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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Não há sobreviventes após queda de avião com 127 a bordo no Paquistão

Equipes e moradores no local onde avião caiu no Paquistão; 127 a bordo morreram
Fotos: Aamir Qureshi/France Presse

Fontes da Aviação Civil informaram que foi dada autorização para o avião pousar, mas que a torre de controle perdeu o contato com a aeronave minutos depois. A aeronave caiu em uma vila a 3 km da principal rodovia de Islamabad, e à pouca distância do aeroporto internacional.
O mau tempo parece ser a causa mais provável do acidente. A capital era atingida por uma chuva intensa, com ventos fortes, no momento do acidente, às 18h40 (10h40 em Brasília).
Relatos de funcionários do governo paquistanês e de repórteres locais descrevem um cenário de destruição, com destroços espalhadas por uma grande área, danos nas linhas de transmissão e nas casas no local do acidente.
O ministro da Defesa Chaudhry Ahmed Mukhar, citando funcionários da avião civil presentes ao local da tragédia, havia dito ser "improvável" que houvesse sobreviventes.
RESGATE
A escuridão e a lama prejudicam o trabalho das equipes de resgate. Imagens da TV paquistanesa mostraram destroços do avião, como um pedaço do motor e um partes de uma das asas.
Equipes e moradores no local onde avião caiu no Paquistão; 127 a bordo morreram
Equipes e moradores no local onde avião caiu no Paquistão; 127 a bordo morreram
Segundo a rádio paquistanesa, os destroços do avião se espalham por uma ampla região, e que danificaram as linhas de transmissão de energia.


Familiares de passageiros se aglomeram em aeroporto de Karachi; segundo autoridades, todos a bordo morreram
A Bhoja Airline ainda não se pronunciou sobre o acidente. Todos os hospitais de Islamabad e da cidade vizinha de Rawalpindi foram mobilizados e colocados em alerta.


Rei do Baião: vida e obra no palco

Elenco é formado por 15 atores, que cantam, dançam e representam
 
Vida e obra de Luiz Gonzaga, ícone nordestino e eterno Rei do Baião, dão o tom no espetáculo musical "Cantigas do sol - O Dom Quixote de cordel", cuja pequena temporada se encerra hoje (sexta) no Teatro Alberto Maranhão, às 20h. A peça foi vencedora do Prêmio Míriam Muniz, da Funarte, e tem direção de Vital Santos. É definida como uma "ópera pobre brasileira", mas com a pretensão de um grande espetáculo.
"Cantigas do sol" foi criado dentro de uma perspectiva operística, inspirado nas composições de Zé Dantas, Humberto Teixeira, Zé Marculino e outras de domínio público, de forma a traçar um roteiro para contar a história de Luiz Gonzaga. O elenco é composto por 15 atores que, durante uma hora e meia de espetáculo,  cantam, dançam, representam e até fazem mágicas em algumas cenas. As canções são executadas ao vivo, representando o mote de violeiros   e a poesia popular marcante dos compositores nordestinos.

A montagem vai beber na fonte dos autos populares e na poética de Bertolt Brecht para dar beleza à riqueza de nuances e intenções, cujos signos  pretendem encantar pelo deslumbre estético e pela força das denúncias contidas, com objetivos políticos claros, resgatando na atual cena brasileira os grandes musicais. "O objetivo é apresentar uma cena com características de musicais do primeiro mundo, tendo como suporte um ótimo elenco. E também mostrar a musicalidade da nossa gente, refletida no jeito de andar, falar, dançar, e nas músicas", disse o diretor e ator Vital Santos.
Serviço:
Cantigas do Sol - O Dom Quixote de Cordel. Sexta, às 20h, no TAM. Entrada: R$40 (inteira) e R$20 (estudante). Desconto para assinantes da TN: 50% em 2 ingressos inteiros. 

Fontes:
tribunadonorte.com.br

ESTUDAR O CANGAÇO É UMA COISA FASCINANTE

 Por: Neto Silva
Eliza, esposa, e Neto
 
Conhecer as histórias do nordeste, em especial a vida dos cangaceiros, é uma coisa muito fascinante. Comecei a me apaixonar por esse tema e vida real dessas pessoas através de histórias contadas por meu pai e algumas tias minhas. Meu admirável pai é descendente dos “ferreiras” da Paraíba/PB e residiam nas proximidades de Catolé do Rocha.
Meu avô por parte de pai, veio morar em Baixa Verde/RN, hoje João Câmara, com o objetivo de dar uma vida melhor aos filhos. Comprou um pequeno sítio e viveu lá até seu falecimento. Não tive oportunidade de conhecê-lo, pois Deus o levou antes do meu nascimento. Mas sei que foi um excelente batalhador, pai de família e uma pessoa de muita fibra.
Como já falei, meu pai e minhas tias contavam muitas histórias dos cangaceiros, principalmente de Lampião e, de tanto ouvir, passei a gostar. Mesmo com poucas condições financeiras, compro um livro aqui/ali, para conhecer um pouquinho da vida desses homens.
 
