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domingo, 1 de abril de 2012

Lá se vai mais um Mestre... Adeus Millôr...

 
HOMENAGEM
Millôr Fernandes (1923 - 2012) foi um desenhista, humorista, dramaturgo, escritor e tradutor brasileiro.
Se querem prestar uma homenagem ao Millôr Fernandes (muitos só devem ter ouvido falar dele por conta de sua morte na semana passada)... mas sem refletir sobre isso, fica a sugestão:
Leiam amigos. Leiam muito. Com o tempo vão perceber como é importante. Millôr nos deixa e estampou-se na mídia que o Brasil ficou burro. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada no dia 28 de março desse ano, pelo Instituto Pró-Livro, nos mostra que o brasileiro lê menos comparado com a pesquisa de 2008.
De 4,7 livros por ano, atualmente o brasileiro lê 4 livros por ano.
fonte:Agencia Brasil
link: Brasileiro lê menos.
Seguem a minha charge e algumas frases do Meste Millôr:
 
·         A verdadeira amizade é aquela que nos permite falar, ao amigo, de todos os seus defeitos e de todas as nossas qualidades.
·         As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades.
·         Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem.
·         Viver é desenhar sem borracha.
·         Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim. 
Esnobar  É exigir café fervendo  E deixar esfriar.
    Não devemos resisitir às tentações: elas podem não voltar.
Chato...Indivíduo que tem mais interesse em nós do que nós temos nele.
Esta é a verdade: a vida começa quando a gente compreende que ela não dura muito.   
O dinheiro não dá felicidade. Mas paga tudo o que ela gasta. 
Jamais diga uma mentira que não possa provar.
O cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde.
Quem mata o tempo não é assassino mas sim um suicida.
Pais e filhos não foram feitos para ser amigos. Foram feitos para ser pais e filhos.
Quando todo mundo quer saber é porque ninguém tem nada com isso.
Sim, do mundo nada se leva. Mas é formidável ter uma porção de coisas a que dizer adeus.
De todas as taras sexuais, não existe nenhuma mais estranha do que a abstinência.
[POEMEU EFEMÉRICO] 
     Viva o Brasil
           Onde o ano inteiro
      É primeiro de abril
Anatomia é uma coisa que os homens também têm, mas que, nas mulheres, fica muito melhor.
Adquiri no blog do ... da Costa

ALBERTO FREDERICO DE ALBUQUERQUE MARANHÃO

Por: José Ozildo dos Santos
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Nasceu a 2 de outubro de 1872, na antiga povoação de Macaíba, Província do Rio Grande do Norte, sendo filho do casal Amaro Barreto de Albuquerque Maranhão e Feliciana Maria da Silva Pedroza. Após concluir seus estudos básicos, ingressou na tradicional Faculdade de Direito do Recife, diplomando-se em Ciências Jurídicas e Sociais, na turma de 1892, aos vinte anos de idade, tendo como colega, entre outro, o ilustre conterrâneo Augusto Tavares de Lira.
 
