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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

SOBRE PALAVRA "SERGIPE": A VERSÃO DE JOÃO VAMPRÉ

Material do acervo do pesquisador Antônio Corrêa Sobrinho
João Vampré (1868/1949)

O estanciano João Vampré (1868/1949) chegou à província de São Paulo aos dezoito anos de idade, radicando-se em Limeira e, depois, na capital paulista. Fez nome como jornalista e historiador dos costumes – folclorista, diziam no início do século XX – nas páginas do Diário Popular, no Comércio de São Paulo, Correio de São Paulo, Correio Paulistano e no Estado de São Paulo. Da terra bandeirante, retratou as festas de São João, Corpus Christi, da Santa Cruz do Pocinho, a dança dos Caiapós, e a figura de Fernão Dias Pais (cf. Guaraná, 1925, p. 148; Cordeiro, 1949, p. 288-289; Lima, 1984, p. 80).

Não deveria o Vampré ser pouco expressivo nesta São Paulo que ensaiava saltar de vila provinciana à metrópole, no final do século XIX, haja vista a sua participação como sócio fundador da Academia Paulista de Letras no distante 1909. Como dizem alguns enciumados, seria mais um desses curiosos personagens que, por absurda casualidade, insistira em nascer no modesto Sergipe, como os Joões Ribeiro da vida.

Ocorre que o literato João Vampré não parece ter rompido em definitivo os laços com a terra mãe e nem é de todo improvável que nela tenha exercitado o olhar antropológico que tanta projeção lhe trouxera em São Paulo. Prova-o seu trabalho sobre “O natal em Sergipe”, editado em italiano, bem como o verbete que discute o significado do vocábulo que dá nome ao nosso Estado.

O verbete foi publicado da Revista de Língua Portuguesa (Rio de Janeiro, n. 43, p. 25-26, set./out. 1926), veículo dirigido por Laudelino Freire – outro sergipano “acidental” – e faz parte de uma série de comentários filológicos divulgados nesse e em outros periódicos. Tais comentários foram, provavelmente, organizados no trabalho intitulado “Influência do Tupi nos nomes geográficos” (Rio de Janeiro, 1938/1940).

O único juízo que colhi sobre o Vampré tupinólogo não lhe foi muito favorável. Plínio Airosa, primeiro professor de Etnologia brasileira e Língua tupi-grarani, da Universidade de São Paulo, classificou o sergipano de “curioso” e ao seu trabalho como de “valor muito reduzido” (Airosa, 1954, p. 39-40). Como as verdades mudam de dono conforme o tempo e a embalagem, segue a transcrição paleográfica do étimo “Sergipe”, quase noventa anos após a primeira divulgação para que o leitor sergipano tire as suas próprias conclusões.

“O Brasil offerece um quinhão original no estudo da sua toponymia, na maior parte derivada da raça aborigene.

‘Quase todos os nossos nomes naturalisticos e geographicos’, como escreve o profundo polygrapho João Ribeiro, ‘dimanam dessa fecunda fonte que desalterou a imaginação primitiva. E os conquistadores, que tudo destruiram, não puderam apagar do arvoredo, dos rios e das montanhas essas vozes claras e sonora que ainda hoje palpitam e agonizam sobre o destroço das tribus vencidas”. Despertado por esta ordem de idéas, peço venia ao eminente patricio citado, a que consagro estas linhas, para tentar uma explicação da origem controvertida da palavra Sergipe. A lexeogenia do referido vocabulo, corruptela de Cerijipe ou Sirigipe, primitivo nome da illha de Villegaignon e assim graphado nos mais antigos documentos, não pode ser entendida senão pelos agrupamentos dos adjectivos adverbiaes Ceri e ipe, ligados pelo relativo j, como ensinaram os padres Montoya e Luiz Figueira, nas suas grammaticas da lingua tupy.

Manuseando o diccionario de Montoya, vê-se que Ceri significa ‘pouco’ e ipe ‘perto’. Os indigenas quizeram referir-se á situação de outros aldeamentos que ficavam mais afastados do ponto da sua taba principal; pretenderam elles designar por este termo idéa analoga á que exprimimos pelo temo ‘sertão’, isto é, ponto afastado ou pouco proximo. A consoante j introduzida no vocapulario tupy, por influencia portugueza, exprime relatividade da distancia em razão do ponto em que elles se achavam. Os relativos e os reciprocos têm grande valor na lingua geral dos indios, como ensinaram os referidos indianologos; o relativo j é empregado para substituir o primitivo i, quando o nome a que se liga principia por vogal, como se verificou no latim em relação ás linguas modernas que delle se derivaram. Assim, em vez de jaguara, japy, japecanga, se diriam primitivamente: iaguara iapy e iapecanga.

