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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Enquanto não vem cangaço - Conheça a cidade de um único habitante.


É difícil de acreditar, mas nos EUA havia uma cidade que contava com uma população de: 1 cara.

A cidade chama-se Buford e fica no estado de Wyoming. O habitante e também prefeito, é Don Simmons, o cara da imagem acima.

Buford é a menor cidade dos EUA e fica localizada entre  Cheyenne e Laramie no sudoeste de Wyoming.

Se já parecia suficientemente  pra você, espere só até descobrir que dois caras lá do Vietnã compraram a cidade num leilão por 900.000 dólares.

Eu não sabia que cidades poderiam ir a leilão nos EUA. Segundo a notícia da FOXTV, o local, nas margens da rodovia interestate 80,  já foi residência de uma população de 2.000 pessoas. O traçado original de Buford surgiu em 1860, quando ocorreu a construção da ferrovia Transcontinental. Acabou que a ferrovia foi redesenhada e já não passava mais por Buford. Com isso, a densidade demográfica simplesmente tendeu a 1.  Só restou no local um posto de gasolina com loja de conveniência, uma escolinha datada de 1905, uma cabine telefônica, uma garagem, 10 acres de terra e uma casa de três quartos, provavelmente, a casa do “prefeito”.

Será que  Don Simmons cobrava IPTU dele mesmo?

Postado por Marcos Aurélio

OS DOIDOS GUIANDO OS CEGOS (Crônica)


Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

 OS DOIDOS GUIANDO OS CEGOS


O achado é da lavra de Shakespeare: É uma infelicidade da época que os doidos guiem os cegos.

Na época de reinado elisabetano, cenário de visão do poeta, até que tal afirmativa fosse permeada de espanto, como a indicar uma sociedade que perdeu seu rumo e seu norte, com cada um sendo carregado pela ignorância do tempo.

Hoje em dia, não só os doidos guiam os cegos, como também os sãos, os que se dizem equilibrados, todos que se acham normais. Do mesmo modo, os cegos todos os dias mostram direções àqueles que pensam enxergar demais.

Ora, o mundo atual perdeu todo o equilíbrio, respeito, decência. E num mundo como tal o inexplicável acontece, o inaceitável se normaliza, o inconcebível se torna plenamente justificável. Porque é o jeito, senão piora.

Daí que não só os doidos guiam os cegos como muitos se deixam guiar por qualquer coisa. É deveras espantoso como um pó, uma pedra, um cigarro possuem o poder de inapelavelmente conduzir tantas pessoas para o abismo.

Daí que não só os doidos se vêem guiando cegos como muitos, sem ter quem verdadeiramente os guiem, se entregam aos falsos profetas e falsas religiões, duvidosas igrejas e cínicos pastores, seitas destrutivas e seus guias doentios.

Os doidos guiam os cegos talvez porque estes não consigam perceber a condição daqueles e aqueles não saibam onde possam ou queiram levar seus conduzidos. Aqueles não têm a noção, estes não têm a percepção; aqueles apenas vão, e estes se deixam ir; aqueles são a sociedade em estágio brutal e desumano, louca, insana, enquanto estes são as pessoas com suas cegueiras voluntárias.

Os doidos continuam guiando os cegos porque estes enxergam e não querem ver. Não são cegos, apenas se abstiveram de olhar as coisas em profundidade para perceber os perigos a que estão expostos. Abrem os olhos, veem, sentem, mas sempre duvidam, e na dúvida a descrença.

Mas os doidos são espertos demais e muitas vezes guiam os cegos com suas missas, seus sermões, por lições e ensinamentos que não possuem nenhuma valia na vida própria, intimamente. E porque os cegos ficam mais cegos ainda diante da autoridade dos doidos, então os pecados que se revelam nos que ensinam a salvação sempre se tornam desculpáveis.

