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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Um triste assassinato

Por José Mendes Pereira

Preservar os verdadeiros nomes dos personagens que figaram neste artigo é preciso.
  
Foi lá pelos anos 70, não tenho lembrança em que ano  isto aconteceu, não em Mossoró, mas em suas terras. 

De todos os empregados da “Firma & Cia” João Capistrano era um dos mais responsáveis, e até apostava no crescimento galopante da firma, cumprindo tudo que era necessário pelo crescimento da empresa, e como desejava o seu bom andamento produtivo, nada lhe era difícil, até chegava ao  trabalho 1:00 hora antes do início das atividades para todos.

João Capistrano tinha uma boa conduta, motorista de primeira categoria, amigo do patrão, do pessoal administrativo, dos colegas de trabalho, enfim, João não era qualquer um, e apesar de não ter participação nos lucros da empresa, João era considerado um dos seus dirigentes.

Mas o João há meses ou talvez anos que vinha traindo os seus superiores. Não prestava contas de acordo com o que recebia dos fregueses, alegava que o restante seria pago na próxima entrega. E assim continuava enganando os seus superiores.

Já não tendo mais condições de fornecer mercadorias aos comerciantes, os sócios entraram em acordo que, na próxima viagem para entregar mercadorias, um deles iria  acompanhar o João, só assim, este, conversaria com a freguesia, explicando o motivo da suspensão de mercadorias, vez que a empresa não tinha mais condições para fornecer aos mesmos, pois estava faltando recursos para a compra de matéria prima para a sua fábrica.

Ao tomar conhecimento da reunião que acontecera entre os dirigentes da empresa, o João não gostou, alegando que eles deixaram de acreditar na sua palavra. E como o grupo de dirigentes da empresa tinha o João como um operário exemplar, talvez padrão, disse-lhe que nada era pessoal, apenas a empresa não tinha mais condições de continuar fornecendo mercadorias aos clientes, por falta de recursos para compra de matéria prima.

O dia seguinte, o João viajaria para Baraúna, (cidade que já pertenceu à Mossoró), em companhia de um dos dirigentes da empresa, o Carlos Couto, sócio minoritário da empresa, e agora o João teria que se virar, pois o seu feito de desonestidade, estava preste a ser descoberto. A noite anterior, o João não dormiu, só pensando como iria se livrar da situação que ganhara, por sua culpa, por sua máxima culpa.

Ao amanhecer do dia, o João dirigiu-se até à fábrica, e lá já encontrou o Carlos Couto, que seguiria com ele até a cidade de Baraúna, um dos lugares que a empresa abastecia mercadorias aos comerciantes, e lá, era onde estavam os seus maiores devedores.

O carro já estava carregado, mas com poucos produtos. O Carlos Couto ocupou a cabine do carro. O João entra no automóvel e liga o carro, e toma direção ao lugar de destino. No percurso, nenhuma palavra saiu da boca do João, salvo quando o Carlos Couto lhe perguntava algo. E geralmente as respostas eram em tom de abuso.

Finalmente chegaram ao município de Baraúna. O João estava nervoso. Logo no primeiro comerciante, Carlos Couto já começou a notar a desonestidade do João Capistrano. Apresentada a nota de dívida, o comerciante disse-lhe que não estava devendo nada ao João. E tudo que ele comprava, era a dinheiro. Mais outros e outros, todos confirmaram que não eram devedores à empresa.

O João estava inquieto, não tinha mais como se defender. Ninguém lhe devia. O Carlos Couto já não entendeu  mais nada. O homem que sempre foi de confiança, agora era um verdadeiro ladrão, caloteiro, safado...

O João aceitou todas as palavras grosseiras que o Carlos Couto disse contra si. Não tinha como reverter esta situação desonesta. O Carlos Couto resolveu voltar logo para Mossoró, porque seria inútil acusar os seus fregueses de devedores. Comprovada a desonestidade do João o empresário pediu que seguisse a estrada de Mossoró.

João Capistrano tomou à estrada, e durante o percurso, nenhuma palavra saiu da sua boca, apenas remoía a decepção da sua desonestidade dentro de si. Já rodado alguns quilômetros, o Carlos Couto pediu para o João parar o carro, pois estava com a bexiga cheia. Precisava esvaziá-la. João obedeceu e logo parou o carro no acostamento. O sócio da empresa desceu e afastou-se um pouco da estrada. Dá início a sua necessidade fisiológica.

