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sábado, 28 de março de 2015

O Cariri Cangaço chega ao Casarão de Patos

Caravana Cariri Cangaço no Casarão de Patos

Após a Conferencia de João Antas na Capela de São Sebastião, manhã de sexta, dia 20 de março de 2015, a Caravana Cariri Cangaço se dirigiu para o famoso Casarão de Patos, a cerca de 1 km do centro do povoado, quando foram recebidos pelos descendentes do Major Floro; pai de Xanduzinha e sogro de Marcolino Diniz; representados pela senhora Maria Lucilene Rodrigues Diniz. "É importante notar que aqui no começo do século vinte tínhamos um forte parque industrial, mostrando a pujança de Patos de Irerê, que além disso ainda tinha e tem um dos melhores solos da região" complementa o pesquisador de Natal, Ivanildo Silveira.

O Casarão de Patos atualmente se encontra em adiantado estado de abandono, o patrimônio histórico representado pelo imóvel corre sérios riscos, inclusive, de não suportar o quadro de chuvas que se avizinha. "Aqui Marcolino botou os olhos em Xanduzinha, filha do Major Floro e deu a ela 15 dias para ela acabar seu noivado com um primo médico de Recife; com dois dias Xanduzinha havia enviado uma carta ao noivo, acabando tudo; daí em pouco meses estavam casados. Foi uma semana de festa neste terreiro aqui do Casarão", revela João Antas.

Neli Conceição, Louro Teles, Jair Tavares e Emmanuel Arruda
Alcides Carneiro e... Afranio Gomes, Tomaz Cisne e Vagner Ramos
Diana Rodrigues, Maria Amélia, Lucilene Diniz e Manoel Serafim
Carlos Alberto

Para o Secretário de Cultura de Aurora, pesquisador e escritor José Cícero Silva: " Um evento como diria o velho sertanejo: Porreta ! Iniciativa da "bexiga lixa" que a propósito podia muito bem ser mais bem vista pelo poder público no sentido de gerar divisas, emprego e renda para a comunidade através do fomento ao turismo, e e´vital a restauração e o tombamento deste patrimônio". Já o pesquisador e profissional da área de turismo, Rostand Medeiros lamenta: " Infelizmente o velho Casarão de Patos está arquejando e prestes a cair o resto que ainda esta de pé, quando eu o conheci, na companhia de meu amigo Sérgio Dantas, ainda tinha muita coisa para se ver, infelizmente hoje a situação é tristemente diferente".

Emmanuel Arruda e Ana Lúcia
Josefa Neta, Carlos Eduardo, Ângelo Osmiro e João Antas
Cristina Amaral Lira e Manoel Severo
Sousa Neto e Professor Pereira
José Tavares Neto
Caçula Aguiar, Manoel Severo e Humberto Paz
Ivanildo Silveira, João de Sousa Lima, José Tavares Neto, Juliana Pereira e a Caravana Cariri Cangaço
 Jose Cicero Silva e Manoel Serafim
Sônia Jaqueline, Ingrid Rebouças, Diana Rodrigues, Reginaldo Rodrigues e Patricia Brasil
Lívio Ferraz e Vagner Ramos

Com o cuidado que a situação do Casarão de Patos inspirava, no que diz respeito a integridade física dos participantes, foi orientado pela organização do Cariri Cangaço que não entrassem no imóvel, resumindo apenas nos registros externos do grande casarão. "E Pensar em tanta história que aconteceu aqui, a invasão a Patos de Irerê, a tomada do Casarão por Clementino Quelé e a grande retomada do mesmo por parte dos homens de Marcolino Diniz, resgatando sua amada Xanduzinha, realmente é algo sensacional. É uma pena que esteja nesse estágio de abandono" comenta a pesquisadora Juliana Pereira de Quixadá.