Se da propria estructura do vocabulo ‘Cerijipe’, sem alteração alguma, resulta uma significação propria, não temos o direito de dar-lhe semantica estranha, tal como ‘Rio de siris’ e outras.

Cada vez mais me convenço da affirmativa do padre Ives d’Evreux, na investigação dos nomes tupys, aplicados aos logares.

‘Os indigenas, muito sabios na formação dos designativos locais, compunham taes nomes, após deliberação em conselho, assignalando caractéres physicos da coisa nomeada, ou factos permanentes, taes como molestias endemicas, perigos constantes, etc.’

O systema geographico e´, além disso, o unico que acha conformação na estructura grammatical da lingua tupy e o que menos se presta a corrupções. Assim, a palavra ‘Ciará’ composta do relativo ‘Ci’ e do nome ‘araá’ que significa ‘molestia do calor’, como se pode verificar no lexico de Montoya, exprime perfeitamente um logar sujeito aos perigos da sêca.

Em nossa vaidosa presunção, vivemos a suppor que o indio barbaro na predicação dos nomes é tão futil como nós outros civilizados.”

Para citar este texto:

FREITAS, Itamar. Da palavra 'Sergipe': a versão de João Vampré. Jornal da Cidade, Aracaju, 31 ago. 2003.

Saiba mais sobre Vampré:
"Vampré -Uma família sergipana em São Paulo", de Luiz Antônio Barreto. http://infonet.com.br/luisantoniobarreto/ler.asp?id=94267&titulo=Luis_Antonio_Barreto

Fontes das imagens

Referências bibliográficas
LIMA, Jáckson da Silva. Os estudos antropológicos, etnográficos e folclóricos em Sergipe. Aracaju: governo do Estado de Sergipe/Secretaria de Estado da Educação e Cultura/Subsecretaria de Cultura e Arte, 1984.
VAMPRÉ, João. Étimo do vocábulo “Sergipe”. Revista de Língua Portuguesa, Rio de Janeiro, n. 43, p. 25-26, set./out. 1926.
VAMPRÉ, João. A influência do tupi nos nomes geográficos. An. Hidrog. Mar. Brasil, Rio de Janeiro, 1938/1940. (Obra não consultada).
AIROSA, Plínio. Primeiras noções de Tupi. São Paulo: sn, 1933.
AIROSA, Plínio. Apontamentos para a bibliografia da língua tupi-guarani. Boletim da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, São Paulo, n. 169, 1954. (A primeira edição é de 1943).
SAMPAIO, Teodoro. O tupi na geografia nacional. [São Paulo]: sn, 1928. (“Sergipe, ant. Cirigype, c. ciri-gy-pe, no rio dos siris. Alt. Sirigype, Sirgipe, Sergipe.” p. 306).
CORDEIRO, J. P. Leite. Necrológio de João Vampré. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, São Paulo, v. 49, p. 288-289, 1949.


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LAMPIÃO EM PAULO AFONSO



A saga do cangaço em Paulo Afonso e região.  Esse sim é um livro repleto de fatos pesquisados em longos anos de entrevistas com remanescentes.

Para adquirir: 75988074138 ou hotel Belvedere e supermercado Suprave.


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APELIDO VOLTA SECA


Por Antônio Corrêa Sobrinho

AMIGOS:

Ao ler o que disse Antônio dos Santos, apelido VOLTA SECA, o famoso cangaceiro do bando de LAMPIÃO, em entrevista concedida, em 1950, a um jornal carioca: que o apelido “Volta Seca” lhe foi dado por Lampião, em homenagem a um antigo cangaceiro seu, morto em combate na fazenda Molumbu, no estado de Pernambuco, fui buscar nos jornais notícia a respeito, nada encontrando. Todavia, obtive notícia de um cangaceiro de Lampião, também alcunhado de Volta Seca. Trata-se de JOÃO MANOEL DA SILVA, preso pela polícia alagoana em 1939. Leiam a matéria abaixo, do jornal A NOITE.

AS MULHERES ATRAPALHAM OS CANGACEIROS.