Serão doidos, ou não, estes indivíduos travestidos de religiosos, padres e sacerdotes, que pregam sobre o pecado nos cegos e não procuram se enxergar perante os seus muitos e múltiplos erros? Somente doidos para transformar sua missão numa vida de desregramentos, abusos sexuais, de pecados contra indefesos, dos maiores absurdos dentro da própria igreja que lhes foi confiada.

Mesmo sendo cegos e não podendo se esquivar no momento certo será sempre preciso muito cuidado com as pedras jogadas pelos doidos. Ora, as pedras são os brinquedos, os consolos, os passatempos dos insanos. E brincam e se divertem, mas de repente cismam de jogar tudo adiante e procuram acertar sempre na cabeça dos cegos que não têm como se proteger.

Mas nada de errado em jogar pedras nos cegos, principalmente porque vivem no estado de cegueira porque querem, gostam, parecem felizes com tal situação. Os cegos do voto poderiam reclamar das pedras jogadas pelos doidos da política? Os cegos da consciência e do senso crítico teriam algo a dizer contra aqueles doidos de poder que lhes compram com uma bolsa família ou um litro de leite aguado?

Realmente, é uma infelicidade da época que os doidos guiem os cegos. Bem que poderia ser o contrário. Os cegos guiariam os doidos e então as pessoas levariam de vez a vida em sociedade para o abismo. E tudo será num passo dos dias.


Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

Humildemente feliz (Poesia


Humildemente feliz
 Rangel Alves da Costa



Um sol de ouro
uma lua de prata
a terra maior tesouro
um diamante na mata

palácio da alegria
uma rei João
uma rainha Maria
um reinado no sertão

igreja em cada um
a força maior da fé
o sabor do jerimum
a mão a melhor colher

roupa de chita bonita
passo para quermesse
no forró tudo agita
o sertanejo merece

grão de milho e feijão
tudo é sobreviver
dia desses vai ter pão
pra molecada comer

noite bonita estrelada
uma viola ao luar
felicidade na estrada
o povo põe-se a cantar

“não há, oh gente, oh não
luar como esse do sertão...”



Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

MENSALÃO: O ATALHO PARA DESMORALIZAR O SUPREMO!


Ministro do STF Ricardo Lewandowski

QUAL É A DELE?

Revisor do processo do mensalão, que se arrasta no Supremo Tribunal Federal desde agosto de 2007, o ministro Ricardo Lewandowski ainda não concluiu o parecer que começou a ser digitado em dezembro, mas está pronto na cabeça há cinco anos.

Relator do pedido de inquérito contra o senador Demóstenes Torres, precisou de algumas horas para autorizar a solicitação da Procuradoria Geral da República e determinar a quebra do sigilo bancário do parlamentar goiano.

Surpreendido pela demonstração de agilidade, oBrasil decente sente-se à vontade para exigir, como registrei no comentário de 1 minuto para o site de VEJA. que o revisor Lewandowski trabalhe com a mesma rapidez do relator Lewandowski.

Como sabem até os cabides das togas, os 38 mensaleiros só se sentarão no banco dos réus ainda em 2012 se o ministro terminar o serviço até 15 de maio. Ultrapassada essa data, os 38 envolvidos com a organização criminosa chefiada por José Dirceu só serão julgados em 2013.

É com isso que sonham os protagonistas do maior dos escândalos do Brasil republicano, que seriam presenteados com três motivos para dormir sem sobressaltos.

Primeiro: o governo e a base alugada escapariam do desgaste provocado pela exumação, em plena temporada eleitoral, das incontáveis delinquências promovidas por pecadores da aliança governista envolvidos na roubalheira colossal.

Segundo: os meliantes teriam consideravelmente ampliada a chance de beneficiar-se do mecanismo da prescrição.

Terceiro: atingidos pela aposentadoria compulsória, os ministros Cezar Peluso e Ayres Britto estariam fora do julgamento. Gente com culpa no cartório não se dá bem com juízes que votam de acordo com fatos.