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João desceu e dirigiu-se ao patrão. E sem mais imaginar, atirou nas suas costas.

O Carlos Couto dá um enorme grito, e vendo o João com uma arma na mão, coisa que ele jamais esperava isso dele, disse-lhe:

- Você enlouqueceu João? Você me matou, João!

João quer terminar o serviço, apontando a arma para o homem que já estava morrendo.

O homem ainda lhe implorou:

- Não atire mais, João! Eu...

E com o ódio na sua mente, apertou o gatilho outra vez, disparando o segundo tiro fatal. Ao vê-lo morto no chão, João arrependeu-se. Matou um homem que muito lhe ajudou.

Agora não era mais as contas que os seus fregueses lhe deviam, aliás, nenhum lhe devia. Tinha que organizar a sua defesa. João arrastou um canivete do bolso e cortou a sua própria testa, para fingir que fora assaltado. Em seguida, deu um tiro em sua coxa. Mesmo sangrando, seguiu a estrada de Mossoró, dirigindo com dificuldade. O sangue que saía da coxa o incomodava muito. As dores eram cruéis. A testa estava toda banhada de sangue.

Lentamente vem ele tangendo o carro para Mossoró, devagar, com cuidado. Sentiu um mal estar, e ao longe, avistou um veículo que vinha em sua direção. João resolveu parar o carro para ser socorrido pelo motorista que guiava o automóvel. Tinha que sair da sua cabine antes do carro que se aproximava. Do contrário ele não pararia.

Já bem próximo, o condutor do carro observou que a sua cara estava banhada de sangue. Mesmo temendo, resolveu parar para saber o que estava acontecendo.

João disse que fora assaltado, e que vinha fugindo. Os assaltantes mataram o seu amigo, no caso, o Carlos Couto. Como ele ainda estava dentro do carro, os assaltantes não conseguiram matá-lo.

O homem resolveu colocá-lo dentro do seu automóvel e voltou para Mossoró, deixando-o internado em um dos hospitais da cidade.

 
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A polícia tomou conhecimento do suposto assalto. E foi de encontro ao corpo do Carlos Couto que estava à beira da estrada. As emissoras de rádio e jornais chegaram lá. A perícia também estava lá. Depois de feito os ajustes no cadáver, removeram-no para o ITEP de Mossoró.

marcosantonioserido.blogspot.com

João continuava hospitalizado, mas não iria se demorar. O ferimento que sofrera na testa não foi grave, apenas o tiro sofrido na coxa, precisava de uma pequena cirurgia.

No leito hospitalar João preparava a sua defesa. E ao sair do hospital, foi prestar o seu depoimento à polícia. João caiu em contradições várias vezes. Após de tudo, João confirmou que matou o seu patrão, com vergonha, ao saber que ele tomou conhecimento do dinheiro que vinha desviando da empresa. 

João vai a júri, Infelizmente João foi condenado passar 30 anos na cadeia, na Colônia Penal de Natal.

João era um preso exemplar, e após alguns anos, ganhou o direito de ficar o dia fora da cadeia, mas à noite, era obrigado dormir lá.

Mas o João ainda tinha que enfrentar outras circunstâncias na vida. Alguém,  irmão do assassinado, o Carlos Couto, estava de olho no João. Era uma irmã que não se conformava com a sua liberdade. E de imediato, contratou um pistoleiro para executar o João.

João estava ali bem próximo da Colônia Penal. O pistoleiro acompanhado de outro comparsa, aproximaram-se do João, e no meio da conversa, almoçaram, beberam, jogaram sinucas..., e com este aparato todo, o pistoleiro e seu comparsa conseguiram embriagá-lo. 

Já embriagado, prometeram dá uma voltinha pelas ruas de Natal. Mas a finalidade era tirar o João dali, e fazer o que para eles era o mais importante. Matar o João. 

Ao saírem da capital, pegaram a estrada que segue para Mossoró, e em meio estradão, entraram em um matagal. João estava incomodado, e ainda não sabia de nada, mas já desconfiava, e não sabia para onde estavam caminhando.

O pistoleiro parou o carro. Os três desceram do automóvel. João pergunta:

- Por que estamos nestas matas?

