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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

O BATISMO DE LAMPIÃO

 Por Fatos na Histórias

https://www.youtube.com/watch?v=A1-vZKiimos&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria-Canga%C3%A7oeNordeste

Narrativa sobre a ocasião do batismo de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião. Referências:

"Batismo de Lampião", por Paulo Lampião - Via blog "Cariri Cangaço" Imagens:

Cariri Cangaço

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CONHEÇA COMO ACONTECEU O CASAMENTO DE JOSÉ FERREIRA E MARIA LOPES, PAIS DE LAMPIÃO...

 Por José Mendes Pereira


Se você quiser saber como aconteceu o casamento de José Ferreira da Silva e Maria Sulena da Purificação, ou simplesmente, dona Maria Lopes, pais do capitão Lampião, adquira com urgência esta grande obra escrita por José Bezerra Lima Irmão, um trabalho de alto nível, com 11 anos de pesquisas e uma grande demanda. É o maior livro sobre cangaço que já foi organizado e publicado aqui no nosso Brasil. 

Cabeleira ou José Gomes foi o primeiro cangaceiro do nordeste brasileiro, que teria nascido no ano de 1751 e foi .

Uma obra completa, que fala sobre o mundo cangaceiro, desde José Gomes, até os últimos dias do cangaceiro Corisco. E muito mais histórias fantásticas você irá encontrá-las neste livro. 

O cangaceiro Corisco - Morreu no dia 25 de maio de 1940. 
Foi o último cangaceiro do nordeste brasileiro.

José Gomes, o Cabeleira considerado como sendo o primeiro cangaceiro do nordeste brasileiro, teria nascido no ano de 1751, em Glória do Goitá, pertencente à Vitória de Santo Antão, cidade da zona da mata pernambucana. Juntamente com os seus comparsas o Cabeleira casou e batizou em sua região nordestina.

Afirmam que no dia 1º. de setembro do ano de 1773, Jose Gomes ao lado do pai Joaquim Gomes, e outro delinquente de nome Teodósio, tiraram o sossego do Estado de Pernambuco, usando a covardia com assaltos e mortes, mais o roubo de armazém. 

O sanguinário foi um dos mais notórios bandidos do fim do século 18, e era famoso por causar mortes e realizar assaltos no estado de Pernambuco ao lado do pai.

Quem mais escreveu sobre o bandido Cabeleira foi o escritor e folclorista Franklin Távora, que lançou seu livro "O Cabeleira no ano de 1876. Posteriormente, sua vida passou a ser escrita através de poesias por João Cabral de Melo Neto.

"Os crimes de Cabeleira chegaram aos ouvidos das autoridades portuguesas, que foram contatadas pelo governador José César de Menezes em comunicado oficial sobre a situação social de Pernambuco.

Sua trajetória de crimes acabou quando, fugindo da polícia, se esconde num canavial em Paudalho, na zona da mata, e foi capturado. Na justiça, foi condenado à forca pelos assassinatos e roubos, sendo executado no Largo das Cinco Pontas, dentro da capital". 

Adquira já através deste endereço eletrônico: franpelima@bol.com.br.

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CORDELIZANDO COM DIDEUS SALES #121 PARA VOTAR CONSCIENTE

 Do acervo do poeta e repentista José Di Rosa Maria

https://www.youtube.com/watch?v=m1gzQYZhZIA&ab_channel=DideusSales

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A CANGACEIRA SILA E O SEU AFLHADO MACACO