A secretária de cultura de Lavras da Mangabeira, no Ceará, poetisa e escritora Cristina Couto " nos resta parabenizar ao Cariri Cangaço pelo belo evento, um verdadeiro resgate da historia do nordeste brasileiro, possibilitando a reedição dessa mesma história". Já o representante da Academia de Letras de Crateús, também do Ceará, escritor Humberto Paz, "O Cariri Cangaço foi o evento mais grandioso e espetacular que já participei, fico extremamente agradecido por ter tido a oportunidade de viver este momento tão especial e rico. É fato incontestável que nenhum movimento de cunho cultural, no Brasil, se assemelha à grandiosidade do projeto Cariri Cangaço, parabéns!"

Joao Vanildo, Manoel Severo e Josefa Neta
Roberto Soares e Manoel Severo
João Antas e Miran Basílio
Pedro Bruno e Pedro Barbosa
Raimundo Cândido
Ezequias Aguiar, Sousa Neto e Carlos Eduardo
Oleone Coelho Fontes, Edson Lima e Cristina Couto
Bacamarteiros do Pajeú
 Ezequias Aguiar, Ângelo Osmiro, José Cícero, Sousa Neto, Professor Pereira
Pedro Bruno e Ingrid Rebouças
Casal Lamartine Lima

Manoel Severo curador do Cariri Cangaço fala do significativo momento em Patos de Irerê: "São dois sentimentos; primeiro de imensa gratidão a João Antas, a Rúbia Matuto, a Neta, a Elizabeth, a Lucilene, enfim a todos que nos proporcionaram momentos tão importantes e emocionantes. Sem dúvidas testemunhamos nesta manha de sexta-feira, dia de 20 de março, uma grande festa, e que tomou o coração e a alma de todos. Foi sensacional. O segundo sentimento é de preocupação. Desde a primeira vez que estivemos visitando o Casarão de Patos que entendemos ser urgente uma ação decisiva na direção da restauração de tão precioso patrimônio, com humildade entendemos a longa caminhada a ser percorrida para que possamos ter esse intuito. Hoje tivemos a grata satisfação de sermos recebidos por uma das descendentes; herdeiras do imóvel, a senhora Lucilene Diniz; como também testemunhamos a boa vontade e a disposição do poder público municipal em assumir ao lado de todos, esse desafio. Dessa forma esperamos que possa haver um diálogo franco, sincero, profícuo, entre todos os interessados; herdeiros, poder público, ministério público, grupos de pesquisa, universidades, para concretizarmos esse sonho. O Casarão de Patos, não pertence só a Patos de Irerê, não pertence só a Paraíba, pela sua grandeza e a magnitude de sua história, na verdade, pertence ao Brasil."

Cariri Cangaço Princesa
Dia 20 de Março de 2015
Casarão de Patos
Patos de Irerê, São José de Princesa, Paraíba

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2015/03/o-cariri-cangaco-chega-ao-casarao-de.html

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UMA FOTO INÉDITA NO GRUPO. QUEM SÃO? DIÁRIO DE NOTÍCIAS 28 DE JULHO DE 1969

(Trecho do meu livro sobre Volta Seca) Robério Santos

No domingo 24 de julho de 1969, dias antes da data de morte dos 11 de angico, Antônio dos Santos camuflado de "Volta Seca" e Sérgia Ribeiro de “Dadá” chegam por volta das 21:30 para um “julgamento” ao vivo na TV Tupi num programa chamado “Advogado do Diabo”, produzido por Marcos Rey e apresentado por Leopoldo Heitor. A chamada brilhava nos olhos dos leitores do jornal Diário de Notícias.

Leopoldo Heitor: Lampião é inocente.
Batista Linardi: Lampião é culpado.

LAMPIÃO É JULGADO PELA PRIMEIRA VEZ

Um autêntico Tribunal foi montado para julgar Virgulino Ferreira, pela alcunha “Lampião”, sua companheira Maria Bonita e todo o bando que por tanto tempo aterrorizou o Nordeste. Leopoldo Heitor tem argumentos que inocentam os cangaceiros. Batista Linardi diz que pulverizará esses argumentos. Não percam o sensacional julgamento. Presentes “Volta Seca”, ex cangaceiro e inspirado compositor (“Acorda Maria Bonita”), e Dadá, a mulher do temível “Corisco”. 

