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sábado, 12 de dezembro de 2015

FEIRAS DE CABEÇAS

Por Aurélio Buarque de Holanda

De latas de querosene mãos negras de um soldado retiram cabeças humanas. O espetáculo é de arrepiar. Mas a multidão, inquieta, sôfrega, num delírio paredes-meias com a inconsciência, procura apenas alimento à curiosidade. O indivíduo se anula. Um desejo único, um único pensamento, impulsa o bando autômato. Não há lugar para a reflexão. Naquele meio deve de haver almas sensíveis, espíritos profundamente religiosos, que a ânsia de contemplar a cena macabra leva, entretanto, a esquecer que essas cabeças de gente repousam, deformadas e fétidas, nos degraus da calçada de uma igreja.

Cinco e meia da tarde. Baixa um crepúsculo temporão sobre Santana do Ipanema, e a lua crescente, acompanhada da primeira estrela, surge, como espectador das torrinhas, para testemunhar o episódio: a ruidosa agitação de massas que se comprimem, se espremem, quase se trituram, ofegando, suando, praguejando, para obter localidade cômica, próximo do palco.

 
Aurélio Buarque de Holanda

Desenrola-se o drama. O trágico de confunde com o grotesco. Quase nos espanta que não haja palmas. Em todo caso, a satisfação da assistência traduz-se por alguns risos mal abafados e comentários algo picante, em face do grotesco. O trágico, porém não arranca lágrimas. Os lenços são levados ao nariz: nenhum aos olhos. A multidão agita-se, freme, sofre, goza, delira. E as cabeças vão saindo, fétidas, deformadas, das latas de querosene - as urnas funerárias -, onde o álcool e o sal as conservam, e conservam mal. Saem suspensas pelos cabelos, que, de enormes, nem sempre permitem, ao primeiro relance, distinguir bem os sexos. Lampião, Maria Bonita, Enedina, Luiz Pedro, Quinta-Feira, Cajarana, Diferente, Caixa-de-Fósforo, Elétrico Mergulhão...

- As cabeças!

- Quero ver as cabeças!

Há uma desnorteante espontaneidade nessas manifestações.

- As cabeças. Não falam de outra coisa. Nada mais interessa. As cabeças.

- Quem é Lampião?

Virgulino ocupa um degrau, ao lado de Maria Bonita. Sempre juntos, os dois.

- Aquela é que é Maria Bonita? Não vejo beleza...

O soldado exibe as cabeças, todas, apresenta-as ao público insaciável, por vezes uma em cada mão. Incrível expressão de indiferença nessa fisionomia parada. Os heróis de tantas sinistras façanhas agora desempenham, sem protesto, o papel de S. João Batista...

Sujeitos mais afastados reclamam:

- Suspende mais! Não estou vendo, não!

- Tire esse chapéu, meu senhor! - grita irritada uma mulher.

O homem atende.

- Agora, sim.

A pálpebra direita de Lampião é levantada, e o olho cego aparece, como elemento de prova.

Velhos conhecidos do cangaceiro fitam-lhe na cabeça olhos arregalados, num esforço de comprovação de quem quer ver para crer.

- É ele mesmo. Só acredito porque estou vendo.

Houve-se de vez em quando:

- Mataram Lampião... Parece mentira!

Virgulino Ferreira, o rei do cangaço, o "interventor do sertão", o chefe supremo dos fora-da-lei, o cabra invencível, de corpo fechado, conhecedor de orações fortes, vitorioso em tantos recontros, - Virgulino Ferreira, o Capitão Lampião, não pode morrer.

E irrompe de várias bocas:
- Parece Mentira!

Cabeças nas escadarias da Prefeitura de Piranhas

No entanto é Lampião que se acha ali, ao lado de Maria Bonita, junto de companheiros seus, unidos todos, numa solidariedade que ultrapassou as fronteiras da vida. É Lampião, microcéfalo, barba rala, e semblante quase doce, que parece haver se transformado para uma reconciliação póstuma com as populações que vivo flagelara.

Fragmentos de ramos, caídos pelas estradas, durante a viagem, a caminhão, entre Piranhas e Santana do Ipanema, enfeitam melancolicamente os cabelos de alguns desses atores mudos. Modestas coroas mortuárias oferecidas pela natureza àqueles cuja existência decorreu quase toda em contato com os vegetais - escondendo-se nas moitas, varando caatingas, repousando à sombra dos juazeiros, matando a sede nos frutos rubros dos mandacarus.

