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terça-feira, 2 de junho de 2026

A BATALHA NA SERRA GRANDE

 

A Batalha na Serra Grande, travada no dia 26 de fevereiro de 1926, na cidade de Calumbi (PE), é considerada a maior vitória do bando de Lampião. Nela, o Rei do Cangaço demonstrou sua expertise e sagacidade. Enfrentou toda a elite da Polícia pernambucana. O resultado foi a morte de pelo menos 11 policiais; outros 14 saíram feridos. Nenhum cangaceiro morreu

Na casa para onde os feridos na batalha de Calumbi foram levados, se vê a Serra Grande, local em que Lampião obteve a sua maior vitória no cangaço

Calumbi (PE). O enfrentamento motivou o ex-policial, pesquisador e colecionador Lourinaldo Teles a escrever, após seis anos de pesquisa, o livro “A maior batalha de Lampião- Serra Grande e a invasão de Calumbi”, o que valeu na época para Virgulino Ferreira o título de Imperador do Sertão. Para se ter uma ideia do material conseguido por Lourinaldo, ele coleciona mais de 300 projéteis retirados da serra onde foi travada a luta, além de cartuchos vazios, a maioria encontrados com um detector de metais. Nos cálculos do escritor, pelo menos cinco mil tiros foram deflagrados no evento no qual Lampião demonstrou toda a sua condição de estrategista.

Quando tomou conhecimento que o major Theófiles Torres seria nomeado comandante geral das forças volantes do interior pernambucano, Lampião, já sabendo que o principal objetivo do militar era prendê-lo ou matá-lo, buscou uma maneira de desmoralizá-lo. No dia 24 de novembro, sequestrou Pedro Paulo, o Mineirinho, representante da Shell na região. Seguiu para a Serra Grande, entre os municípios de Flores, de quem Calumbi se emancipou em 1964, e Serra Talhada. No local, além de ser acostumado a acampar, tinha no entorno vários coiteiros.

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Lampião enviou uma carta para as autoridades de Serra Talhada exigindo uma quantia em dinheiro para liberar Mineirinho. A Polícia foi até o local do sequestro para levantar pistas. Enquanto isso, o cangaceiro e seu bando praticavam ataques e sequestros na região, numa indisfarçável tentativa de levar as volantes ao local onde cerca de 116 homens estavam entrincheirados.

Segundo o pesquisador, oficialmente a Polícia contava com 296 soldados, mas o número real seria 350, contra 116 cangaceiros. Num confronto que começou às 8 horas da manhã e foi concluído às 17 horas, o saldo foi o seguinte: 10 mortos e 14 feridos entre as forças policiais. Nenhum cangaceiro saiu ferido.

“Esse é o relato oficial. Entretanto, consegui encontrar pelo menos mais um outro policial que faleceu, conforme depoimento de seus familiares. Foi uma batalha extraordinária. Lampião estava armado até os dentes com o arsenal que recebeu em Juazeiro do Norte. Do outro lado, estava toda a elite da Polícia de Serra Talhada. É considerada a maior batalha de Lampião, pelo número de envolvidos, de mortos e feridos e munição deflagrada, pelo menos uns cinco mil tiros, se contarmos em torno de dez balas por homem”.

Na companhia de Lourinaldo, visitamos a casa de Zé Braz, no Sítio Tamboril, onde os feridos ficaram. “Sete dos mortos foram enterrados numa cova coletiva, depois que os três primeiros foram colocados em sepulturas individuais. Os 14 feridos vieram para cá. Esse pilão aqui é o original. Aqui os pintos eram jogados e o pilão era usado para triturar as aves junto com água. O preparo era dado aos feridos. A crendice popular indicava que aqueles que bebessem e não vomitassem escapavam; do contrário, morreriam. O certo é que todos os pintos do sítio foram sacrificados nesse dia”.

De cima da linha férrea da Transnordestina, Lourinaldo aponta para a região onde os homens de Lampião se entrincheiraram. “O local é conhecido até hoje como Serrote de Lampião. Era o ponto perfeito. Do alto da serra, se via tudo o que se passava embaixo. Além disso, existiam olhos d´água e muitos animais para a caça. Outro fator importante: vários amigos de Virgulino, antes de ele entrar para o cangaço se tornariam seus coiteiros. Por ali, quando adolescente, ele levava e trazia mercadorias para negociar em Triunfo e outras cidades com os irmãos, conhecendo cada centímetro daquela terra. Enfim, ele escolheu o território ideal para desafiar as forças oficiais”.