Conheci um historiador por nome de Rostand Medeiros, que o admiro muito. Ele é um grande conhecedor e pesquisador do cangaço. Tivemos algumas reuniões para debatermos sobre o assunto, pois todo iniciante sempre tem dúvidas a tirar, e quer conhecer um pouquinho a mais.
Já faz alguns meses que não nos reunimos, devido eu estar focado em uma demanda que me foi solicitada no setor onde presto serviços à Petrobras, sem falar do nascimento da minha filhinha Yasmin, que tenho que dar muita atenção e carinho, e também ao meu filho Paulo.
Estou lendo um livro "O Incrível Mundo do Cangaço", do escritor
 
Antonio Vilela de Sousa, vol. 1. É um livro muito rico em informações e fotografias, e em breve postarei alguns assuntos dessas páginas nesse blogger.
Neto – Natal/RN

Adquira o seu, leitor!


Autor: Paulo Medeiros Gastão
 
Para você adquiri-lo basta depositar
a quantia de
20,00 Reais
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José Mendes Pereira
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Agência: 3526-2
C/C 7011-4
Não se esqueça de enviar o seu endereço completo para:
josemendesp58@hotmail.com
ou para o autor:

Filho procura mãe raptada por cangaceiro de Lampião

Marici Capitelli
Ângelo Roque - o cangaceiro Labareda
 
Uma decisão tomada em 1939 por um cangaceiro no interior da Bahia reflete ainda hoje na vida de uma família de Capão Redondo, na zona sul de São Paulo. Aos 75 anos, José Grigório de Jesus procura pela mãe que foi raptada por Angelo Roque, o Labareda, um dos chefes do bando de Lampião. Entre as muitas ações nos últimos 40 anos para ter notícias da mãe, ele gravou depoimentos na internet, colocou anúncios em jornais, participou de programas de TV e rádios, visitou asilos, conversou com estudiosos do cangaço e cangaceiros e se prepara para uma viagem ao Nordeste em busca de pistas da mãe, que se estiver viva tem cerca de 90 anos.
Durante essas quatro décadas de buscas, José Grigório acabou encontrando uma tia e uma irmã, filha de sua mãe com o cangaceiro. Mas isso não é suficiente. “O que quero mesmo é encontrar a minha mãe, ou pelo menos saber onde ela foi enterrada. Ninguém desaparece da terra dessa maneira”, diz o idoso que chora enquanto conta a sua história. “Isso ainda me dói muito”, justifica ele, que é líder comunitário no Capão Redondo e dedica todo o tempo para melhorar a vida da comunidade local.
A baiana Ana Senhora de Jesus era dona de casa, mãe de quatro filhos e morava em um sítio em uma cidade que é chamada atualmente de Coronel João de Sá.
José Grigório tinha três anos e era o segundo da prole quando o cangaceiro Ângelo Roque chegou com seu bando numa tarde na propriedade da família, que tinha bom poder aquisitivo. “Meus parentes sempre contaram que ele estava armado e perguntou ao meu pai se ela era mulher dele.”
Diante da resposta positiva, Labareda teria dito que ela não era mais mulher dele a partir daquele momento. Ana, segundo o marido e os parentes, foi autorizada a pegar algumas roupas, foi colocada num cavalo e nunca mais ninguém da família teve nenhuma notícia dela.
Aos 13 anos, Grigório deixou a Bahia para nunca mais voltar e se mudou para São Paulo. Foi metalúrgico, líder sindical e acabou preso em algumas greves na época da repressão política.
Tinha vergonha de contar o passado da mãe e dizia para todo mundo que ela havia morrido. Não contou nem mesmo para a sua mulher Maria, com quem se casou em 1963. Mas, na década de 1970, quando ela assistia a um programa popular de TV viu uma mulher que procurava pelos filhos e citava o nome de José Grigório. Como ela era muito parecida com a sua cunhada, Maria pressionou o marido até ele confessar a verdade. “Foi só aí que ele admitiu que a mãe tinha sido raptada”, conta Maria que se tornou aliada na busca pela sogra.
