caboclo.

Quando lá chegaram os policiais encontraram um jovem com a tradicional roupa de cangaceiro, com cerca de 20 anos de idade, boa aparência, muito calmo, tranquilo, que trazia consigo um rifle Winchester e a cabeça decapitada de um homem de tez clara, igualmente jovem, bastante cabeludo e que havia sido morto horas antes.

Ele se apresentou como sendo o cangaceiro Barreira e a cabeça era a do cangaceiro Atividade, seu companheiro no grupo que tinha como chefe o cangaceiro alcunhado como Português. Comentou que seu nome era João Correia dos Santos, sendo filho de Manoel e Maria Correia e era natural da região, do lugar Furna.

Logo alguém, que não sei quem foi, sacou de uma máquina fotográfica e clicou o macabro salvo-conduto. Provavelmente o cenário deste instantâneo foi de alguma maneira produzido e esta é sem dúvida uma das fotos mais marcantes do período do cangaço.

Logo o jovem cangaceiro e a cabeça de Atividade foram levados para Pão de Açúcar, onde chamaram muita atenção da população local. Depois seguiram para a cidade de Santana do Ipanema, a cerca de 50 quilômetros de distância, onde um repórter do “Jornal de Alagoas” ouviu Barreira.

O fora da lei comentou que a cerca de um ano vivia em contato com os cangaceiros do grupo de Português, sendo inicialmente convidado a seguir pelas veredas do sertão de arma na mão. Mas o jovem recusou o quanto pode, até que foi ameaçado de morte pelo chefe se não fizesse parte do bando.

Já sobre a ideia de entregar-se a polícia e usar a cabeça de Atividade como uma espécie de salvo-conduto junto às autoridades, provavelmente surgiu após Barreira ver algumas das muitas reproduções da famosa foto com as cabeças cortadas de Lampião, Maria Bonita e nove outros integrantes do bando e expostas um mês e uma semana antes na escadaria do prédio da prefeitura da cidade de Piranhas. Talvez tenha imaginado que se fizesse igual aos policiais, poderia ser mais bem aceito por estes.

Seu pai inclusive havia entrado em entendimento com o tenente José Tenório e o então todo poderoso coronel José Lucena de Albuquerque Maranhão, maior inimigo conhecido do cangaceiro Lampião e comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar de Alagoas, sediado na cidade de Santana do Ipanema. O coronel Lucena comentou ao velho Manoel Correia que seu filho não sofreria problemas, desde que auxiliasse as forças volantes no combate aos cangaceiros. Barreira então aguardou uma oportunidade de sair fora daquela vida de arma na mão.

Percebemos igualmente no relato de Barreira ao jornalista que para ele, após as mortes na Grota do Angico, o desbaratamento dos grupos de cangaceiros era eminente e isso foi relevante para sua decisão. Além disso o conhecido chefe Corisco teria “fracassado terrivelmente” (talvez em uma provável rearticulação dos bandos) e estava “bebendo muito”. Quanto a Português, seu ex-chefe, Barreira o considerou “covardíssimo”, que “fugia das lutas” e apenas enviava seus cangaceiros em “missões” de extorsão e punição a fazendeiros da região que não lhes dava dinheiro.

E foi numa dessas “missões” que Barreira colocou seu plano de sair do cangaço em funcionamento.

Negociando Com Uma Cabeça

Ele, Atividade e o irmão deste, alcunhado Velocidade, seguiram na madrugada do dia 5 de setembro para o povoado de Belo Horizonte, próximo a propriedade Santo Antônio. O trio de cangaceiros era comandado por Atividade e tinham como missão incendiar uma casa no povoado, cujo proprietário era Elísio Maia. Porém Atividade ordenou a Barreira algo muito impactante e muito controverso – o jovem cangaceiro teria de “matar o seu próprio irmão e um seu tio, que lá moravam.

Segundo o relato de Barreira ao jornalista do periódico “Jornal de Alagoas”, sem especificar como, este começou a “azucrinar” propositadamente a paciência do cangaceiro Atividade para evitar cumprir esta função. Na sequência, ao passarem próximo a um riacho, Atividade ordenou a Barreira que fosse buscar água para os cantis e teve início uma nova discussão. Nisso, a fim de evitar problemas, Velocidade se prontificou a fazer a tarefa, descendo por uma rampa até o riacho.

Era a oportunidade que Barreira queria e sem titubear este desfechou um tiro de rifle nas costas de Atividade!

Velocidade voltou rapidamente para socorrer o irmão e Barreira passou a descarregar vários balaços na direção deste. Ao jornalista do periódico alagoano Barreira afirmou que atingiu e matou Velocidade com seus tiros, o que é uma mentira, pois este cangaceiro foi capturado meses depois.