Polêmica

Embora reconheça em Lampião um “homem astuto, extremamente estrategista e inteligente”, Lourinaldo contesta o entendimento de que o Rei do Cangaço, capaz de práticas cruéis contra seus inimigos, jamais abusou de mulheres. “No meu primeiro livro, já citei um caso envolvendo uma mulher casada. A pedido da família, o nome não foi mencionado. Entretanto, brevemente lançarei outra publicação, intitulada “Lampião, o Imperador do Sertão”, no qual narrarei dois outros abusos, também de mulheres casadas. Já recebi a autorização das famílias para citar os nomes e o farei”.

Lourinaldo destacou que o que mais lhe impressionou na história do Rei do Cangaço “foi sua capacidade de liderar mais de cem bandidos da pior espécie”. Sobre o fato de policiais utilizarem os mesmos métodos de tortura praticados pelos cangaceiros, o pesquisador disse não haver a menor dúvida disso e tem uma explicação.

“Muitos personagens estiveram dos dois lados. Quelé do Pajeú, por exemplo, foi inspetor de Polícia em Triunfo (PE). Saiu da Polícia para se tornar cangaceiro de Lampião, com quem se desentendeu. Abandonou o bando e foi ser sargento na Polícia da Paraíba. Corisco era soldado do Exército. Quando saiu, entrou para o cangaço”.

Coleção

O pesquisador possui em sua coleção particular, além de centenas de balas e cartuchos encontrados na Serra Grande e até em Angicos, punhais que pertenceram aos cangaceiros Joaquim Teles de Menezes, Meia-Noite e Félix Caboge. Mas uma arma tem um valor inestimável. É a que Luiz Pedro, considerado braço direito de Lampião, matou acidentalmente Antônio, irmão de Virgulino. O fuzil é o mesmo com o qual Antônio pousa em suas pernas para a famosa foto de Lampião e o restante da família, em Juazeiro do Norte.

O escritor e colecionador conta que todos estavam bebendo e jogando baralho no acampamento, quando Antônio bateu na rede onde Luiz Pedro estava deitado com o fuzil engatilhado. A arma disparou um tiro certeiro em Antônio. Tal era a confiança de Lampião em Luiz Pedro que poupou sua vida, mesmo ele tendo tirado a do próprio irmão.

O fuzil foi deixado por Luiz Pedro na casa de uma irmã, chamada Elvira, que, muitos anos depois da sua morte, entregou a arma ao museu.


Infelizmente eu perdi a fonte. Aguaro a confirmação do verdadeiro dono deste texto.

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O PRIMEIRO SEQUESTRO QUE ACONTECEU NO ALTO OESTE POTIGUAR FOI COM INSTRUMENTOS MUSICAIS.

Por José Mendes Pereira

Da esquerda para direita, Ringo, George, Paul e John: o quarteto que revolucionou a música (Divulgação/VEJA) - https://veja.abril.com.br/cultura/beatles-a-banda-que-reinventou-o-pop-nos-anos-60.

A foto acima eu a inseri só para efeito de ilustração do meu trabalho, e os personagens que figuram neste artigo não usarei os seus verdadeiros nomes, darei nomes criados, somente para preservar a identidade de cada um.  

Amigo Alan Jones, leia este meu texto, que na época deste ocorrido, eu acredito que você nem era nascido, então, é preciso que tome conhecimento deste fato, já que você é cantor.

O primeiro sequestro que aconteceu com bens materiais pertencentes à pessoas de Mossoró, aconteceu entre os primeiros anos da década de 70, nas terras de Apodi, no Rio Grande do Norte; e todos os sequestradores eram mossoroenses, sequestro que deixou o nosso município assombrado, já que ainda não havia acontecido tal coisa no Oeste Potiguar, e foi muito badalado  em toda região adjacente a esta cidade. 

Nesse período, o José (nome criado para preservar...), o sequestrador dos instrumentos, era aluno do Ginásio Municipal de Mossoró, na mesma classe em que eu estudava, e além de estudante, era organizador de um grupo musical, que já marchava para a fama, sendo ele, dono de todos os instrumentos que  compunham o conjunto.
 

guia.araraquara.com

Querendo mudar os seus instrumentos, isto é, com novos equipamentos, guitarra, bateria, baixo e outros mais, José resolveu colocá-los à venda. E não demorou muito para que aparecesse o comprador, um dos seus antigos componentes.