O casal chegou a ir até a emissora de TV, mas não conseguiu contato com a mulher. A partir daí, as buscas por Ana Senhora nunca mais pararam. Algum tempo depois, José Grigório colocou anúncio em um jornal em busca da mãe. Um leitor disse que ela vivia em Itaquera, na zona leste. Maria fez várias buscas na região. “Também procurei em asilos por toda a cidade”, conta a mulher.
O idoso gravou depoimentos na TV Orkut. “A história dele sensibilizou muito os ouvintes”, lembrou o apresentador Nilo March, que fez uma campanha durante três meses à procura de Ana Senhora. Receberam uma informação que ela estaria vivendo em Santo Amaro, na zona sul, mas não foi possível confirmar.
Outros filhos e parentes
Dos quatro filhos de Ana Senhora de Jesus, só restam três. A mais velha, Joana, morreu há 17 anos. A caçula Maria José da Silva, de 73, compartilha do sonho do irmão em saber o paradeiro da mãe. Quando Ana foi levada, ela tinha 1 ano e 5 meses e estava nos braços dela. “Fui criada pelos padrinhos e só com 11 anos soube da verdade. Fiquei muito triste”, recorda.
O outro filho de Ana, José André dos Santos, de 74 anos, não tem vontade de rever a mãe nem de saber notícias. “Ela podia ter voltado.” Anita, filha de Ana e Ângelo Roque, também disse aos irmãos ter mágoa da mãe por ter sido abandonada ainda bebê.
Ângelo Roque raptou Ana Senhora em 1939, mas em 1940 ele se entregou à polícia. Solto, foi segurança no IML da Bahia e morreu no início da década de 1970.  Quando Ana foi levada, sua irmã Maria Senhora de Jesus nem tinha nascido. “Toda a minha família procurou muito por ela”. Os irmãos chegaram a ir a outros Estados em busca de notícias. “Nunca conseguimos nada. Nossa mãe morreu há uns 30 anos falando dessa filha raptada.”
Aos 67 anos, Maria sonha em encontrar ou ter notícias da irmã. “Pelo menos a gente resolveria esse assunto.” Dos sete irmãos, além de Ana, só ela e a irmã mais velha estão vivas. “Uma das maiores alegrias da minha vida foi ter reencontrado meus sobrinhos filhos da Ana.”
Mulheres no cangaço
As mulheres passaram a integrar os bandos de cangaceiros só nos últimos anos do cangaço. A presença delas começou com Maria Bonita que se tornou companheira de Lampião em 1931.
Moacir Assunção, estudioso do cangaço e professor da Universidade São Judas, explica que a maioria das mulheres entrava para os bandos de maneira voluntária, mas algumas eram raptadas, como
Dadá, mulher de Corisco, que depois se apaixonou por ele. “Muitas, na falta de expectativa em que viviam, seguiam os cangaceiros na esperança de uma vida melhor, com mais conforto”.
Antonio Amaury Correa de Araújo, estudioso do assunto e com 14 livros sobre o cangaço, conhece um pouco a história de Ana Senhora de Jesus. “Quando Labareda se entregou à polícia, ela o acompanhou e aparece nas fotos ao lado dele.” Ele conta que a família de Ana era coiteira -oferecia algum tipo de ajuda aos cangaceiros, que ia desde oferecer alimento até a conivência dos grandes latifundiários.
A historiadora Ana Paula Saraiva de Freitas, autora de uma tese sobre a presença feminina no cangaço, conta que as mulheres, depois que integravam os bandos, não tinham como sair. “Ou sofriam retaliações do próprio grupo ou da sociedade que também as via como bandidas.”

ESSAS MANGAS MADURAS QUE ME CHEGAM ASSIM (DOURADAS, OLOROSAS, APETITOSAS) (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

