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sexta-feira, 19 de junho de 2020

JOÃO DE SOUSA LIMA, MUSEU CASA DE MARIA BONITA EM PAULO AFONSO NA BAHIA

JOÃO DE SOUSA LIMA, MUSEU CASA DE MARIA BONITA EM PAULO AFONSO NA BAHIA

JOÃO DE SOUSA LIMA, A CASA DE MARIA BONITA

SÉRIE: O CANGAÇO E EU CLIDINHO E NETINHO

Euclides de Souza Ferraz Neto - "Clidinho" e Hildebrando de Souza Nogueira Neto - "Netinho", descendentes diretos dos nazarenos, falam um pouco de suas raízes e de seus antepassados que participaram da campanha contra o cangaço.



Pescado no canal de Aderbal Nogueira


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DO FUNDO DO BAÚ : FUZILADOS DO LEITÃO NO CARIRI CANGAÇO

Fonte: YouTube Canal:Aderbal Nogueira

Um dos pontos altos de qualquer visita para pesquisa sobre o cangaço no município de Barbalha sem dúvidas é a visita ao cenário emblemático do monumento dos Fuzilados do Leitão ; o famoso Alto do Leitão.  Ali, há poucos quilômetros do centro de uma das mais acolhedoras cidades do cariri cearense, "à beira da Estrada da Feira" que ligava Barbalha a Crato, aconteceu a covarde chacina do grupo do cangaceiro Lua Branca, último dos irmãos Marcelinos, pelo Sargento José Antônio da policia do Ceará. O Cariri Cangaço esteve por diversas vezes realizando pesquisa de campo e em 2010 ao lado de grande caravana, proporcionou um dos momentos marcantes daquela edição, ora documentada pela Laser Vídeo do Conselheiro Cariri Cangaço, Aderbal Nogueira, disponibilizada em seu prestigiado canal no You Tube, vale a pena rever. 

O Massacre do Alto do Leitão foi sem dúvidas um dos mais marcantes episódios do cangaço na região do Cariri. No dia 05 de janeiro de 1928 o último dos irmãos Marcelinos; nesta época seus dois irmãos: Bom de Veras e João 22 já haviam sido eliminados; conhecido por Lua Branca, seria barbaramente assassinado pelo grupo do sargento José Antônio, quando supostamente eram transferidos pela "Estrada da Feira", de Barbalha para cadeia do Crato e dali para Fortaleza. 

Caravana Cariri Cangaço 2010 no Alto do Leitão, Barbalha Ceará

Na oportunidade o mais novo dos Marcelinos era morto, ao lado dos companheiros João e Joaquim Gomes, Pedro Miranda e Manoel Toalha, naquela dia os presos foram tirados da casa de detenção, a cadeia de Barbalha, com o destino ao Crato, o trajeto era feito por uma antiga estrada usada pelos almocreves que transportavam alimentos e outros gêneros oriundos da Serra do Araripe e das redondezas, para a feira do Crato (Estrada da Feira) . Cerca de alguns quilômetros do centro de Barbalha, o inesperado...

O sargento José Antônio junto a seus homens; ordenou que parassem e de posse de enxadas e pás começassem a cavar covas rasas à beira do caminho. O desespero e a coragem do grupo acabou tornando a chacina ainda mais dramática. Uns conseguiram com coragem cavar e esperar o desfecho provável... Outros não conseguiram e tentaram correr em fuga, todos tiveram o mesmo fim: Morte e sepultamento nas covas cavadas pelos próprios presos.  A antiga "Estrada da Feira" ainda guarda suas marcas  por entre as cercas e o que restou da caatinga bruta desses lados do sertão cearense.  

Cariri Cangaço 2010 Alto do Leitão
Por: Manoel Severo
Vídeo Aderbal Nogueira - You Tube


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NASCE EM AURORA A AALA - ACADEMIA AURORENSE DE LETRAS E ARTES

Por Manoel Severo

Aurora, uma das mais tradicionais cidades do sul cearense, encravada no magnifico Vale do Salgado, lançou no último dia 11 de junho, a AALA - Academia Aurorense de Letras e Artes. A data de sua inauguração celebra também os 130 anos de Lei Orgânica do município caririense. A Academia Aurorense de Letras e Artes é composta por 45 acadêmicos; personalidades de destaque no mundo das letras e artes do tradicional rincão cearense.O pesquisador, escritor e Conselheiro Cariri Cangaço, João Tavares Calixto Júnior, é o primeiro presidente do destacado sodalício da Vale do Salgado, para ele "um dos propósitos da AALA é sem dúvidas aproximar os grandes nomes da história do município com os moradores por meio de cursos, oficinas, concursos, palestras, fortalecendo e fomentando ainda mais a cultura e arte de nossa região".