Fotógrafos - profissionais e amadores - batem chapas, apressados, do povo, e dos pedaços humanos expostos na feira horrenda. Feira que , por sinal, começou ao terminar a outra, onde havia a carne-de-sol, o requeijão de três mil-reis o quilo, com o leite revendo, a boa manteiga de quatro mil reis, as pinhas doces, abrindo-se de maduras, a dois mil-reis o cento, e as alpercatas sertanejas, de vários tipos e vários preços.

Ao olho frio das codaques interessa menos a multidão viva do que os restos mortais em exposição. E, entre estes, os do casal Lampião e Maria Bonita são os mais insistentemente forçados. Sobretudo o primeiro.
  

O espetáculo é inédito: cumpre eternizá-lo, em flagrantes expressivos. Um dos repórteres posa espetacularmente para o retratista, segurando pelas l=melenas desgrenhadas os restos de Lampião. Original. Um furo para "A Noite Ilustrada".

Lembro-me então do comentário que ouço desde as primeiras horas deste sábado festivo: -"Agora todo o mundo quer ver Lampião, quer tirar retrato dele, quer pegar na cabeça...Agora..." Há, com efeito, indivíduos que desejam tocar, que quase cheiram a cabeça, como ansiosos de confirmação, por outros sentidos, da realidade oferecida pela vista.

Desce a noite, imperceptível. A afluência é cada vez maior. Pessoas do interior do município e de vários municípios próximos, de Alagoas e Pernambuco, esperavam desde sexta-feira esses momentos de vibração. Os dois hoteis da cidade, literalmente entupidos Cheias as residências particulares - do juiz de direito, do prefeito, do promotor, de amigos dessas autoridades. Para muitos, o meio da rua.

Entre a massa rumorosa e densa não consigo descobrir uma só fisionomia que se contraia de horror, boca donde saía uma expressão, ainda que vaga, de espanto. Nada. Mocinhas franzinas, romanescas, acostumadas talvez a ensopar lenços com as desgraças dos romances cor-de-rosas, assistem à cena com uma calma de cirurgião calejado no ofício. Crianças erguidas nos braços maternos espicham o pescoço buscando romper a onda de cabeças vivas e deliciar os olhos castos na contemplação das cabeças mortas.

E as mães apontam:

- É ali, meu filho. Está vendo?

Alguns trocam impressões;

- Eu pensava que ficasse nervoso. Mas é tolice. Não tem que ver uma porção de máscaras.

- É isso mesmo.

Cabeças de Lampião e Maria Bonita

Os últimos foguetes estrugem nos ares. Há discursos. Falam militares, inclusive o chefe da tropa vitoriosa em Angico. Evoca-se a dura vida das caatingas, em rápidas e rudes pinceladas. O deserto. As noites ermas, escuras, que os soldados às vezes iluminam e povoam com as histórias de amor por eles sonhadas - apenas sonhadas... Os passos cautelosos, mal seguros sobre os garranchos, para evitar denunciadores estalidos, quando há perigo iminente. Marchas batidas sob o sol de estio, em meio da caatinga enfezada e resseca, e da outra vegetação, mais escassa, que não raro brota da pedra e forma ilhotas verdes no pardo reinante: o mandacaru, a coroa-de-frade, a macambira, a palma, o rabo-de-bugio, facheiro, com o seu estranho feitio de candelabro. A contínua expectativa de ataque tirando o sono, aguçando os sentidos.

O sino toca a ave-maria. Dilui-se-lhe a voz no sussurro espesso da multidão curiosa, nos acentos fortes do orador, que, terminando, refere a vitória contra Lampião, irrecusavelmente comprovada pelas cabeças ali expostas.

Os braços da cruz da igrejinha recortam-se, negros, na claridade tíbia do luar; e na aragem que difunde as últimas vibrações morrediças do sino vem um cheiro mais ativo da decomposição dos restos humanos.
Todos vivem agora, como desde o começo do dia, para o prazer do espetáculo. As cabeças!

A noite fecha-se. Em horas assim, seriam menos ferozes os pensamentos de Lampião. O seu olhar se voltaria enternecido para Maria Bonita. Que será feito dos corpos dissociados dessas cabeças? O rosto de Maria Bonita, esbranquiçado a trechos por lhe haver caído a epiderme, está sinistro. Onde andará o corpo da amada de Lampião? A cara arrepiadora, que mal entrevejo à luz pobre do crescente, não me responde nada. E Lampião? Sereno, grave, trágico. O olho cego, velado pela pálpebra, fita-me. (1938).