 Por Alfredo Bonessi

Quando vi Sila pela primeira fez, fiquei um bom tempo olhando para ela. Ela me mostrou uma foto quando ainda era jovem, no tempo do cangaço. Olhei atentamente a fotografia e disse a ela: a senhora era muito bonita, se eu estivesse por lá roubava a senhora do Zé Sereno. Ela se virou de lado e respondeu: óooooooooooóh.
Sila cangaceira
Depois mostrei a ela algumas fotos do bando de Lampião: ela  não soube me dizer quem eram os cangaceiros da fotografia. A impressão que me causou era que escondia algo. Notei um certo nervosismo em  seu comportamento. Aparentando calma e muito desconfiada, falava pouco  e não respondia a quem se dirigia a ela.  Em um jantar em uma churrascaria de Fortaleza, quando o GECC a recepcionou, estava  na mesa mais de 25 pessoas e mais de duzentos ouvintes ao redor de nós, ela ficou todo tempo perto de mim e da minha esposa, e após o jantar,  quando roncou o fole de  uma sanfona,  falei:
-Vamos dançar madrinha! 
Ela me respondeu na bucha e secamente:                                 
- Vá dançar com a tua mulher!                                                
Foi o que eu fiz.                                                                
Outros encontros se sucederam na mesma semana.
Quando eu chegava e pedia a bênção a ela:                                    
- A bênção, madrinha!                                                                   
Ela respondia:                                                                            
- Jamais pensei que fosse ter um afilhado macaco.