Após isso Barreira chegou próximo de Atividade, que segundo o seu algoz ainda estava vivo, e com um facão decepou lhe a cabeça.

Queria Ser Policial, Mas Ficou na Cadeia…

A história da decapitação de Atividade foi publicada em pequenas notas em alguns jornais do Rio de Janeiro e de outras capitais do Brasil. Não encontrei registros que a terrível fotografia circulou na imprensa.

Pouco tempo após a detenção de Barreira outros cangaceiros foram se entregando as autoridades, como o grupo do cangaceiro Pancada. Além deste chefe faziam parte do bando sua mulher Maria Jovina (ou Maria de Pancada), Cobra Verde, Peitica, Vinte e Cinco, Vila Nova e Santa Cruz. Todos foram levados para o quartel de Santana de Ipanema, onde Barreira se encontrava.

Apesar do crime hediondo praticado por Barreira, que poderia ocasionar retaliação por parte dos outros cangaceiros, nada aconteceu. Acredito que os cangaceiros estavam mais preocupados com os seus incertos destinos naquele momento.

Sob as ordens do coronel Lucena havia uma atmosfera positiva no quartel e uma relação entre cangaceiros e seus antigos perseguidores que pode ser considerada como amistosa. Até porque os policiais precisavam da ajuda dos cangaceiros detidos para prender os que ainda se encontravam soltos, principalmente Corisco.

Em novembro este grupo de cangaceiros estive em Maceió, a capital alagoana. Ali foram alvos de extrema curiosidade pública, tomaram banho de mar, realizaram compras no comércio acompanhados dos soldados e pagaram regiamente o que adquiriram. Os antigos cangaceiros estavam felizes e muitos comentavam aos jornalistas que desejavam ser policiais e não queriam mais ser chamados pelos seus antigos “nomes de guerra”.

O jornal carioca “A Noite”, na sua edição de segunda-feira, 14 de novembro de 1938, página 8, traz uma interessante reportagem sobre estes cangaceiros em Maceió. Os membros do antigo grupo de Pancada, além de Barreira, tiveram oportunidade de narrar um pouco de suas vidas antes e durante o período como cangaceiros.

João Correia dos Santos, o Barreira, então com apenas vinte anos de idade, era o mais novo dos bandidos. Nesta nova entrevista não negou que matou Atividade, não escondeu os motivos e nem que o decapitou. Mas acrescentou que era sempre “insultado” por ele. Daí em diante nesta entrevista, Barreira começou a mudar os relatos sobre sua vida pregressa.

Ele já não vinha mais do lugar Furnas, mas havia sido “vaqueiro do fazendeiro João Lessa, da cidade de Propriá” (quase 90 quilômetros de Pão de Açúcar). Já não havia entrado no grupo de Português obrigado, mas por vingança. Informou que passou apenas seis meses no cangaço e soltou a pérola que durante os combates “tinha vontade de passar para o outro lado, mas tinha medo de ser assassinado”. Finalizou que estava feliz, desejava ser policial e caçar seus antigos companheiros!

Se assim desejava aparentemente ficou só na vontade, pois tudo indica que a polícia alagoana dispensou seus serviços como “caçador de cangaceiros”. Além disso, se Barreira imaginava que conseguiria amenizar alguma condenação trazendo a cabeça do cangaceiro Atividade para os policiais, isso funcionou em parte, pois ele ficou atrás das grades por quatro anos e seis meses.

Liberdade

Em uma entrevista realizada em 2012, concedida ao jornalista Antônio Sapucaia, do jornal “Gazeta de Alagoas”, o funcionário público aposentado José Alves de Matos, o antigo cangaceiro Vinte e Cinco, comentou que após passar mais de quatro anos na Penitenciária do Estado, em Maceió, gozava de certo privilégio naquele ambiente, a ponto de tornar-se o “chaveiro” da prisão.

Certa vez, provavelmente no segundo semestre de 1942, Vinte e Cinco recebeu a visita do Promotor Público Rodriguez de Melo, o qual ao se inteirar da situação dos ex-cangaceiros afirmou que nada poderia fazer em favor deles, a não ser que surgisse um milagre e o fato chegasse ao conhecimento do então Presidente da República, Getúlio Vargas, haja vista que todos estavam presos sem nenhum processo formalizado, à disposição do Governo do Estado.

Utilizando-se da confiança de que desfrutava, Vinte e Cinco recorreu ao engenheiro Ernesto Bueno, que estava preso por crime de homicídio contra um cidadão de Coruripe, pedindo-lhe que, em seu nome, escrevesse uma carta a Getúlio Vargas expondo a situação vexatória em que se encontravam. Seu pedido foi atendido e, usando de uma manobra habilidosa, apelou para uma mulher de nome Maria Madalena, que era encarregada de vender os produtos de artesanato que os presos fabricavam na prisão, a qual escondeu a carta no seio e depois a postou nos correios.

