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terça-feira, 19 de maio de 2026

O DESPERTAR DE UM PESADELO NO SERTÃO: OS 188 ANOS DA TRAGÉDIA DA PEDRA BONITA

 Por Valdir José Nogueira de Moura.

​Imagine o nosso Sertão há quase dois séculos. Um cenário de isolamento, misticismo e a promessa de um "Reino Encantado" que livraria o povo da pobreza e da seca. Foi nessa atmosfera que floresceu o movimento da Pedra Bonita, em São José do Belmonte. Mas o sonho de um reino de riquezas e desencanto terminou em um dos episódios mais sangrentos e trágicos da história de Pernambuco. No dia 18 de maio de 1838 — há exatos 188 anos — o encanto quebrou-se a golpes de espada e tiros de bacamarte.

​Tudo começou a ruir quando um fugitivo, José Gomes, conseguiu escapar do arraial e denunciar os sacrifícios humanos que ali ocorriam. O alerta chegou ao Major Manuel Pereira da Silva (foto), chefe de polícia, na Comarca de Flores. Diante do horror relatado, a reação foi imediata. O major convocou seus três irmãos — Simplício, Cipriano e Alexandre Pereira — e mais 30 moradores. Juntos a outros soldados, formaram uma força de 60 combatentes dispostos a por fim ao Reino.

​Após uma longa cavalgada sob o sol do sertão, a tropa avistou as imponentes torres de pedra ao entardecer do dia 19 de maio. O confronto foi inevitável e feroz. Durante mais de uma hora de luta corpo a corpo, o chão da Pedra Bonita cobriu-se de sangue. O preço da vitória foi alto para as forças da lei: Alexandre e Cipriano, irmãos do major, tombaram sem vida no combate. Do outro lado, o capitão Simplício Pereira da Silva liderou uma perseguição implacável aos fugitivos.

​O que se seguiu foi o peso da justiça da época. Homens sobreviventes foram algemados e arrastados em uma lúgubre procissão de "sombras esqueléticas e esfarrapadas", condenados ao confinamento na distante ilha de Fernando de Noronha. As mulheres receberam penas variadas e as crianças, órfãs da tragédia, foram distribuídas entre as famílias de Flores para que pudessem ter um futuro.

​E os líderes? João Antônio, o primeiro rei da Pedra Bonita, tentou escapar. Foi capturado longe dali, em Minas Gerais, junto com sua esposa, Maria. No entanto, o destino guardava um fim sombrio para o monarca sertanejo: temendo que ele morresse de uma febre palustre durante a viagem de retorno, a polícia decidiu executá-lo no caminho. Maria chegou aos cárceres de Recife, mas acabou sendo indultada pelo então presidente da Província, Francisco do Rego Barros, o futuro Conde da Boa Vista.

​A dimensão do choque que abalou a região está gravada nas palavras do então prefeito de Flores, o Coronel Francisco Barbosa Nogueira Paz. Em carta enviada ao governo no dia 25 de maio de 1838 — e publicada no Diário de Pernambuco semanas depois —, ele descreveu o ocorrido como o "Caso mais extraordinário, mais terrível, nunca visto, quase incapaz de acreditar-se".

​Dois meses após o silêncio voltar a reinar na Pedra Bonita, o Padre José Francisco Correia — que antes tentara avisar o povo contra aquele delírio — retornou ao local. Com piedade, recolheu as ossadas espalhadas pelo chão, deu-lhes sepultura digna e ergueu uma cruz de madeira. Ali, rezou uma missa, pedindo perdão para as almas daqueles que, enganados pelo fanatismo, perderam a vida.

​Hoje, 188 anos depois, lembrar a Pedra Bonita não é apenas revisitar o passado. É compreender como a história do nosso povo é feita de luzes e sombras, e como a memória de nossa terra merece ser guardada e compreendida pelas novas gerações.

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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho bravo é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver chamando a sua atenção. Mas é para o seu bem. 

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