Um dos pistoleiros pergunta:

- Você está lembrado que matou o Carlos Couto da Firma & Cia?

Com esta, João já descobriu que iria morrer, e se defendeu dizendo-lhe:

- Lembro-me, mas já faz muitos anos.

O pistoleiro arrastou o revólver e apontou para o João, dizendo-lhe:

- Você já estava sabendo que vai morrer agora mesmo, cabra safado?

João acovarda-se pedindo por todos os Santos que não o mate.

O pistoleiro apertou o gatilho, e o João Capistrano caiu morto como um passarinho. Em seguida, tirou uma faca da cintura, cortou-lhe as duas orelhas, entraram no carro, e tomaram a  estrada para Mossoró. As duas orelhas eram a comprovação do assassinato do João Capistrano, as quais, tinham que ser entregues a irmã do Carlos Couto. 

Finalmente João estava morto no meio daquelas árvores verdejantes. De viventes que viram a execução do João, com exceção dos dois pistoleiros, apenas as árvores e alguns pássaros que sobrevoavam  a pouca vegetação, presenciaram aquela triste morte de outro ser humano.

  Minhas Simples Histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro.

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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Esquartejamento do corpo do cangaceiro Zé Baiano


Macabra Fotografia: do Esquartejamento do Monstruoso, Cangaceiro José Baiano: Quem Matou Não Mata Mais, Quem Ferrou Não Ferra Mais, Triste Cena do Cangaço!


O inesperado aconteceria em 7 de Julho de 1936, Antonio de Chiquinho, cansado das perseguições das forças policiais, une seis companheiros civis e a partir de uma ousada ação de traição mata Zé Baiano e seu grupo.Ao final quatro cangaceiros estavam mortos no meio da caatinga de Lagoa Nova, Alagadiço.


Zé Baiano ficou famoso por sua crueldade e desumanidade, e dois episódios marcaram a ação do bandido: A morte de sua amada Lídia, supreendida em adultério e morta a pauladas pelo companheiro e pela absurda prática de ferrar as muitas sertanejas que lhes caiam em desgraça. veja acima a cabeça do terrivel cangaceiro em cima do tronco, braços jogados, pelas relvas, viceras espalhadas pelas caatingas. Que Fim terrivel. Obs. a foto foi extraida do livro, lampião cangaço e nordeste. da escritora Aglae lima de Oliveira.

Fonte: Beto Maia‎Lampião, Cangaço e Nordeste

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A Arma Era a Lei - Rodolfo Fernandes e a Defesa de Mossoró


Poucas pessoas acreditavam que Lampião tivesse a ousadia de atacar Mossoró. Um absurdo, diziam praticamente todos, ou seja, a maioria da população da "Capital Oeste".

Ex-governador do RN José Augusto

O governador do Estado, José Augusto, encontrava dificuldades em organizar a defesa contra uma possível investida do "Rei do Cangaço".

O prefeito de Mossoró, coronel Rodolfo Fernandes, contudo, acreditava nessa possibilidade. Ele tinha consciência de que a situação da cidade era, na realidade, crítica. O tenente Laurentino de Morais, enviado pelo governo estadual, constatou que a força policial estava composta somente por vinte e dois soldados... Era preciso tomar medidas urgentes.

Ex-prefeito de Mossoró Rodolfo Fernandes

Rodolfo Fernandes enviou um emissário até Fortaleza (Alfredo Fernandes) para conseguir ajuda do governador Moreira da Rocha. A missão fracassou. Apesar de não ter atingido seu objetivo, Alfredo Fernandes adquiriu armas e munições na capital cearense, que foram de grande utilidade quando surgiu a hora de defender Mossoró.

O prefeito armou civis e lançou um manifesto, publicado por Raul Fernandes, e que termina com as seguintes palavras: "A Prefeitura está devidamente autorizada a criar uma Guarda Municipal para garantir na cidade, que hoje mesmo entrará em ação. Acresce que recebemos armas suficientes do Estado e compradas pelo comércio desta praça, que ficam à disposição do Governo Municipal".

Com o tempo passava e o ataque não ocorria, tudo fazia crer que o tão falado ataque jamais aconteceria. Era o que pensavam também os governadores de três Estados: Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba.