Em uma viagem cultural a cidade de Maranguape-Ceará, quando ela foi recepcionada pela população em um ginásio de esportes, onde havia mais de trezentos espectadores,  ela queria falar e não podia, a platéia  não fazia silêncio,  ela perdeu a calma e falou diretamente a população comprimida   e inquieta que olhava para ela:
- Que povo mal educado, eu nunca vi um povo tão mal educado que nesse esse!
As palavras dela  soaram como um raio -  foi como se dessem uma chicotada na multidão. Um estrondo e um vozerio  tomou conta da platéia. Tomei o microfone da mão da Sila e gritei para ela:
- Madrinha !  cuidado!  -  eles matam a gente aqui!!!!
Pegando da palavra, agradeci a presença de todos, elogiei a população do Ceará e principalmente a de   Maranguape, dei uma ensaboada e passei a palavra para  a Sila. A Secretaria de Educação do Município  se levantou da platéia e veio em minha direção, pouco menos de 3 metros de distância,  e cochichou para mim:
- O senhor falou em boa hora, se não as coisas iam  se complicar aqui, ia ser uma  brigaiada na certa.
Todas as vezes que eu estive com a Sila  foi o mesmo silêncio por parte dela com relação ao cangaço e eu sabendo do sofrimento que ela tinha passado  não perguntei mais nada, mas guardei bem as queixas que ela sempre fazia do marido
Zé Sereno cangaceiro esposo da Sila
Zé Sereno, dando a impressão que ela  nunca gostou dele. Também pudera, a menina fora levada de casa com 14 anos de idade, na marra, segundo ela, mas as vezes a gente tinha a impressão que ela foi a convite dele mesmo,  porque no cangaço se encontravam três irmãos.  Ela alega que se não fosse, o  Zé Sereno podia matá-la, ou tomar uma represália contra a sua família, coisa que eu não acredito. Sila entrou no cangaço porque quis, embarcou na vida cangaceira para uma aventura que nem as outras mocinhas sertanejas de sua época, movidas pela curiosidade em ver aquela  gente armada, com dinheiro no bolso, alegres, festeiro  e prepotentes.
Grupo de cangaceiros de Sila e Zé Sereno
Após ser levada por Zé Sereno, já no dia seguinte, foi estuprada por ele em cima de uma pedreira -  começava aí o seu sofrimento.  A mulher foi feita para ser amada, acariciada,  e não para ser  violentada, possuída como um objeto  de prazer – essa foi a vida de Sila ao lado de Zé Sereno, até a morte desse. Daí as suas mágoas e queixas pelo comportamento  bruto e violento da parte dele.
Em dois anos de cangaço Sila  presenciou umas quatro brigadas com a polícia, e nesse período por quatro vezes  esteve na presença de
Maria Bonita e Lampião
Lampião e de Maria – é muito pouco de quem se exige muito para contar. Nem mesmo Zé Sereno revelou a ela os segredos do cangaço, os coitos, os coiteiros, os fazendeiros amigos,   os vaqueiros em que se podia confiar,  mesmo os paradeiros de outros cangaceiros, mesmo porque  Zé Sereno sabia somente aquilo que era para saber, mas o grande segredo de tudo estava com Lampião e os cangaceiros mais velhos como Juriti e Luiz Pedro.
Juriti cangaceiro 
Nos encontros com o bando de Lampião Sila ficava na  tolda dela a espera pelo marido, algumas vezes Maria do Capitão a chamava para comer na mesma barraca do chefe e saiam às vezes ali por perto para fumar um cigarro. Maria já era veterana no cangaço,  fazia mais de seis anos que acompanhava o capitão, era agarrada com ele, obedecia a ele e  dependia dele para sobreviver no cangaço,  bem diferente de Dada, a outra cangaceira,  que contrariava as ordens de Corisco, alterava os planos feitos pelo marido,  mudava o rumo do deslocamento do grupo, e tomava a frente na luta quando era  necessário. 
Sila era uma criança quieta, educada,  tristonha, não sabia nada e o que mais gostava era quando os grupos de cangaceiros  se reuniam ao redor das fogueiras para comerem   carne assada, tomarem  café e baterem uma prosa alegre e divertida.
Em Angico Sila ficava em sua barraca como tantas vezes ficara em outros lugares. Conversava com alguma mulher de vez em quando e na maioria das vezes esperava pelo marido. Não tomava parte nos planos dos cangaceiros,  não falava nada a esse respeito, não sabia nada, e assim não podia opinar sobre esse ou aquele assunto ligado ao bando. Via algum cangaceiro  não muito perto, de alguns sabia o nome, de outros  apenas via sem saber quem era e o que fazia, nem para onde ia.
Volante policial do tenente João Bezerra
Iniciado o tiroteio na manhã de 28 de julho de 1938, sonolenta se levantou e custou a entender o que estava ocorrendo. Daí saiu correndo em uma direção. Outros vieram atrás dela. Alguns caíram pelo caminho. Ela por fim saiu do cerco e se encontrou com alguns cangaceiros fugitivos. Não sentia as dores dos lanhos  que a caatinga impiedosa rascou em suas pernas e  braços. Estava apavorada, horrorizada e por fim chorou muito as mortes acontecidas daquele dia, como um desabafo de quem passara por  momentos de muita angustia e aflição.
Veio as entregas para as autoridades,  seguiu   destino incerto com o companheiro, e  por fim  rumou  para a cidade  grande,  onde começaria nova vida – nova vida de sofrimento – de dor – de noites mal dormidas, trabalho com  cansaço, a criação dos filhos,  as  brutalidades por parte  do marido - quase um selvagem, a labuta diária  em uma  capital enorme,  o custo de vida caro e cada vez mais exigente movido pela ganância do ser humano  em ganhar dinheiro custe o que custar, doa em que doer, em cima de quem for. Sila acabara de vir  de um meio  hostil, onde a sede e a fome assolava a natureza de uma maneira geral. No cangaço o maior perigo era cair nas garras das volantes-  ela mesma sabia se defender  das balas da polícia  que derrubavam  paus a sua frente, mas vivendo  na cidade grande pouca coisa podia fazer. As noites aflitivas e mal dormidas  eram as mesmas,  a doença dos filhos,  o compromisso de chegar no horário no emprego,  bandidos de toda sorte, sem identificação, desconhecidos, sem uniformes, estavam por todos os lados,   perigos no trânsito,  nos deslocamentos para o trabalho. Mesmo assim, essa vida louca das grandes cidades era bem melhor que a vida  do cangaço, pelo menos se podia recorrer a algum médico para tratamento,  podia se viver  com higiene e banhos diários, podia se comer sossegado,  podia se receber o calor e o carinho da família,  tinha-se um lugar para  viver e para morrer e  havia um cemitério para descanso do corpo morto, coisa que na caatinga, quando muito,  poucos felizardos  tinham o direito  de  receber  uma  tosca cruz como indicativo de sua sepultura. 
A maioria das respostas dadas por Sila era o silêncio  ou então não sei. Bem diferente  de não conheço, não vi, não vou dizer.
Depois de sessenta anos passados,  não se pode exigir que uma senhora idosa e em avançada idade, se lembre daquilo que nunca viu, que fale o que não saiba,  pois  na época de meninice não entendia como se passavam aquelas  coisas, como funcionava  a sistemática do bando, que rumo tomar e como sobreviver naquela vida desgraçada.
Escreveu três livros revolvendo o seu passado agitado e tenebroso – cada um diferente do outro.  Sila era uma linda flor do nosso sertão, que mal amada  e incompreendida,  como tantas outras mulheres sertanejas na época,  veio fazer parte dessa vida atribulada do cangaço, mas  sem perder a beleza  e a sensualidade, coisa que para cangaceiro isso pouca importância tinha -   morreu  de velha, na cama, quando muitas de suas amigas cangaceiras  foram  mortas a tiros, apunhaladas, mortas a pauladas,  executadas na maioria das vezes pelos próprios cangaceiros.
Quando se lembrarem da Sila, por favor se lembre dela  com muito amor, com muito carinho, com muitas alegrias -  pois ela em vida passou bem longe da felicidade.
A Bênção Eterna  Minha Querida Madrinha. Do seu  afilhado macaco - Alfredo Bonessi - Capitão do Exército Reformado  SBEC - GECC
 Artigo enviado para ser publicado no http://blogdomendesemendesblogspot.com pelo autor:
Capitão Alfredo Bonessi