O ADVOGADO DO DIABO

HOJE, às 22:15
Canal 4 – TV Tupi
Produção de Marcos Rey
Apresentação de Leopoldo Heitor

. Os jornais e emissoras de TV anunciavam aos quatro ventos o grandioso acontecimento. Os dois protagonistas sentam um lado a lado do outro e o programa começa. Após as apresentações, abrem a palavra a Dadá e ela solta.

- Tudo que dizem sobre Lampião é mentira! O capitão era um homem bondoso, um verdadeiro santo!

Volta Seca olha para o lado, discorda de algumas coisas e fala outras.

- Além de mentirem sobre Lampião, mentiram sobre mim. Não nego que participei de combates, mas dizer que matei três em queimadas foi mentira. Dizer que meu corpo era crivado de balas, era mentira. Hoje sou honesto, compus “Acorda Maria Bonita” e ganho minha vida.

- Quem disse que você compôs? Tu mudou a letra apenas e gravou dizendo que era sua. Vou cantar a certa aqui ao vivo pra todo mundo ver.

Dadá solta a voz e canta a música, parecia, mas a letra mudava um pouco. Durante a entrevista, o folclorista Euricledes Formiga defendeu Lampião exibindo fotos do bando. Ele disse que os cangaceiros agiam em defesa dos humildes. Também presente na noite o romancista Paulo Dantas que rebateu os “eufemismos” direcionados aos cangaceiros alegando que eram bandidos como qualquer outro.

A entrevista se tornou um vivo debate. O apresentador Leopoldo Heitor defendeu dizendo que não se pode comparar o cangaço com o banditismo das grandes cidades na época. Salientou que só no sertão existia a máxima “olho por olho, dente por dente”. Programa acabado e durante a semana fortes críticas negativas cairiam sobre o programa, pois alegavam que estavam dando ênfases demais ao banditismo tendo tanta coisa boa a ser focada em 69...

Fonte: facebook

Página: Robério Santos


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DELICIEM-SE COM A MATÉRIA.


Fonte: facebook
Página: Robério Santos

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sexta-feira, 27 de março de 2015

LAMPIÃO EM ITUMIRIM BA (ATUAL JUACEMA)

FOTO 01 - Senhora Ivonice Mendonça / Filha de Zeca Mendonça, hoje com 79 Anos.

Ao anoitecer do dia 02 de Julho de 1929, acompanhado de 12 cabras, Lampião chega a Itumirim BA (atual Juacema) e segue direto para a casa do Sr Zeca Mendonça, previamente alertado por informantes que tratava-se do homem mais potentado do lugarejo, solicita almoço. 

 FOTO 02 Ruínas da estação de Itumirim BA)

Enquanto a esposa do comerciante Dona Cândida prepara a comida, os cangaceiros iam dando conta do que encontravam na bodega que ficava ao lado da casa. 

Lampião pagou 50 mil reis, tomou emprestado 2 cavalos e 01 rifle e dirigindo-se a estação de trem, deteve os dois funcionários, Despejaram querosene na estação e atearam fogo.


(Fonte: Lampião a raposa das caatingas - José Bezerra/Lima e Irmão).

Fonte: facebook

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FOTO INÉDITA......Casal de cangaceiros, SILA e, ZÉ SERENO


FOTO INÉDITA. Casal de cangaceiros, SILA e, ZÉ SERENO, e um desconhecido. 

Foto, possivelmente, tirada em São Paulo...

Cortesia: Geraldo Júnior

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EM JOÃO PESSOA, PARAÍBA, O HISTORIADOR JOÃO DE SOUSA LIMA RECEBE UMA COMENDA HOMENAGEANDO SEU TRABALHO COMO PESQUISADOR E ESCRITOR

Por João de Sousa Lima

O grupo de Mulheres "Mãos Estendidas", da associação dos moradores  de Mangabeira IV, através de Nilda Passoni, homenagearam o historiador e escritor João de Sousa Lima, representante da cidade de Paulo Afonso.

com uma palestra sobre as Mulheres Cangaceiras, João de Sousa Lima falou da importância da preservação da história sobre as Mulheres no Cangaço e da valorização da mulher na sociedade.