Nas páginas amarelas de VEJA, Ayres Britto, que assumirá neste 19 de abril a presidência do STF, deixou claro que só falta o parecer do revisor para que o caso chegue ao desfecho.

Lewandowski pode votar como quiser. Pode absolver os chefes da quadrilha “por falta de provas”. Pode enfileirar pretextos para explicar o inexplicável. Pode até tentar induzir o restante do STF a “amaciar para Dirceu”. Mas não tem o direito de retardar o epílogo de uma história que começou há sete anos.

Como informa o texto sobre a campanha batizada de “Missão Ampulheta”, publicado na seção Feira Livre, Lewandowski logo saberá oficialmente que os brasileiros decentes têm pressa.

É preciso obrigá-lo a cumprir seu dever. É preciso, sobretudo, alertá-lo para o tamanho do perigo: quem conduz um processo pelo caminho mais demorado acaba descobrindo que percorreu o atalho mais curto para a desmoralização do Supremo.


Extraído do blog do professor e pesquisador do cangaço: Honório de Medeiros

terça-feira, 10 de abril de 2012

Personalidades na rota

Por: Jairo Luiz

Da Pedra do Reino às pedras de Angico


Hoje foi um grande dia para todos nós que amamos a Cultura Brasileira e em especial aqueles que gostam da Cultura Nordestina. Pela 1ª vez o grande Mestre Ariano Suassuna esteve na Grota de Angico - ROTA DO CANGAÇO XINGÓ - para gravar o documentário chamado " Visões do Brasil" produzido pelo SESC.


Foi indescrítivel fazer a Trilha de Angico com o Mestre Ariano no auge dos seus 85 anos de idade e de muita sabedoria.

Extraído do blog: Lampião Aceso

Informações importantes

Como o país armou Lampião
Lampião, rei do cangaço

Para combater a Coluna Prestes, marcha de militares revoltosos comandados pelo capitão 


Luis Carlos Prestes, que depois tornou-se líder comunista, o governo se aliou ao cangaceiro Lampião em 1926.

Janeiro: o bandido é convocado

Com a coluna se aproximando do Ceará, Floro Bartolomeu, deputado Federal do Estado, recruta uma força de defesa, os Batalhões Patrióticos, e vai com ela para Campos Sales, CE.

Floro Bartolomeu

Prepara uma carta convocando Lampião e a manda para o Padre Cícero endossar. 


Um mensageiro vai atrás de Lampião. Enquanto isso, Bartolomeu, adoentado, segue para o Rio de Janeiro para se tratar.

Fevereiro: confusão entre inimigos

Mas parece que o Padre Cícero não chegou a receber a carta de Floro Bartolomeu. Lampião cuida de seus interesses pessoais em Pernambuco. Invade a fazenda de um antigo inimigo, mata dois, fere dois e toca fogo na casa do seu inimigo. Saindo desse ataque, no mesmo dia, tem um combate com a coluna, mas pensa que está lutando com a polícia.

Março: defensor público por pouco tempo

Lampião recebe a carta e segue para Juazeiro. Acampa com 49 homens perto da cidade e mais de 4.000 curiosos vão vê-lo. No dia 6, se encontra com o Padre Cícero e recebe uma patente de capitão dos Batalhões Patrióticos, assinada, acredite, por um funcionário do Ministério da Agricultura. Mais tarde esse homem diria que, naquelas circunstâncias, assinaria até a exoneração do presidente. Todos os cangaceiros recebem uniformes e fuzis automáticos. No dia 8, Floro Bartolomeu morre. Lampião parte decidido a cumprir o combinado, mas é perseguido em Pernambuco. Volta para falar com Padre Cícero. Como este não o recebe, interrompe sua carreira de defensor público e retorna a rotina de crimes.