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

50 LOCAIS HISTÓRICOS DO CANGAÇO - CANAL CANGAÇO EM FOCO

Por Cangaço em Foco.
https://www.youtube.com/watch?v=rwTOZ1hX4f4&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCO

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EU JÁ NÃO SEI...

 Por Baixada Santista em Alerta


Eu já não sei!

Eu já não sei,

Se caminho na luz ou nas trevas

Se melhor é plantar fruteiras ou relvas

Se o bom é viver na cidade ou na selva

Tipo um "Hipopótamo"

Ora na água, ora na selva!

Eu já não sei,

Se faço sacrifício ou tou a sofrer

Se bem, estou a viver, ou tentar sobreviver

Se o problema é onde vivo, ou com quem vivo!

Eu já não sei,

Se chorar mudo algo ou piora?

Se calar é fracasso, que faço agora?

Sabe se que o Homem não chora,

Mas se for necessário, faço sem demora!

Eu já não sei!

E nunca vou saber

Tudo tentei aprender,

Minhas lágrimas ninguém quer ver!

Me dizem só para ter Fé e esperança,

Lágrimas, e vestes ruins desde criança!

Eu já não sei

Se posso continuar a lutar

Se minhas lutas são invisíveis

Todos fazem vista grossa

Hey! Eu já não sei...


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PADRE CÍCERO

 Por Randel Protásio

Cícero Romão Batista (Crato, 24 de março de 1844 — Juazeiro do Norte, 20 de julho de 1934) foi um sacerdote católico brasileiro. Na devoção popular, é conhecido como Padre Cícero ou Padim Ciço. Carismático, obteve grande prestígio e influência sobre a vida social, política e religiosa do Ceará bem como do Nordeste.

Ligação com o cangaço
Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, era devoto de padre Cícero e respeitava as suas crenças e conselhos. Os dois se encontraram uma única vez, em Juazeiro do Norte, em 1926. Naquele ano, a Coluna Prestes, liderada por Luís Carlos Prestes, percorria o interior do Brasil desafiando o Governo Federal. Para combatê-la foram criados os chamados Batalhões Patrióticos, comandados por líderes regionais que muitas vezes arregimentavam cangaceiros.
Existem duas versões para o encontro. Na primeira, difundida por Billy Jaynes Chandler, o sacerdote teria convocado Lampião para se juntar ao Batalhão Patriótico de Juazeiro, recebendo em troca, anistia de seus crimes e a patente de Capitão. Na outra versão, defendida por Lira Neto e Anildomá Willians, o convite teria sido feito por Floro Bartolomeu sem que padre Cícero soubesse.
Ao chegarem em Juazeiro, Lampião e os 49 cangaceiros que o acompanhavam ouviram padre Cícero aconselhá-los a abandonar o cangaço. Como Lampião exigia receber a patente que lhe fora prometida, Pedro de Albuquerque Uchoa, único funcionário público federal no município, escreveu em uma folha de papel que Lampião seria, a partir daquele momento, Capitão e receberia anistia por seus crimes. O bando deixou Juazeiro sem enfrentar a Coluna Prestes.
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CONVITE - CÂMARA MUNICIPAL DE Paulo Afonso - Estado da Bahia -

Por José Mendes Pereira

Luiz Ruben Ferreira de Alcântara Bonfim.