O lançamento se deu de forma virtual pela atual impossibilidade de encontros presenciais. A partir dessa sessão virtual; realizada através da plataforma google meet; intelectuais e entusiastas das artes e literatura filhos da terra, reuniram-se para fundar o prestigiado sodalício. A sessão virtual contou com as presenças de sete integrantes da diretoria; além do presidente, João Tavares Calixto Junior; tivemos ainda o Advogado, Ex Deputado Estadual e Presidente da OAB e também Escritor Paulo Napoleão Gonçalves Quezado (Paulo Quezado), residente em Fortaleza e ocupante do Cargo de Secretário Geral; O Poeta e Monge Beneditino Dom Tito Leite (Cicero Leilton Leite Bezerra) da Ordem de São Bento de Olinda, autor de dois grandes trabalhos poéticos de repercussão internacional, que ocupa o cargo de Vice-Presidente; O Escritor Luiz Cezar Carneiro Rodrigues (Cezar Carneiro), residente em Fortaleza, autor de 10 livros dos gêneros ficção, ficção científica e romance espírita, que ocupa o cargo de Diretor Executivo; o procurador e escritor jurídico Paulo Henrique Leite Gonçalves, residente em Fortaleza, que ocupa o cargo de Diretor de Eventos e Finanças; o Cineasta Lamarck Dias, residente em Fortaleza, que atua com destaque no cinema nacional, ocupante do cargo de Diretor de Comunicação; o Músico e Professor Wagner Layb, residente em Aurora, autor de composições instrumentais e arranjador, ocupante do cargo de 2º Secretário, além do advogado aurorense Dr. Vicente Landim de Macêdo, Acadêmico residente em Brasília, autor de vários livros sobre a trajetória de sua família em Aurora. 
  
João Tavares Calixto Júnior e imagens da Sessão Virtual da AALA

A Academia tem como Patrono perpétuo o Padroeiro do Município, o Senhor Menino Deus. Como Presidente de Honra o Prof. Francisco Tarciso Leite, como Paraninfo o Prof. Luiz Domingos de Luna e como Madrinha, a Prof.ª Severina Luna. São 45 Cadeiras ocupadas por membros titulares e efetivos, sendo que cada cadeira é designada numericamente, com um patrono imutável em homenagem a personagens que tenham se destacado nas letras, artes, educação ou desenvolvimento social no município em vários períodos da história:


Acadêmico(a) Patrono/Patronesse
1. Geraldo Simplício (Nêgo) / Aldemir Martins
2. Paulo Napoleão Gonçalves Quezado / Napoleão Quezado Filgueiras
3. Luiz Cezar Carneiro Rodrigues / Manoel Joaquim Carneiro
4. Antônio Alcymar Monteiro dos Santos / Pompílio Teles de Pontes Mendonça
5. João Tavares Calixto Júnior/   Alferes João Luiz Tavares
6. Des. Maria Nailde Pinheiro Nogueira / Des. Jaime Alencar Araripe
7. Des. Luiz Evaldo Gonçalves Leite / Hermenegildo de Sá Cavalcante
8. Cícero Leilton Leite Bezerra (Dom Tito Leite) / Deoclécio Leite de Macêdo 
9. Pe. Benedito Evaldo Alves (Pe. Evaldo) / Mons. Vicente Augusto Bezerra
10. Madre Maria Aurélia Gonçalves Grecy / Prof.ª Maria do Socorro Alencar Araripe
11. Pe. Sóstenes Tavares de Luna / Pe. Francisco Luna Tavares (Pe. Luna)
12. Vicente Landim de Macêdo / Maria da Soledade Landim (Marica Macêdo)
13. Francisco Barros Sobrinho (Franco Barbosa) / Prof. Luiz Gonçalves Maciel
14. Glória Maria Ramos Tavares  / Francisca Augusta da Silva (Mártir Francisca) 
15. Francisco Gildemir de Sousa Chagas / Benedito José dos Santos
16. Maria Socorro Lucena Lima / Profª. Antônia Raymunda Alves de Lima
17. Vicente Bandeira de Aquino Neto / Pe. Antônio Leite de Oliveira
18. Francisco Newton Quezado Cavalcante / José Nairton Quezado Cavalcante 
19. Luis Marcos Lima Ferreira  / Maestro Esmerindo Cabrinha da Silva
20. Maria Marleide Duarte / Prof.ª Adília Oliveira Lobo
21. Paulo Henrique Leite Gonçalves  / Antônio Gonçalves Ferreira (Cap. Sinhozinho)
22. Raimundo Jean Tavares de Luna (Jean Tavares) / Amarílio Gonçalves Tavares
23. Heitor de Sá Gonçalves (Dr. Heitor Gonçalves) / Dr. José Anastácio Magalhães
24. Antônio Pinto Fernandes (Mestre Antônio) / José Pinto Fernandes
25. José Cícero da Silva / Francisco Leite Serra Azul
26. José Dantas da Silva (Dr. Josenir Dantas) / Pe. José Gonçalves Landim
27. Maria Oderlânia Torquato Leite  / Major Moisés Leite de Figueiredo
28. Pe. Francisco de Barros Barbosa  / Mons. Vicente Pinto Teixeira
29. José Idemário Tavares de Oliveira  / Simplício Carneiro de Oliveira
30. Poeta Ismael Pereira da Silva / Poeta Manoel Pereira
31. José Arimatéia Macêdo  / Pe. Januário Ribeiro Campos
32. Pedro Jorge Pinto de Castro / Francisco Xavier de Souza (Cel. Xavier)
33. Ana Leopoldina Macêdo Quezado /  José Leão Gonçalves (Dom Alberto)
34. Pe. José Wilton Leite / Pe. Francisco Bezerra França (Pe. França)
35. Sebastião Tavares da Cruz (Didi Tavares) / Pe. João Tavares de Lima
36. Francisco Barbosa de Oliveira (Franzé d’Aurora)/  Felismino Correia Lima
37. Samuel Nunes Magalhães José Alves Magalhães
38. Josina Nunes Magalhães Roncisvalle / Agostinho de Oliveira Lima 
39. Afonso Cesário de Sousa / Januário Alves Feitosa
40. Poeta Cícero Saraiva Neto / Juraci Saraiva Menezes
41. Elizete Alves de Albuquerque / Esperança Caetano de Luna
42. Wagner Layb Luna Oliveira / Maestro Ten. Miguel Fernandes Leite
43. Lamarck José dos Santos Dias / Pe. Agostinho Affonso Ferreira
44. Poeta Cícero Cosme Freire da Silva / Dr. José Dácio Leite
45. José Alves do Nascimento / Joaquim Antônio dos Santos (Joaquim Paulino)






A entidade tem por objetivos: congregar pessoas que se dediquem às atividades literárias e artísticas nas mais diversas formas de expressão, realizar estudos e pesquisas na área da literatura local e regional, promover e incentivar a cultura e a aproximação da classe estudantil através da realização de exposições, concursos, cursos e outras atividades de natureza cultural, propagar o culto, o estudo e a exaltação e a divulgação da vida e da obra de personagens históricos e figuras literárias e artísticas que ajudaram a construir a grandeza do município de Aurora. Também objetiva coletar, pesquisar, elaborar e divulgar estudos e informações de cunho cultural, relacionados aos interesses da entidade, e, por fim, promover o aprimoramento da língua pátria nos seus aspectos científico, histórico e artístico por meio de divulgação (impresso e online) das publicações dos acadêmicos em um periódico de circulação anual. A entidade também objetiva outorgar condecorações com o objetivo de reconhecer iniciativas de pessoas físicas e jurídicas na área lítero-cultural, quer como promotores, incentivadores ou agentes de produção do conhecimento com ações voltadas especificamente para o município de Aurora. 

Lançamento da AALA, 11 de Junho de 2020


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A METRALHADORA BERGMANN QUE FOI USADA NO DIA DA MORTE DE LAMPIÃO..EM ANGICO, NO DIA 28/07/1938.


Por: João De Sousa Lima
Na foto: tenente Ourique (fardado), do Exército, João de Sousa Lima e o coronel Luciano Silva, da PM de Alagoas. A arma pertence ao acervo histórico da PM da Bahia.

A metralhadora Bergmann que foi usada no dia da morte de Lampião..em Angico, no dia 28/07/1938.