Volvendo ao Rio Grande do Norte, iniciou sua vida profissional como Promotor Público em sua cidade natal. Cedo, dedicou-se ao jornalismo, passando a integrar o corpo de redatores de ‘A República’, antigo órgão do Partido Republicano, fundado e dirigido no Rio Grande do Norte, por seu irmão, o médico Pedro Velho de Albuquerque Maranhão, a quem ligou-se politicamente.
Secretário da Administração Estadual, em 1900 teve seu nome lançado ao Governo do Estado. Eleito, governou o Rio Grande do Norte de 25 de março de 1900 a 25 de março de 1904, em substituição do Dr. Joaquim Ferreira Chaves.
Ao concluir seu mandato, estava eleito deputado federal, passando a ocupar na Câmara a vaga surgida com a renúncia do Dr. Augusto Tavares de Lira, que lhe sucedeu no Governo do Estado. Reeleito para a legislatura seguinte (1906-1908), renunciou para assumir o Governo do Rio Grande do Norte, aos 25 de março de 1908, após ser eleito para um segundo mandato de seis anos. No Parlamento Nacional, foi sucedido pelo Dr. João Lindolfo Câmara.
O segundo Governo Alberto Maranhão foi operoso e ímpar em sua expansão progressista. Na Capital, construiu o Conservatório de Música, o Derby Clube, a Casa de Detenção, o Hospital Juvino Barreto, o Teatro Carlos Gomes (atual Teatro Alberto Maranhão) e o Asilo de Mendicidade, e, substituiu a iluminação pública, que antes era à base de acetileno, pela luz elétrica. Em 1911, implantou os bondes elétricos, substituindo os velhos de tração animal.
Possuidor de uma grande visão urbanista, criou a ‘Cidade Nova’, “aberta em avenidas esplêndidas, numa visão sistemática de urbanista, levando a cidade a estender-se por três novos bairros: Petrópolis, Tirol e Alecrim”. Preocupado com a educação, ergueu diversas escolas no interior do Estado, reformou inteiramente a Instrução Pública e a 13 de maio de 1908, inaugurou a Escola Normal, que diplomou a sua primeira turma concluinte no dia 4 de dezembro de 1910.
Intelectual, em seu primeiro governo, promulgou a Lei nº 145, de 6 de agosto de 1900, que disciplinava a publicação de livros julgados úteis à cultura do Estado. Naquela época, rara foi a iniciativa cultural que não partiu de Alberto Maranhão, a quem “os oposicionistas cognominaram, fazendo sem querer justiça, ‘Príncipe Mecenas’. Mais de trinta anos depois, pobre, arredado da política, visitando Natal, Alberto Maranhão recebia de todos os lados o mesmo título, como uma homenagem e uma reparação”.
No Governo do Rio Grande do Norte, foi substituído pelo Dr. Ferreira Chaves, a 1º de janeiro de 1914, após uma forte campanha oposicionista, chefiada pelo capitão José da Penha Alves de Souza, que percorreu vários municípios, “falando diretamente ao povo, numa eloqüência arrebatadora e belicosa que empolgou a mocidade”.
Ainda naquele mesmo mês e ano, elegeu-se deputado federal, em substituição do Dr. Eloi de Sousa, que fora eleito senador. Reeleito em sucessivos pleitos, Alberto Maranhão representou o Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados até 1929.
Em 1930, afastado da política norteriograndense, tornou-se Delegado Comercial, no Rio de Janeiro. Inspetor do Instituto do Açúcar e do Álcool, faleceu a 1º de janeiro de 1944, em Parati, Estado do Rio de Janeiro.
Espírito culto, preocupado e enamorado pela cultura literária, arte e música, trouxe diversos artistas nacionais e internacionais de renome para a cidade do Natal e abriu as portas ‘A República’ aos jovens talentos das letras potiguares.
Orador talentoso e exímio jornalista, escrevendo do Rio de Janeiro, Alberto Maranhão durante muito tempo manteve uma coluna n‘A República’, abordando temas relacionados à política, à economia, à educação e à literatura. Publicou em livros, mensagens, discursos e artigos políticos. Mas, grande parte de sua produção literária, publicada em jornais e revistas de sua época, ainda não foi reunida num merecido volume.
 
Extraído do blog:
"CONTRUINDO A HISTÓRIA"
do pesquisador José  Ozildo dos Santos

AS PEDRAS (Crônica)

   Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa


AS PEDRAS
Se no mundo e na vida há cometimento gratuito de injustiça, certamente isso ocorre com relação às pedras. Não há nada mais visto com frieza, raiva, ódio, ignorância, desprezo, do que a pedra. Parece mesmo que o seu jeito tão próprio de existir, sem jamais se importar com a vida dos outros, causa tanto enraivecimento.
Contudo, por mais que as desprezem elas estarão sempre ali, como sempre estiveram desde o início dos tempos. E foi até nome de período pré-histórico, numa denominação de pedra lascada. Que coisa mais esquisita. E que trabalho que deu lascar a pedra se bem poderiam progredir utilizando instrumentos mais maleáveis.
Elas estão imensas ou pequeninas, rochedos ou quase grãos, sempre quietinhas, solenemente instaladas no seu lugar. Não fazem mal a ninguém, não saem voando para atingir ninguém, não abrem a boca para falar mal de quem quer que seja, mas insistem em não gostar delas de jeito nenhum. E ainda por cima dizem que quem é insensível tem um coração de pedra. E aí está a maior prova de que verdadeiramente não conhecem seus sentimentos.
Como dito, com raras exceções, as pedras são motivos de chacota, de zombaria, de aleivosias e muito mais. Ainda assim não deixou de inspirar Drummond: “No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ tinha uma pedra/ no meio do caminho tinha uma pedra/ Nunca me esquecerei desse acontecimento/ na vida de minhas retinas tão fatigadas/ Nunca me esquecerei que no meio do caminho/ tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ no meio do caminho tinha uma pedra”.
Poeticamente na canção infantil “Se essa rua fosse minha”: “Se essa rua/ Se essa rua fosse minha/ Eu mandava/ Eu mandava ladrilhar/ Com pedrinhas/ Com pedrinhas de brilhante/ Só pra ver/ Só pra ver meu bem passar...”.
De forma romântica, a música “Pedras do Cais” fala delas como lugar onde alguém poderá ser encontrado: “Minha menina, onde é que você está?/ Pois a noite inteira eu fiquei a te procurar/ Minha menina, onde é que você está?/ Por entre as pedras do cais, à beira-mar...”
Mas no caminho inverso, também servem para denotar revide, troco, como na música “Atire a primeira pedra”: “Covarde/ Sei que me podem chamar/ Porque não calo no peito/ Esta dor/ Atire a primeira pedra Iaiá!/ Aquele que não sofreu/ Por amor...”.
Ora, o pequeno Davi colocou uma pedra na sua baleadeira e acertou na testa do gigante Golias, fulminando-o. Prometeu – o da mitologia -, sendo castigado por haver roubado o fogo da vida, ficou preso numa pedra imensa, num penhasco, aonde uma águia vinha arrancar-lhe o fígado, que se refazia instantaneamente, num suplício continuado.
O louco é o maior amigo da pedra. Até podem achar que não, vez que o mesmo vive enchendo suas mãos de pedras e jogando num e noutro, mas a verdade é que faz isto para dar movimento a quem vive esquecida no mesmo lugar. Ademais, é a insanidade cativante que o faz sentar em cima dela e ficar conversando, dizendo coisas que pedra gosta de ouvir. E gosta mais ainda porque não tem que ficar respondendo.
Mas as pedras são verdadeiramente injustiçadas, e muito. Tem gente que não sabe por onde anda nem onde pisa e de repente está esculhambando e amaldiçoando a pobre da pedra. Ora, sai displicentemente, caminha sem olhar aonde vai, não se dá o esforço de olhar nem para baixo nem para os lados, e depois a culpa é da pedra.
E se tem raiva, vai a pobre pedra sendo arremessada para ferir inocente; se não tem o que fazer, procura exatamente a pedra que está quietinha para jogá-la bem longe. Não obstante isso, quando está na beira de rio ou de praia a primeira coisa que pensa é em afogar a coitada da pedra. E procura por todo lugar uma pedrinha e joga bem adiante, bem longe, bem onde as águas são mais profundas.
E todo mundo sabe que pedra não sabe nadar.

Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

De barro e sopro (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa


De barro e sopro

Um dia
quando a água
virou lama
na cacimba
e homem
e bicho
e tudo
no lugar
passou a sentir
sede e fome
e tudo parecia
acabar de vez
com o sonho
da existência
para a vida
debaixo do sol
então veio a luz
veio uma mão
juntou o barro
ainda existente
e num segundo
após um sopro
dali fez nascer
um outro ser
surgir um homem
acima de tudo
resistente e forte
chamado sertanejo
e a ele presenteou
um mundo próprio
chamado sertão.


Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

sábado, 31 de março de 2012

PC do B – 90 anos de luta em favor do Brasil

Por: José Cícero
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Neste mês de março comemoramos com muito entusiasmo e alegria o aniversário dos 90 anos de gloriosa existência do Partido Comunista do Brasil(PC do B). De quebra, a mais antiga agremiação política em atividade no Brasil. Um verdadeiro recorde histórico, da mais absoluta resistência e combatividade em defesa da soberania e da democracia do povo brasileiro.
Militantes do PC do B, comitê Municipal de AURORA - Ceará.
Trata-se, portanto, de um partido audaz e diferenciado, cuja marca da sua atuação política durante todo este tempo, tem sido a luta aguerrida e determinada em prol da construção democrática, como pressupostos fundamentais para o estado de direito e a cidadania da nação. De tal maneira, que mesmo depois de tantos anos de batalha, trilhando os mais difíceis e tortuosos caminhos, o PC do B se reafirma diante da realidade, como um partido de idéias avançadas e propostas inovadoras. Sem, no entanto, precisar se desfazer dos seus inalienáveis paradigmas, teóricos, ideológicos e marxistas na defesa intransigente do socialismo progressista e democrático. Como sendo a verdadeira saída para os intermináveis conflitos, sociais, políticos e econômicos por que passam atualmente a maioria das nações planetárias que há muito optaram pelo capitalismo.

Um partido que conseguiu sobreviver com altivez e ousadia a todos os reveses de uma história de percalços e às vezes não muito linear, diante dos chamados princípios da ética política e sociológica mundial. Um partido que nunca se deu por satisfeito diante das teorias paquidérmicas neoliberalizantes.
Razão pela qual foi sempre à luta – na expressão mais lídima do termo. Ao ponto de não hesitar um só instante quando precisou enfrentar frente a frente os inimigos da nação e do socialismo. Tendo como um dos exemplos mais gritantes e heróicos, a célebre guerrilha do Araguaia – quando valorosos e destemidos militantes não capitularam aos anos de chumbo de tão sanguinolenta ditadura milita. E assim, decidiram lutar pagando com a própria vida o preço da liberdade; a ter que abdicar do sonho da felicidade coletiva.
Portanto, foi artífice e protagonista de uma resistência sem precedente na história do Brasil na busca incessante dos direito do povo. Nunca deixando de acreditar na possibilidade de um dia puder usufruir da liberdade e do estado democrático como alicerces básicos para a democracia cidadão e a cidadania popular a que vivenciamos hoje. Sem que esqueçamos, sua contribuição em lutas mais recentes que redundaram na história eleição de Lula - o 1º presidente operário do Brasil. Um verdadeiro nocaute nos interesses espúrios das elites.
Enfim, são 90 longos anos de pura combatividade e resistência destemida, contra os imperialistas de plantão em prol de um Brasil livre e soberano. 90 anos de luta contra os verdadeiros cupins da história. Terríveis ladrões do suor e do sangue dos operários/trabalhadores desta nação que ninca se dera por vencida.
Este é o PC do B que mesmo após nove décadas de profícua existência, ainda se evidencia como um partido profundamente jovem, vez que se mantêm identificado com os mais altos e atuais sentimentos e aspirações da sociedade brasileira. Fruto e semente dos esforços de bravos combatentes. Gente consciente, que não ainda agora não desiste e nem se entrega ao desânimo de crer no futuro. Multidões do campo e das cidades, dos mais diversos rincões e matizes sociais. Jovens e velhos. Estudantes,intelectuais, aposentados, trabalhadores e profissionais liberais... Todos juntos a engrossarem as grandes fileiras dos que ainda não perderam a capacidade de sonhar por uma país potencial.
Na firme esperançae de, coletivamente, construir um Brasil diferente, próspero, renovado e fraterno. Socialmente justo e igualitário. O Brasil socialista dos nossos sonhos... Uma nação moderna, livre, culturalmente avançada e economicamente desenvolvida para o bem de todos os seus filhos.
Eis aí a grande bandeira de 90 anos de luta do PC do B que hoje, mais do que nunca, tremula com muito mais força e empolgação cívica no mais alto panteon deste Brasil continental.
Viva o PC do B nos seus bravos e heróicos 90 anos de vida!
.............................
José Cícero
Dirigente do Comitê Municipal do PC do B
Secretario  municipal de Cultura e Esporte -
Aurora – CE.
LEIA MAIS EM:

Uma Biografia ao aniversariante do dia - Adailton Macedo

Foto do perfil
Pequenas Considerações Biográficas...
José Adailton Macedo - É o mais novo dos quatros filhos de Francisco José de Macedo(Chico Amor) e da Srª. Francisca Risalva Santos Macedo(Dona Risalva). Nascido aos 31 de março de 1967 no sítio Volta na região do Pavão município de Aurora-CE.
Veio ao mundo, como ele mesmo costuma dizer “sem posses e num ambiente humilde de uma modesta casinha de taipa”. Porém, como a maioria dos conterrâneos do seu tempo, teve a marca do trabalho como um exemplo de virtude que até hoje vem sendo seguido.
É casado há vinte e dois anos com Srª. Maria Rozilange de Macedo(dona Rose), de cujo feliz matrimônio nasceram dois filhos: Pedro Henrique e Rodrigo Macedo.
Agropecuarista e empresário de profissão, Adailton Macedo também atuou por mais de oito anos como diretor do Hospital Geral Ignêz Andreazza do seu município, onde teve as suas primeiras experiências como um administrador audaz e competente.
É por assim dizer, um homem de princípios – como poucos que ainda militam na política deste país. De longe, a mais nova liderança política de Aurora e porque não dizer, do próprio Cariri. De cujo ramo familiar já se destacaram políticos consagrados, tais como o ex-prefeito João Antonio de Macedo(João de Zeca) e o atual deputado federal Raimundo Macedo – seus tios.
Estreou na vida política aurorense no ano de 1997 quando foi eleito vereador pela primeira vez e, (diga-se de passagem), com uma boa votação. Sucedendo no legislativo municipal o seu próprio pai - o ex-vereador ‘Chico Amor’.
Desde então, tem sido elogiado por todos, como um político de reconhecido destaque, notadamente em face do alto nível da sua atuação corajosa, inteligente e pioneira em defesa dos mais altos interesses da sua gente.Sua trajetória política, portanto, é de fato de vencedor.
Por força da sua atuação absolutamente marcada pela coerência, combatividade e sintonia popular foi alçado ao cargo de vereador por mais duas eleições, ambas com expressivas quantidades de votos. Tendo sido, por via de conseqüência detentor de três mandatos consecutivos na vereança de Aurora.
Sua visão de futuro, aliada a uma enorme vontade de trabalhar pelos seus conterrâneos o fez prefeito(hoje do PMDB), sob a aclamação absoluta e democrática do povo aurorense.
Uma vitória histórica que, como se ver, tem sido destacável diante do processo de desenvolvimento e modernidade por que passa atualmente, todo o município. Um modelo de administração que, além de participativo e transparente, tem sido motivos de fartos elogios não somente dentro dos quadrantes municipais.
Em se tratando da sua operosa gestão a frente dos destinos do seu torrão natal, certa feita o emérito advogado filho da terra - Paulo Quezado, o chamara de “O roceiro que deu certo...”
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José Cícero
Secretário de Cultura
Aurora – CE.
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EM TEMPO: Neste dia tão especial em que se comemora a data do seu natalício, queremos desejá-lo nossos mais sinceros Votos de um Feliz Aniversário, elevando nossas orações aos céus; rogando ao bom Deus que o proteja, ilumine e guarde. Cobrindo-o igualmente da mais plena graça com paz, saúde e prosperidades, tanto em espírito quanto em matéria.

LEIA MAIS EM:

www.cariricangaco.com
WWW.jcaurora.blogspot.com

FOTO: ARQUIVO CARIRI CANGAÇO - SECULTE.

Enviado pelo Secrtário de Cultura de Aurora-CE:
José Cícero

ALCINO E O DIÁRIO DA VIDA (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa*
Rangel Alves da Costa

ALCINO E O DIÁRIO DA VIDA

Quietinho, se recuperando aos poucos no leito hospitalar – e juro que daria tudo na vida para trocá-lo por uma rede num sombreado de arvoredo ou mesmo por esteira em noite enluarada -, talvez esteja ouvindo o ecoar distante do som da viola caipira, da harmonia cantante de Tonico e Tinoco, dos quais é incomparável admirador.