PALESTRA DO ESCRITOR João De Sousa Lima, de Paulo Afonso-BA, sobre a mulher no cangaço, promovida pelo Grupo MÃOS ESTENDIDAS, na Associação dos moradores de Mangabeira IV, onde foi entregue ao palestrante uma comenda das mãos da Sra. Maria do Carmo de 110 anos de idade. Neli Conceição, filha dos Cangaceiros Moreno e Durvinha, foi também homenageada, recebendo uma comenda das mãos da organizadora do evento, Nilda Alves Passoni. O GPEC -  Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço estava presente ao evento, representado pelos membros Narciso Dias, Jorge Remígio, Jair Tavares,João Bezerra e os amigos Osvaldo e Emmanuel Arruda.

O evento ainda contou com a presença do Recifense Osvaldo.
João Pessoa, 26/03/2015

Nilda, João Lima e Nely
O GPEC participou ativamente do komento


Maria do Carmo, 111 anos, entregou a Comenda a João de Sousa Lima




João de Sousa Lima é escritor, pesquisador, autor de 09 livros. Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC - Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço. Telefones para contato: 75-8807-4138 9101-2501
E-mail: joaoarquivo44@bol.com.br joao.sousalima@bol.com.br

http://www.joaodesousalima.com/2015/03/em-joao-pessoa-paraiba-o-historiador.html

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MAIS UM LIVRO DO ROBÉRIO SANTOS

Por Robério Santos

É com todo orgulho que apresento a vocês mais um filho posto ao mundo, meu novo livro VOLTA SECA. A Obra que foi sendo preparada paralelamente ao livro "O Cangaço em Itabaiana Grande" e "Lampião e Volta Seca em Itabaiana" está pronto, apenas faltando alguns ajustes. 

Fotografias inéditas e abriremos um debate sobre a entrada de crianças no cangaço, o julgamento de Volta Seca, sua infância pobre no Saco Torto, o artesão, o músico, o crítico de cinema, o pai de família, o reprodutor, a fama repentina e a pobreza... 

O livro é dividido em quatro partes: 

Infância/Cangaço/Cadeia/Liberdade e terá em torno de 300 páginas. 

Lançamento? Bem... Ainda este ano, se o milho pendoá cedo. Estou muito feliz por conhecer a família dele e sua história épica... Vale a pena esperar. E aí, vamos ler mais? Aproveite e adquira os outros meus dois sobre o cangaço e tenha completa a coleção. Tenho mais três livros sobre o cangaço para os próximos anos: O Neo Cangaço; Álbum do Cangaço e O Cangaço No Exterior (Como os jornais gringos trataram o Cangaço). 

Ufa... Agradeço imensamente ao Rubens Antônio, ao Antônio Corrêa Sobrinho, ao Voltaseca Volta, a Juliana Pereira, Adauto Silva, Geziel e tantos outros que contribuíram para que isso fosse possível.

Fonte: facebook

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Marcolino e Lampião, Elos de um Passado Presente...

Marcolino Diniz, sentado ao centro

Um dos momentos altos do Cariri Cangaço Princesa 2015 em Patos de Irerê foi a conferencia do grande memorialista João Alberto Antas Florentino. Por mais de duas horas os convidados que lotaram a Capela de São Sebastião puderam "beber da fonte" com João Antas, um profundo conhecedor da história do povoado de Patos de Irerê e das "ligações perigosas" entre Marcolino Diniz e Virgulino Ferreira da Silva. Ao final um importante e lúcido debate aprofundando o assunto, tendo como participantes da Mesa; Ângelo Osmiro de Fortaleza, mediador; e ainda Jorge Remígio e Narciso Dias, de João Pessoa, José Cícero Silva de Aurora e Archimedes Marques de Aracaju, como debatedores.