ESSAS MANGAS MADURAS QUE ME CHEGAM ASSIM (DOURADAS, OLOROSAS, APETITOSAS) 
Toda vez que chega esse tempo de delícias, que caminhando logo cedinho pelo mercado encontro bacias e cestos cheios de mangas da estação, começo a lembrar de passagens apetitosas contidas nos livros de Jorge Amado.
Em muitas de suas obras o maior dos escritores fala nas pequenas e grandes embarcações que vindo do recôncavo baiano, já cortando as águas a espalhar os deliciosos aromas de frutas, aportam trazendo uma imensidão de cestos, balaios e caçuás repletos de mangas maduras, amarelinhas, olorosas, derramando na pele o suor adocicado da mais sumarenta das frutas.
Lendo os seus livros me empanturrava de manga, devorava um cesto inteiro, apenas lavando nas águas do rio e saboreando com casca e tudo. Guloso que só, de repente o sumo amarelado descia pelos cantos da boca, encharcava as mãos, sujava a roupa. Tinha nada não, tinha nada não...
E ainda assim o voraz apetite implorando por mais uma amarelinha, um pouco menor que as outras, mas cuja doçura sublimava o espírito. E depois o doce trabalho de puxar com os dedos os fiapos que permaneciam entre os dentes. E tomar água em seguida, deitar na rede a sonhar? Nada disso, apenas caminhar pelos arredores para fazer digestão e talvez reabrir o apetite. Quem dera um pomar repleto, um quintal de mangueiras, um dia inteiro no meio da feira.
Jorge Amado diz que no ouro sumarento da manga está o exemplo maior do encantamento maravilhoso que há nas coisas simples da vida. O simples ato de colocar uma fruta madura na boca pode ser o encontro com os deuses das delícias que alimentam a alma e o espírito; o simples fato de o ouro amarelo escorrer pelo lábio e respingar pelo corpo já quer significar que a doce e saborosa riqueza acontece ao acaso da mordida na fruta.
Por isso mesmo que a fama da fruta se espalha. Fruta de beleza e sabor original, de polpa carnuda, deliciosa, perfumada, consistente, cheia de fibras e de açúcares. Basta a visão de uma manga madura para o pensamento ser aguçado, o desejo aflorar, a vontade sair da simples intenção. E ao beijar a fruta lembrar de lábios cujo respingo possui o mesmo doce sabor.
Mas nem toda manga surge como riqueza assim ao meu olhar. Até que admiro manga rosa, manga coquinho, manga carlota, dentre outras, mas tenho predileção pela manga espada, essa de feira mesmo. Esta já nasce diferenciada, em mangueira com folhas brilhantes e flores pequeninas e perfumadas. Ao surgir o fruto, este é um de um verdor que ao amadurecer vai ganhando uma cor dourada do lado de maior incidência do sol. E lá dentro o paraíso!
O meu amor também tem cheiro e sabor de manga morena, fruta mais deliciosa desse pomar onde antigamente só brotava solidão em meio a ervas daninhas, a mato qualquer desencantando os meus dias. Um dia jogaram semente, um dia choveu por aqui, um dia amanheci uma manhã diferente, e noutro dia já tinha um pomar. E um arvoredo somente de mangueiras, de manga espada, dessas que me adoça a vida.
Não quero doce em compota, não quero suco, não quero fatias arrumadas numa mesa chique, num ambiente de desconforto. Quero a manga da feira, a manga do quintal, a manga roubada, a manga achada na casa do parente, a manga encantadora. E a quero inteira, amarelinha, madura, com casca e tudo.
E quero morder, quero provar, quero deseducadamente me lambuzar de prazer. E não sei por que, mas toda vez que o doce da manga me entra pela vida sinto o mesmo prazer do amor provado pelo instinto da paixão verdadeira. Um amor semeado pela vida e colhido a cada amanhecer.

Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com
Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa


Amar um amor


Não amo mais
com palavras nem gestos
não amo mais
com doações nem pedidos
não amo mais
com sorrisos nem prantos
não amo mais
com ciúmes e retornos
não amo mais
com certezas nem temores
não amo mais
com sexo nem cigarro
não amo mais
com realidades nem fingimentos
não amo mais
com inocências nem pecados
não amo mais
com ficar nem partir
não amo mais
com fatos nem ilusões
não amo mais
com pensamento nem ação
não amo mais
com o sim nem com o não

não amo mais assim
não sou mais assim
não quero ser mais assim
hoje aprendi que amar
é simplesmente merecer
silenciosamente o outro
deixando que o amanhã
dê a resposta pelo que
verdadeiramente se ama.



Poeta e cronista
e-mail: rac3478@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

PRYCYLLA

Coisa de pai!