Mas também pode ser que na sua mente esteja uma velha radiola tocando música que ao mesmo tempo retrata seu lado radialista e também sua verve compositora, em letra de sua autoria que Dino Franco musicou e brilhantemente canta ao lado de Mouraí:

“No nordeste brasileiro/ Uma onda se espalhou/ Na voz da Rádio Xingó/ Com seu apresentador/ Foi uma benção divina/ A um povo sofredor/ O violeiro cantando/ Sertão, viola e amor/ O cavaquinho do samba/ Num canto se encostou/ O tamborim fez silêncio/ Pra longe se retirou/ A natureza sorriu/ Ouvindo seu trovador/ No rádio leu-se a mensagem/ Sertão, viola e amor/ Cantigas e mais cantigas/ De um tempo que já passou/ As trovas apaixonadas/ Do poeta cantador/ Histórias de vaquejadas/ Maravilhas, sim senhor/ Me alegra quando ouço/ Sertão, viola e amor/ No nordeste, leste, oeste/ O povo se admirou/ Ouvindo a Rádio Xingó/ E seus poemas de amor/ Canta, canta minha gente/ Pois violeiro também sou/ O Brasil todo conhece/ Sertão, viola e amor” (“Sertão, viola e amor”, de Alcino Alves Costa e Dino Franco).

Mas se eu pudesse, assim como filho que conhece suas preferências, cantaria baixinho no seu ouvido uma velha canção sertaneja composta por ele lá pelos idos dos anos 70, que deu nome a disco de Clemilda em 1973 e fez enorme sucesso, tratando dessa imensa fé e religiosidade do povo sertanejo. O velho poeta certamente que gostaria de ouvir sua “Seca Desalmada”:

“Visitei o Juazeiro que fica lá no sertão/ Havia muito romeiro escutando um sermão/ Eu também fui escutar/ Prestei bastante atenção/ Perguntei quem era o padre/ Meu Padim Frei Damião que vinha da eternidade/ Pra salvar o meu sertão/ O sertão está passando uma grande provação/ É a seca desalmada acabando com o cristão/ Mas temos um defensor/ Meu Padim Frei Damião/ Padim Ciço Foi embora/ Para o céu Deus o levou/ O romeiro do sertão de tristeza até chorou/ Mas agora vive alegre/ O santo Padre voltou”.

Outro retrato não é senão desse sertão tão seu, decidindo um dia desmontar de vez do galope atravessado da política e subir no lombo manso de qualquer montaria que o fizesse cortar vereda e caatinga, encontrar o verdadeiro homem, conhecer a verdadeira história, e depois contar tudo a seu modo, num palavreado sempre lírico, poético, tão cheiroso como o perfume do mato.

Mas Alcino, o poeta sertanejo, o bardo da saga nordestina, continua ainda na estrada em busca das conclusões para tantas dúvidas ainda existentes. Por enquanto, ferido na alma por espinho de quipá ou talvez ponta de mandacaru antigo, repousa na tapera dos homens bons que preservam a vida. Apenas lutam pela preservação, pois sobre toda conservação somente Deus saberá.

A tapera é mais distante, ali não tem uma lua bonita como o sertão de lá, não há amanhecer com cantar passarinheiro nem violeiro no vinil a lhe dar prazer em viver. Nessa tapera de outro barro, bonito, vistoso, todo iluminado, também não tem aquela boa vizinhança com seus amigos que se avolumam noutra estante agora também silenciosa à espera do retorno do seu amigo pesquisador.

Digo aos livros que não entristeçam não; os coiteiros preparem o caminho para o retorno do herói, cangaceiros, jagunços e volante baixem as armas para a festa da alegria; beatos e missionários estendam suas cruzes, os crentes na divina providência cantem o seu louvor pela vitória da vida. Pelo mesmo caminho que o fez sair apressado, retornará calmamente para cumprir com o restante de sua missão.

Ah, os amigos estão ansiosos para esse dia chegar, o instante do retorno, o reinício da vida que resta viver, talvez o começo pela metade. E já tem gente indo naquela direção, já andando pela mataria rumo a Nossa Senhora da Conceição do Poço Redondo para abraçar o amigo, cada um portando no coração a arma mais poderosa do mundo que é a fé. A fé em Deus.