 João Antas e a Conferência sobre as ligações de Marcolino e Lampião
 Ângelo Osmiro, moderador da manha em Patos de Irere
Ivanildo Silveira e as fotos do Major Floro

"Nossos ancestrais vieram da Itália, havia naquela época a tradição de mudar o sobrenome da família quando se chegava numa outra pátria, dessa forma os que vieram parar aqui, mudaram o nome para Florentino, uma referencia à suas origens em Florença na Itália; esse povoado foi batizado de Patos de Irerê, em função de um tipo de pato existente aqui, na verdade deveria ser só Irerê, mas acabou ficando Patos de Irerê" Ressalta João Antas. 

"O mais impressionante por ocasião da visita marcante do Cariri Cangaço a Patos de Irerê foi a presença maciça das famílias do distrito, na verdade houve uma grande festa com as pessoas saindo de suas casa para receber a Caravana Cariri Cangaço, confraternizarem-se juntas e acima de junto, compartilharem este extraordinário recorte de sua própria história" comenta Aderbal Nogueira, de Fortaleza.

 Já Antônio Edson Lima confessa: "Viajei sozinho 600 km (só ida) para participar do Cariri Cangaço Princesa; se a quilometragem fosse o dobro, hoje eu também teria ido. É até um tanto difícil eternar o que senti e o que sinto. Eu olhava aquilo tudo, o Casarão de Patos, a casa de Marcolino Diniz, as pessoas, as histórias, os escritores; pessoas simples e amigas; com o entusiasmo de quem parece ter vivido um pouco daquelas coisas. Agradeço tudo isso a Família Cariri Cangaço, vocês são arretados, botaram para quebrar, parabéns pela grandeza do evento".


 
 Ângelo Osmiro
 José Cícero Silva
 Archimedes Marques
 Jorge Remigio
 Narciso Dias
 Rostand Medeiros
 Diana Rodrigues
Rosane Pereira

O grande João Antas do alto de sua experiência de vida e muitos caminhos percorridos se emocionou por várias vezes durante o Cariri Cangaço em Patos de Irerê, por muitas vezes era possível perceber o brilho e as lágrimas em seus olhos, fruto do que ele mesmo confessa "é muita emoção está vivendo isso tudo ao lado de vocês, vou guardar o Cariri Cangaço em meu coração" e confirma, "aqui Lampião mantinha o respeito por todas as famílias, sua forte ligação com Marcolino e Zé Pereira, desde da época do balaço em seu pé e do assassinato do juiz em Triunfo quando Lampião tirou Marcolino da prisão, essa relação só amiudou. Aqui Lampião chegava nessa casa que vocês conheceram, tomava sua pinga ou conhaque, jogava carta e ficava "descansando", ele de um lado da mesa e Marcolino do outro, quando havia algo suspeito, Lampião era alertado por Marcolino" e diz ainda: "ai de quem desobedecesse ao Dr Marcolino; doutor porque ele cursou até o segundo ano de direito; ele ficava naquela calçada alta, de terno branco, ditando tudo aqui na região".

Ao final da brilhante conferencia de João Antas na capela de São Sebastião em Patos de Irere, os convodados do Cariri Cangaço se deslocaram ao famoso Casarão de Patos.

Cariri Cangaço Princesa
Dia 20 de Março de 2015
Patos de Irere, São José de Princesa, Paraíba

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2015/03/marcolino-e-lampiao-elos-de-um-passado.html
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"O GLOBO" - 21/07/1984 NUM SÓ DISCO, O QUE HÁ DE MELHOR NA MÚSICA DO CANGAÇO

Por Antônio Mafra

SÃO PAULO – De “Mulher rendeira” a “Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor”, esta última, uma recente toada em versos de martelo agalopado, de Otacílio Batista e Zé Ramalho, o cangaço sempre foi um bom filão para os compositores brasileiros. Dele, saíram obras esporádicas enaltecendo o movimento ou um de seus personagens, que, na maioria dos casos, nunca foram retomadas. “A música do cangaço”, álbum do Selo Eldorado lançado há menos de dois meses, reúne as melhores e mais significativas canções que a população urbana já ouviu sobre a saga de Lampião e seu bando, compondo, com o texto de Fernando Portela, que acompanha o disco, um painel histórico que até mesmo o mais leigo vai entender.