Segundo relata Vinte e Cinco, o Presidente Vargas, depois de manter contato com o Interventor alagoano Ismar de Góes Monteiro e com o Dr. José Romão de Castro, diretor da penitenciária, baixou um ato e pediu-lhes que os colocassem em liberdade, conseguissem empregos para todos, objetivando evitar o retorno deles à vida nômade e violenta no Sertão;

Mas na reportagem do jornal carioca “O Globo”, edição de quinta-feira, 7 de janeiro de 1943, existe uma outra versão.

Nela o diretor da penitenciária, Dr. José Romão de Castro, informa que encaminhou para Alexandre Marcondes Machado Filho, então Ministro da Justiça e dos Negócios Interiores, através do Interventor Ismar de Góes Monteiro, uma exposição do aspecto jurídico e social da prisão, onde apresentou em linhas gerais o seu pensamento a respeito daqueles ex-cangaceiros, que se mostravam extremamente trabalhadores, obedientes e alguns muito estudiosos. Dos dez remanescentes, sete haviam se alfabetizado com o professor Manoel de Almeida Leite, dentre estes Barreira. Mérito dele!

Vale a leitura dos argumentos apresentados pelo Dr. José Romão de Castro para a soltura daqueles antigos combatentes das caatingas:

“Pois eles não podem ser encerrados como verdadeiros delinquentes uma vez que não havia entre eles e a sociedade aquilo que se chama semelhança social, harmonia de compreensão de deveres. Para eles, a figura de Lampião não era somente de chefe, a quem obedeciam, mas, sobretudo representava um princípio de autoridade, e, em torno de certas determinações, eles sentiam a última extensão da influência do poder público. Logo, penso que podem regressar ao meio social os últimos homens do grupo de Lampião, embora vigiados e sendo dado a cada um profissão certa.”

Seja pela carta enviada por Vinte Cinco, seja pelo parecer do Dr. José Romão de Castro, o certo é que no dia 10 de fevereiro de 1943, ao meio-dia, em meio a uma solenidade presidida pelo Dr. Ari Pitombo, Secretário do Interior, Educação e Saúde de Alagoas, os antigos cangaceiros foram libertados.

Barreira foi um dos que foram empregados pelo poder público de Alagoas e não perdeu a oportunidade oferecida[12].

Marcado Para Sempre

Vamos reencontrar este controverso ex-cangaceiro em uma reportagem de 1982 e em um momento muito festivo. Presentado pelo amigo Paulo Moreira, esta reportagem mostra que depois de quase 40 anos de trabalho como funcionário público estadual, lotado na Secretária da Fazenda do Estado de Alagoas, João Correia dos Santos se aposentava.

Neste período o antigo Barreira estava com 64 anos, era casado e pai de cinco filhos. Consta que sua passagem como funcionário público foi bastante positiva, a ponto dele ser considerado o “Funcionário Modelo do Estado” do ano de 1976 e receber um prêmio e um diploma das mãos de Divaldo Suruagy, então Governador de Alagoas.

Ainda nesta reportagem de 1982, o velho Barreira falou em tom bastante crítico sobre a minissérie da TV Globo “Lampião e Maria Bonita”, um grande sucesso na época. Para ele a obra televisiva “Nada tinha a ver com a história real”. Que a protagonista de Maria Bonita na minissérie, a ótima atriz Tânia Alves, não era “branca o suficiente e os dedos da original eram mais curtos”.

Mas concordava que a Maria Bonita real, tanto quanto o personagem apresentado na minissérie, tinha influência sobre Lampião. Outra concordância estava no fato de que realmente Corisco recusou-se a se “amoitar” com Lampião na Grota do Angico. Barreira ainda discorreu sobre vários outros aspectos relativos ao local do derradeiro combate do chefe cangaceiro e de como seu desparecimento contribuiu para o fim do cangaço, principalmente diante das perdas dos contatos dos fornecedores de armas e munições.

Nesta reportagem Barreira pouco comentou especificamente sobre seu período como cangaceiro e nada sobre a morte de Atividade. Aquele degolamento e a triste foto daquele ato era um passado que não valia a pena recordar.

Igualmente não sabemos quando Barreira faleceu, mas sua passagem em relação a história do cangaço está firmemente associada à fotografia do degolamento de Atividade. Para a grande maioria dos pesquisadores do cangaço a figura de Barreira praticamente se centraliza apenas em seu ato covarde.

Fonte: facebook

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