No final de Maio de 2012,  nascerá Ana Beatriz, filha de Maria Prycylla Paiva Pereira e David Nunes, a neta mais nova do administrador deste blog.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

AGRADECIMENTO A SANTO EXPEDITO

Por: Lusa Vilar

Eu conheci a força do Santo Expedito através da minha tia Dolores Piancó (in memoriam), foi ela quem me contou pela primeira vez que Ele era o santo das causas urgentes e inadiáveis. Eu sempre fui devota de São Judas Tadeu, que é o santo das causas impossíveis, inclusive eu achava que o as urgentes e inadiáveis também seriam alcançadas se fossem rogadas ao São Judas Tadeu.
Tia Dolores (in memoriam)

Estávamos no ano de 1998, negociávamos com uma construtora a compra do nosso apartamento, e nesse mesmo ano a minha tia estava conosco, pois pretendia fazer uma cirurgia de catarata. Ela era uma pessoa muito simples, nascida e criada na zona rural, e só teve oportunidade de conhecer a capital depois do meu casamento. Uma certa tarde, eu a levei para conhecer o imóvel que estava em negociação, ela ficou apaixonada  pela minha pretensa moradia. Ao percorrer as áreas comuns do prédio ela ficou muito admirada com o tamanho do playground, do salão de festas, do salão de jogos, etc. De repente ela confessou a sua maior preocupação:

- Minha filha, você não vai dar conta dessa imensidão, como você vai conseguir manter isso tudo limpo e muito arrumado, pois conheço sua exigência. Naquele momento eu ficara sem entender muito bem do que ela falava.

Depois me dei conta que ela imaginava que, comprando o apartamento, aquelas áreas comuns faziam parte do meu imóvel e, portanto, eu teria que limpar aquilo tudo. Foi quando lhe expliquei o que era um condomínio e que a minha obrigação seria apenas de limpar o interior do meu apartamento, e ela logo compreendeu que suas preocupações não faziam mais sentido.

Voltamos para casa muito felizes e com a certeza de que, se fechássemos o negócio, realizaríamos uma excelente compra. Mas à noite, quando meu marido retornou do trabalho, nos trouxe uma
notícia desagradável: A construtora não aceitaria o Fundo de Garantia (FGTS) como entrada na compra do imóvel que posteriormente seria pago através de financiamento da Caixa Econômica Federal. Diante daquela exigência, não teríamos condições para realizar a tão desejada compra do apartamento escolhido.

A tristeza foi inevitável, minha tia não escondia a sua aflição e, a cada momento, ela dizia:

- Minha filha, não se dê por vencida, Deus sabe que você merece ser feliz, eu vou lhe mostrar que o dono da construtora vai voltar atrás e vai chamar seu marido para fechar o negócio. Eu vou fazer uma promessa, quero apenas que você me garanta que, caso tudo dê certo, você vai cumpri-la. Mas não me revelava o que havia prometendo em troca do fechamento da compra daquele imóvel.
Dois dias depois a construtora chamou meu marido e lhe disse que resolvera receber, como entrada do imóvel, o nosso FGTS.

Eu não posso esquecer a alegria que minha tia dolores teve ao receber aquela maravilhosa notícia. Foi quando ela me revelou a sua promessa: Eu teria que escolher um local na minha
casa nova para colocar a imagem de Santo Expedito, pois tinha sido a Ele, o Santo das causas urgentes e inadiáveis, que ela havia pedido e, em agradecimento pela sua intercessão, eu teria que cumprir o prometido.

E foi assim que o Santo, do qual minha Tia Dolores era devota, veio fazer parte da minha vida e tem, ainda hoje, um lugar especial na entrada da minha suite.

Hoje, dia 19 de abril, dia dedicado ao Santo Expedito, eu venho humildemente agradecer a graça alcançada pela minha tia Dolores,  e dedicar esta oração em  favor de todos aqueles que necessitem alcançar a realização de suas causas, sejam elas de qualquer natureza, contanto que sejam justas e que tragam para essas pessoas a mesma alegria e  felicidade que trouxe para minha família pela aquisição da nossa morada há 14 anos atrás.


Oração a Santo Expedito

Conheça a História de Santo Expedito

Extraído do blog: "Raízes" da Lusa Vilar. 
Lusa é prima legítima do escritor e pesquisador do cangaço
João de Sousa Lima 

