Por Bruno Agreste
Pedro Silvino do Nascimento (Pedro de Ciano), filho de Feliciano Silvino do Nascimento. Baiano da região de Feira do Pau, hoje Macururé, ingressou no cangaço no ano de 1927, na Bahia, quando Corisco e Arvoredo II formaram o seu primeiro bando. Depois, andou pelo bando de Lampião, a partir de novembro ou dezembro de 1929 e depois passou por vários grupos, fixando-se no subgrupo de Azulão II. No cangaço teve duas companheiras: a primeira, Joana, o acompanhava no tiroteio da Lagoa do Lino onde foi ferida e presa, não voltando mais para o cangaço. A segunda, Delmira (ou Belmira), foi morta em tiroteio com um grupo de civis baianos logo depois da traição de um coiteiro conhecido por Totonho Preá. Como o companheiro Arvoredo II, também tinha o costume de marcar as mulheres que caíam nas suas mãos a ferro, deixando várias marcadas na região de Uauá, Jaguarari e Juazeiro (BA).
Durante o segundo semestre de 1927 com identidades falsas, juntamente com Corisco e Arvoredo II, passaram a trabalhar para o coronel Alfredo Barbosa, na vila de Jaguarary (BA). Somem Calais, Corisco e Arvoredo II e surgem Cícero Vieira Noia, João Baptista da Silva e José Lima de Sá, respectivamente, até serem descobertos e presos no mês de setembro, sendo soltos em outubro de 1927, através de habeas corpus impetrado pelo coronel Alfredo Barbosa, quando ingressaram de vez no cangaço.
Dos homens valentes do solo do sertão esse foi mais um cangaceiro do bando de Lampião.
Conta a história que esse era feiticeiro, conhecedor de orações era um exímio mandingueiro. Essa era a notícia que pelas caatingas se espalhava. Se era verdade ninguém sabia.
O rapaz era dotado de forças místicas era o que todos ali diziam. Sabia como ninguém aparecer desaparecer sem ao menos deixar pistas... Deixando atordoado as volantes que em seu encalço andava.
Seu esconderijo era o Raso da Catarina, entrava... saía e na poeira desaparecia. Como tudo nessa vida um dia há de se findar.
Nos dias 3, 4 e 5 de outubro de 1933, fazendo parte de um grupo comandado por Azulão II, que estava com a sua companheira, Maria de Azulão, além dos cangaceiros Canjica, Calixto, Zabelė III, Arvoredo II e Joana, sua companheira, fez uma incursão em terras do município de Jacobina (BA), invadindo pequenos povoados e fazendas, ameaçando, extorquindo, espancando moradores e roubando tudo de valor que podiam levar.
- Estava presente quando a volante baiana comandada pelo sargento José Fernandes Vieira matou os cangaceiros Azulão II e sua companheira Maria, Zabelê III e Canjica, no dia 15 de outubro de 1933, na Lagoa do Lino, em Monte Alegre (BA).
do mesmo mês aprisionou e matou a punhaladas José Félix, parente dos rapazes que mataram Arvoredo II, na fazenda Lopes, no município de Jaguarari.
No dia 11 de março de 1937, fazia parte de um pequeno bando liderado por Jurema II e composto por ele, Beija-Flor IV, Juremeira, Nevoeiro II e Ana (de Jurema) quando foram atacados por um grupo de civis (Otacílio, João Calixto e Alfredão), na fazenda Cabeçuda, município de Uauá (BA), onde morreram: Jurema, Juremeira e Nevoeiro e tendo a cangaceira Ana de Jurema II sido ferida e presa. No tiroteio só ele e Beija-Flor IV escaparam ilesos.
Foi morto pelo soldado baiano Teófilo Pires do Nascimento, que se encontrava acompanhado dos companheiros: Grigório Silvino do Nascimento, João Crisipa e Raimundo Soares, no dia 25 de dezembro de 1937, no lugar conhecido como Baixa do Ribeiro (que depois disso passou a ser conhecido como Baixa do Calais) próximo a Chorrochó (BA), quando estava desgarrado do bando e tratava de uma ema que acabara de abater, embaixo de um umbuzeiro. Foi enterrado no cemitério de Chorrochó (BA)
No auge da perseguição policial, a sua captura - VIVO OU MORTO - (inclusive a matéria prometia o pagamento para quem "entregasse a cabeça dos bandidos"), chegou a valer a recompensa de 2 contos de réis, segundo relação publicada no Jornal "A Batalha", do Rio de Janeiro (RJ), edição n° 1.136, do dia 10 de novembro de 1933.
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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Confúcio foi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C.
"Um dia, um dos discípulos de Confúcio fez-lhe a seguinte pergunta:
- Mestre, devo eu pagar o mal com o bem?
E o mestre lhe respondeu:
- Nunca faça isto. O bem se paga com o bem, e o mal com justiça. Se você pagar o mal com o bem, com que você irá pagar o bem?".
Então, amigo leitor, o mal deve ser retribuído com a justiça, e o bem deve ser retribuído com o bem.
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