“A música do cangaço” começa com “Olha a pisada” (Zé Dantas e Luiz Gonzaga), interpretada pelo Rei do Baião. A inclusão desta música é ainda mais válida porque recupera versos de “Mulher rendeira” – “Ô Ô mulher rendeira/ Ô Ô mulher rendá/ Chorou por mim não fica/ Soluçou vai no emborná” – que estavam esquecidos.

“Cavalos do cão” (Zé Ramalho), a canção seguinte, um xaxado que lembra as harmonias que Elomar Figueiredo descobriu nas suas pesquisas em busca de uma linguagem musical do sertão brasileiro, dá um flash da vida de Lampião e suas fugas: “Correr da volante no meio da noite/ No meio da caatinga/ Que quer me pegar”. Essa composição e “Mulher nova...”, que está no bloco que inicia o lado B e fala das mulheres cangaceiras, eram para serem cantadas, respectivamente, por Zé Ramalho e Amelinha, a CBS, inexplicavelmente, não cedeu os fonogramas originais, mas o tiro saiu pela culatra; escolhendo outros intérpretes, com destaque para a bela voz de Teca Calazans, o Selo Eldorado deu novo brilho a obras que estavam desgastadas.

“Se eu soubesse que chorando/ Empato a tua viagem/ Meus olhos eram dois rios/Que não te davam passagem”. Quem é que não se lembra desses versos? E com eles, num registro quase inédito do ex-cangaceiro Volta Seca, que se diz autor da música, que se abre o lado B. O destaque aqui é o frio e impressionante depoimento de Sila, viúva de Zé Sereno, companheiro de Lampião sobrevivente do célebre Massacre de Angico.

Uma canção homenageando o líder do cangaço (“Lampião” de Sérgio Ricardo e Glauber Rocha), um texto enaltecendo a bravura de Corisco (“Reza do Corisco”, da mesma dupla) e uma música que faz uma advertência sobre a continuação do cangaço nos dias de hoje, “De gravata e jaquetão/ Sem usar chapéu de couro/ Sem bacamarte na mão (“Lampião falou”, de Venâncio e Aparício Nascimento) fecham o álbum.


Fonte: facebook
Página: Antônio Corrêa Sobrinho

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quinta-feira, 26 de março de 2015

CASA DA CANGACEIRA LÍDIA

Por Susi Ribeiro Campos

Uma casa que um dia foi linda, a casa da cangaceira Lídia, assassinada em 1934 aos 18 anos de idade, segundo informações da família, pelo ciumento cangaceiro Zé Baiano, primo irmão de meu sogro Zé Sereno e portanto tio de meu falecido esposo Wilson! as histórias se entrelaçam, muito interessante.

Da esquerda para direita: Mané Moreno, Zé Baiano e Zé Sereno, primos entre eles.

Lídia Pereira era considerada a cangaceira mais linda do Cangaço. 


Infelizmente por ter sido assassinada antes do período que o fotógrafo Benjamin Abraão filmou e fotografou o bando de Lampião, não há uma só foto dela. 


Seu sobrinho, Senhor Terto tem lembrança de sua tia Lídia, pois na época que ela acompanhou Zé Baiano, aos 15 anos de idade, ele era criança e muito apegado à ela.





''Seus cabelos eram longos e negros, a pele fina e delicada, alta, esbelta e muito linda'' me conta com lagrimas nos olhos esse senhorzinho de quase noventa anos!

Fonte: facebook
Página: Susi Ribeiro Campos Vida Animal

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"LAMPIÃO E O RIO GRANDE DO NORTE", POR SÉRGIO DANTAS

Por Honório de Medeiros

“Lampião e o Rio Grande do Norte”, cujo subtítulo é “A história da grande jornada”, de Sérgio Augusto de Souza Dantas, Gráfica Editora, é uma obra seminal. Não é possível mais, a partir do lançamento, tratar do Cangaço, seja no Rio Grande do Norte, seja de uma forma geral, sem uma consulta à obra.