Dia 12 de junho. O prefeito, incansável, promoveu uma reunião. Era mais uma tentativa de Rodolfo Fernandes para alertar o povo da cidade. Esforço inútil. O grosso da população continuava não acreditando num possível ataque de Lampião. Houve, inclusive, neste dia, uma partida de futebol entre dois grandes clubes rivais: Humaitá x Ipiranga.

O delegado tenente Laurentino de Morais

Notícias alarmantes, infelizmente, chegavam a Mossoró: o bando de Lampião se encontrava em São Sebastião. O delegado tenente Laurentino de Morais, integrado ao grupo do prefeito, tinha, entretanto, tomado algumas medidas: havia criado várias trincheiras.

De repente, os sinos das igrejas começaram a tocar. Era o alarme. Não havia mais dúvida, o ataque de Lampião iria se realizar!

O pânico tomou conta da cidade. Alguns procuraram fugir de carro, outros de trem, e determinadas pessoas, desorientadas, não sabiam como agir. A ordem expedida era muito clara: toda pessoa que não tivesse uma arma deveria abandonar a cidade. A razão para tal medida era que a cidade vazia facilitaria a defesa, na opinião do prefeito. Ele estava certo, como provaria o desenrolar dos acontecimentos. No tumulto, dois homens se destacaram: o prefeito Rodolfo Fernandes e Vicente Sabóia.

O governador José Augusto foi, no mínimo, indeciso. Falhou como governante. Possivelmente porque não acreditasse no ataque de Lampião ao município de Mossoró. O Governador, por falta de medidas urgentes e rápidas, possibilitou que um grupo de cangaceiros passeasse pelo Estado, matando, roubando, levando o terror a todas as comunidades interioranas...

Certamente não adianta discutir, nos dias atuais, se o governador poderia ter evitado a ação de Lampião no Rio Grande do Norte, inclusive o ataque a Mossoró. O fato é que medidas importantes deixaram de ser tomadas e Lampião agiu como previra o prefeito Rodolfo Fernandes.

Outro aspecto a considerar é que houve tempo para preparar uma defesa, com distribuição de tropas em pontos estratégicos, com concentração de forças em Mossoró e em Caicó.

http://tribunadonorte.com.br/especial/histrn/hist_rn_9c.htm

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Manoel Pereira da Silva 1º mais conhecido por "Cafinfin"


Manoel Pereira da Silva 1º mais conhecido por "Cafinfin", era um jovem com 17 anos, morador no Município de Exu-PE de onde era natural, quando se envolveu com o cangaço e foi pegado por Tropas da Polícia Militar de Pernambuco, que sabendo tratar-se de um jovem incauto, inexperiente, o agregaram à Volante Militar e tempo depois tornou-se Soldado da PMPE, chegando anos mais tarde a ser promovido à Cabo e depois à Sargento e morreu já idoso como Tenente da Reserva. 

O mais interessante do então Sargento Cafinfim, foi que nunca deixou de admirar o Rei do Cangaço Virgolino Ferreira, LAMPIÃO. E quem fosse seu amigo não falasse mal do "Capitão Virgolino". 

Sempre andou "armado até os dentes" e fumava charuto e usava um chapéu de cangaceiro. Foi um Policial honesto e passou grande parte de sua vida em Brejo da Madre de Deus. Privei da sua amizade.

Fonte: facebook
Página: Robério Santos ‎Lampião, Cangaço e Nordeste

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CARTA ( Nº 01)....DO CANGACEIRO "CORISCO para o Padre BULHÕES, QUE CRIOU O SEU FILHO Silvio Bulhões...


CARTA (Nº 01) DO CANGACEIRO "CORISCO para o Padre BULHÕES, QUE CRIOU O SEU FILHO Sílvio Bulhões...


CARTA (Nº 02) DO CANGACEIRO "CORISCO para o Padre BULHÕES, de Santana do Ipanema-AL, QUE CRIOU O SEU FILHO Sílvio Bulhões.

Fonte: Revista Fatos e Fotos

Fonte que eu encontrei: facebook
Página: Voltaseca Volta

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Lampião sanguinário


Quem tem este livro? Outubro de 1927. Será que Lampião viu isso?

Fonte: facebook
Página: Robério Santos
Lampião, Cangaço e Nordeste

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O Colégio que comeu a Rua do Desterro. Mossoró-RN.