O negócio foi feito da seguinte maneira: O João (nome criado para preservar...), o comprador dos seus instrumentos, teria 60 dias para fazer o pagamento dos mesmos. Mas, assim que venceu o prazo, o João não honrou o acordo feito com o José, alegando ele que não havia feito mais shows.

Agora as coisas iriam piorar, porque o José já havia comprado os seus desejados instrumentos musicais novos, e ficara devendo uma certa parte ao comércio, e não teria condições de pagá-la, vez que o negócio feito garantia o pagamento do que ele comprara ao lojista, e isso só seria resolvido, se o João cumprisse com o seu dever de devedor.

Como o João não lhe pagara e nem devolvia os seus instrumentos musicais usados o José organizou uma espécie de sequestro, só assim ele recuperaria os seus instrumentos. E se caso a loja tomasse-lhe os que ele havia comprado, recuperando os seus instrumentos usados, poderia continuar fazendo contratos de shows em Mossoró e na região.

Sabendo que em uma determinada data o João estaria viajando para a cidade de Apodi, no Rio Grande do Norte, para fazer um show, e como o plano do sequestro aos instrumentos já estava prontinho, José e mais os seus comparsas abalaram-se de Mossoró e foram tentar recuperar os seus instrumentos.

Já bem próximo à cidade de Apodi, os sequestradores esconderam a Kombi, a qual, transportava os armamentos, e logo fizeram o mesmo, procuraram lugares para se ocultarem das vistas do grupo de João, que não tardaria passar em direção à cidade de Apodi.

http://blog.lojasbeagle.com.br

Passados 30 minutos, em alta velocidade, apontou um automóvel  na estrada de barro. Era a Kombi do João, que transportava os instrumentos musicais para o local do show em Apodi, que ainda continuavam sendo de propriedades do José, já que ele não recebera nenhuma quantia como forma de pagamento.

agualisa6.blogs.sapo.pt 

E antes que a kombi passasse do local em que eles estavam, os sequestradores saíram de dentro do mato, e cada um com a sua arma engatilhada, apontando em direção ao transporte. E lentamente, o condutor do automóvel foi parando, parando, até que o levou ao acostamento da estrada. 

O José, nervoso, mas mesmo assim, disse-lhes:

- Descem! Descem! Se não se renderam, serão todos crivados de balas! - Disse ele, que naquele momento, estava com o ódio e o cão na pele. 

O João que estava totalmente errado,  mas mesmo assim, insistia para que o José  liberasse os instrumentos para ele realizar o seu show, logo mais à noite, na cidade apodiense, já que tinha feito contrato, e do contrário, iria arcar com uma grande despesa, cobrada pelos organizadores da festa, pois isso rezava no contrato musical, caso ele desistisse de promover o show. Mas o José não abriu mão, obrigando-os a colocarem todos os equipamentos musicais dentro da sua Kombi.

Transferido os instrumentos de uma kombi para a outra José deu ré e retornou  para Mossoró, ciente que tinha feito um bom sequestro dos seus instrumentos.

Agora o José estava feliz, mas tinha alguém que não estava gostando nada disso, que eram as autoridades. Apesar de estar defendendo o que lhe pertencia, mesmo assim, o José teve que prestar contas com a polícia e com a justiça.

Minhas Simples Histórias

Como eu escrevo histórias fictícias e não fictícias diferencie as minhas histórias verídicas das fictícias. Esta é real. 

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

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UMA TENTATIVA DE SUICÍDIO ENGRAÇADA.

  Por José Mendes Pereira

A história que segue é uma das muitas que aconteceram em Mossoró, e que esta, jamais foi escrita. Os personagens da história eu não usarei os seus verdadeiros nomes, dando-lhes nomes criados.

Cristino Souto era um homem ainda novo, e residiu por muitos anos em frente à linha de trem, no Alto da Conceição. Possuía um barracão, como era chamado nos velhos tempos, sendo este, localizado entre a casa de uma irmã, a Cacilda, e do outro lado, morava o viúvo Fragoso, o seu honrado pai.

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Cristino só comprava mercadorias com datas marcadas para pagar, mas não vendia fiado nem ao seu próprio pai. Quem compra fiado e vende a dinheiro, com certeza, acumulará riquezas. E assim o Cristino tornou-se um dos maiores comerciantes de cereais do bairro.