Informações extraídas da Revista:
Super Interessante
Ano: 11
Nº. 6
Junho de 1997 

Atores de teatro de Salvador,

Por: Guilherme Machado

Atores de teatro de Salvador, juntamente com a Secult" Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, em visita ao Portal do Cangaço de Serrinha. Os artistas ficaram impressionados com a saga de Lampião e seus cabras... Os atores até arriscaram poses em trajes de cangaceiros.











“Foi na última quinta-feira  véspera da sexta-feira santa que o grupo de teatro aliado a Secult”; Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, que eles visitaram o Portal do Cangaço de Serrinha.

Foram eles:

Cléber Menezes, Diretor Cultural Setorial do Sisal, Djalma, Diretor Artístico,  Rafael, ator,   Thais, atriz. Os artistas fizeram a maior algazarra no Portal do Cangaço. Pesquisaram, perguntaram muito, e até se arriscaram a trajar-se de cangaceiros e cangaceiras. O espaço se sentiu muito gratificado em recebê-los. Visitantes de muito alto astral e otimismo. Como dizia o poeta: Bahia vai bem como vai seu bem querer. Por este espaço passa de toda espécie de ser humano, rico, pobre, branco, preto, remediados, intelectuais de toda classe social. Eles querem saber o que houve com o homem  mais citado bibliograficamente do planeta Capitão Virgulino da Silva “Lampião” e seus sequazes. Quando eu citei o homem mais citado do universo é porque é verdade. Este é relatado em mais de 1.100 livros os fora, livretos de cordéis revistas e jornais. Quando um visitante me faz a pergunta que não quer se calar: “Lampião herói ou bandido?”, a resposta está na ponta da língua “mito”. Mito de citações mito de conhecimento. mito de liderança.

Extraído do blog Portal do Cangaço de Serrinha - Bahia.

II Festival de Músicas do Cangaço


O II FESTIVAL DE MÚSICAS DO CANGAÇO, que acontecerá em Serra Talhada/PE, no dia 28 de abril de 2012,  é um momento de reafirmação e reforço na identidade cultural do homem nordestino, tendo como ponto de partida a música e a história. Poucos momentos são tão especiais como este, portanto, venha brindar conosco, curtindo excelentes músicas, com compositores e intérpretes de alto nível, com a participação d’OS PARICEIROS e ANCHIETA DALI, em shows emocionantes,  com uma platéia calorosa e aconchegante. É assim a Terra de Lampião e Capital do Xaxado. No espaço do evento, na ESTAÇÃO DO FORRÓ, antiga Estação Ferroviária, não faltará  o artesanato, comidas regionais, uma boa poesia cordelesca, barracas com bebidas, regado a uma paixão infinda pela cultura do sertão.
PROGRAMAÇÃOCOMPLETA:
Para mergulhar na cultura, se divertirem, se hospedar e comer bem, é só chegar aqui na Terra de Lampião. Segue algumas dicas:
POUSADAS
Pousada Lampião – (87) 3831 1402
Pousada Maria Bonita – (87) 3831 1223
Frontal da Serra – (87) 3831 8060
Hotel das Palmeiras – (87) 3831 1625
Hotel São Cristovão – (87) 3831 1093
Cactos Hotel – (87)  3831 1560
Pousada Império da Serra – (87) 3831 5216
RESTAURANTES 
Pizzaria Luar do Sertão
Churrascaria Plínio
Vianey Churrascaria
Serra China
Trivial
Pizzaria Bis
Oficina do Sabor
Restaurante Gabriela
Pizzaria Arri Égua
Sabor da Gente Restaurant
O visitante poderá ainda comer bode assado e cozido, arroz vermelho, rubacão e muito mais, na ÁREA DE ALIMENTAÇÃO DA FEIRA LIVRE.