Postado no Grupo Lampião Cangaço e Nordeste

(*) Autor do mais importante dicionário da língua portuguesa publicado no Brasil neste século. Texto do livro esgotado "O chapéu de meu pai, editora Brasília, 1974.

Fonte: Diário Oficial -Estado de Pernambuco-Ano IX - Julho de 1995

Material cedido pelo escritor, poeta e pesquisador do cangaço: Kydelmir Dantas

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2015/12/feira-de-cabecas-por-aurelio-buarque-de.html

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MONALISSA DANTAS PRESTIGIA O PROFESSOR HONÓRIO DE MEDEIROS

Por Monalisa Dantas

Quanta honra prestigiar essa pessoa tão importante em minha vida, no lançamento do seu mais novo livro Histórias de Cangaceiros e Coronéis.

Tão bom reencontrar pessoas que marcaram a vida da gente. Honório foi um dos meus melhores professores.
Este eu posso chamar de mestre! Sim, Mestre com "M" maiúsculo, que tanto me ensinou sobre o direito, a vida, a literatura, a política e sobre valores também! 

Que saudade dos nossos cafés filosóficos ao término das aulas! Quanto aprendizado! 

Parabéns pelo livro, meu eterno mestre!
Sucesso! Sucesso! Sucesso! E muita felicidade! 

Fonte: facebook
Página: Monalissa Dantas

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OS CANGACEIROS MARRECA E JURITY


OS CANGACEIROS MARRECA E JURITY SIMULAM UM COMBATE PARA AS LENTES DE BENJAMIN ABRAHÃO EM 1936.

Foto/Imagem: Jornal "A NOITE"

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior

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CARRO QUE TRANSPORTOU LAMPIÃO E SEU GRUPO QUANDO DE SUA PASSAGEM PELA CIDADE DE TUCANO-BA


CARRO QUE TRANSPORTOU LAMPIÃO E SEU GRUPO QUANDO DE SUA PASSAGEM PELA CIDADE DE TUCANO NO ESTADO DA BAHIA.

Fonte: Livro - Tucano, 150 anos de emancipação...
Autor: Rubens Rocha.

Fonte: facebook

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A GRANDE MARCHA DE LAMPIÃO PARA MOSSORÓ - PARADA 02 - O INICIO NO RN, FAZENDA BAIXIO

Por Geziel Moura

Após deixarem o Canto do Feijão - PB (postagem anterior), e no amanhecer de 10 de junho de 1927, o bando de Lampião encontrava-se em terras limítrofes, ao Rio Grande do Norte, mais precisamente na Fazenda Baixio, cujo rendeiro era José Leite, progenitor do cangaceiro Massilon.

Constava no grupo de bandoleiros, outro filho do agricultor chamado Manoel, o Pinga Fogo, conta-se que o pai, teve dificuldades de reconheceros filhos, naqueles trajes cangaceiros e por estarem ausentes, há muito tempo de sua casa.

Foto da casa da Fazenda Baixio, totalmente modificada, porém o local é o mesmo de 1927.

O certo é que, embora, tenha sido visita harmoniosa, com apresentação formal, feita por Massilon, dos comandantes: Lampião, Sabino, Jararaca, Moreno (Não é o de Durvinha), Vinte e dois e outros, José Leite não aprovava, a vida que seus filhos tinham adentrados, porém sabia que nada poderia fazer, para mudar o curso dos acontecimentos futuros.

Foto da casa da Fazenda Baixio, totalmente modificada, porém o local é o mesmo de 1927.

Antes de continuarem a viagem, o pai de Massilon, solicitou a ele, que nada fizesse na vizinha, Fazenda Nova, do Coronel Joaquim Moreira, por dois motivos: um que este era padrinho do bandido e o outro que o próprio pai, prestava serviço ao coronel octogenário. Entretanto, Massilon fez "ouvido de mercador", pois já estava escrito, no 'Projeto Mossoró" a fazenda de Joaquim Moreira.

Fonte: facebook
Fotos: Geziel Moura

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

VOLANTE DELUZ

Por Pedro R. Melo

Amâncio Ferreira da Silva, é do estado de Pernambuco. Nasceu em 11 de agosto de 1905, sua prestação de serviços militar foi no estado de Sergipe onde veio se destacar no combate ao cangaceirismo. 

Ganhou notoriedade por sua inteligência, violência e perversidade. Sanguinário seu hobby era caçar até mesmo ex cangaceiros e torturá-los da maneira mais vil, sem perdão e piedade. Deixava seus capturados com marcas e requintes de crueldade. 