VOLTA SECA CONCEDE CURIOSA ENTREVISTA – ARREPENDIDO DA VIDA QUE LEVOU – ENTREGOU-SE À PRISÃO – LAMPIÃO ERA O ESTEIO DO CANGAÇO.

MACEIÓ, 20 (A. N. – Brasil) – Capturado há dias, no município de Mata Grande, por uma força volante alagoana, ao penetrar no território de Alagoas, foi transferido para a Penitenciária desta capital o bandoleiro “Volta Seca”. Chama-se João Manoel da Silva, com 35 anos de idade e natural daquele município. Pertencia ao grupo de “Moreno” e “Tempestade”, no qual há duas mulheres que, segundo acrescentou, atrapalham a atividade dos companheiros. E explicou:

- Às vezes, por muito tempo, pois quase todos os anos elas se tornam mães. Nessas ocasiões eles servem de “parteiras”. As crianças são entregues a quem entendem. Um filho de “Tempestade” está sendo criado pelo vigário de Brejo dos Santos, no Ceará.

“Volta Seca” declarou ainda que Lampião era o esteio do banditismo. Atualmente os poucos restantes só fazem fugir das forças volantes, internando-se nos matagais. Por isso decidiu-se a deixar o cangaço, entregando-se às autoridades. Ao ser preso apresentava cabelos grandes até os ombros. Confessa-se arrependido da vida que levou e, ao ser perguntado quantos filhos tivera seu pai, baixando a cabeça, respondeu:

- Quatro, pois eu não presto mais pra nada. Estou fora da conta...

Diário da Noite (RJ) – 21.10.1939


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LUTO!



FAMÍLIA PIRES EM IMBURANINHA - SÍTIO FORMIGA - SÃO DOMINGOS DE POMBAL.

Lamento informar o falecimento de Givanildo Pires (Teté) ocorrido na manhã deste domingo no Hospital de Traumas de Campina Grande, onde se encontrava internado desde terça feira, dia (18), vítima de um acidente de trabalho. 

A família, a Teté Loura, Berenice Barbosa e amigos meu profundo sentimento de pesar!


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NOTA DE PESAR!



O grupo Relembrando Mossoró comunica o falecimento do subtenente da polícia - o mossoroense Francisco Zacarias de Souza que faleceu hoje pela madrugada, aos 51 anos de idade, vítima de um câncer e foi sepultado hoje à tarde, no Cemitério Novo Tempo, nesta cidade, que o sempre trabalhou, servindo a população com garra e coragem. Agora o que resta é a lembrança e a saudade para sempre. 

Nossos sentimentos aos familiares e amigos, um forte abraço de conforto do grupo Relembrando Mossoró.


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domingo, 23 de fevereiro de 2020

HOJE FOI DIA DE MATO

*Rangel Alves da Costa

Hoje, em pleno sábado de carnaval, eu preferi tornar o meu dia num dia de mato. Quer dizer, ao invés de estar na cidade acompanhando as folias carnavalescas, peguei a estrada e fui conhecer outros sertões do meu sertão.
Ao amanhecer e o itinerário já estava certo. E o destino era uma comunidade chamada Garrote do Emeliano – ainda que não seja formada por habitações conjuntas, mas em propriedades ladeando umas às outras.
O Garrote do Emeliano, assim denominado em homenagem a Emeliano Vito da Silva, um senhor de profunda religiosidade que possuía moradia, está localizado nas proximidades do povoado Santa Rosa do Ermírio, no município de Poço Redondo, sertão sergipano do São Francisco.
Nesta região, minha intenção primeira – como de fato aconteceu – era visitar o amigo Marcos Moreira, um exímio artesão que me despertou curiosidade pelas miniaturas de carros antigos que faz em madeira. Uma perfeição.