Ivanildo Silveira,


Juliana e Júlio Ischiara,

Paulo Gastão,

Manoel Severo,

Rostand de Medeiros, Kiko Monteiro,

José Mendes Pereira,

Carlos Eduardo,

Rubinho,

Aderbal Nogueira, Professora Luitgarde,

João de Sousa Lima,

Lemuel Rodrigues,

Anildomá Willians,

Arquimedes Marques e tantos outros e muitos mais, já guarnecem seus embornais, seus alforjes, já pingam água nos seus cantis para não perder o foguetório. E vai ter pífano e viola, aboio e toada, e um sertão todo contente porque seu filho estará voltando.

E logo chegará esse dia. Por enquanto Alcino ainda descansa nessa tapera improvisada, se recuperando dos sustos do tempo e buscando as forças necessárias para preencher as páginas da vida que ainda estão em branco.


Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

Descalço, pela estrada... (Poesia)

Por Rangel Alves da Costa

Descalço, pela estrada...


Meu pé
amigo do espinho
amigo da dor
passo no desalinho
olhou pro sapato
e disse que fosse
caminhar sozinho
mas não devia
ter feito isso
podia muito bem
vender o calçado
cheio de enfeite
e depois comprar
uma estrada
só minha
cheia de pedra
e areia cortante
quente demais
mas estrada
e só minha.


Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
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sexta-feira, 30 de março de 2012

Comentário

Por: Kidelmir Dantas

Comentário de Kidelmir Dantas sobre o artigo "Fotos de cangaceiros", publicado neste blog:

Ô, Mendes!
Esta relação feita pelo Pe. Bezerra Maciel, não está parecendo com aquela do grupo que atacou Mossoró? Afora alguns nomes, a maioria está nela. Inclusive SABINO, que morreu em menos d'um ano após o ataque a Mossoró em 13 de junho de 1927. JARARACA? Deve ter sido outro! Temos que ver a data desta prisão do Mineiro Que o Padre gostava de romancear, lemos isto no seu trabalho, agora que fazia o milagre da ressurreição... É novidade... Pelo menos pra mim.

Kydelmir Dantas Mossoró - RN.

De Mossoró para a 'bagunça' em Salvador: conheça a história da dupla que parou a capital baiana


Por: Gilvan Reis - gilvan.reis@redebahia.com.br
Pais de gêmeos presos com maconha na av. Paralela virão a Salvador para buscar filhos

Os gêmeos Diogo e Diego Leão chamaram a atenção dos soteropolitanos pelas fantasias irreverentes e discursos surreias

O que era para ser uma viagem séria de cunho político, virou piada nos principais meios de comunicação da Bahia. Dois roqueiros, vestidos como manda o figurino, chegam no principal corredor de Salvador, a Av. Paralela, param o carro em horário movimentado, travam a pista, descem para fazer flexões no asfalto em pleno calor baiano, se confundem em explicações e histórias sem pé nem cabeça, tripudiam das autoridades locais e trocam carícias incestuosas diante das câmaras. Pode até parecer encenação, mas a história dos gêmeos de Mossoró, Diego e Diogo Leão, é bem mais comovente do que parece.

Nascidos e criados no interior do Rio Grande do Norte (RN), à 300 km da capital Natal, os dois jovens, de 28 anos, sempre levaram uma vida tranquila. Estudaram no Colégio Dom Bosco e depois na Rede Geo de ensino. Filhos de pais comerciantes - Nilza Leão e Francisco Leão - os gêmeos sempre tiveram uma educação mais severa, quase conservadora, segundo amigos da família. Dessa formação, inclusive, teria vindo o gosto pela rebeldia do rock.

Juntos, ingressaram na Faculdade de Direito e cursaram somente os quatro primeiros semestres. É que nos anos iniciais da graduação o sonho de formar uma banda e de seguir carreira artística pareceu-lhes mais promissor do que a toga e os tribunais. Foi aí que, com o amigo Rafaum Costa, fundaram o grupo indie Leões de Minerva e começaram a se destacar na cena alternativa da cidade. Shows, participações em eventos, festivais e um intenso trabalho de dedicação à música.

Numa destas surpresas da vida, quando a empolgação já tomava conta dos garotos, a
notícia de que Rafaum pretendia deixar o grupo, em outubro do ano passado, deu início a uma série de transtornos na vida dos gêmeos e dos demais parentes. Preocupados com as apresentações já agendadas e com a proximidade da turnê, eles não suportaram a carga e tiveram o primeiro surto.