O portal de entrada pra história de Serra Talhada é o MUSEU DO CANGAÇO, na Estação do Forró, antiga Estação Ferroviária.
O II FESTIVAL DE MÚSICAS DO CANGAÇO tem patrocínio do FUNCULTURA / FUNDARPE / SECRETARIA DE CULTURA / GOVERNO DE PERNAMBUCO, com o apoio da PREFEITURA DE SERRA TALHADA / SESC/PE e a KM Produções.
MUSEU DO CANGAÇO
Ponto de Cultura Cabras de Lampião
Vila Ferroviária, S/Nº - Centro
CEP: 56.903-170
Serra Talhada - Pernambuco
Tel: (87) 3831 3860 / 9938 6035

Cariri Cangaço

Lampião e seu cobiçado equipamento

A rainha Maria Bonita
Grupo de cangaceiros, incluindo Maria Bonita e Lampião (Foto:arquivo de João de Souza Lima/ Revista do Brasil)
Em 1929, o rei Lampião ainda andava sozinho nas caatingas, sem amores, mas logo chegaria a sua rainha para ajudá-lo na sua Empresa Lampiônica & Cia. 
Certo dia, desse mesmo ano, chegou à cidade de Capela, no Estado de Sergipe, e lá, resolveu pesar o seu cobiçado equipamento. Sem as armas e com os depósitos de água  vazio, a balança registrou 29 quilos. E isso também não incluía a roupa, grossa o suficiente para protegê-lo dos espinhos da caatinga do Nordeste Brasileiro. Nesse período, Lampião estava com 31 anos.
Informação extraída da
"Revista Super Interessante",
Ano: 11
Nº. 6
Junho de 1997

Visita de muita pesquisa,

Por: Guilherme Machado
 
Visita de muita pesquisa: no portal do cangaço da Bahia; do médico sergipano, pesquisador de Nossa Senhora da Glória – Sergipe, o grande amigo Silvio Junior, que está escrevendo a saga do cangaceiro Zé Baiano, em Alagadiço, e as passagens e os pousos, de Lampião em Sergipe. 3 dias de muitas pesquisas e muitos conhecimentos, entre baiano e sergipano, cabras bons de prosa!.
 
 
O portal do cangaço e o museu do Gonzagão de serrinha, na pessoa do curador Guilherme Machado, tiveram a honra de receberem para uma longa pesquisa de três  dias inesquecível:  o  médico pesquisador sergipano da cidade de nossa Senhora da Glória,  o  Doutor Silvio Junior e família, que passaram três dias de muito bate-papo e conhecimento, no Museu do Gonzagão  e  Portal do Cangaço de Serrinha...
O objetivo de Silvio é narrar toda uma história do cangaceiro Zé Baiano e Lampião em Sergipe, mais exatamente na região de Poço Redondo e Alagadiço. 
Silvio aproveitando o feriadão da páscoa fez uma minuciosa pesquisa em tudo que se referisse ao cangaço, a Lampião e Gonzagão.  Gravou, escutou, fotografou, andou, indagou imensamente, a todos que conhecessem algo sobre Lampião e Gonzagão.  Está de parabéns o inquieto amigo sergipano e suas pesquisas riquíssimas. Esperamos que no futuro bem próximo, o Doutor Silvio disponibilize de um grande acervo do cangaço na cidade de Nossa Senhora da Glória - Sergipe.
Acima ver-se fotos de Guilherme Machado e Silvio jr. mais abaixo, Guilherme, Galeguinho do Subaé e Silvio Junior. A última fotografia aparece o pesquisador Silvio jr. ao lado da cruz, onde foi enterrado o cangaceiro José baiano.
Extraido do blog: Portal do Cangaço de Serrinha - Bahia, do amigo Guilherme Machado

O VERDADEIRO DESTINO DE UM GRANDE ARTISTA

Gaston Bachelar
Em marciomariguela.wordpress.com
"O verdadeiro destino de um grande artista é um destino de trabalho. Em sua vida chega a hora em que o trabalho domina e conduz sua destinação. As infelicidades e as dúvidas podem atormentá-lo por muito tempo. O artista pode vergar sob os golpes da sorte. Pode perder anos numa preparação obscura. Mas a vontade de obra não se extingue desde que ela encontrou uma vez seu verdadeiro foco. Começa então o destino de trabalho. O trabalho ardente e criador atravessa a vida do artista e confere a essa vida virtudes de linha reta. Tudo vai em direção à meta numa obra que cresce. Cada dia, esse estranho tecido de paciência e entusiasmo torna-se mais ajustado na vida de trabalho que faz de um artista um mestre."