Mas o Cristino a tempo que vinha notando que alguém estava lhe roubado. A única pessoa que lhe dava uma mãozinha era o Geraldo, filho da irmã, a Cacilda, um jovem de vinte e poucos anos. Desconfiado, resolveu acusá-lo pelos desaparecimentos de algumas mercadorias, inclusive maços de cigarros: “Eldorado”, “Continental”, etc.

https://www.levyleiloeiro.com.br/peca.asp?ID=526726

Antes, já havia participado ao pai, que o Geraldo estava carregando algumas de suas mercadorias. O pai que toda a vizinhança o tinha como honestíssimo, achava que o Cristino não deveria acusar o seu neto, para não enodoar a sua generosa família, aconselhando-o que o deixasse lá, e não participasse a ninguém que isto estava se passando em seu barracão, principalmente, tendo como acusado, o seu próprio sobrinho. Mas o Cristino não obedeceu ao pai, e dias depois, levou o assunto aos fofoqueiros e ao próprio Geraldo sobre a sua desonestidade.

Assim que falou sobre a sua desonestidade o Geraldo caiu em pranto, dizendo-lhe que jamais havia tirado algo do seu comércio. Mas Cristino manteve firme a acusação. Se não entrava outra pessoa em seu barracão, a não serem eles dois, e ele como dono, não iria roubar a si mesmo, então o Geraldo andava furtando as suas mercadorias.

Sabendo que toda vizinhança já era conhecedora desta acusação, Geraldo resolveu arquitetar um suicídio, na tentativa de pressionar o seu tio a voltar atrás, e com isso, ele, talvez, iria informar aos seus vizinhos e fregueses que, o que dissera contra ele, tinha sido uma simples brincadeira.

Em sua casa, Geraldo guardava uma porção de pesos, que antes era usada em uma balança "romana" pelo tio. Mas com o lançamento de balanças modernas, Cristino adquiriu uma Filizola, e resolveu aposentar a "romana", guardando-a juntamente com os pesos na casa do Geraldo.

Nesse dia, Geraldo esperou que a mãe saísse para o trabalho, e assim que ela se dirigiu à Fitema (fábrica de tecelagem onde a Cacilda trabalhava em Mossoró), ele deu início ao seu plano. Juntou de dez a doze pesos de cinco quilos, inquiriu uns aos outros com arame, formando um total de cinquenta ou sessenta quilos.

https://www.magarte.com.br/peca.asp?ID=6809891

Em sua casa, um brabo, ou um gato, como é conhecido pelos construtores (linha que sustenta a mão, a qual recebe a terça de uma casa), Geraldo, com todo esforço, através de um carretel, suspendeu o grupo de pesos, agasalhando-o sobre o gato, sendo que este estava amarrado por uma corda, e a outra ponta seria a que iria laçar o seu pescoço. Empurrado os pesos, claro que eles desceriam, e era nesse momento que Geraldo subiria com a corda laçada ao pescoço, e com cuidado, assim que o grupo de pesos descesse, ele seguraria no brabo, evitando um suicídio de verdade.

E pôs-se a organizar o suicídio. Mas no momento em que o suicida arrumava a corda, ele bateu no grupo de pesos, despencando de uma só vez. O pior, foi que o Geraldo estava sobre uma cadeira, sustentando com um dos pés o laço que seria colocado ao pescoço, e no momento da inesperada descida dos pesos, a corda laçou um dos pés, arremessando-o para cima, deixando-o de cabeça para baixo.

Como ele não havia calculado o tamanho da corda que seria necessário para a armadilha, com o impulso dos pesos, levou a sua perna de vez, montando-a sobre o gato, partindo o osso ao meio, deixando-a em forma de cabo de estilingue, repuxada pelo seu próprio peso, e do outro lado do gato, os pesos da balança. Sentindo terríveis dores, o suicida iniciou desesperados gritos, para que a turma dos piedosos fossem salvá-lo. Mas no momento, o único que se encontrava no barracão, era o difamador, e ouvindo a gritaria de alguém, que ele não sabia quem lá estava, com muito esforço, quebrou a porta da frente para socorrer o homem que gritava.

Assim que ele entrou e viu o Geraldo dependurado por uma das pernas, em vez de tentar logo resolver aquele problema, ficou zombando do miserável, dizendo-lhe que nunca tinha visto um sujeito que queria se suicidar, amarrando a corda na perna, em vez de colocá-la no pescoço. Geraldo gritava, pedindo-lhe que cortasse logo a corda, pois havia quebrado a sua perna.