A EXPULSÃO DOS JUDEUS DE PORTUGAL

Aguarela representando a expulsão dos Judeus de Portugal

«Andem estes mal baptizados tão cheios de temor desta fera [a Inquisição] que pela rua vão voltando os olhos [para ver] se os arrebata, e com os corações incertos, como a folha da árvore movediça, caminham, e se param atónitos.»
Samuel Usque, Consolação às Tribulações de Israel, Diálogo III, Cap. 30, 1533.
Com o advento do Cristianismo, leis discriminatórias contra os judeus começaram a ser aprovadas – primeiro, pelos romanos, e depois pelos bárbaros Visigodos que invadiram a península em 409 d.C.. Entre outras coisas, foram proibidos os casamentos mistos entre judeus e cristãos e até mesmo instituída uma conversão forçada ao cristianismo (a qual não parece ter surtido grande efeito, visto que outras conversões em massa foram realizadas ao longo da História).
Em 711 d.C., tropas mouras invadem a Península Ibérica e derrotam os visigodos. Os mouros foram encarados como libertadores pelos judeus, uma visão até certo ponto correta, visto que cristãos e judeus eram incluídos pelos muçulmanos no grupo dos “Povos do Livro” (Bíblia, Torá etc). Os indivíduos que professavam tais crenças podiam continuar a praticá-las sob domínio islâmico, desde que pagassem uma taxa (a jizya) aos governantes e respeitassem as leis islâmicas.
Da Reconquista ao sequestro dos inocentes
Com a Reconquista da Península Ibérica pelos cristãos, os judeus passaram a temer novamente pela sua sorte. Todavia, pelo menos em Portugal até meados do século XV, eles gozaram de relativa liberdade, embora tivessem de pagar impostos escorchantes. Obtiveram mesmo grande destaque na vida pública portuguesa, como diplomatas, conselheiros reais, administradores, médicos, matemáticos, astrônomos, comerciantes e banqueiros (embora a maior parte da população judaica fosse composta de pessoas com profissões bem mais modestas, a saber, alfaiates, sapateiros, tecelões, pastores e pequenos comerciantes). Tal projeção começou a gerar descontentamento entre o povo, que sentia estar “a cristandade submetida à jurisdição judaica” (conforme queixou-se um frade em carta a Dom Afonso V). Tal clima de insatisfação generalizou-se e os judeus começaram a ser vítimas de perseguições e violência por parte de populares.
A situação na Espanha a partir de meados do século XIV já prenunciava o destino que esperava os judeus portugueses. Em Toledo, em 1355, 12 mil judeus morreram vítimas de perseguição religiosa; o número atingiu 50 mil em Palma de Mallorca, em 1391. Com o início das operações da Inquisição, ou “Santa Inquisição”, em 1478, o temor se espalhou entre os judeus da Espanha. Temendo pela própria sorte, milhares se converteram ao catolicismo, enquanto outro tanto buscou refúgio em Portugal. O volume de refugiados aumentou dramaticamente quando em 1492 foi decretada a expulsão dos judeus da Espanha.
Esse grande contingente de milhares de judeus (93 mil segundo as contas do contemporâneo Andrés Bernaldez) fugitivos sem bens e dinheiro acirrou os ânimos dos portugueses.
, atravessaram a fronteira em busca de abrigo, mediante o e a licença de trânsito por oito meses atribuída pelo rei D. João II.
Além da ira popular, os imigrantes tiveram de lidar com a esperteza de Dom João II, que vislumbrou uma oportunidade de lucrar com a desgraça alheia: o rei instituiu a cobrança de dois escudos (Outros pesquisadores afirmam que era um tributo de 8 cruzados)  por cada imigrante, para que pudessem permanecer em Portugal por oito meses.
Como ao fim do prazo de permanência os judeus não conseguiram sair de Portugal (não havia navios suficientes para transporta-los – ou assim foi dito), o rei ordenou que fossem vendidos como escravos. As crianças entre dois e dez anos foram tiradas de seus pais, batizadas e levadas para colonizar as ilhas de São Tomé e Príncipe, , onde a maioria não resistiu às condições do clima.
Fac-símile do Pentateuco hebraico, o primeiro livro imprenso em Portugal, no século XV
Apesar disso ainda vivem naquelas ilhas descendentes destes judeus, os quais, como prova de extrema resistência cultural, ainda conservam alguns costumes judaicos.
Da Expulsão ao Pogrom de Lisboa
