Está Em Uma Nova Biografia da Famosa Estilista
“Sleeping with the Enemy: Coco Chanel’s Secret War” (Dormindo com o Inimigo: a Guerra Secreta de Coco Chanel, numa tradução livre) do jornalista Hal Vaughan afirma ter juntado todas as peças do quebra-cabeças sobre os rumores nunca verificados sobre o passado nazista desta rainha da moda.
“Sleeping with the Enemy’ fala sobre como Coco Chanel tornou-se parte da operação de inteligência alemã; como e porque foi alistada em missões de espionagem; como escapou da prisão na França depois da guerra, apesar do conhecimento de suas atividades”, afirma a editora Knoff em comunicado.
Entre as revelações do livro estão incluídas documentação com o número de agente nazista de Chanel, uma missão que realizou na Espanha, em troca da libertação de um sobrinho detido e sua relação com líderes do nazismo, como
Entre as revelações do livro estão incluídas documentação com o número de agente nazista de Chanel, uma missão que realizou na Espanha, em troca da libertação de um sobrinho detido e sua relação com líderes do nazismo, como
Hermann Goering
e Joseph Goebbels, entre outros.
O livro do escritor e jornalista americano Hal Vaughan também apresenta provas sobre as ações de Chanel para encobrir outros espiões nazistas e uma tentativa de apropriar-se de bens de seus sócios judeus, afirma a editora na nota à imprensa.
Hal Vaughan descreve em detalhes a relação de Chanel com o barão
Hans Gunther von Dincklage, um oficial alemão dos serviços secretos, mencionada em outras biografias da estilista, mas cuja verdadeira influência é apresentada pela primeira vez.
“Dincklage é revelado aqui como um mestre da espionagem nazista e um agente da inteligência militar alemão que tinha a seu dispor uma rede de espões, no Mediterrâneo e em Paris, que reportava diretamente ao ministro de propaganda nazista Joseph Goebbels, considerado a mão direita de Hitler”, diz o comunicado.
A vida de Coco Chanel (1883-1971) é um filme em si, já que de órfã pobre transformou-se numa das grandes estilistas do século XX e que ainda fascina, 40 anos depois de sua morte.
Nasceu em 19 de agosto de 1883 em Saumur (oeste da França). Tinha 12 anos quando a mãe morreu e foi abandonada pelo pai junto a quatro irmãos.
Gabrielle Chanel – seu verdadeiro nome – viveu num orfanato e, já adulta, trabalhou numa confecção até conhecer um rico herdeiro, Etienne Balsan.
Gabrielle Chanel – seu verdadeiro nome – viveu num orfanato e, já adulta, trabalhou numa confecção até conhecer um rico herdeiro, Etienne Balsan.
Um empresário inglês, Boy Chapel, considerado o grande amor de sua vida, ajudou-a a abrir seu primeiro estabelecimento, dedicado à fabricação de chapéus.
A estilista Coco Chanel, nos jardins de Tuilleries, em 1951
Seguiu-se a alta-costura, com a inauguração da casa de número 31 da rua Cambon em 1919; pouco depois, lançaria o primeiro perfume, o N° 5.
Depois da Segunda Guerra Mundial, exilou-se na Suíça até 1953, regressando, em seguida à criação de uma coleção recebida friamente em Paris, mas que conquistou o mundo.
Depois da Segunda Guerra Mundial, exilou-se na Suíça até 1953, regressando, em seguida à criação de uma coleção recebida friamente em Paris, mas que conquistou o mundo.
Chanel morreu em 10 de janeiro de 1971 num quarto do Hotel Ritz na capital francesa e foi enterrada em Lausanne (Suíça).
Adendo
Gabrielle tinha quatro irmãos, dois irmãos e duas irmãs. O pai, Albert Chanel, era um feirante e a mãe, Jeanne Devolle, doméstica. Depois que a mãe faleceu, vítima de tuberculose, o pai de Chanel tomou de conta das crianças. Coco e as irmãs foram educadas num colégio interno o Colégio Nossa Senhora da Misericórdia, e os irmãos foram trabalhar numa quinta.
Aos 18 anos, ela e uma prima, que tinha a mesma idade e ambição, fugiram do internato. Em 1903 ela foi costureira em uma loja de enxovais. Em 1907-1908, em uma noite quando sai com sua prima ela se põe a cantar e começa a sonhar com o music hall. Afirmam que seu apelido deve-se à uma música que cantava com sua irmã, porque cantava "Quem viu Coco no Trocadero?" ("Qui qu'a vu Coco dans l'Trocadéro?").
Ainda em 1903, Gabrielle tentou emprego no comércio e da dança, como bailarina. Tentou teatro, mas não obteve sucesso, devido à sua estatura.
No início dos anos 20, Chanel conheceu e apaixonou-se por um príncipe russo pobre, Dmitri Pavlovich, que tinha fugido com a sua família da Rússia, então União Soviética.
A sua relação com Paulovitch causou-lhe a criação de roupas com bordados do folclore russo e, para desenvolveu o seu novo ramo, contratou 20 bordadeiras. Neste período, Chanel conheceu muitos artistas importantes, tais como:
Pablo Picasso,
Luchino Visconti
e Greta Garbo.
Suas roupas vestiram as mais lindas atrizes de Hollywood, e seu estilo expandiu-se em todo o mundo. Além de confecções próprias, desenvolveu perfumes com sua marca. Os seus tailleurs são referência até hoje.
Em 1921, criou o perfume Chanel Nº. 5, convertendo-a numa grande celebridade por todo mundo. O nome referia-se ao seu algarismo da sorte. Depois deste perfume, veio o nº17, mas este não teve o mesmo êxito que o nº5.
No período da Segunda Guerra Mundial, Chanel fechou a casa e envolveu-se romanticamente com um oficial alemão. Reabriu-a em 1954.
No final da guerra, os franceses conceituaram este romance mal e deixaram de frequentar a sua casa. Nesta década, Chanel teve portanto dificuldades financeiras. Para manter a casa aberta, Chanel começou a vender suas roupas para o outro lado do Atlântico, passando a residir na Suíça.
Devido à morte do ex-presidente norte-americano
John Kennedy e à admiração da ex-primeira-dama
Jackie Kennedy por Chanel, ela começou a aparecer nas revistas de moda com a criação dos seus tailleurs (casacos, fato e sapatos). Depois voltou a residir na França.
O filme Coco antes de chanel retrata a biografia da estilista, com a também francesa Audrey Tautou representando-a.
Rostand Medeiros:
Gostei tanto da Coco Chanel, que me obrigou a falar mais um pouco sobre ela.
através da Agência France Press
http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2011/08/30/coco-chanel-era-espia-nazista//2011/08/30/coco-chanel-era-espia-nazista/
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