A família de Marcos é maravilhosa, animada, muito acolhedora. Seu pai, um misto de criador e agricultor, parece viver e respirar sua terra, seu rebanho, suas criações. Sua mãe, que depois revelou sua maestria artística em tecidos, outra pessoa maravilhosa. Assim também com sua cunhada e outro senhor que ali faz moradia.
Interessantes também os três sobrinhos de Marcos, o pequenino Fael, e seus irmãos Emanuel e Larissa. Que meninos ativos, brincalhões, conversadores, nos seus moldes de todo menino que se expões em plenitude perante sua idade. E falavam, e explicavam, mostravam coisas interessantes pelos arredores. Três amores de crianças.
A arte produzida por Marcos é de uma beleza sem igual, coisa mesmo de quem tem muito cuidado e paciência para trabalhar a madeira e a tudo transformar em miniaturas de ônibus, tratores, carros-pipas, caminhões, caminhonetes, uma gama imensa de veículos, principalmente antigos.
De sabor sem igual o almoço servido após o meio-dia. Galinha de capoeira, macarrão, arroz, feijão e, como sobremesa, mel de abelha legítimo e ali mesmo produzido e umbuzada. Uma panelada de umbuzada, feita no capricho, que quanto mais era bebida mais se tinha vontade de colocar mais. Meu gosto era tanto que a mãe de Marcos compreendeu meu apetite pela iguaria sertaneja e me presenteou com uma vasilha cheia.


Depois da despedida de tão proveitosa visita, já na estrada resolvemos fazer outras visitas pelos arredores. Seguimos, então, em direção a casa de Dona Guiomar Vito. Esta senhora quase sexagenária é uma das matriarcas de uma importante família dos sertões de Poço Redondo: a Família Vito.
A Família Vito, passando de geração a geração, perpetua diversas feições da cultura sertaneja, pois desde os tempos antigos que preservam a arte dos pífanos, do aboio e da toada, dos folguedos e de diversas tradições. Dona Guiomar Vito ainda hoje é reconhecida pelos seus dotes no samba-de-doce, tanto como emboladeira (cantora de coco) como dançante.
Encontramos Dona Guiomar ao descanso da tarde, mas assim que chamada em seu quarto, logo surgiu alegre e sorridente. O peso da idade mostra suas marcas em Dona Guiomar, pois tem dificuldades para ouvir e também enxergar, além de caminhar quase sempre com bengala ou amparada por parente.
Perante Dona Guiomar, apresentei-me como filho de Alcino e logo vi nascer um sorriso na face. Relembrou meu pai e minha mãe e daí em diante pareceu mais encorajada para falar. Perguntada sobre os seus dotes no samba-de-coco, disse que naquela idade já não fazia mais nada. Mas para nossa surpresa, a velha matriarca logo começou uma cantoria de indescritível beleza. E cantou embolada como se estivesse numa roda de samba. Que força persiste e resiste nesta mulher!


O último destino foi uma visita a velha casa daquele que dá nome ao local: Emeliano. A velha moradia, no barro batido, ainda está de pé. Seu filho Antônio abriu suas portas e adentramos num mundo de religiosidade tão antiga como a própria fé. Retratos antigos pelas paredes, imagens de Padre Cícero e Frei Damião, objetos do passado, raízes ainda preservadas pela família.
Assim, um dia de mato, mas também de história, de arte, de cultura, de religiosidade e tradições.

Escritor
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CAVALO DO CÃO (ZÉ RAMALHO E ELBA RAMALHO)


Acervo do Paulo Silva

A música retrata um período da história do Brasil em que o Cangaço dominava no Nordeste brasileiro.

Corriam os anos trinta No nordeste brasileiro Algumas sociedades lutavam pelo dinheiro Que vendiam pelas terras Coronéis em pé-de-guerra Beatos e cangaceiros E correr da volante No meio da noite, no meio da caatinga Que quer me pegar Na memória da vingança Um desejo de menino Um cavaleiro do diabo Corre atrás do seu destino Condenado em sua terra Coronéis em pé-de-guerra Beatos e cangaceiros... E correr da volante No meio da noite, no meio da caatinga Que quer me pegar.


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DE 11 A 13 DE JUNHO DE 2020...


Por Geraldo Júnior

... a cidade baiana de Paulo Afonso, terra natal de Maria Bonita, sediará o "Cariri Cangaço" o maior evento existente relacionado ao tema.

A cidade de Paulo Afonso (Bahia) e Poço Redondo (Sergipe), são consideradas as duas cidades que mais forneceram membros para as hostes de Lampião e por essa razão a cidade baiana tem fundamental importância dentro do contexto da história cangaceira e consequentemente Nordestina.

Não percam.
De 11 a 13 de junho.


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POSSIVELMENTE.