Comentário de João Marcos:

Esta submetralhadora Bergman, modelo 1934, foi emprestada pelo sargento Odilon Flor, da volante baiana, de passagem por Delmiro Gouveia (AL), ao tenente Bezerra, da volante alagoana que, no dia seguinte (28/7/38), atacou o bando cangaceiro na Grota do Angico, em Porto da Folha (SE), quando Lampião, Maria Bonita e mais nove bandoleiros foram mortos.


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IPANEMA X MUNDAÚ

Clerisvaldo B; Chagas, 19 de junho de 2020
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.328
RIO MUNDAÚ, CHEIA EM RIO LARGO (FOTO: REDES SOCIAIS/DIVULGAÇÃO).

O rio mais importante de Alagoas é o rio Mundaú que nasce em   Garanhuns, solo pernambucano, percorre a zona da Mata Alagoana e despeja suas águas na laguna também Mundaú formada por ele mesmo. Na sua jornada, percorre 141 km, tendo suas nascentes a 931 metros de altitude. É um rio perene bi estadual que beneficia a grande zona fértil canavieira, mas sempre causou problemas de cheias escandalosas. São cidades influenciadas pelo Mundaú São José da Lage, Santana do Mundaú, Murici, União dos Palmares, Branquinha e Satuba, sua última cidade antes de chegar à laguna. Nas suas imediações e região foram formados quilombos, aglomerados de negros fugidos das fazendas escravagistas, tendo como principal o Quilombo dos Palmares, na serra da Barriga, município de União.
O rio Ipanema é maior do que o rio mais importante de Alagoas
e o mais notável do Sertão. Nasce no município pernambucano de Pesqueira, na serra do Ororubá percorre entre os dois estados, cerca de 220 km, e despeja suas águas no povoado Barra do Ipanema, município alagoano de Belo Monte. Representa um forte afluente do rio São Francisco, pela margem esquerda. Além de inúmeros povoados, banha também três importantes cidades sertanejas: Poço das Trincheiras (por onde entra em Alagoas), Santana do Ipanema e Batalha. O rio Ipanema é um rio temporário ou intermitente, isto é, seca em grande parte do ano. Foi ele que permitiu e sustentou esses núcleos habitacionais e ainda continua importantíssimo para a Geografia da região.
Inúmeros rios que escorrem em Alagoas, têm suas nascentes  no estado de Pernambuco, cujo terreno é muito mais alto. Alguns têm suas vertentes voltadas para o oceano. No Sertão, esses rios atuam na vertente do Rio São Francisco, embora tenha exceção. O sertão alagoano foi conquistado através do Rio São Francisco. Os sertanistas, como não havia estradas, faziam o percurso contrário aos rios, isto é, penetravam pela foz e subiam nos leitos secos como verdadeiros caminhos. No caso do rio Ipanema, os desbravadores entravam pelo povoado Barra do Panema e chegavam à vila de Cimbre, no cume da serra do Ororubá.
A propósito, Ipanema significa “água ruim” (salobra). Foi essa água salobra que fez surgir das caatingas a cidade de Santana do Ipanema.

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A REBELIÃO DE CRATO E A INVASÃO DE CRATO EM 1914.

Por Casa da Cultura

A Rebelião de Juazeiro e a invasão do Crato em 1914. O chefe supremo da Rebelião, o Deputado Baiano ( Floro Bartolomeu da Costa ), que envolveu o Padre Cícero Romão Batista na política partidária, que por consequência, incitou seus (Romeiros) a pegar em armas e invadir a cidade do Crato no dia 23 de janeiro.


De um lado, 750 Romeiros divididos em três grupos de 250 cada, chefiados pelos jagunços Zé Pedro, Zé Torto e Manoel Chiuinha, respectivamente. Do outro, Soldados do Governo mesclados de Cangaceiros que, sob o comando do Tenente Romão Nunes de Azevedo, deixou cair o último reduto para os rebeldes, que se assenhorearam de toda cidade e circunvizinhas.

Fonte, Cangaceiros e Jagunços, Pág 25, Autor, Renato Luís Bandeira.
CASA DA CULTURA
APOIO, Prefeitura Municipal de Jati-Ce
( JATI em Boas Mãos ).
ADM. Maria de Jesus Diniz Nogueira
( Neta ).
DIRETOR DE CULTURA
Luís Bento de Sousa
Luís Carolino.