No dia 13 de novembro do ano de 2016, o escritor e pesquisador do cangaço, Luiz Ruben Ferreira de Alcântara Bonfim, me enviou este e-mail abaixo, sobre outorga de Título de Cidadão Pauloafonsino ao Ilm.º Senhor LUIZ RUBEN FERREIRA DE ALCÂNTARA BONFIM.

CONVITE

A Câmara Municipal de Paulo Afonso sente-se honrada em convidar V. Sa. e Ilustríssima Família, para prestigiarem a Sessão Solene, de outorga de Título de Cidadão Pauloafonsino ao Ilm.º Senhor LUIZ RUBEN FERREIRA DE ALCÂNTARA BONFIM.

Dia 18 de novembro de 2016, às 19h, no Plenário da Câmara, Av. Apolônio Sales, 495.

Ver. Petrônio José Lima Nogueira

- Presidente -

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ROBERTO CARLOS E MINHA FILHA MARIA PRYCYLLA PAIVA PEREIRA.

Por José Mendes Pereira

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LUIZ GONZAGA DO NASCIMENTO

 Por Guilherme Machado Historiador/pesquisador.

Seu Luiz Gonzaga em 1983. em Teresina Piauí, Logo atrás o seu Interlocutor vocal (Imitador vocal) o humorista João Claudio Moreno.

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PRÓXIMA EXPEDIÇÃO ROTA DO CANGAÇO 2024

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=mzVTkxX5tcA&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Divulgação da próxima Expedição Rota do Cangaço, que será de 20 a 29 de julho de 2024. Para participar da Expedição Rota do Cangaço entre em contato pelo e-mail: narotadocangaco@gmail.com Seja membro deste canal e ganhe benefícios:    / @aderbalnogueiracangaco  
Parcerias: narotadocangaco@gmail.com

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LAMPIÃO EM MOSSORÓ

Por Júnior Almeida. 

AUTOR: Raimundo Nonato
ANO DE PUBLICAÇÃO: 2015 (sétima edição).

https://www.facebook.com/photo/?fbid=6880882425356871&set=a.880307472081093

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terça-feira, 30 de janeiro de 2024

NOTA DE AGRADECIMENTO E ESCLARECIMENTO

Por Antonio José de Oliveira - da cidade de Serrinha-Bahia

Agradeço cordialmente ao estimado colega de pesquisa, professor José Mendes Pereira da Cidade de Mossoró, e demais pesquisadores da Saga do Cangaço, pelas muitas pesquisas que me foram oportunizadas nesse âmbito específico, e até mesmo abrindo o leque em outras direções, as quais me proporcionaram conhecimento, estímulo e boas amizades para um trabalho que iniciei há 14 anos de com a intenção de elaborar um livro sobre o cangaço.

Procurei estudar as razões que levaram centenas de jovens sertanejos a deixarem seus lares e ingressarem num modo de vida tão perigoso.

Antonio José de Oliveira, Dr. Archimedes Marques e Guilherme Machado.

Nos primeiros meses, escrevi aproximadamente cem páginas; dei uma pausa para mergulhar de cabeça nos milhares de textos escritos por experientes autores que buscam intensamente na pesquisa de campo e bibliográfica as mais confiáveis informações. Eu, porém, depois dos meus setenta e três anos, não tenho fôlego suficiente para mergulhar nas terras de sete Estados em busca de informações para a concretização do meu objetivo, principalmente após ler um dos melhores livros sobre o cangaço, LAMPIÃO - A RAPOSA DAS CAATINGAS, de autoria de José Bezerra Lima Irmão.