"Eu me lembro que isso ocorreu uma semana antes do nosso filho completar um ano. Eles tinham começado a trabalhar na pastelaria da família e estavam levando uma vida mais normal. Na crise, ele [Diogo] dizia que tinha matado o nosso filho, falava coisas sem nexo mesmo, fora da realidade. Ele não tinha noção do que dizia", diz Iana Gongalves Fontes, 24 anos, ex-namorada de Diogo, com quem teve uma criança, Apolo Gongalves Leão de Moraes. Segundo
ela, os dois chegaram a receber medicamentos, foram tratados em Fortaleza, no Ceará, onde ficaram 15 dias, mas acabaram saindo por vontade própria.

Nos meses subsequentes, eles se recusaram a tomar a medicação orientada e seguiram para Natal. Na capital, fizeram um
curso sobre a profissionalização e empreendedorismo de bandas. Voltaram decepcionados com as aulas, acharam que era uma enganação e ficaram indignados com a situação da cultura no município. "Foi aí que tiveram a ideia de sair daqui para discutir o sistema cultural com a presidenta Dilma Rousseff. Todo mundo sabia que eles estavam indo para Brasília, não houve surpresa nisso. E só levaram a roupa do corpo", conta Iana.

Mesmo sem ter a confirmação ainda de que o carro utilizado, um Chevrolet Ágile,  foi tomado com ou sem autorização do
pai, a mãe de Apolo acredita que os seis mil reais encontrados com a dupla sejam mesmo da família. "Os pais deles não tem conta em banco, não tem cartão de crédito, guardam tudo no cofre de casa. Seria mais fácil o acesso para eles". Além da quantia, outro elemento que fez com que a polícia baiana concluísse que os jovens não estavam no estado normal foi a presença de uma quantidade considerável de maconha dentro do veículo.

Nos depoimentos, diziam que, no trajeto de Mossoró,  viam placas estranhas com nomes deles. A mãe de Apolo, entretanto, afirma desconhecer o uso da maconha na rotina dos jovens. "Eles eram certos. Queriam trabalhar duramente para ver o sucesso da banda". Opinião semelhante foi compartilhada por um comerciante da cidade, próximo da família dos jovens. "Nunca fizeram nada de errado. São boas pessoas. Até imaginei que eles apreciassem a erva, mas que não usassem por conta do trabalho mesmo".
Surtos
Apesar disso, outra pessoa que conviveu com a dupla e que prefere se identificar, confirma que parte do surto veio pelo uso abusivo de drogas. "Em Mossoró tem muita gente rica e pouca coisa para fazer. Eles começaram a usar drogas muito pesadas como daime, muito pó (cocaína), ácido e fizeram muitas coisas erradas por lá. Roubaram os pais e inventavam que tinham sido contratados. Essas coisas", relata.

A questão financeira é uma das características mais presentes nos surtos. "Eles ficam preocupados com o dinheiro. Diogo é o que mais fala, sabe? Diego é mais observador, mais calado". Neste segundo dia de detenção, na Delegacia de Roubos e Furtos, eles caíram no choro e não demonstraram mais a mesma habilidade ou gracejo para falar sobre a legalização da'cannabis', discussão que eles, consumidores de maconha desde os 21 anos, alegam ter sido o mote da viagem.

"Quando liguei para o Diogo e ele me disse que estava passando pela Bahia não imaginei que fossem parar na Av. Paralela. Desde que eles viajaram quem sente mais a falta deles é o filho. Perguntou no dia que eles saíram e vive perguntando porque o Diogo e o Diego também sempre, todos os dias, vinham ver e brincar com Apolo.", afirma Iana. Segundo ela, Diogo, nestes um ano e seis meses, tem sido um pai exemplar: "Ele não é o tipo de homem que só dá a pensão e pronto. Ele participa de tudo. Isso tudo é um pesadelo".

A dupla aguarda em Salvador a
chegada de um familiar que deverá ajudar na liberação. Os pais seguem em Mossoró esperando a resolução do caso. Depois que soube do ocorrido, a mãe, segundo depoimentos, tem tido febres e não está em condições de dar declarações.
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