Vejamos alguns dos seus feitos, foi responsável pelo combate em Itabaiana/SE na fazenda mocambo onde a sua volante alvejou Nenê do ouro, e em seguida seu corpo foi abusado por sua volante além de incitar um cão a fazer sexo com a cadáver, foi o assassino de Juriti quando o lançou dentro de uma fogueira vindo matar o cangaceiro queimado vivo e foi acusado de ter espancando o pai da cangaceira Adília o deixando paralítico. 

Deluz não tinha uma relação amigável nem com o sogro e foi morto a tiros numa tocaia armada pelo sogro. Se de um lado tinha cangaceiro frio, sanguinário e perverso do lado da volante Deluz emcabeça a chamada.

Fonte: facebook
Página: Pedro R. Melo

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FALECEU HOJE O VEREADOR OTONIEL MAIA DE FELIPE GUERRA/RN


Faleceu agora a pouco Otoniel Maia, vereador na cidade de Felipe Guerra. A notícia foi confirmada por sua esposa Fátima Mota. 

Segundo informações apuradas o mesmo veio a óbito no Hospital Wilson Rosado em Mossoró. O velório acontecerá em uma Igreja na cidade de Mossoró, mas o corpo do vereador passará na Câmara Municipal de Felipe Guerra para últimas homenagens do povo felipense. 

- See more at:
http://jairgomesapodi.blogspot.com.br/2015/12/cotidiano-morre-o-vereador-otoniel-maia.html

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DOIS LIVROS DO ESCRITOR LUIZ RUBEN BONFIM

Autor Luiz Ruben Bonfim

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Lembre-se que se você demorar solicitá-la, poderá ficar sem ela em sua estante. Livros que falam sobre "Cangaço" a demanda é grande, e principalmente, os colecionadores que compram até de dezenas ou mais para suas estantes. 

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Luiz Ruben F. de A. Bonfim
Economista e Turismólogo
Pesquisador do Cangaço e Ferrovia

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LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


Dia 27 de julho de 2015, na cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, no "CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015", aconteceu o lançamento do mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail: 
gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
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Contato para aquisição

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OS MISTÉRIOS DO CANGAÇO PERDURAM ATÉ OS DIAS DE HOJE

Por Raul Meneleu Mascarenhas (compartilhado)

Os mistérios do cangaço perduram até os dias de hoje. Sabemos por entrevistas feitas por autores de livros sobre o assunto, com cangaceiros vivos que escaparam do cerco na Grota do Angico, as grandes superstições a que devotavam fé e crendices.

Mas mesmo depois de mais de 50 anos de alguns acontecimentos, o autor do livro LAMPIÃO EM SERGIPE, Alcino Alves Costa (1940-2012) ao efetuar pesquisas a locais de combates, entrevistar coiteiros e cangaceiros, casinhas de oração, igrejas, casas velhas de fazendas onde aconteceram histórias do cangaço e mais, fotografar tudo que servia como provas dos fatos narrados em seus livros, deparou-se com mistério.

Foi no ano de 1996 quando acompanhado de um fotógrafo, foi até à fazenda Capoeira de propriedade de Julião do Nascimento, pai de Zé Julião, cujo nome no cangaço era Cajazeira.

Ao chegarem nos escombros da casa antiga, visualizaram uma caatinga vigorosa que protegia o local de um dos coitos prediletos dos cangaceiros.

Tiradas as fotos, os dois retornaram para Poço Redondo e em alguns dias depois Alcino as recebe. Seriam usadas em seu livro LAMPIÃO ALÉM DA VERSÃO. Os anos foram passando depois de editada a obra e em 2002 um vereador de Poço Redondo, Jorge Feitosa, ao olhar as fotos que ilustravam o vídeo, o procurou para saber quem eram as pessoas da fotografia abaixo.

Alcino nunca tinha notado aquelas duas pessoas, um casal de cangaceiros. Não sabia como estavam na foto. As pessoas que ele pesquisara já tinham morrido a mais de meio século. Será que o espírito de Zé Julião e sua esposa Enedina, morta em Angico, vieram visita-los na fazenda Capoeiras e sejam seus guardiões?


Alcino Costa em seu livro LAMPIÃO EM SERGIPE, assegurou que apenas ele e o fotógrafo que se chamava Deninho, se encontravam naquele local.

Para os céticos, isso chama-se Mensagem Subliminar. Segundo os estudiosos, o conceito de mensagem subliminar não tem base científica, por que subliminar não é subentendido.