Ginásio Diocesano Santa Luzia, anos 1940

A Rua do Desterro integrava o grupo das ruas antigas de Mossoró as quais remontavam a data de sua fundação, 1772. Esta rua, assim como muitas outras, desapareceu na poeira do tempo, existindo apenas, em páginas amareladas de livros esquecidos por seus donos em estantes desconhecidas. Detentora de uma denominação simples, dada pela maneira prática popular de classificar um local de acordo com os aspectos geofísicos ou sócio-econômico-culturais que o mesmo possuísse. Em síntese, é a denominação espontânea que o espaço sugere à imaginação humana para batizá-lo. Porém, incontáveis vezes, estas denominações  exteriorizam um pluralismo de situações que podem ser: hilárias – o Beco do Rabo da Gata, sofridas – a Rua dos Martírios, políticas – a Rua da Imperatriz, econômicas – a Rua do Comércio, profissionais – a Baixa dos Sapateiros ou a Rua do Ouvidor,religiosas – o Beco do Vigário ou a Ladeira da Misericórdia, emotivas – a Rua da Saudade ou o lazer, porque ninguém é de ferro – a Rua da Praia!. Não importa o nome do logradouro, mas sim, a escolha popular que elegeu o nome deste, pois é exatamente isto que nos dá as pistas do perfil sócio-cultural de uma comunidade. Seria salutar e econômico para a comunidade que os nobres edis não perdessem o seu precioso tempo e nem os nossos preciosos impostos arranjando nomes de pessoas insignificantes para os logradouros públicos. Está mais do que na hora dos nossos legisladores desterrarem para sempre esta servil bajulação.   

Por que a denominação de Desterro para este trecho? O que levou as pessoas a darem esta denominação? As obras consultadas não forneceram explicações, mas, levando-se em conta que no primitivo croqui da cidade, de 1772, (vide mapa abaixo) esta ruela possuía uma passagem em seu centro em direção ao norte, denominada de Estrada das Boiadas e também, de Estrada para Porto de Santo Antonio, e, como a palavra desterrar significa expulsar e/ou expatriar alguém, por castigo, da residência ou da pátria, portanto, devia ser a esta saída oficial da cidade em direção ao mar para levar alguém que iria ser desterrado. Caso, hoje, fosse aplicada esta punição para alguns integrantes do nosso Congresso Nacional, de certo haveria grande engarrafamento nesta via.

Croqui de 1772 - Origem: Raimundo Nonato da Silva.

Esta  pequena ruela correspondia o lado norte do quadrilátero da Praça da Matriz, atual Praça Vigário Antonio Joaquim Rodrigues. Os cronistas e memorialistas locais dão informes da existência desta rua até o início dos anos 1900, inclusive nos registros dos fatos do 30 de Setembro de 1883, o Memorial Daymossoroense, Câmara Cascudo cita a existência do hotel da Dona Generosa, neste local[1]. A Rua do Desterro tinha os seus limites, à leste, com a Rua 30 de Setembro, e a oeste, com à Padre João Urbano, atual Av. Gov. Dix-sept Rosado.

O pequeno trecho desta extinta rua era formado por casas humildes de pessoas simples. Raimundo Nonato, (1907-1993), em Ruas, Caminhos da Saudade, relaciona alguns moradores desta rua, em 1900, em específico àqueles próximos à Rua 30 de Setembro. A primeira casa, na esquina da praça com a Rua 30 de Setembro, era do sapateiro Joaquim Inácio; a segunda em direção à Praça da Redenção, era Júlia Bezerra, irmã do Mestre Canuto Bezerra, dirigente da banda musica, a Charanga Mossoroense; a terceira era de Dona Generosa, e a quarta e a quinta casas eram às do alfaiate Manuel Belém que uma delas mantinha a sua oficina.

Por necessidade urbanística estas casas foram repassadas à Diocese da Paraíba para que neste local pudesse ser instalado o estabelecimento de ensino, em 1902, o Ginásio Diocesano Santa Luzia, e que, tão poeticamente Raimundo Nonato sintetiza o fato:  “aquelas casas humildes, naquele recanto sem estética e fora de alinhamento definitivo, se transformariam em possantes raízes de uma frondosa árvore de cultura nas terras férteis do Rio Grande do Norte.” Durante as festividades dos 25 anos deste estabelecimento o Cônego Estevão Dantas, (1860-1929), em seu discurso fêz estas referências, “sobre aqueles pobres tetos, no recinto daquelas humildes paredes, se guardava a mais perfeita disciplina e se cultivavam as letras”. Ele ficaria bem admirado com o cultivo das letras mostrado, atualmente, nas redações do Enem. 