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ALGUMAS DE MINHAS RARIDADES EM VINIL



Clemilda
Trio Mossoró
Marinez
Luiz gonzaga
Gerson Filho
Jackson do Pandeiro


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OS RESTOS MORTAIS DO CANGACEIRO JESUÍNO BRILHANTE NÃO FORAM DEVOLVIDOS AOS PATUENSES

Por José Mendes Pereira
O cangaceiro romântico Jesuíno Brilhante.

Jesuíno Alves de Melo Calado era o famoso cangaceiro Jesuíno Brilhante, tendo nascido no ano de 1844, no sítio Tuiuiú, no município de Patu, no Estado do Rio Grande do Norte, e era filho de José Alves de Melo Calado e D. Alexandrina Brilhante de Alencar.  É considerado um dos precursores do cangaço no nordeste brasileiro. 

Câmara Cascudo - uma conversa sobre a ... - Templo Cultural Delfos

Jesuíno Brilhante foi chamado por Câmara Cascudo de o "Cangaceiro Romântico". Era de família "aristocracia rural sertaneja", e virou bandoleiro em 1871 pelo fato de seu irmão ter apanhado no meio da rua de sua cidade natal, e pelo roubo de uma cabra que lhe pertencia. Era diferente de outros cangaceiros que apareceram no nordeste brasileiro, quando roubavam e pilhavam as famílias, fazendeiros e invadiam cidades e vilarejos nos sertões sofridos. 

Robin Hood - Oxford - Livros de Ciências Humanas e Sociais ...

Jesuíno Brilhante era um tipo de "Robin Hood", pois adorava e era adorado pela população pobre. Era defensor dos fracos, das crianças agredidas, dos velhos e das moças ultrajadas. Entre os anos de 1871 e 1879, o cangaceiro romântico Jesuíno Brilhante implantou um “Estado Paralelo” nos sertões brasileiros. 

Raibrito - Clique no link abaixo para ler um pouco sobre a biografia de Raimundo Soares de Brito: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/raimundo-soares-de-brito-o-guardia-o-da-hista-ria-potiguar/479526

Segundo os escritores e historiadores Raimundo Soares de Brito e Raimundo Nonato afirmam que Jesuíno Brilhante esteve aqui em Mossoró, mas não veio como cangaceiro e sim, como pessoa comum e a negócios.

CLICK VIIP - FESTAS E EVENTOS: Colégio Diocesano Santa Luzia ...
Colégio Diocesano de Mossoró

Seus restos mortais, infelizmente estão desaparecidos, porque, após a sua morte, a sua ossada foi trazida para Mossoró pelo médico Dr. Francisco Pinheiro de Almeida Castro  e ficou abrigada por muitos anos  em sua residência. 


Depois foi para o "Colégio Diocesano Santa Luzia de Mossoró" por longos anos. Após a morte do médico que aconteceu em 22 de junho de 1922, os restos mortais  de Jesuíno Brilhante foram levados para o Grupo Escolar "30 de Setembro". 


Não ficando por aí, no ano de 1924, eles foram transferidos para a Escola Normal em Mossoró. E na sequência, fizeram partes do acervo museológico do alienista Juliano Moreira no Rio de Janeiro, que por fim, removeu a ossada do seu acervo sem dar paradeiro do destino final. O certo era pra ter sido feita a devolução aos patuenses. 


Por que o Dr. Francisco Pinheiro de Almeida Castro meteu a sua colher na ossada do cangaceiro se ele não era perito nisto? Restando apenas o prejuízo para a cidade de Patu, que sem merecer, perdeu um pouco da sua história, quando os restos mortais do cangaceiro deveriam ter sido entregues à população patuense, e não levados para o Rio de Janeiro que não tinha nada a ver com a ossada do bandoleiro. Hoje os patuenses não têm a sua história completa sobre o Jesuíno Alves de Melo Calado o famoso cangaceiro Jesuíno Brilhante. Que pena!


O cearense da cidade de sobral Benedito Vasconcelos Mendes professor, escritor, pesquisador do cangaço e diretor/proprietário do "MUSEU DO SERTÃO", com sede nas adjacências de Mossoró, certa vez me falou em minha casinhola que somente o crânio do cangaceiro Jesuíno Brilhante veio para Mossoró. E os restos, ficaram lá na cova?

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quinta-feira, 18 de junho de 2020

UMA EMBOSCADA PARA LAMPIÃO.