Tudo, e muito mais que eu iria escrever, está registrado no referido livro. Sei que não teria como alcançar um quarto das informações de um livro de setecentas e trinta e seis páginas elaboradas por alguém que passou onze anos pesquisando de cidade em cidade; de povoado em povoado; de fazenda em fazenda, da Bahia ao Ceará. Acredito que, ao ler as milhares de informações, eu passaria a ser praticamente um copista. Informar o que já existe, é preferível o leitor buscar no original.

São centenas de livros escritos sobre o cangaço, e sei que os experientes escritores ainda têm o que escrever sobre o assunto, mas, necessário se faz a junção da pesquisa de campo, à bibliográfica.

Evidencio ainda que, todo material arquivado no computador, disponibilizo aos amigos que desejarem escrever sobre o tema CANGAÇO.

Agradecido pela compreensão dos amigos.

Adendo - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Antonio José de Oliveira é pesquisador do cangaço lá da cidade de Serrinha, no Estado da Bahia, e é vizinho do historiador e pesquisador do cangaço Guilherme Machado Historiador Pesquisador.

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VENDO E ACHANDO BOM

 Clerisvaldo B. Chagas, 29 de janeiro de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3005;

Início de janeiro de Ano Novo, fomos a Maceió fazendo um tour por algumas cidades sertanejas Santana-Arapiraca. Queríamos também apreciar o gigantesco trabalho de duplicação Maceió-Delmiro Gouveia, pelas ALs. Pegamos o trecho Olho d’Água das Flores, Monteirópolis, Jacaré dos Homens, entrando nessas cidades, recordando o passado e vendo a evolução física até o presente momento. Uma viagem com a metade da família e uma intensa alegria em está novamente na estrada. Ah! Quando será que Maceió-Santana do Ipanema, pela BR-316 também será duplicada? Deixamos a região sertaneja após o meio-dia ao ultrapassarmos a cidade de Jaramataia. Calor intenso.

JACARÉ NA PRAÇA DA CIDADE DE JACARÉ DOS HOMENS. (FOTO: SANDRO TORRES).

A duplicação ainda estava em obras, mas só o fato de rodar sem contramão, já era uma vitória supimpa para o usuário. E em Arapiraca fomos degustar o almoço de outra parte da família em um dos bairros da “Dona do Agreste”. Festas de encontro e pé na tábua novamente. Não podíamos passar em branco sem provar as guloseimas do povoado Pé Leve: bolo de macaxeira, pé-de-moleque na palha da bananeira, grude e alfinim cuja nota foi a máxima quando avaliados por todos. Chegamos à capital pegando um trânsito imenso desde a Ponte Divaldo Suruagy. Uma chuva fina passou a refrescar, mas também a contribuir com a lentidão do trânsito em todo o trajeto até a Jatiúca. Desistimos e voltamos rumo ao Comércio e fomos pegar o movimento muito melhor e organizado da Fernandes Lima, buscando a Serraria.

Chegamos em casa enfadados, porém, satisfeitos pelo dia grande, diferente e altamente inspirador. Era a hora mais apropriada para homenagearmos o Pé Leve com a barriga e complementarmos com várias amostras de café de uma bela coleção. Ah! Meus amigos e amigas, o que está faltando agora é outra viagem dessa em sentido Santana do Ipanema /Alto Sertão do Canapi, Inhapi, Mata Grande, Pariconha, Água Branca e Delmiro Gouveia, rumo a Olho d’Água do Casado e Piranhas... Porque rodar pelos sertões de Alagoas, é um prazer dobrado e amoroso.


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RARÍSSIMAS FOTOGRAFIAS DO CANGAÇO...

Por Helton Araújo.

 Pessoal, bom dia!

Passando aqui para me desculpar por um erro que cometi no vídeo das fotos raras do cangaço. Neste, eu informei que a foto que está aí na postagem era da baronesa de Água Branca, até marquei um personagem como sendo ela, ERRO GRAVÍSSIMO, pois trata-se de um HOMEM e não uma mulher, além do mais, era um dos filhos da baronesa que foi padre.
No vídeo digo que quem me passou a foto foi Robério Santos e de fato foi, mas deixo claro que o erro nada tem a haver com ele e sim única e exclusivamente da minha parte.
Espero que entendam e me desculpem por essa falha. Então fica aqui a ratificação NÃO É A BARONESA E SIM UM DE SEUS FILHOS !
Agradeço aos que me alertaram do erro.
Segue o link do vídeo abaixo
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CORONEL...