Mossoró é assunto importante, no livro. Não pode ser diferente. Mesmo tratando da incursão do bando de Lampião ao Rio Grande do Norte, desde sua entrada pela Tromba do Elefante, margeando Luis Gomes, até sua saída, no rumo de Limoeiro do Norte, Ceará, a ida a Mossoró é onipresente, por que o quixó preparado por Massilon e o Cel. Izaias Arruda, de Aurora, Ceará, no qual Virgolino – assim mesmo, com “o”, como nos previne o Autor – é parte fundamental do trabalho.

As informações colhidas durante quatro anos de pesquisa, perambulações, visitas, entrevistas, cruzamento de informações, consulta à literatura hoje vastíssima sobre o cangaço estabelece um contraponto interessante com o estilo do Autor. Para coroar, um valioso acervo fotográfico é colocado à disposição de quem adquiriu o livro.

Em relação a Massilon, acerca do qual mantenho permanente interesse, Sérgio Dantas, jovem juiz norteriograndense agrega informações valiosíssimas, dentre elas o “raid” que esse personagem singular empreendeu nos costados do Jaguaribe e Cariri logo após o episódio de Mossoró. Isso significa dizer que a lenda segundo a qual Massilon, mesmo antes da célebre foto de Limoeiro, Ceará, já se separara de Lampião e teria ido embora para o Norte, não é verdadeira. Alguns, inclusive, diziam que o cangaceiro que aparece na foto tirada em Limoeiro não seria, na realidade, Massilon.

Detalhada, a história da marcha espanta pela riqueza de detalhes. Assim, ficamos sabendo da passagem de Lampião por todo o território do Rio Grande do Norte cidade por cidade, povoado por povoado, sítio por sítio, fazenda por fazenda. Os acontecidos nas cercanias de Martins e Umarizal, antiga “Gavião”, são relatados com precisão. E tudo quanto aconteceu em Apodi, antes da chegada de Lampião, protagonizado por Massilon, recebe tratamento de pesquisador sério e interessado.

A descrição geográfica e sociológica dos lugares pelos quais passou o bando de cangaceiros merece respeito. Através dela é possível perceber o dia-a-dia daquelas comunidades existentes no início do século XX. E a descrição dos mal-tratos, arruaças, bebedeiras, torturas físicas e psicológicas comove e revela a sensibilidade do Autor.

Agora resta esperar que a obra semeie críticas e informações outras, alguma correção de rumo – se for o caso – para retornar ainda mais rica para o acervo dos historiadores e sociólogos do Brasil. É assim que ocorre quando uma obra deixa de pertencer ao Autor, por sua importância, e passa a fazer parte do referencial bibliográfico ao qual pertence.

* Republicação

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BEM CRIADA ESTA MENSAGEM


Fim do mês chegando. Hora do capitão Lampião fechar a folha de pagamento da cabroeira. Mas só irão receber o "soldo" aqueles(as) que responderem a chamada.

Fonte: facebook
Página: Geraldo Júnior‎ O Cangaço

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POÇO REDONDO: O VERDADEIRO MUSEU DO CANGAÇO

Por Rangel Alves da Costa*

Lampião e seu bando percorreram quase o Nordeste inteiro. Em cada lugar a cangaceirama deixou marcas de sua passagem. Contudo, em estados como Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas, a presença foi mais constante, principalmente pela teia de protetores e apoiadores que Lampião teceu com maestria.

Do mesmo modo, alguns municípios e povoações receberam a visita do bando com mais constância. Os sertões dos referidos estados eram frequentemente percorridos pelo bando e, consequentemente, pela volante no encalço. Contudo, mesmo que as refregas e perseguições não permitissem que o bando se demorasse em determinado em local, certamente que Lampião tinha suas predileções.

Desde os testemunhos orais aos relatos dos historiadores, firmou-se o entendimento de que Lampião sempre gostou de bandear para o sertão sergipano. A verdade é que o Capitão se sentia bem na proximidade de amigos como o Coronel João Maria de Carvalho (da Serra Negra, município baiano vizinho a Poço Redondo) e Teotônio Alves China, o China do Poço. Certamente não acoitava aos pés dos serrotes baianos por causa de Zé Rufino e seu quartel-general também na Serra Negra. 