Por: José Mutti de Almeida "Mutti".


Um plano traçado para pegar Lampião. 
Por: José Mutti de Almeida "Mutti".

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NAZARÉ - BERÇO DOS GRANDES INIMIGOS DE LAMPIÃO.



Um antigo documentário que foi idealizado pela jornalista e escritora Marilourdes Ferraz filha do Nazareno "Manoel Flor", foi recentemente disponibilizado em sua íntegra, nele podemos conhecer a antiga Vila de Nazaré (atual Nazaré do Pico/PE), de onde saíram os maiores inimigos de Lampião de toda a história. 

Os escombros da casa onde Lampião nasceu, a antiga casa do Poço do Negro para onde a família Ferreira se mudou algum tempo após ter início as desavenças entre os irmãos Ferreiras e Zé Saturnino, entre outros registros iconográficos históricos da antiga vila e de sua gente. 

Imperdível! 
Geraldo Antônio de Souza Júnior

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UMA EMBOSCADA PARA LAMPIÃO

Por Cangaçologia

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CANGAÇO - FUZILADOS DO LEITÃO

Aderbal Nogueira - Cangaço


Cangaço - Fuzilados do Leitão Barbalha - CE - Fuzilados do Leitão - 5 de janeiro de 1928 - A morte dos irmãos Marcelino - A sorte do Coronel Xavier Link desse vídeo: https://youtu.be/AW6ObdPU-Bo

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MEMÓRIAS DA PMBA #2 - O MASSACRE DE QUEIMADAS

Polícia Militar da Bahia
 https://www.youtube.com/watch?v=B7H5RT1NFCo


Em 1929 o bando de Lampião esteve no município de Queimadas, saqueando a cidade que contava com 8 policiais militares em sua guarnição. Este documentário conta o desfecho sangrento dessa investida criminosa do cangaceiro. 

PRODUÇÃO: Cap PM Bandarra Cap PM Danillo Ferreira St PM Luciano Macêdo ROTEIRO Cap PM Raimundo Marins Cap PM Danillo Ferreira PESQUISA Cel PM Souza Neto Cap PM Raimundo Marins DIREÇÃO E EDIÇÃO Cap PM Danillo Ferreira IMAGENS ST PM Luciano Macêdo SD PM Orlando Junior Daniel Pujol Jonatan Costa ASSISTENTES SD PM Orlando Junior SD PM Igor Freitas AGRADECIMENTOS Moacir Mancha e ao povo de Queimadas REALIZAÇÃO Polícia Militar da Bahia Departamento de Comunicação Social.

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Cangaço e eu - João de Sousa Lima

Cangaço e eu - João de Sousa Lima

Cangaço e eu - João de Sousa Lima

Cangaço e eu - João de Sousa Lima

AS LAMENTAÇÕES DO VELHO GUERREIRO LAMPIÃO TINHAM FUNDAMENTOS, MUITO EMBORA OS SEUS ADVERSÁRIOS PROTESTAVAM.

Por José Mendes Pereira
Lampião Fonte da foto: https://tokdehistoria.com.br/tag/maria-bonita

A literatura lampiônica diz que Virgolino Ferreira da Silva o famoso cangaceiro do nordeste brasileiro Lampião, teria dito o que segue mais adiante. Eu tenho visto em alguns textos estas reclamações, mas até agora não vi estes pequenos lamentos de Lampião em trabalhos de escritores, historiadores e pesquisadores famosos. Mas não posso dizer que não foi dito por ele, apenas a minha opinião acredita mais para escrito literário, por ser muito bem elaborado, redigido por uma pessoa que entende bastante de literatura. Apesar que era um homem que tinha bons conhecimentos na vida acho que o amigo Lampião não tinha condições de ditar tão bem assim.

“[…] Não vivo a vida do cangaço por maldade minha. É pela maldade dos outros. Dos homens que não têm a coragem de lutar corpo a corpo como eu, e ‎vão matando a gente na sombra, nas tocaias covardes. Tenho que vingar a morte dos meus pais. Era menino quando os mataram. Bebi o sangue que ‎jorrava da pele de minha mãe e beijando-lhe a boca fria e morta, jurei vingá-la. É por isso, que de rifle às costas, cruzando as estradas do sertão, deixo um rastro sangrento à ‎procura dos assassinos de meus pais. É por isso que eu sou cangaceiro. Não sei quando hei de deixar os horrores desta vida, onde o maior encanto, a maior beleza seria ‎extinguir a maldade daqueles que roubaram a vida de minha mãe, de meu pai e de minhas irmãs. ‎‎[…]”
(Lampião).