Citarmos as fontes é respeitar quem pesquisou e dar credibilidade ao que escrevemos.

[1] (Cascudo, 2001). Outras fontes consultadas: Brito, Raimundo Soares de Brito, edições 2003 e 1985; Cascudo, Luís da Câmara, edição 2001; Silva, Raimundo Nonato da, edições 1970, 1973 e 1974; Origem da imagem: Azougue.org. Provável autor da imagem, Manuelito Pereira, (1910-1980)

Postado há 24th March 2013 por Télescope

Copyright©Télescope. 
Todos os direitos reservados. 

Enviado pelo pesquisador do cangaço José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo

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Semana do Cangaço de Piranhas abre o calendário Cariri Cangaço 2014 !


Confirmada a abertura da Agenda Cariri Cangaço 2014. Piranhas, a sede Cariri Cangaço nas Alagoas, promove a primeira Avante-Premiere do evento que tem seu ponto alto em Setembro de 2015. Uma das cidades mais bonitas e acolhedoras do Brasil, às margens do São Francisco, rica em beleza, esbanjando história e tradição, realiza no próximo mês de Julho, de 24 a 27 a Semana do Cangaço, com vasta e rica programação no momento em que se registram 76 anos da morte de Virgulino Ferreira em Angico, Sergipe.

O evento é uma realização da Prefeitura Municipal de Piranhas com a marca Cariri Cangaço e o apoio da ASTURP, da Universidade Federal de Sergipe e do MAX - Museu de Arqueologia de Xingó e terá as conferencias, debates e exibição de vídeos no Centro Cultural Miguel Arcanjo na Piranhas Antiga, Patrimônio da Humanidade; além de visitas dirigidas a muitos dos principais cenários do cangaço lampiônico da década de 30, tanto em Piranhas como em Entremontes e Olho d'Água do Casado,  em Alagoas e Canindé do São Francisco e Poço Redondo em Sergipe.

Manoel Severo e Jairo Luis em Piranhas 2013

A Avante-Premiere Cariri Cangaço 2014 em Piranhas tem a frente o pesquisador e Conselheiro Cariri Cangaço, turismólogo Jairo Luiz; e terá as presenças de representantes da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, do GECC - Grupo de Estudos do Ceará, do GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço, além de Universidades e escolas, dentre outras representações e instituições ligadas à pesquisa e estudos do Cangaço, de todo o Brasil. 

A espetacular Piranhas abre a Agenda Cariri Cangaço 2014

Com a palavra o Prefeito de Piranhas, Dante Bezerra de Meneses, "É uma honra e uma grande alegria Piranhas, que tem tanta história ligada ao cangaço, está promovendo esta Semana do Cangaço e recebendo o Cariri Cangaço, movimento que aprendi a admirar e ainda mais porque vejo sempre o blog do Cariri cangaço para aprender com os mestres". Já o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo assegura , "voltar a Piranhas é na verdade um grande presente e ao lado de nosso Conselheiro Cariri Cangaço Jairo Luis e muitos outros companheiros haveremos de reeditar mais uma grande festa da família nordestina, com uma programação dinâmica, responsável e de muita qualidade para os amantes do tema. " Os organizadores estarão divulgando a programação oficial dentre de poucos dias, confirma Jairo Luis, direto de Piranhas em Alagoas.

Cariri Cangaço em Piranhas
Semana do Cangaço 2014.

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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Mais uma rara. Diário da Noite 22 de junho de 1932.


O Voltaseca Volta disse: Arrebentou amigo Robério! Essa foto dos cadáveres de queimadas, eu nunca tinha visto, e, acho que nunca foi publicada em livro nenhum. Parabéns pelo achado e...

O Agreste Sergipano fervia na década de 30... Jornal do Recife 6 de agosto de 1937.