Por Geraldo Júnior


O Canal "CANGAÇOLOGIA" (YouTube) está prestes a alcançar a marca de 100.000 inscritos e para comemorar traremos um documentário onde apresentaremos um depoimento do nosso estimado amigo Vilson da Piçarra, neto do fazendeiro e coiteiro Antônio da Piçarra, dono da Fazenda Piçarra, local em que Lampião costumeiramente buscava apoio e proteção e onde o cangaceiro Sabino Gomes o "Sabino das Abóboras" veio a ser baleado na noite de 13 de março de 1928, por uma Força Volante sob o comando do Tenente Arlindo Rocha, vindo a ser executado pelos próprios companheiros, dois dias após o ocorrido, devido a gravidade dos ferimentos.

Vilson da Piçarra, nato contador de histórias e guardião dos fatos e acontecimentos que aconteceram na Fazenda Piçarra e região, esclarecerá alguns pontos a respeito do assunto.

Imperdível.


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sábado, 22 de fevereiro de 2020

LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
franpelima@bol.com.br
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

LIVRO CORISCO A SOMBRA DE LAMPIÃO

Por Francisco Pereira Lima

A recomendação bibliográfica de hoje: 
CORISCO: A Sombra de Lampião, de Sérgio Augusto S. Dantas. 
Um excelente livro sobre essa figura emblemática do Cangaço. 

franpelima@bol.com.br e whatsapp 83 9 9911 8286.

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LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Sobre o escritor

Licenciado em Letras e Literatura Brasileira pela Universidade de Brasília (UnB), pós-graduado em Linguagem Psicopedagógica na Educação pela Cândido Mendes do Rio de Janeiro, professor do Instituto de Português Aplicado do Distrito Federal e assessor de revisão de textos em órgão da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Ministério da Defesa, Luiz Serra é militar da reserva. Como colaborador, escreveu artigos para o jornal Correio Braziliense.

Serviço – “O Sertão Anárquico de Lampião” de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016.

O livro está sendo comercializado em diversos pontos de Brasília, e na Paraíba, com professor Francisco Pereira Lima.

franpelima@bol.com.br

Já os envios para outros Estados, está sendo coordenado por Manoela e Janaína,pelo e-mail: anarquicolampiao@gmail.com.

Coordenação literária: Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563 leidisilveira@gmail.com.

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O RÁDIO EM MOSSORÓ

Por Edvaldo Morais

(No registro fotográfico, José Maria Madrid ao lado de Luiz Gonzaga, em evento promovido pela Rádio Rural.)

Notícias da Cidade – com José Maria Madrid - (por Edvaldo Morais – publicado no Boletim da Fundação Vingt-Un Rosado em janeiro/2020).

Lembro que, nos idos de 70, sob o calor causticante do meio dia, costumava ouvir rádio no alpendre da nossa casa da Rua Coronel Fausto, Alto da Conceição. Era quando a Difusora de Mossoró, com o prefixo ZYI-20, levava ao ar: “Notícias da Cidade”, cujo slogan era “o mais antigo e criterioso informativo local”. A trilha musical do noticiário era bastante identificada em toda cidade. 

Se fosse ouvida em um outro horário, algo de anormal estaria acontecendo, era uma edição extraordinária, com certeza. Um dos melhores locutores noticiaristas da atração foi, sem sombra de dúvidas, José Maria Neto, ou José Maria Madrid, como ficou popularmente conhecido nas lides radiofônicas. Natural de Santa Cruz/RN, Zé Maria deixou um reconhecido legado. De uma voz firme e vibrante, com perfeita dicção, foi um verdadeiro mestre dos microfones, tanto em estúdio quanto nas coberturas externas. 

Além das rádios de Mossoró, sua voz foi escutada por cearenses e paraibanos, quando atuou em emissoras dos vizinhos estados do Ceará e da Paraíba. Autêntico profissional, que infelizmente deixou se levar pelo vício do álcool, prejudicando consideravelmente sua carreira profissional e vida familiar, chegando ao ponto de ser atropelado por uma locomotiva, próximo ao Sítio Bom Jesus, no dia 20 de dezembro de 1994, vindo a óbito, com 55 anos de idade. Deixou saudades e uma lacuna jamais preenchida no rádio mossoroense.

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FEIRA NOVA, SERGIPE, CIDADE SURGIDA EM DECORRÊNCIA DO CANGAÇO DE LAMPIÃO

Material do acervo do pesquisador Antônio Corrêa Sobrinho
As imagens são minhas, capturadas hoje, quando de passagem pelo pequeno burgo sergipano.