Blog do Mendes & Mendes: José Saturnino
José Saturnino inimigo nº 1 do capitão Lampião.

Virgolino disse que era menino quando mataram os seus pais, mas não é verdade, porque eles faleceram em 1920, e nesse ano ele já estava com 22 anos de idade. Quem foi assassinado pela força policial do Estado foi o seu pai José Ferreira da Silva.  Já a mãe Maria Sulena da Purificação faleceu de problemas cardíacos. Lampião queria assassinar o José Saturnino e chegou a fazer grandes ciladas e todas as tentativas foram frutradas, porque  nunca deu certo. 

Sítio passagem das pedras | Casa onde nasceu Lampião- Serra … | Flickr
Casa de Lampião no sítio passagem das Pedras.

Atacava, mas infelizmente não conseguiu vingar o que fez o Zé Saturnino contra seus pais e seus irmãos, por ter obrigados a saírem do Sítio "Passagem das Pedras" em Vila Bela, no Estado de Pernambuco, e os empurrando para o Estado de Alagoas, terras que eles nunca tinham morado. 

Lampião aceso: O inimigo nº 2 de Lampião
Coronel Zé Lucena inimigo nº 2 de Lampião

Se Virgolino Ferreira da Silva e seus irmãos Livino Ferreira e Antonio Ferreira não conseguiram eliminar o José Saturnino do solo sertanejo que morava bem perto dos seus pais, muito menos tinha condições de exterminar o José Lucena de Albuquerque Maranhão, o homem responsável pela morte do seu querido pai José Ferreira, porque para chegar até ao Zé Lucena e assassiná-lo seria muito difícil, vez que ele vivia rodeado pelos seus comandados policiais. 

 Família de Lampião (desenho de Lauro Villares utilizando-se de antigos retratos) - Infelizmente eu perdi a fonte desta foto.

Quando se fala "menino" já aparece uma porção de pessoas para  protegê-lo, e creio que ele disse que na época da morte dos seus pais ainda era menino (se é que foi ele que ditou o enunciado acima), justamente para que todos tivessem piedades dele e ficassem do seu lado. Mas na verdade, só o seu pai foi assassinado pela polícia comandada pelo coronel Zé Lucena.

 
  
Sua Mãe Maria Sulena da Purificação (ou Maria Lopes) faleceu de infarto, devido a falta de consideração do seu vizinho Zé Saturnino com o seu esposo José Ferreira da Silva. Dona Maria sufocada com uma porção de problemas com ele, além dos causados por eles, filhos,  na região contra os seus desafetos, e assim deixavam a mãe com a saúde abalada. Sentindo que o José Saturnino havia abandonado o respeito para com eles, ela  não resistindo às pressões, ficou decepcionada, posteriormente adoeceu e veio a óbito.
  

 Lampião estava mais do que certo com a sua revolta. Queria vingar a morte dos pais, mesmo que tenha sido assassinado apenas o José Ferreira..., as suas lamentações qualquer um de nós faria a mesma coisa. Não podemos dizer que nós vingaríamos, mas a revolta chegaria.

Quando Lampião fala que roubaram também a vida das suas irmãs acho que ele se referiu à falta de tranquilidades que antes elas tinham, isto é, permanência em um só lugar, principalmente no que eram seus, a propriedade que viviam, do que viverem com os cacarecos na cabeça, hoje aqui, amanhã ali, e assim, vivia a família de Lampião. 

A foto original dos pais de Lampião que o Diin Laden redesenhou é esta:

José Ferreira da Silva e dona Maria Sulena da Purificação pais dos Ferreiras. As fotos acima foram coloridas pelo artista Diin Laden. Eu tinha contato com este senhor desenhista de São Paulo, e certo dia eu a enviei e pedi que ele fizesse algo. Dias depois ele me mandou o que fizera nela. Nunca mais o vi nas redes sociais.

 

Estas são apenas as minhas inquietações e não têm nenhum valor para a literatura Lampiônica. Qualquer amigo ou amiga que queira discordar tem todo o meu apoio sem nenhuma mágua. Eu sou apenas estudante do cangaço e capaz de errar muito no que se refere ao assunto. Mas eu advirto: Não use este material na literatura lampiônica.

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