Com a ascensão de Dom Manuel I ao trono português, em n1495, os castelhanos escravizados foram libertados. Todavia, o casamento anunciado do rei com a princesa Isabel da Espanha colocou os judeus novamente em clima de tensão. Isto porque o contrato de casamento incluía uma cláusula que exigia a expulsão dos hereges (mouros e judeus) do território português, tal como os reis espanhóis haviam feito em 1492. O rei Manual I tentou fazer com que a princesa reconsiderasse (já que precisava dos capitais e do conhecimento técnico dos judeus para o seu projeto de desenvolvimento de Portugal), mas foi tudo em vão. Em 5 de dezembro de 1496, Dom Manuel assinou o decreto de expulsão dos hereges, concedendo-lhes prazo até 31 de outubro de 1497 para que deixassem o país. Aos judeus, o rei permitiu que optassem pela conversão ou desterro, esperando assim que muitos se batizassem, ainda que apenas pro forma.
Os judeus, no entanto, não se deixaram convencer e a grande maioria optou por abandonar o país. O rei, ao ver cair por terra sua estratégia, mandou fechar todos os portos de Portugal – menos o porto de Lisboa - para impedir a fuga.
Uma vez que os Judeus constituíam uma parte importante da elite económica, cultural e científica do país, o rei queria evitar a sua fuga e concentrou no porto de Lisboa cerca de 20 mil judeus, esperando transporte para abandonar o território português.
Em abril de 1497, o rei manda sequestrar as crianças judias menores de 14 anos, para serem criadas por famílias cristãs, o que foi feito com grande violência. Em outubro de 1497, os que ainda resistiam à conversão foram arrastados à pia batismal pelo povo incitado por clérigos fanáticos e com a complacência das forças da ordem.
Foi desses batismos em massa e à força que surgiram os marranos, ou cripto-judeus, que praticavam o judaísmo em segredo embora publicamente professassem a fé católica.
Os “cristãos novos” nunca foram realmente bem aceitos pela população “cristã velha”, que desconfiava da sinceridade da fé dos conversos. Essa desconfiança evoluiu para a violência explícita em 1506, quando ocorreu o Progom de Lisboa. A peste grassava na cidade desde janeiro, fazendo dezenas de vítimas por dia. Em abril, mais uma vez insuflados por clérigos fanáticos, que culpavam os “cristãos novos” pela calamidade, o populacho investiu contra eles, matando mais de dois mil deles, entre homens, mulheres e crianças.
A nova diáspora
Para os judeus portugueses, o Pogrom de Lisboa foi a gota d’água final. Iniciava-se nova diáspora judaica, tendo alguns rumado para o norte da Europa, onde fundaram comunidades nos Países Baixos e Alemanha. Outros se dirigiram para o sul da França, e até mesmo para a Inglaterra. Alguns judeus preferiram retornar ao Orientem Médio, tendo sido bem recebidos pelos turcos otomanos.
 Expulsão dos judeus de Espanha em 1492,xilogravura, posteriormente colorida, de Michaly Von Zichy, 1880, AKG Imagens/Latins Tock – Fonte - http://www2.uol.com.br/historiaviva
Os judeus portugueses também chegaram com os holandeses na Capitania luso-brasileria de Nova Lusitânia, Pernambuco, e consecutivamente a toda região setentrional do Nordeste brasileiro, outrora conquistado aos portugueses pela Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, entre os anos de 1630 a 1654, onde fundaram no Recife, capital da Nova Holanda, a primeira sinagoga das Américas, a Sinagoga Kahal Zur Israel, sob a direção do grande Hakham Issac Aboab da Fonseca, que foi autor dos primeiros textos literários e religiosos escritos em língua hebraica nas Américas. Com a reconquista portuguesa do Nordeste setentrional do Brasil, e a proibição de praticar o judaismo, a comunidade dispersou-se, sendo que alguns voltaram para Amsterdã, outros migraram para outras colonias holandesas nas Américas do Sul, Central e do Norte e uma parcela permaneceu, refugiando-se nos sertões, interior do Nordeste Brasileiro onde se converteram em cripto-judeus.
Em Nova Iorque, que foi colonia holandesa com o nome de Nova Amsterdão, chegaram do Recife um grupo de 23 judeus em Setembro de 1654, onde fundaram a primeira comunidade judaica dessa cidade.
Embora a presença judaica no continente americano date de um século e meio antes da conquista da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais ao Nordeste brasileiro, os judeus convertidos (cristão-novos) fizeram parte da expedição portuguesa que, sob o comando do capitão Cabral, “descobriu” o Brasil em 22 de abril de 1500.
Mesmo depois da abolição do Tribunal do Santo Ofício, em 1821, o cripto-judaísmo continuou a ser praticado em Portugal, em especial na Beira Interior e Trás-os-Montes. Em Belmonte, só terminaria já depois do 25 de Abril.
Fonte 