Então permanecia nas terras de Poço Redondo.

Lampião certamente gostava de se amoitar na região limítrofe entre o Velho Chico e as montanhas e carrascais sertanejos. Ficava, a um só tempo, perto do caminho das águas e das veredas espinhentas mais adiante. E a Gruta do Angico é assim, de um lado a então grandeza do rio e do outro e arredores a selva de catingueiras, facheiros, umburanas, mandacarus e xiquexiques. E a gruta ou grota fica, pois, entre serras dessa brutal e encantadora paisagem.

Outro fator de relevância para a predileção pelo sertão sergipano está também no grande número de coiteiros da região. Pedro de Cândido, suposto delator de Lampião, era coiteiro filho da dona da Fazenda Angico, Dona Guilhermina. Durval, então aprendiz na lide da serventia aos homens das caatingas, também era filho da proprietária. E pelos arredores os préstimos de outros sertanejos como Mané Félix e Messias Caduda, dentre muitos outros.

Há relatos afirmando que Lampião se sentia em casa na região de Poço Redondo. Quando deixou as distâncias hostis e esturricantes do Raso da Catarina, no sertão baiano, o Capitão dizia abertamente que não via a hora de chegar logo ao Angico para um repouso mais demorado. Estava muito cansado, sem dúvidas, pois já chegando aos vinte anos de luta pisando em sangue, com quase toda uma vida vivida na mira do mundo.


Dizem até que houve premeditação na escolha do Angico. Além do cansaço da luta, também estava de alma cansada. Nesta última fase da vida, o Lampião já era outro homem buscando o seu destino. Já não era o feroz comandante, mas apenas o homem compreendendo a si mesmo. Estava mais apegado às coisas sagradas, mais tomado de fé, mais reflexivo. E também muito mais entristecido. Não suportava mais viver aquela desdita na vida.

O que aconteceria a 28 de Julho, quando os homens comandados por João Bezerra se fizeram de vaga-lumes no cerco ao bando para chaciná-lo, assemelha-se muito mais a uma consequência a uma fatalidade. Ora, o cangaço estava destinado a morrer ali. Lampião não queria mais combater, mas apenas sobreviver. Lampião não queria mais um fogo na sua vida, mas tão somente um destino de um homem qualquer. Mas também sabia que era impossível. Daí o sofrimento de Virgulino. O Virgulino triste pela alma sofrida de Lampião.

E todo o desfecho da saga se deu nas terras sertanejas do Poço Redondo. E não há outra localidade nordestina onde o cangaço se fez tão presente. Mais de duas dezenas de poço-redondenses se tornaram cangaceiros do bando do Capitão. Coiteiros, fazendeiros, pessoas influentes de então, todos indistintamente serviram à cangaceirama. Por fim, há o cenário maior de toda a história do cangaço: a Gruta do Angico.

Portanto, cada município ou estado nordestino tem o direito de chamar para si o reconhecimento e as homenagens ao Capitão e seu bando, mas o verdadeiro museu do cangaço está mesmo em Poço Redondo, não entre paredes e objetos cangaceiros, mas na história viva, nos cenários e paisagens que falam por si mesmos. Não só no Angico, mas também na Maranduba e outros arredores de fogo e sangue.

Poeta e cronista
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A CANGACEIRA DULCE


Acaba de chegar em nossas mãos através do amigo/membro de nosso grupo Devanier Lopes (Feira de Santana-BA), uma fotografia recente da ex cangaceira Dulce.

O cangaceiro Criança

Dulce para quem ainda não sabe, integrou o bando de Lampião ao lado de seu companheiro, o também cangaceiro Criança, esteve presente no momento do ataque da Força Volante Policial em Angico, quando Lampião, Maria Bonita e outros nove cangaceiros foram mortos, sendo ela uma das sobreviventes.


Dulce no momento da rendição do seu grupo e após o cangaço

Atualmente é a última integrante do grupo de Lampião ainda viva.

UMA LENDA VIVA DO CANGAÇO.

Fonte: facebook

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