Por Adelson Mota

 O jovem Manoel Oliveira Figueiredo, que levou o bilhetes de, Lampião para o Coronel Antônio de Souza Benta, Cel Benta, fato ocorrido na fazenda Cercado, do Capitão, Abilino Reis da Silva, em 06/07/1929 em Morro do Chapéu, Bahia.





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BATISMO DE LAMPIÃO:

Por Paulo Dias Pereira

LAMPIÃO FOI BATIZADO NESSA CAPELA BOM JESUS DOS AFLITOS, NO POVOADO SÃO FRANCISCO, DISTRITO DE VILA BELA (ATUAL SERRA TALHADA-PE), EM 2 DE SETEMBRO DE 1898, MESMO ANO QUE NASCEU. 

FOI BATIZADO PELO PADRE JOAQUIM ANTONIO DE SIQUEIRA TORRES (PADRE QUINCA), FILHO DO BARÃO DE ÁGUA BRANCA, ALAGOAS. MESMO NOME DO PAI, O PADRE QUINCA SÓ ERA FILHO DO BARÃO, SENDO ENTEADO DA BARONESA DE ÁGUA BRANCA-AL, JOANA DE SIQUEIRA TORRES, QUE NO FUTURO VIRGULINO FERREIRA REALIZOU SEU PRIMEIRO ASSALTO CINEMATOGRÁFICO. 

SEUS PADRINHOS DE BATISMO FORAM SEUS TIOS MATERNOS, MANOEL LOPES E MARIA JOSE DA SOLEDADE. HOJE O POVOADO SÃO FRANCISCO ESTÁ SUBMERSO PELAS ÁGUAS DA BARRAGEM DE SERRINHA.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

O IRMÃO INVOCADO DE VOLTA SECA

 Por Robério Santos

Antonio Alves de Sousa, o Volta Seca

Muitos pesquisadores não se importam com as ramificações familiares que existem dos antigos cangaceiros, mas deveriam, pois existem histórias interessantes influenciadas pelos parentes famosos. Bandoleiros, na sua imensa maioria, já mortos por causas diversas, até as naturais (quem diria!). Volta Seca ficou famoso desde sua saída do Saco Torto, na época, povoado de Riachuelo, no final da década de 20. Mas, para trás ele deixou um magote de irmãos, tios e conhecidos. Depois da sua entrada no bando, Lampião deu suas voltas pelo agreste sergipano, chegando muito perto do que conhecemos hoje como Malhador e que antes não passava de um povoadinho pequeno com duas ruas e uma pequena capela sendo construída. Mas, Lampião, numa destas passagens pelo agreste daqui despertou a curiosidade dos moradores.

O fazendeiro João Barbosa, conhecido como Joãozinho da Lema, irmão de Gentil Barbosa, morava numa modesta fazenda entre o que ia desde o Rio Jacaracica (Cajueiro Antigo) até a região que hoje situa o grupo escolar do Povoado Cajueiro, onde tudo era Itabaiana Grande. Obrigatoriamente, Lampião e seu bando passavam por estas terras, aproveitando e recebendo de Joãozinho muitos mantimentos, poucos armamentos, pois eles não tinham com frequência. Também havia um tanque enorme, com o minadouro ao lado, onde os cangaceiros se abasteciam. Era uma região com muitos recursos, bem diferente de outras que eles já haviam passado. As pessoas tinham medo dos cangaceiros, mas quando os viam pessoalmente chegavam à conclusão que “não eram tão maus”, assim dizem alguns mais velhos que moram ainda naquele trecho. Havia um acordo: Lampião seria sustentado pelo fazendeiro e em troca não praticaria atrocidades com o povo da região. 
Trato feito. 