Extraído do blog: "Tok de História" do historiógrafo e pesquisador do cangaço
Rostand Medeiros

19 de Abril - Dia do Índio

foto - dia do índio

História do Dia do Índio, comemoração, 19 de Abril, criação da data, cultura indígena
Comemoramos todos os anos, no dia 19 de Abril, o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540. Mas por que foi escolhido o 19 de abril?
Origem da data 
Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano.
Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste contimente foram convidados para participarem das reuniões e decisões.
Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.
No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.
Comemorações e importância da data
Neste dia do ano ocorrem vários eventos dedicados à valorização da cultura indígena. Nas escolas, os alunos costumam fazer pesquisas sobre a cultura indígena, os museus fazem exposições e os minicípios organizam festas comemorativas.
Deve ser também um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais. 
Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.
Fonte:

"Mãe Terra, Mother Earth" - Marcos Mairton.

Aderbal Nogueira

Meu amigo.
Como você publica coisas que às vezes não são ligadas ao Cangaço, queria lhe pedir um favor.
Tenho um amigo que é poeta e cantor nas horas em que não está nos tribunais fazendo seu nobre trabalho de homem da lei.
Acabei de concluir um vídeo-clip com uma música de sua autoria que é bem bacana. Caso o amigo ache interessante, favor divulgar em sua página na rede, ok?.
É uma música que fala sobre a natureza, intitulada "Mãe Terra, Mother Earth" - Marcos Mairton.
Além de juiz federal, ele é cordelista. Aqui fala um pouco dele.

Tem 2 blogs, que seguem abaixo:

Clique nos links abaixo: 


Desde já obrigado e aguarde novidades.
Aderbal Nogueira

Uma produção da Laser Vídeo
Enviado pelo cineasta e pesquisador do cangaço:
Aderbal Nogueira

Contos do além-cangaço

 
Jorge Amado e o fantasma de Corisco
Capítulo do livro da escritora Zélia Gattai (esposa de Jorge) - A casa do Rio Vermelho
Zélia e Jorge em foto de Carlos Namba
Pescado in Veja acervo digital
Sabedor da amizade e do carinho de Jorge por Dadá, tempos depois do enterro de Corisco um cidadão telefonou: queria, em nome de Dadá, falar com Jorge Amado um assunto da maior importância. Sendo em nome de Dadá, Jorge marcou entrevista com o cavalheiro. Ele apareceu, a vigarice estampada no rosto:

— Seu Jorge Amado — foi dizendo —, tenho uma proposta a lhe fazer, empreitada que pode nos dar muito dinheiro.

Jorge não mostrou curiosidade pela proposta, perguntou-lhe:

— Como vai Dadá? Esteve com ela?

— Não é bem isso — confessou o cara. — Andei entrevistando Dadá...

Não foi preciso ouvir mais nada, Jorge entendeu tudo, foi levantando. O sujeito estava ansioso para explicar a que vinha.

— Veja bem, seu Jorge — insistiu —, tenho um belo material, material precioso das entrevistas com Dadá e das pesquisas que fiz sobre o bando de Lampião, de Corisco, o amor de Dadá. Pode dar um livro e tanto.

— Já está escrevendo o livro? — perguntou Jorge

— Bem, a minha participação no livro será apenas de pesquisador, essa é a minha especialidade. Pensei que o senhor poderia, com a prática que tem, escrevê-lo em três tempos. Nós dois o assinaríamos. Que tal?

Vendo Jorge calado, cara de poucos amigos, ele ainda ousou:

— A gente pode até dar uma coisinha à Dadá, o que acha? Jorge já não achava mais nada, perdera a paciência. Levantou-se, despediu-se:

— A sua proposta não me interessa. Me desculpe, tenho o que fazer. — Chamou Aurélio, pediu que acompanhasse o cidadão até a porta.

Dias depois, o "pesquisador" voltou à carga, uma, duas, três vezes, tentando, por telefone, convencer o escritor a ser seu sócio no livro. Cansados dos repetidos telefonemas, resolvemos não atender mais, deixamos que a secretária eletrônica gravasse as mensagens. Uma delas, creio que a última, porque depois ele desistiu, foi tarde da noite. Uma voz de além-túmulo dizia:

Jooorge Amaaado, hóóó Jooorge Amaaado! Quem fala aqui é a alma de Corisco... ouviu bem? Coooriiiscooo... Faça o livro de Dadáaaa, Jorge Amado! Faça o livro de Dadáaaa... ouviu bem? Hó! Jorge Amado... senão eu vou aí com Lampião te puxar os pés...
Créditos: Felipe Gitirana, Comunidade do Orkut Lampião, Grande Rei do Cangaço