Subliminar é o que não é visto conscientemente; se viu, deixou de ser subliminar. Uma imagem ou uma ideia sugerida, nas entrelinhas, sutil ou periférica não é subliminar.

Por isso deixo para os amigos leitores, a conclusão do assunto. Mas lembrem-se que segredos e mistérios existem entre o céu e a terra, muito mais que possamos imaginar em nossos conhecimentos científicos e empíricos.

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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A ENTREVISTA DE LAMPIÃO ao Sr. Demóstenes Martins de Andrade.


Poeta, escritor e jornalista que estava na cidade de TUCANO-BA, quando da passagem do rei do cangaço e, do seu bando...

Fonte da matéria: compilação do livro - Tucano - 150 anos de emancipação política do renomado escritor Rubens Rocha...






Fonte: facebook

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O JORNALISTA MELCHÍADES DA ROCHA...!


Foi um jornalista renomado tendo atuado em vários jornais do Rio de Janeiro, sobretudo no periódico "A NOITE", onde fez grandes coberturas.

A morte de Lampião em Angicos, em 28-07-1938 foi uma delas. Em face das várias matérias realizadas e, dos depoimentos colhidos, o grande jornalista escreveu o famoso livro "BANDOLEIROS DAS CAATINGAS", que se encontra esgotado a muitos anos, obra essa indispensável para os estudiosos do tema..

Fotos: Google

Fonte: facebook

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AULA COM O PROFESSOR JOSÉ ROMERO O CARDOSO - UERN







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A GRANDE MARCHA DE LAMPIÃO PARA MOSSORÓ - PARADA 01 - A INVASÃO DO CANTO DO FEIJÃO (PB)

Por Geziel Moura

Em sua obra, "Lampião e o Rio Grande do Norte: A história da grande marcha", o escritor Sérgio Dantas, aponta que o planejamento e o local de partida para o ataque a Mossoró (RN), ocorreram na Fazenda Ipueiras, na Serra do Diamante, do Coronel Isaías Arruda de Figueiredo, oportunidade em que, Virgolino, fora apresentado ao cangaceiro Massilon, cujo nome de batismo seria Macilon Leite de Oliveira (MEDEIROS, 2010), estava formado, portanto, o triunvirato, para o assalto a Mossoró.

Antigos trilhos da linha Fortaleza - Recife, a esquerda a casa de Raimundo Luiz

Na madrugada de 9 de junho de 1927, cerca de setenta cangaceiros, incluídos os grupos de José Leite de Santana (Jararaca), Sabino Gomes de Góis e João Vinte e Dois, iniciaram a grande marcha para Mossoró, todos a cavalo.

Vista do alicerce da estação e dos antigos trilhos

O primeiro desatino, ocorreu na mesma tarde do dia da partida, ao invadirem o lugar Canto do Feijão, hoje, Santa Helena (PB), naquele tempo, lugar pobre que cresceu ao lado da ferrovia Fortaleza - Recife, com pouquíssimas casas.

Aspectos atuais da cidade, hoje Santa Helena (PB)

Além do aspecto da trajetória lógica, a visita ao Canto do Feijão, apresentava outra motivação, o acerto de contas de Massilon, contra o inspetor de quarteirão do lugar, espécie de subdelegado, chamado Raimundo Luiz do Nascimento, que se envolvera, no Ceará, no assassinato de parente de Massilon.

 Casa de Raimundo Luiz do Nascimento (pouca modernizada)

Indiferentes aos pedidos de D. Rosinha, a esposa de Raimundo Luiz, a cabroeira começa o festival de torturas neste, a base de punhais. Ao ouvir as badernas promovidas pelos cangaceiros embriagados, Elizário, o ajudante do inspetor de quarteirão, com revólver em riste, se dirige a casa de seu superior, para ajudá-lo, sem obter sucesso, pois recebeu tiro de fuzil, colocando-o fora de combate.

Alicerce da antiga estação do Canto do Feijão (PB)

Finalmente, após o festival de torturas, açoites e perfurações, Raimundo Luiz do Nascimento é executado com três tiros: no olho, nuca e peito, configurando assim, os primeiros homicídios, durante a jornada para Mossoró.



Fotos: Geziel Moura
Fonte: facebook
Página: OFÍCIO DAS ESPINGARDAS

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O “TRANCELIM” DO BEATO JOSÉ LOURENÇO

Por Sálvio Siqueira

No ano de 1936, o capitão José Bezerra, comanda uma ‘tomada’ pacífica no Caldeirão do Beato Lourenço.