O Voltaseca Volta disse: Boa matéria! Mas esse tal de Manoel Dias teve apelido no cangaço? A matéria, logo acima, não toca nesse assunto...


Antonio Vilela disse:  Neste dia morreu o soldado Adrião Pedro de Souza, poucos historiadores citam o nome desse bravo soldado.

Robério Santos respondeu ao professor e escritor Antonio Vilela:  "- No meu novo livro além de constar o nome dele vem uma foto".

Fonte: facebook
Página: Robério Santos.

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Mais notícias espetaculares!


Da esquerda para direita os seguintes cangaceiros: 
Relâmpago, Passarinho, Alecrim e Volta Seca.

O cangaceiro Volta Seca.

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No Encalço de Lampião


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Página: Robério Santos

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Jornal: "A Noite Illustrada - 1938"


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Página: Robério Santos.

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A NOITE ILLUSTRADA - 9 DE AGOSTO DE 1938.


Vale lembrar ao leitor que em Agosto de 1938, tanto o cangaceiro Mariano Laurindo Granja como a Rosinha sua companheira, já tinham sido executados. A data acima se refere apenas à publicação que fez este jornal. 

Na foto acima, o primeiro cangaceiro da esquerda para a direita, está escrito "José Moreno". Apesar de não parecer, e não tenho segurança, acredito ser Mané Moreno, e não José Moreno. 

Você que é um grande profissional em relação a colorir fotos faça o trabalho nesta fotografia. Os estudantes do cangaço de modo geral, muito agradecerão a sua boa vontade e participação.

Fonte: facebook
Página: Robério Santos.

Nota: Rosinha era filha do vaqueiro Lé Soares e irmã da cangaceira Adelaide, que foi para o cangaço viver com o cangaceiro Criança.

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A CANGACEIRA ANTÔNIA PEREIRA DA SILVA


Antônia foi casada com o temível cangaceiro Gato e ambos eram índios descendentes da tribo dos Pankararés.

O cangaceiro Gato e Inacinha

Tempos após ter se casado, Gato "carrega" a índia Inacinha que era prima de Antônia e propõe ficar com as duas, o que não é aceito por Antônia que é espancada violentamente por não concordar com a proposta indecente de seu companheiro.

Diante do ocorrido Antônia procura o chefe maior do cangaço que promete resolver o impasse, porém ela não espera e resolve fugir do coito em que estavam durante a noite enquanto todos dormiam, indo buscar refúgio na casa de um tio que era capitão reformado da polícia, que residia na margem do Rio São Francisco, pelo lado baiano, e com ele permaneceu até o término do cangaço.

Lampião, o chefe maior do cangaço

Como todos sabem a TRAIÇÃO não era aceita dentro do Cangaço, porém neste caso, quebrando as regras impostas, prevaleceu a vontade do homem.

NAS QUEBRADAS DO SERTÃO...

Fonte: facebook

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Benjamim Abrahão Calil Botto - fotógrafo de Lampião


Benjamim Abrahão Calil Botto chegou ao Brasil (Recife), em 1915, fugiu do alistamento militar para guerra na Síria ( era obrigado). 

Trabalhou na loja de ferragens de um tio em Recife, tornando-se vendedor, quando em uma viagem a negócios ao Rio Branco (Arcoverde-Pé), encontrou com uns romeiros indo ao Juazeiro-Ce, visitar o líder religioso Padre Cicero, teve grande interesse e seguiu junto. Lá permaneceu com o padre como seu secretário particular. 

Na ida de Lampião ao Juazeiro em 04-03-1926, foi quem organizou tudo para receber o rei do cangaço. 

Com a morte do sacerdote, com uma câmera fotográfica e filmadora e todo material para filmagem, cedidas pela Abafilm de Fortaleza, vem ao sertão de Pernambuco, Águas Belas-Pe, procura o Deputado Estadual Aldalio Tenório (amigo de Lampião), e se aproxima do bando, de Março a Outubro de 1936. 

Ficou responsável pela filmagem verdadeira do rei Lampião, onde foi apreendida pelo então governo federal Getúlio Vargas, não tendo nenhum movimento comercial. 

Em Maio de 1938, é assassinado com 42 facadas no município de Itaiba-Pe, sabia demais!!!!! (Fonte: Frederico Pernambucano de Melo, escritor e cientista social.

Fonte: facebook

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