Gaston Bachelard (1884-1962), "Le Droit de Rêver"
 Adquiri este artigo no blog do professor e pesquisador do cangaço:
Honório de Medeiros

DAS ILUSÕES E REALIDADES (RUMO AO SUL)


 Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa
                              

DAS ILUSÕES E REALIDADES (RUMO AO SUL)

 

 

Isso já faz algum tempo, coisa de mais de vinte anos, mas vale como relembrança.

 

Lá pelos idos desbotados, tempos outros de maior inocência em quase tudo, era moda que os jovens do meu lugar – uma pacata cidadezinha nos sertões sergipanos de meu Deus, dignamente chamada Nossa Senhora da Conceição do Poço Redondo – arrumassem as malas para ir tentar a sorte nos grandes e distantes centros urbanos, principalmente Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Realmente era insustentável continuar no lugar com a seca devastando tudo, sem emprego algum, sem qualquer perspectiva de vida. Era a vida debaixo do sol e o sol corroendo as esperanças. Muitas vezes esses jovens já estavam namorando, em dias de noivar, casar, e não podiam ver seus sonhos realizados na mais lastimável situação de desemprego.

 

Então não pensavam nem duas vezes na decisão de arrumar as malas e seguir adiante, passar um tempo fora trabalhando, juntar algum dinheiro e depois retornar para levar a vida em frente. Se tudo desse certo já enviaria algum dinheiro de lá para comprar objetos para o casamento, arrumar o enxoval, comprar um terreninho, erguer quatro paredes como uma casa.

 

Seguiam geralmente com o dinheirinho que os pais haviam arranjado com a venda da vaquinha magra que ainda lhes restava. Subiam no ônibus chorosos, davam os adeuses necessários e eram encobertos pela poeira da estrada. Viagem até a capital, pois em Aracaju começaria a parte mais difícil do longo percurso até o destino escolhido.

 

Chegavam ao Rio ou São Paulo levando endereço de parentes ou amigos que já moravam ali há algum tempo, sempre distante, nos bairros ou favelas difíceis demais de se chegar. Mas tudo era facilitado porque alguém já os esperava de braços abertos na rodoviária. E que mundo diferente, estranho mundo, para um matuto sertanejo que nunca foi além das redondezas do seu lugar.

 

Uma vez na cidade grande, penoso agora era encontrar emprego. Logicamente que ninguém esperava arranjar uma colocação decente, um emprego qualificado assim que chegasse. Ademais, o conhecimento era pouco, estudo quase nenhum, nenhuma qualificação profissional, nenhum curso profissionalizante, nada. Então a grande maioria se contentava em trabalhar como servente de pedreiro, fazendo massa, jogando tijolo e telha, ou ainda como pintor de parede.

 

Outros de mais sorte, através da influência e do conhecimento dos amigos que já estavam por lá, de vez em quando arranjavam um emprego de ajudante de cozinha, de jardineiro, de segurança. Contudo, fosse no que fosse, juntando a tudo a força e a disposição para o trabalho, logo o caipira começava a juntar algum dinheirinho e enviar para a sua terra de origem.

 

Como não havia à época a facilidade e a constância do telefone, quando a lembrança apertava procuravam escrever cartas e mais cartas dizendo que estavam morrendo de saudades e que assim que juntassem mais uns trocados voltariam num passo só. Ao receber as cartas, os familiares se afundavam em lágrimas, ficavam fazendo promessas para que o seu retornasse logo. Contudo, nesse momento não lembrava que era muito melhor ele ficar onde estava, pois a situação ali não havia melhorado em nada.