Numa dessas passagens, esteve com Lampião o menino Volta Seca. Este ficou descabreado, pensativo e falou pouco, mas todos se espantavam pela pouca idade. Lampião comentou até que o pequeno era da região, mas não podia deixar o cangaço para não entregar os segredos. Nenhum segredo foi revelado aos curiosos que se aproximavam sem medo e até proseavam com alguns dos cangaceiros. Era um misto de medo e curiosidade. 

O tempo foi passando, as conversas se alongando e o mito Lampião se consolidou. Mas, quem roubou a cena mesmo depois de sua prisão foi Volta Seca. Os jornais do país inteiro noticiavam a prisão do pequeno. Foi aí que um desses jornais da capital Rio de janeiro chegou até o Saco Torto (talvez enrolado num mamão da feira de Itabaiana), grande curiosidade se instalava. Um dos irmãos de Volta Seca se chamava Aprígio dos Santos, apelidado de Aprígio Capuchinho ou Aprígio Carrapeta e foi ele quem ficou com o jornal. 

Décadas e décadas se passaram e os anos 60 chegou. Aprígio já não morava no Saco Torto, havia se deslocado mais a norte nas proximidades do povoado Malhada Velha, no povoado João Gomes, perto do Carvalho em direção ao Zanguê. Casado com Joana (mulher corpulenta, que foi rebatizada de Joana Baleia, pelos meninos da região), pai de vários filhos, ele era temido por todos na região. Moravam numa casa do tio de Manoel Messias de Jesus, que na época era ainda uma criança e lembra de alguns acontecimentos. Trabalhavam todos juntos, ora na lavoura e também na arte de fazer cestos e caçuás. Aliás, Aprígio era considerado o melhor cesteiro da região e um hábil tirador de mel das famosas “oropas” arranchadas em ocos de pau e em formigueiros. 


Manoel Severo e as Obras de Robério Santos

Aprígio era conhecido na região por ser valente e cheio de mandingas. Ele contava histórias de assombração, de cangaceiros, de brigas, dizia que matou pessoas e de outras coisas que amedrontavam as pessoas do sítio, aliás, naquele tempo, qualquer coisa assustava. Mas, o que mais assustava era o fato de que ele era irmão de um cangaceiro famoso e enchia a boca para dizer nos bares e esquinas que o irmão havia assassinado sete soldados de polícia lá no interior da Bahia. As pessoas temiam que Aprígio fosse igual ao irmão, por isso o respeitava. Não se sabia se por medo ou respeito mesmo, mas todos mudavam de direção quando apontava na vista ele ao longe. 

Uma certa vez, o então jovenzinho João do finado Antônio Sevino, primo do já citado Manoel, estava no sítio, no meio do pasto e Aprígio chegou sem aviso prévio. Nisso, ambos puxaram assunto e ficaram lá por um bom tempo. Não existia mato, nada ao redor deles, só capim baixo, de quase dez centímetros. João assustado com a conversa ouve um barulho no lado oposto, olha rapidamente para trás e ao retornar à vista para a frente, Aprígio havia sumido como num passe de mágica. João começou a tremer e não conseguia sair do lugar, começou a procurar onde o homem estava e nada de encontrar. Não havia explicação lógica para que isso acontecesse. Ele se gabava que conseguia se transformar num topo, numa formiga e até num pássaro, mas ninguém acreditava, até aquele momento. O povo começou a chama-lo de “encantado”, assim como o pessoal do sertão chamava outro místico de João Valentim, lá na cidade de Nossa Senhora da Glória, anos depois. Veio a reaparecer dias depois como se nada houvesse acontecido. 

Aprígio era magro, moreno claro, barba ficando branca, olhos grandes e assustadores. Ele já não é mais vivo, mas seu filho Zé Preto da família dos Pixititas, morador de Malhador atualmente, e guarda seu legado, assim como as memórias de Manoel Messias de Jesus, que inclui Carrapeta no rol dos mitos que colocava criança para dormir, assim como o temível Volta Seca e o mítico Mata Escura que assolaram nosso agreste e ainda estão vivos no imaginário popular.


Robério Santos
Pesquisador, escritor 
Itabaiana, Sergipe
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