Apesar de ‘pacífica’, o capitão José Bezerra, tido por ser um “(...) policial arbitrário e cruel” (Otacílio Anselmo, escritor cearense, oficial da polícia e contemporâneo do mesmo), ainda vemos no livro “(...)“O Padre Cícero – Mito e Realidade” – diz ter presenciado uma surra aplicada por aquele policial em um cabo da polícia dentro do quartel da capital(...)”. Fora o escritor, Nartan Macedo, o definir como “(...) um dos maiores bandidos autoridades que se teve notícias no Ceará. ”(lampiaoaceso.com), comete duas banalidades crucial para fins futuros tenebrosos.

O capitão queima os seios de uma seguidora do Beato, afim que a mesma lhe diga sobre o paradeiro do mesmo. Depois, o militar monta em Trancelim, cavalo do Beato José Lourenço. Taca-lhe as esporas e desce-lhe o chicote, na presença dos seguidores por muitas horas seguidas. Ao término do suplício de Trancelim, ele é colocado em um local para descansar, porém, o sofrimento prolongado retira suas forças e ele morre.

Havia duas ‘linhas’ seguidoras do Beato Lourenço. Aquela “teocrática e pacifista” do próprio José Lourenço e, aquela que, “sob a liderança político-militar de Severino Tavares, clamava-se pela vingança e a reconquista do Caldeirão”. Já que, nesse ínterim, eles se encontravam ocupando a Mata dos Cavalos.

Em 1937, aparece no quartel da PM de Juazeiro do Norte - CE, um cidadão por nome de Sebastião Marinho. O mesmo vem à procura do capitão José Bezerra. Este, ao saber, vai de encontro ao civil e pergunta-lhe do que se trata. O sertanejo, de mãos calejadas e pele queimada pelo sol causticante do semiárido, informa ao comandante militar que “(...) informou que suas terras haviam sido invadidas pelos fanáticos do Beato José Lourenço e que é conhecedor de um plano de Severino Tavares de invadir e saquear a cidade do Crato(...)”.(blog Ct.).

Capitão José Bezerra

Às vezes, por mais experiente que seja uma pessoa, sua ânsia de ação, seu desejo de ferir, matar, ser ou praticar crueldades, o faz perder o senso de perigo. Foi o que aconteceu ao capitão José bezerra.

Então o comandante forma uma volante composta por: 

1 - Capitão José Bezerra
2 - 1º Sargento Anacleto Gonçalves Bezerra
3 - 2º Sargento José Marcolino Brasileiro
4- 2º Sargento Marcelino
5 - 3º Sargento Jaime Olímpio Rocha
6 - Cabo Benigno Gomes
7- Soldado Raimundo Pereira
8 - Josafá Torquato Gonçalves
9 - Soldado José Dantas (Corneteiro)
10 - Soldado Eugênio Cesário da Silva
11 - Soldado Álvaro Gomes Bezerra”(blog Ct.)

Isso aos dez dias de maio do ano de 1937. Partem na carroceria de um caminhão que a prefeitura cedeu ao comando. Ao passarem pela cidade do Crato – CE, o capitão é alertado pelo “tenente João Lima, comandante do destacamento daquela localidade, sobre o pequeno número de soldados”. Sendo a segunda pessoa a dizer-lhe que seu contingente era pequeno, mas, tendo a mesma resposta do capitão ‘- “São suficientes.”

Ao se aproximarem do local, o capitão manda parar o caminhão, dar ordem para dois de seus comandados que o guarneçam e, com o restante dos homens, segue, a pé para o propriedade informada...

De repente, uma mulher aparece, como que do nada, vinda de dentro da mata, passa gritando e correndo. O capitão e seus homens, com receio que ela desse o alarma, partem atrás dela que as pernas batiam na bunda...

De repente, quando a pequena tropa, comandada pelo capitão José Bezerra, se ver cercada por muitos ‘fanáticos’ do Beato, armados de foice e toras de pau...

Em pouco tempo, comandante e comandados estão com seus corpos no solo árido, quente e, naquele momento, regado por seus sangues...

Isso tudo por que, segundo os seguidores fanáticos do Beato José Lourenço, tinham a convicção de que ele, “ ao morrer(...) subiria aos céus montado no Trancelim(...)”.

Fonte Blog lampiaoaceso.com
Foto Blog Ct.
www.youtube.com
PS// imagem do animal meramente ilustrativa.

Fonte: facebook

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