Depois de tanto zombar do sobrinho, Cristino olhou para cima e viu as pontas de ossos da perna do Geraldo, e o sangue banhando todo o seu corpo. Vendo-os, aperreou-se, e arrastou pela faca que estava na cintura, e com uma mão, segurava a corda do lado do acidentado, e com a outra, cortava a corda. Mas como ele não teve força para segurar o peso do miserável, assim que a corda se rompeu, Geraldo desceu, batendo a cabeça ao chão, e o corpo despencou sobre a cabeça, deixando-o desacordado.

https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=444499 - Este hospital pertencia ao Dr. Duarte Filho.

Foi Geraldo conduzido ao Hospital de Caridade. Dias depois, Geraldo chegou em casa, faltando lhe uma das penas. O médico que o assistiu, foi o Dr. Duarte Filho, não teve como preservá-la, pois os nervos, carnes e veias ficaram expostas e irreparáveis.

Médico mossoroense e senador da República brasileira.

O mais interessante! Para reforçar a suspeita do Cristino, assim que o Geraldo foi demitido, os roubos no seu barracão deixaram de acontecer.

Mas meses depois, sem a presença de Geraldo no barracão, Cristino sentiu que continuava sendo roubado. Sem comentar a ninguém, procurou dois policiais, e os levou para permanecerem algumas noites no barracão, até que prendessem o larápio. Já faziam cinco dias que os policiais dormiam dentro do barracão, mas ninguém sabia que lá dentro dois policiais se escondiam.

Nessa noite, lá pela madrugada, sentiram que alguém estava destelhando a casa. Silenciosamente, os policiais esperaram pelo suposto larápio. E lentamente, o ladrão foi retirando as telhas, e em seguida veio descendo, começando pelas pernas, depois o corpo, e logo desceu, caindo cuidadosamente. Encheu um saco de mercadorias, amarrou a corda que já estava prontinha no caibro para este fim, pôs-se a subi-lo. Impaciente, os soldados partiram para cima, e logo o algemaram com as mãos para trás, deitando-o ao chão com as costas para cima. Confiante que haviam pegado o ladrão, um foi até a casa do Cristino e comunicou-lhe que o esperto já estava algemado.

Cristino, ansioso para ver a cara do esperto, foi às presas para conduzi-lo até a Delegacia de Furtos e Roubos. Quando o levaram para fora do barracão, diante das luzes das ruas, Cristino ficou passado de vergonha. O ladrão era o seu próprio pai, que morando parede com parede, vez por outra, roubava o filho entrando por cima do teto.

O filho ao ver o pai naquele erro familiar, exclamou:

- Que vergonha, papai! Que vergonha! Tenho ouvido falar que geralmente filho rouba pai, chegando até quebrá-lo, mas pai roubar filho, eu nunca ouvi falar.

Com o passar dos tempos, Geraldo inconformado com a injusta acusação do tio, responsabilizando-o pelos furtos que aconteceram no seu barracão, e também arrependido pelo que havia arquitetado, a tentativa de suicídio, perdendo uma das pernas, pouco se alimentava, e lentamente foi atrofiando, atrofiando, chegando a falecer em sua própria residência.

O Fragoso, pai do Cristino e avô do Geraldo, desconfiado no meio da vizinhança, resolveu desaparecer do bairro, e não levou muitos meses para ser encontrado morto, já nas terras da cidade de Areia Branca. Segundo autópsia, a causa da morte, fora suicídio.

O Cristino Souto ficou todo desnorteado com a decepção que passara pelo pai. Envergonhado, dedicou-se ao álcool. Vivia bêbado dentro do seu barracão. Não cumpria mais com os seus compromissos, e o barracão foi fracassando, fracassando, chegando fechar as suas portas.

Cristino Souto morreu de cirrose hepática, de tanto beber, causada pelo desgosto.

Minha Fantásticas Histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixa-me pegar outro.

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COMO ERA LAMPIÃO NO BANDO.

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=sFBbIEf0HBU

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Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

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"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

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OS AMIGOS DO CARIRI CANGAÇO...

Por Geraldo Júnior 


Durante a cerimônia de abertura do Cariri-Cangaço na Vila Sítio São João em Campina Grande, Paraíba, entre os amigos; Manoel Severo Barbosa, curador do evento, e a querida amiga Luma Holanda, presidente da comissão organizacional do evento. Ocasião em que recebi homenagem e comenda do Cariri-Cangaço. Momento marcante e inesquecível.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=3478691348961403&set=a.230011563829414

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Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

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Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

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