A cidade de Feira Nova, distante 104 quilômetros da capital Aracaju, nasceu de uma feira de trocas de animais criada por comerciantes na década de 1930. O objetivo era evitar que os habitantes saíssem para fazer suas compras em cidades vizinhas e fossem atacados pelo bando de Lampião, o cangaceiro mais temido do sertão. A denominação marcou tanto que foi mantida após a emancipação do município, ocorrida em 1963.

As imagens são minhas, capturadas hoje, quando de passagem pelo pequeno burgo sergipano.

O povoado surgiu de uma fazenda chamada Logrador (Logradouro). Parte das terras, a maioria pertencente a Domingos Dias de Souza (Domingo Bolachão), foi adquirida por José Alves de Queiroz (Fifio), que passou a habitar no pequeno povoado onde já residia José Lino de Souza, um comerciante de peles de animais. Fifio teve a ideia, junto com José Lino de Souza, de montar uma bodega e transformar parte daquele ambiente em um pequeno centro de troca e venda de gado e couro.





Na época, os moradores da redondeza faziam as compras nas feiras das cidades vizinhas, Nossa Senhora da Glória e Nossa Senhora das Dores. Eles viviam aterrorizados com as histórias de atrocidades praticadas pelo bando do cangaceiro Lampião, que rondava a região e tomava as mercadorias dos feirantes. Por causa disso, com a colaboração de comerciantes destemidos de Glória e Dores, a feira livre foi implantada no próprio povoado.

Fonte: Internet

Mapa wikipedia


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UMA EXCELENTE INICIATIVA!!

https://www.youtube.com/watch?v=rhVfsJdV64E&feature=share&fbclid=IwAR1gyE-vFLdpqxn-Le24GRnfLhK84eFgYhlhCSbsZxQewbck6KLBTa04XaI


GECC - Programa 1 Primeiro programa do GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, em que teremos a cada programa convidados para debater os mais diversos temas relacionados a arte, cultura, letras e história do nordeste e do Brasil. https://youtu.be/rhVfsJdV64E

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UM VÍDEO QUE FOI PRODUZIDO PELA MINHA QUERIDA AMIGA... MABEL NOGUEIRA... DE SAUDOSA MEMÓRIA,,,



... onde o historiador Luiz Ferraz Filho, mostra o túmulo do Tenente João Gomes de Lira e conta um pouco da história desse bravo "Nazareno", que dedicou anos de sua vida no combate ao cangaceirismo nos sertões do Nordeste.


Nesse documentário o historiador Luiz Ferraz Filho mostra o túmulo onde está sepultado o Tenente João Gomes de Lira, que no passado integrou a Força Policial de Nazaré, cujos integrantes eram conhecidos como "Nazarenos", principais inimigos de Lampião e apontada como uma das Forças Volantes mais atuantes e temidas entre aquelas que atuavam em repressão ao banditismo/cangaceirismo durante o período do cangaço. Filmagem: Mabel Cristine Nogueira Sousa Geraldo Antônio de Souza Júnior

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CONHECEDORES DA NOSSA HISTÓRIA_03

Vídeo do cineasta Aderbal Nogueira

PROFESSORA LUITGARDE BARROS, FALA SOBRE O POLÊMICO RELACIONAMENTO DE PADRE CÍCERO E LAMPIÃO.



Tema:O Polêmico Relacionamento de Padre Cícero e Lampião Depoimento: Profª Luitgarde Barros.

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PREPAREM A CARNE SECA, A FARINHA E A RAPADURA... SEM ESQUECER DA "ZINEBRA" E DA "GASOSA"... QUE TAMBÉM NÃO PODEM FALTAR NO BORNAL... PORQUE VEM COISA BOA POR AÍ...



O nosso amigo e confrade José Francisco Gomes de Lima (Grupo "Lampião - Governador do Sertão) esteve recentemente na cidade de Barro/CE, cidade que por inúmeras vezes visitei durante a década de 1990, e acompanhado do historiador e pesquisador Sousa Neto (Barro/CE), gravou um vídeo na antiga casa do coronel José Inácio de Souza "Zé Inácio do Barro", mostrando a antiga casa que no passado abrigou e serviu de coito para cangaceiros renomados tais como: Sinhô Pereira, Luiz Padre, Lampião, entre tantos outros nomes do cangaceirismo nordestino.

Nesse vídeo vocês conhecerão o lado externo e interno da casa e o mais importante... ouvindo parte da história através de um dos maiores conhecedores da história envolvendo o celerado coronel e seus "pupilos"... quero dizer... cangaceiros.

Em breve no canal... CANGAÇOLOGIA.


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