 

Muitos realmente ficaram por lá, continuaram arriscando a vida e até arranjaram empregos bons, com salários dignos. De vez em quando até fixavam moradia naqueles desconhecidos. Outros, entretanto, e a grande maioria, achando que já haviam juntado dinheiro suficiente para realizar muitas coisas quando chegassem, de repente arrumavam o monte de malas e dias após festivamente desciam de ônibus no seu sertão.

 

Era incrível ver esse novo homem chegando, ainda que não houvesse permanecido nem um ano no sul. Falando sempre carioquês ou paulistês, usando calça boca de sino ou com nesga colorida, muitos chegavam com o cabelo black-power, todo espichado pra cima, num modismo exacerbado que os tornava irreconhecíveis. E ridículos.

 

Trazendo sempre um toca-discos bonito, imponente, com caixas potentes, então começavam as farras, as danças importadas, os requebros e gingas, um monte de coisas para impressionar os conterrâneos. Mas não demorava muito e o dinheiro começava a escassear até acabar. E de repente o ainda sulista cheio de moda estava desempregado e numa triste situação.

 

Após venderem os sons e os discos, roupas e outros objetos, simplesmente ficavam a esperando a sorte de qualquer emprego. Já não falavam nem carioquês nem paulistês, apenas o linguajar sertanejo para todos compreenderem as reviravoltas da vida.



Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

No meu sertão (Poesia)

No meu sertão

Por Rangel Alves da Costa 

Nunca mais juriti
nunca mais bem-te-vi
nunca mais passarinho
tudo silêncio no ninho
nenhum rastro na estrada
foi sumindo a revoada
a pedra que conversava
procurei e não estava
tanta mudez na mata
do grunhido tanta falta
farfalhar esmorecido
no arvoredo entristecido
nenhum som da natureza
riacho sem correnteza
um sertão tão diferente
que amedronta a gente
tudo parece sumido
nem se ouve mais latido
uma viola já sem voz
uma tristeza tão atroz
que ninguém sabe mais
se ainda existe ou se jaz
e tudo porque a estiagem
veio pedindo passagem
e desde então que a vida
fez a mala da partida
e diz que só vai ficar
se até amanhã trovejar
e só me resta uma vela
acesa perto da janela
para o vento logo apagar
porque a chuva vai chegar.


Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

Visita do pesquisador, escritor e presidente da Fundação Cultural Cabras de Lampião, de Serra Talhada - Pernambuco: Anildomá Williams, em visita ao Portal do Cangaço de Serrinha - Bahia. O escritor visitou o acervo no ano passado, relançando o seu livro Lampião, o comandante das caatingas em 23/2/2011.

Por: Guilherme Machado




O escritor e pesquisador Anildomá Williams esteve em Serrinha a exatamente um ano atrás, para relançamento do seu livro “Lampião, o Comandante das Caatingas”. O escritor juntamente com o seu assessor Frank, aproveitaram a estadia na cidade para fazerem uma visita breve ao Portal do Cangaço da Bahia. Muita prosa sobre Lampião e o cangaço foram debatidas entre Anildomá, Guilherme e o galeguinho do Subaé.  O pesquisador pernambucano ficou muito feliz em sua passagem por Serrinha, em saber que o povo serrinhense tem um grande apreço sobre saga do capitão Lampião. Nesta época Anildomá só tinha 2 livros em cartaz. O primeiro: Nas Pegadas de Lampião e o comandante das caatingas... O portal do cangaço da Bahia aguarda uma próxima visita do amigo fundador da Fundação Cultural  Cabras de Lampião,  e as suas ordens.
Fotos acima:
Frank, galeguinho, Guilherme e Anildomá...
Atenciosamente Guilherme Machado.

Extraído do blog: Portal do Cangaço de Serrinha, Bahia